| Periodicidade | Diária |
|---|---|
| Tipo | Jornal diário |
| Formato | standard |
| Sede | Exchange Place, Boston, Massachusetts, Estados Unidos |
| País | Estados Unidos |
| Fundação | 4 de março de 1872 |
| Proprietário | Boston Globe Media Partners, LLC |
| Editor | Brian McGrory |
| Editor de opinião | James Dao |
| Circulação | 45.600 exemplares impressos em média (2025) 313.000 assinantes digitais pagos (2026) |
| ISSN | 0743-1791 |
| OCLC | OCLC 66652431 |
| Website | bostonglobe.com |
The Boston Globe, também chamado localmente de Globe, é um jornal diário americano fundado e sediado em Boston, Massachusetts. É o jornal diário mais antigo e de maior circulação de Boston e, em 2023, era o décimo jornal dos Estados Unidos em circulação impressa.
O jornal foi fundado em 1872 por seis empresários da região e passou depois às mãos de Charles H. Taylor, seu primeiro administrador de negócios e diretor de publicação. Permaneceu sob controle privado até 1973. Em 1993, foi comprado pela The New York Times Company por US$ 1,1 bilhão, uma das aquisições mais caras de um jornal impresso na história dos Estados Unidos. Em 2013, a The New York Times Company vendeu o Globe ao empresário do esporte John W. Henry por US$ 70 milhões, depois de o jornal perder mais de 90% de seu valor em vinte anos. Seu principal concorrente impresso é o Boston Herald, cuja circulação era menor e caía mais rapidamente em 2018.
O jornal recebeu 27 Prêmios Pulitzer. Em 2013, o The New York Times o incluiu entre os jornais de maior reputação nacional. Em 1967, o Globe tornou-se o primeiro jornal americano de ampla circulação a se opor à Guerra do Vietnã. A cobertura de 2002 sobre o escândalo de abuso sexual na Arquidiocese Católica Romana de Boston ganhou repercussão internacional e deu origem ao filme americano Spotlight, de 2015. Brian McGrory voltou ao cargo de editor em janeiro de 2026.


O The Boston Globe foi fundado em 1872 por seis empresários de Boston, que investiram juntos US$ 150.000, equivalentes a cerca de US$ 4.031.250 em 2025. Entre os fundadores estavam Eben Dyer Jordan, da loja de departamentos Jordan Marsh, e Cyrus Wakefield, da Wakefield Rattan Company, que deu nome à cidade de Wakefield, em Massachusetts. A primeira edição saiu em 4 de março de 1872 e custava quatro centavos, equivalentes a cerca de US$ 1,08 em 2025. Em agosto de 1873, Jordan contratou Charles H. Taylor como administrador de negócios interino. Em dezembro, Taylor assinou contrato para atuar por dois anos como gerente-geral do jornal. Ele foi o primeiro diretor de publicação do The Boston Globe e permaneceu no cargo até sua morte, em 1921. Quatro de seus descendentes o sucederam até 1999.
Criado como diário matutino, o Globe lançou sua edição dominical em 1877. Uma edição semanal chamada The Boston Weekly Globe, voltada a assinantes por correio fora da cidade, circulou de 1873 até ser incorporada à edição de domingo em 1892. Em 1878, o jornal criou uma edição vespertina, The Boston Evening Globe, encerrada em 1979. A edição matutina usou o nome The Boston Daily Globe até a retirada da palavra "Daily" do cabeçalho, em 1960.

Em 1912, o Globe fazia parte da Associated Newspapers, uma organização cooperativa formada pelo New York Globe, Boston Globe, Philadelphia Bulletin, Chicago Daily News e Kansas City Star.
No começo do século XX, Charles H. Taylor fez do Globe o jornal mais lido da Nova Inglaterra. O periódico passou a dar cobertura mais ampla a movimentos sociais, entre eles o sufrágio feminino, com uma cobertura que concorrentes como o The Boston Post não ofereciam na mesma medida.
Na eleição para governador de Massachusetts de 1940, o Globe projetou corretamente a reeleição do republicano Leverett Saltonstall, usando métodos introduzidos por Taylor. O rival The Boston Post projetou de forma incorreta a vitória do democrata Paul A. Dever.
Em 1955, Laurence L. Winship assumiu como editor, encerrando um período de 75 anos em que a função havia ficado nas mãos dos diretores de publicação. Na década seguinte, o Globe passou do terceiro para o primeiro lugar entre os oito jornais que disputavam leitores em Boston.
Em 1958, o Globe deixou sua localização original na Washington Street, no centro de Boston, e mudou-se para Morrissey Boulevard, no bairro de Dorchester.
Em 1965, Thomas Winship sucedeu o pai como editor. Sob sua direção, o Globe deixou de ser um jornal local de alcance modesto e passou a ter circulação e atenção em escala regional e nacional. Winship permaneceu no cargo até 1984. Nesse período, o jornal recebeu doze Prêmios Pulitzer, os primeiros de sua trajetória.
O The Boston Globe foi uma empresa privada até 1973, quando abriu seu capital com o nome Affiliated Publications. A administração permaneceu com os descendentes de Charles Taylor. Em 1993, a The New York Times Company comprou a Affiliated Publications por US$ 1,1 bilhão, tornando o The Boston Globe uma subsidiária integral da empresa controladora do The New York Times. As famílias Jordan e Taylor receberam uma quantidade substancial de ações da The New York Times Company. Em 1999, os últimos integrantes da família Taylor haviam deixado a administração.
O Boston.com, edição on-line do The Boston Globe, entrou na World Wide Web em 1995. O site figurou repetidamente entre os dez sites de jornais mais acessados dos Estados Unidos, recebeu prêmios nacionais e ganhou dois prêmios Emmy regionais em 2009 por seus trabalhos em vídeo.
A revista Time o incluiu entre os dez melhores jornais diários dos Estados Unidos em 1974 e 1984. Em 1999, o Globe ficou empatado em sexto lugar numa pesquisa nacional da Columbia Journalism Review com editores que escolheram os "Melhores Jornais dos Estados Unidos".


Sob os editores Martin Baron e Brian McGrory, o Globe reduziu a cobertura de notícias internacionais e concentrou mais recursos em Boston e sua região.
Entre 2001 e 2003, os repórteres Michael Rezendes, Matt Carroll, Sacha Pfeiffer e Walter Robinson, junto com o editor Ben Bradlee Jr., investigaram e expuseram o escândalo de abuso sexual na Igreja Católica, sobretudo em igrejas de Massachusetts. O The Boston Globe recebeu o Prêmio Pulitzer pelo trabalho deles e de outros integrantes da redação, um dos prêmios obtidos pelo jornal por jornalismo investigativo. A investigação foi retratada em Spotlight, vencedor do Oscar de melhor filme em 2016 e batizado com o nome da equipe de investigações aprofundadas do jornal.
Foi no The Boston Globe que Peter Gammons começou sua seção Notes sobre beisebol, formato que depois passou a aparecer em muitos jornais de grande circulação nos Estados Unidos. Em 2004, Gammons tornou-se o 56.º homenageado com o J. G. Taylor Spink Award por sua cobertura de beisebol, concedido pela Baseball Writers' Association of America. A homenagem foi entregue no National Baseball Hall of Fame em 31 de julho de 2005.
Em 2007, Charlie Savage recebeu o Prêmio Pulitzer de Reportagem Nacional por suas matérias sobre o uso de declarações de assinatura pelo presidente George W. Bush, que haviam alcançado repercussão nacional.
Em 2 de abril de 2009, a The New York Times Company ameaçou fechar o jornal caso os sindicatos não aceitassem uma redução de US$ 20 milhões nos custos. Entre as medidas estavam uma redução de 5% nos salários de empregados sindicalizados, o fim das contribuições para planos de aposentadoria e o encerramento da estabilidade de alguns funcionários.
O The Boston Globe eliminou o equivalente a cinquenta postos de trabalho em tempo integral. Entre planos de demissão voluntária e dispensas, a maior parte dos funcionários de meio período das seções editoriais deixou o jornal. Na madrugada de 5 de maio de 2009, a The New York Times Company anunciou um acordo preliminar com a Boston Newspaper Guild, que representava a maior parte da redação do Globe, permitindo à empresa obter as concessões que exigia. Os outros três grandes sindicatos do jornal haviam aceitado concessões em 3 de maio, depois de a The New York Times Company ameaçar comunicar ao governo, com sessenta dias de antecedência, sua intenção de encerrar o jornal. Embora os cortes tivessem melhorado substancialmente o desempenho financeiro até outubro daquele ano, a empresa controladora informou que estudava alternativas estratégicas para o Globe, mas não pretendia vendê-lo.
Em 2010, o Globe mantinha 28 blogs sobre assuntos como esportes de Boston, política local e textos dos articulistas de opinião do jornal.
Em setembro de 2011, o The Boston Globe lançou o site bostonglobe.com, dedicado ao conteúdo do jornal e baseado em assinaturas.
A partir de 2012, o Globe passou a imprimir e distribuir o Boston Herald. Em 2013, já cuidava de toda a tiragem do concorrente. O acordo permaneceu até 2018 e terminou depois que a Digital First Media comprou o Herald.
Em fevereiro de 2013, a The New York Times Company anunciou que venderia seu New England Media Group, que incluía o Globe. Seis grupos apresentaram propostas. Entre eles estavam John Gormally, então proprietário da WGGB-TV de Springfield, em Massachusetts, um grupo com integrantes da família Taylor, ligada aos antigos diretores de publicação do Globe, e John W. Henry, principal proprietário do Boston Red Sox, cuja proposta fazia parte de um grupo ligado à New England Sports Network, controlada majoritariamente pela Fenway Sports Group e pelo Boston Bruins. Quando o grupo da NESN saiu da disputa, Henry apresentou uma proposta própria pelo Globe em julho de 2013.
Em 24 de outubro de 2013, Henry assumiu o controle do Globe, comprado por US$ 70 milhões, e rebatizou a empresa como Boston Globe Media.
Em 30 de janeiro de 2014, Henry assumiu também como diretor de publicação e nomeou Mike Sheehan, ex-executivo de publicidade de Boston, para o cargo de diretor-executivo. Doug Franklin substituiu Sheehan em janeiro de 2017, mas deixou a função em julho, depois de seis meses, por divergências estratégicas com Henry.
Em julho de 2016, a sede de 75.716 m² em Dorchester foi vendida a um comprador não identificado por um valor não divulgado. Em junho de 2017, a impressão do Globe foi transferida para o Myles Standish Industrial Park, em Taunton, Massachusetts. No mesmo mês, a sede administrativa mudou-se para Exchange Place, no distrito financeiro de Boston.
Em julho de 2022, James Dao, editor veterano com trinta anos de experiência no The New York Times, assumiu a editoria das páginas de opinião, sucedendo Bina Venkataraman.
Em novembro de 2022, o The Boston Globe anunciou que Nancy Barnes, chefe de jornalismo da NPR, substituiria Brian McGrory como editora.
Entre 1 de setembro de 2022 e 31 de agosto de 2023, a circulação combinada, impressa e digital, do Globe nos dias úteis aumentou 2,7%, para 346.944 exemplares e assinaturas. Aos domingos, subiu 1,3%, para 408.974. O jornal tinha mais de 245.000 assinaturas exclusivamente digitais, cerca de 10.000 a mais do que em fevereiro de 2022.

A partir da edição dominical de 1891, e nas edições de dias úteis a partir de 1913, o editorial principal do Globe era assinado "Uncle Dudley". O editor Thomas Winship encerrou a prática em 1966.
Em março de 1980, o Globe publicou um editorial sobre um discurso do presidente Jimmy Carter. Em parte da tiragem, o texto saiu por engano com o título "Mush from the Wimp", erro que ganhou repercussão nacional.
Desde 1981, as páginas editoriais do Globe são separadas da redação de notícias, prática comum na imprensa. Os editoriais expressam a posição oficial do The Boston Globe como instituição. O diretor de publicação pode vetar um editorial e costuma decidir os apoios eleitorais para os cargos de maior nível.
O Globe fez seu primeiro endosso político em 1967, apoiando Kevin White na eleição daquele ano para prefeito de Boston. Nas eleições presidenciais, o jornal tem apoiado candidatos democratas, entre eles Joe Biden em 2020, mas também apoiou republicanos em disputas estaduais e municipais, como Charlie Baker para governador de Massachusetts.
Ao comentar a orientação política das páginas editoriais em 2001, a ex-editora de opinião Renée Loth disse à revista de ex-alunos da Boston University:
O Globe tem uma longa tradição como instituição progressista, sobretudo nas questões sociais. Apoiamos os direitos das mulheres. Somos favoráveis ao direito de escolha sobre o aborto. Somos contra a pena de morte. Somos favoráveis aos direitos dos gays. Mas, se as pessoas nos lerem com atenção, verão que em toda uma série de outras questões não reagimos de forma automática. Somos favoráveis às charter schools. Somos favoráveis a uma série de incentivos fiscais apoiados por empresas. Somos muito mais nuançados e sutis do que esse estereótipo liberal faz parecer.
James Dao assumiu a editoria das páginas de opinião em 2022.
Em agosto de 2018, o conselho editorial lançou uma campanha coordenada para que jornais de todo o país respondessem aos ataques do presidente Donald Trump contra a imprensa, entre eles a expressão "inimiga do povo" e acusações de "notícias falsas", publicando editoriais produzidos por cada veículo na quinta-feira, 16 de agosto. Em poucos dias, mais de cem jornais haviam se comprometido a participar, e o número chegou a cerca de duzentos alguns dias depois.
Em 13 de agosto, a Radio Television Digital News Association e sua Voice of the First Amendment Task Force incentivaram as 1.200 organizações associadas a aderir à campanha. Outras organizações de mídia também divulgaram a iniciativa. Alguns veículos de orientação à direita apresentaram a campanha do Globe como um ataque ao presidente, e não como uma resposta aos ataques retóricos de Trump contra a imprensa. Alguns jornais anteciparam seus textos para 15 de agosto, e 350 participaram da ação em 16 de agosto.
Entre 10 e 22 de agosto, os escritórios do Boston Globe receberam cerca de catorze telefonemas com ameaças. O autor dos telefonemas chamava o Globe de "inimigo do povo" e ameaçava matar funcionários do jornal. Em 30 de agosto, Robert Chain, morador da Califórnia, foi preso por uma equipe SWAT do FBI e acusado de um crime de comunicação ameaçadora entre estados. Em maio de 2019, Chain declarou-se culpado, num tribunal federal americano, de sete acusações de comunicação ameaçadora entre estados.
The Boston Globe Magazine acompanha a edição de domingo do jornal em quase todas as semanas. Em 2026, Veronica Chao era a editora, e Patricia Wen estava entre os colaboradores.
Desde 2004, a edição de dezembro escolhe um Bostonian of the Year, ou "Bostoniano do Ano". Entre os escolhidos estiveram o gerente-geral do Red Sox Theo Epstein em 2004, o juiz aposentado e denunciante do projeto Big Dig Edward Ginsburg em 2005, o governador Deval Patrick em 2006, Bruce Marks, fundador e diretor-executivo da Neighborhood Assistance Corporation of America, em 2007, o campeão da NBA Paul Pierce em 2008, a professora Elizabeth Warren em 2009, o político republicano Scott Brown em 2010, a procuradora federal Carmen Ortiz e o diretor-executivo da ArtsEmerson, Robert Orchard, em 2011, as medalhistas de ouro olímpicas Aly Raisman e Kayla Harrison em 2012, Dan Marshall, Natalie Stavas e Larry Hittinger, que estavam perto do atentado à Maratona de Boston, em 2013, os funcionários da rede Market Basket em 2014, e a neuropatologista Ann McKee em 2017.
Em 23 de outubro de 2006, a Boston Globe Media anunciou a revista Design New England: The Magazine of Splendid Homes and Gardens. A publicação, de formato grande e papel brilhante, saía seis vezes por ano. A revista encerrou a publicação em 2018.
Em 22 de janeiro de 2025, a Boston Globe Media comprou a revista Boston, que publicava reportagens longas e conteúdo sobre estilo de vida e gastronomia, e sua franquia editorial "Best of Boston", então com cinquenta anos, da Metrocorp Publishing, da Filadélfia. Em 2025, Chris Vogel era o editor-chefe.

| Diretor de publicação | Anos no cargo | Observações |
|---|---|---|
| Charles H. Taylor | 1873–1921 | Primeiro diretor de publicação do The Boston Globe |
| William O. Taylor | 1921–1955 | Filho de Charles H. Taylor |
| William Davis Taylor | 1955–1977 | Filho de William O. Taylor |
| William O. Taylor II | 1978–1997 | Filho de William Davis Taylor. Estava no cargo quando o jornal foi vendido ao The New York Times, em 1993. |
| Benjamin B. Taylor | 1997–1999 | Neto de John I. Taylor, irmão mais novo de William O. Taylor. |
| Richard H. Gilman | 1999–2006 | Primeiro diretor de publicação que não pertencia à família Taylor. |
| P. Steven Ainsley | 2006–2009 | |
| Christopher Mayer | 2009–2014 | |
| John W. Henry | 2014–presente | Comprou o jornal da The New York Times Company e também é proprietário do Boston Red Sox. |


O Globe usa "editor" como título mais alto da redação. Outros jornais chamam a mesma função de editor-chefe. Nos primeiros anos, três pessoas ocuparam o posto. De 1880 a 1955, a função ficou com os diretores de publicação. Esse período terminou em 1955, quando William Davis Taylor nomeou Laurence L. Winship editor. Winship assumiu a chefia da redação depois da morte de James Morgan, que durante muitos anos fora o editor executivo de facto. Morgan havia entrado no Globe em janeiro de 1884, contratado por Charles H. Taylor.
Fonte:
Em 1998, a colunista Patricia Smith foi obrigada a deixar o jornal depois que se descobriu que ela havia inventado pessoas e citações em algumas de suas colunas. Em agosto daquele ano, descobriu-se que o colunista Mike Barnicle havia copiado para uma coluna material do livro Brain Droppings, de George Carlin. Ele foi suspenso e suas colunas anteriores passaram por revisão. Os editores do The Boston Globe encontraram ainda uma história fabricada sobre dois pacientes com câncer, e Barnicle foi obrigado a renunciar. Em 2000, o Globe suspendeu o colunista Jeff Jacoby por não creditar por completo material que não era original em uma de suas colunas. O jornal evitou classificar o caso como plágio, pois Jacoby havia explicado na versão enviada por e-mail que a coluna era uma versão corrigida de textos semelhantes, amplamente conhecidos, publicados sobre o assunto havia mais de um século. A suspensão recebeu críticas por ser vista como uma reação excessiva.
Em 2004, o Globe pediu desculpas por publicar fotografias explícitas apresentadas numa exposição de um vereador municipal como imagens de soldados americanos estuprando mulheres iraquianas durante a Guerra do Iraque, antes de verificar sua origem. Outros veículos já haviam descoberto que as fotografias vinham de um site de pornografia na internet.
No primeiro semestre de 2005, o Globe retirou uma reportagem sobre uma caça às focas perto de Halifax, na Nova Escócia, que teria ocorrido em 12 de abril de 2005. O texto, escrito pela freelancer Barbara Stewart, ex-integrante da equipe do The New York Times, dava o número exato de barcos envolvidos e narrava em detalhes a morte das focas e os protestos no local. O mau tempo, porém, havia adiado a caçada, que ainda não começara quando a matéria foi enviada, comprovando que os detalhes haviam sido inventados.
Em 2018, o Globe suspendeu o colunista Kevin Cullen depois de concluir que ele havia exagerado afirmações feitas no rádio e em aparições públicas sobre o atentado à Maratona de Boston.
O The Boston Globe mantém dois grandes sites distintos. BostonGlobe.com é financiado por assinaturas, tem uma paywall e publica conteúdo do jornal impresso. O Boston.com, um dos primeiros portais regionais de notícias, é financiado por publicidade. Entre setembro de 2011 e março de 2014, o Globe retirou gradualmente do Boston.com os textos produzidos por seus jornalistas, separando cada vez mais os dois sites. O BostonGlobe.com foi criado para oferecer uma experiência voltada ao conteúdo pago e reproduzir visualmente a aparência do jornal. Foi um dos primeiros sites de grande porte a adotar web design responsivo, no qual o leiaute se ajusta automaticamente ao tamanho da tela do aparelho. O Boston.com fez o mesmo em 2014. Os dois sites passaram a mirar públicos diferentes. O Boston.com voltou-se a leitores ocasionais e a conteúdo local, enquanto o novo site do Boston Globe se destinava aos leitores do próprio jornal.
Em 2012, a Society for News Design escolheu o BostonGlobe.com como o site de notícias com o melhor design do mundo.
Em agosto de 2026, o Globe tinha 313.000 assinantes digitais, uma das maiores bases entre jornais metropolitanos dos Estados Unidos.
A Boston Globe Media Partners, proprietária do Globe, mantém sites voltados a temas específicos. Eles compartilham recursos, como espaço de escritório, com o jornal, mas costumam ter marcas próprias:
O Crux foi lançado pelo Globe em setembro de 2014 para cobrir notícias sobre a Igreja Católica. No fim de março de 2016, o Globe encerrou sua participação no Crux e transferiu a propriedade do site à própria equipe. Com John L. Allen Jr. como novo editor, o Crux passou a receber patrocínio dos Knights of Columbus e de dioceses católicas.
Stat, lançado em 2015, cobre saúde, medicina e ciências da vida, com atenção especial à indústria de biotecnologia de Boston e seus arredores. A publicação mantém jornalistas em Boston, Washington, D.C., Nova Iorque e São Francisco.
The Emancipator, lançado em 2022 em parceria com a Boston University, cobria justiça racial. A participação do Globe terminou em março de 2023.