Yangismo (chinês: 楊朱學派; pinyin: Yángzhūxuépài) foi uma escola filosófica fundada por Yang Zhu, existente durante o Período dos Estados Combatentes (475 AC- 221), que acreditava que as ações humanas são e deviam ser baseadas em auto-interesse. A escola foi descrita por sinologistas como uma forma inicial de egoísmo psicológico e ético. O principal foco dos yangistas era o conceito de xing (性), ou natureza humana, um termo mais tarde incorporado por Mêncio no Confucionismo.
Documentos diretamente da autoria de yangistas não foram ainda descobertos, e tudo que é sabido da escola vem dos comentários de filósofos rivais, especificamente nos textos chineses Huainanzi, Lüshi Chunqiu, Mengzi, e possivelmente o Liezi e Zhuangzi. O filósofo Mêncio alegava que o Yangismo já fora rival do Confucionismo e Moísmo, embora a veracidade desta alegação continue a ser controversa entre sinologistas. Pelo Yangismo ter largamente tornado-se obscuro pelo tempo em que Sima Qian compilou o seu Shiji, a escola não foi incluída como uma das Cem Escolas de Pensamento.
"O que Yang Zhu defendia era o próprio. Se ao arrancar um cabelo ele pdoeria beneficiar o mundo inteiro, ele não o faria." — Mêncio sobre Yang Zhu, Mengzi (século quarto AC)
O Yangismo foi descrito como uma forma de egoísmo psicológico e ético. Os filósofos yangistas acreditavam na importância de manter auto-interesse através de "manter a sua natureza intacta, proteger a sua singularidade, e não deixar o corpo estar preso por outras coisas." Discordando com as virtudes confucionistas de li (propriedade), ren (humanidade), e yi (retidão) e a virtude legalista de fa (lei), os yangistas viam wei wo (為我), ou "[tudo] para mim", como a única virtude necessária para a auto-cultivação. O prazer individual é considerado desejável, como no hedonismo, mas não à custa da saúde do indivíduo. Os yangistas viam o bem-estar individual como o principal propósito da vida, e consideravam qualquer coisa que impedisse esse bem-estar como imoral e desnecessário.
O principal foco dos yangistas era o conceito de xing, ou natureza humana, um termo mais tarde incorporado por Mêncio no Confucionismo. O xing, segundo o sinologista A. C. Graham, é o "trajeto adequado de desenvolvimento" na vida de uma pessoa. Os indivíduos podem apenas racionalmente importar-se com o seu xing, e não devem ingenuamente ter de apoiar o xing de outras pessoas, até se isso significar opor-se ao imperador. Neste sentido, o Yangismo é um "ataque direto" ao Confucionismo, ao insinuar que o poder do imperador, defendido no Confucionismo, é infundado e destrutivo, e que a intervenção do estado moralmente tem falhas.
O filósofo confucionista Mêncio retrata o Yangismo como o direto oposto do Moísmo, enquanto o Moísmo promove a ideia de amor universal e carinho imparcial, os yangistas agem apenas "por si", rejeitando o altruísmo do Moísmo.
Mêncio adicionalmente criticou os yangistas como egoístas, ignorando o dever de servir o público e querer saber apenas de preocupações pessoais. Mêncio via o Confucionismo como o "Meio Caminho" entre o Moísmo e o Yangismo.
Mêncio incorporou o conceito yangista de xing na sua filosofia. Alguns sinologistas argumentaram que o Yangismo influenciou o Taoismo, e pode ser visto como um "precursos" de crenças taoístas posteriores.
O próprio caminho de Yangzhu foi descrito como egoísmo psicológico (os humanos são de facto motivados apenas por auto-interesse), egoísmo ético (os humanos devem fazer apenas o que está no seu interesse), ou primativismo (os humanos devem apenas fazer o que estiver no seu interesse e da sua família próxima.
Existem poucas provas de que os ensinamentos yangistas foram influentes durante o tempo de Mêncio, e isto levou a que alguns estudiosos sugerissem que Mêncio exagerou a influência do movimento.