Região Centro-Oeste do Brasil | |
|---|---|
| Divisão regional do Brasil | |
| Localização | |
| Características geográficas | |
| Região geoeconômica | Centro-Sul e Amazônia |
| Estados | |
| Gentílico | centro-oestino |
| Regiões limítrofes | Sul, Sudeste, Nordeste, e Norte |
| Área | 1 606 403,506 km² 2010 |
| População | 16 287 809 hab. 2022 |
| Densidade | 10,14 hab./km² |
| Maior concentração urbana | Brasília |
| Indicadores | |
| PIB | R$ 542,632 bilhões 2014 |
| PIB per capita | R$ 35 653,48 2014 |
| IDH | 0,821 muito alto 2024 |
Região Centro-Oeste do Brasil é a segunda maior em extensão territorial do país, com 1 606 403,506 km², cerca de um quinto da área do país. As porções oriental e meridional de seu território, inclusive o limite meridional de Tocantins, localizado ao sul do paralelo 12 S, estão subordinadas à Região geoeconômica Centro-Sul do Brasil. Ao passo disso, boa parte do estado de Mato Grosso integra a Região geoeconômica Amazônica do Brasil. Até 1977, contava com as unidades federativas de Mato Grosso e Goiás e com o Distrito Federal, no qual se situa a cidade de Brasília, capital nacional. Em outubro de 1977, o governo brasileiro decidiu fragmentar Mato Grosso em dois estados: Mato Grosso, com sede em Cuiabá, e Mato Grosso do Sul, com capital em Campo Grande. A região possui população de 16 287 809 hab. (censo de 2022), com uma densidade populacional de 10,01 hab./km². As principais densidades populacionais se encontram em Brasília e no sudoeste de Goiás. Mais de 32% da população moram no campo. O maior estado é Mato Grosso (mais de 46% do total) e o maior em quantidade de habitantes é Goiás (mais de 51% da população).
A região possui como limites: ao norte, com o Amazonas e o Pará; ao sul, com o Paraná e o Paraguai; ao leste, com a Bahia e Minas Gerais; ao sudeste, com São Paulo; ao sudoeste, com o Paraguai e a Bolívia; ao nordeste, com o Tocantins; e ao noroeste, com Rondônia.
Até o começo do século XX, a região permanecia completamente distante em comparação ao restante do país. Sua única rota de transporte foi o rio da Prata. Os centros de produção mineral fundados no século XVIII viviam quase separados. A abertura da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (1905), conectando Corumbá, no Pantanal Mato-Grossense, a Bauru–SP; a força do desenvolvimento da economia paulista no sul de Goiás e de Mato Grosso; a criação de Brasília (1960); e a abertura de várias estradas de rodagem caracterizaram o começo da interligação do centro-oeste ao resto do país.
Boa parte da região é compreendida por planaltos com altitudes aplainadas, as chapadas, as quais são utilizadas com divisores de águas entre as bacias dos rios Amazonas e da Prata. Possui um clima tropical, com estações úmidas e secas bem divididas. A vegetação típica é o cerrado, com arbustos retorcidos e pequenas plantas, no entanto, existem áreas de matas e de campos. Nas fontes de renda, prevalecem o extrativismo vegetal, o garimpo, a produção de gado zebu e os plantios de soja, arroz, milho e outras.


Os povos indígenas, principalmente os bororos, os caiapós, os guaranis, os cadiuéus e os avás-canoeiros, eram os primeiros moradores da Região Centro-Oeste.
Mais tarde, vieram os bandeirantes. Eles avistaram jazidas de ouro e criaram as mais antigas vilas: Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, hoje Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, e Vila Boa, atual cidade de Goiás.
Em torno das jazidas de ouro, nasceram arraiais que se converteram em cidades populosas. O descobrimento de diamantes fez surgir as vilas conhecidas como corrutelas.

Os proprietários rurais de Minas Gerais e de São Paulo também colonizaram a região. Eles fundaram enormes propriedades de produção de animais.
Para proteger as fronteiras do Brasil com os demais países, foram fundadas fortalezas militares. Dentre elas, sobressai o Forte de Coimbra, atual cidade de Corumbá. Ao redor destas fortalezas nasceram povoações.
A colonização cresceu com a abertura de ferrovias e, posteriormente, com o surgimento das estradas de rodagem. A edificação de Brasília também concorreu para a colonização e o progresso da Região Centro-Oeste.
A região Centro-Oeste do Brasil é representada pelas unidades federativas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, em que situa Brasília, a capital nacional. Com 1.612.000 km² de superfície, o Centro-Oeste é territorialmente grande, sendo a segunda maior região do país.
A região Centro-Oeste, ao contrário, é a menor em população e possui reduzida densidade populacional, com determinadas aglomerações demográficas e enormes vazios populacionais.
Constituem aspectos característicos da região Centro-Oeste:

Como em praticamente todo o Brasil, o relevo é marcado por unidades leves, ocasionalmente excedendo mil metros de altura. Existem três unidades prevalecentes: o planalto Central, a planície do Pantanal e o Planalto Meridional.
O Planalto Central constitui um enorme aglomerado rochoso, constituído por pedras cristalinas, sobre as quais se sustentam depósitos de pedras sedimentares. Há porções onde as pedras cristalinas surgem desprovidas desse revestimento sedimentar, nascendo ali um relevo escalonado. Nas regiões onde as pedras se encontram revestidas pelos depósitos sedimentares, são abundantes as chapadas, com topos aplainados e encostas, as quais descem repentinamente e ganham a denominação de "serras". A uma sequência de chapadas concede-se a designação regional de chapadão.
As chapadas existem em boa parte da região, e em Mato Grosso podem ser mencionadas a chapada dos Parecis, a oeste, e a chapada do Roncador, a nordeste; e, em Goiás, a chapada dos Veadeiros, ao norte. No limite com o Nordeste, sobressai o Espigão Mestre, o qual funciona como divisória de águas das bacias hidrográficas do Tocantins-Araguaia e do São Francisco.
A planície do Pantanal constitui uma planície alagadiça, de origem recente, cuja altura média é de quase 110 metros. Representa, por esse motivo, uma depressão relativa localizada dentre os planaltos Central, Meridional e o relevo pré-andino. Em algumas épocas, a planície do Pantanal é transbordada pelo rio Paraguai e seus tributários. Seu terreno compreende duas aparências mais importantes: as cordilheiras, pequenas altitudes, as quais não sentem de perto as cheias, e as baías ou largos, porções mais rebaixadas, de forma esférica, alagadas no decorrer da estação das chuvas, ao comporem lagoas.
Por último, se encontra localizado na região o planalto Meridional, o qual se estende da região Sul até as unidades federativas de Mato Grosso do Sul e Goiás. Nele estão as melhores terras de todo o Centro-Oeste — a terra roxa, a qual ocorre no formato em trechos na parte meridional de Goiás e em Mato Grosso do Sul.
A região Centro-Oeste é banhada por diversos rios, reunidos em três enormes bacias fluviais:

No limite entre Minas Gerais, São Paulo e Paraná, o Centro-Oeste é delimitado pelo rio Paraná e um de seus integrantes, o rio Paranaíba. A parte sudeste da região é palmilhada por tributários mais estreitos da margem direita do Paraná, como os rios Verde, Prado, Ivinhema, Amambaí e Iguatemi.
A maior bacia fluvial da região constitui a do rio Paraguai, o qual nasce na chapada dos Parecis, em Mato Grosso. Seus mais importantes tributários representam os rios Cuiabá, Taquari e Miranda. A bacia do Paraguai abrange uma grande planície, a qual compõe a planície Paraguaia, cuja porção inundada forma o Pantanal Sul-Mato-Grossense. Já que o clima da região varia entre estações secas e úmidas, esta baixada é revestida por um lençol freático no decorrer de seis meses, mais ou menos. Nos meses secos, as águas se acumulam em pequenas lagoas conhecidas como baías. Ao serem fortes as enchentes, as baías se expandem e se conectam umas com as outras por intermédio de canais chamados corichos.
A parte setentrional do estado de Goiás e a oriental de Mato Grosso são banhados pelas nascentes dos rios os quais compõem a bacia do Tocantins-Araguaia. No limite entre a região Nordeste do Brasil e o estado de Goiás, estendem-se em direção à unidade federativa de Tocantins, no Norte, sobressai o Espigão Mestre, o qual desempenha como divisória de águas das bacias do Tocantins-Araguaia e do São Francisco.

A região Centro-Oeste do Brasil é predominantemente tropical, de clima cálido e chuvoso, cujo aspecto mais característico é a existência de um verão úmido, entre outubro e março, e de um inverno seco, entre abril e setembro.
A parte norte-ocidental da região, compreendida pela Amazônia, possui um clima equatorial, e no resto, tropical. As temperaturas, por ser simples de entender, são mais elevadas na porção setentrional que na parte meridional. O inverno possui médias térmicas além de 18 ºC; no decorrer do verão, a temperatura pode atingir médias acima de 25 ºC. Existe uma acentuada diminuição ao acontecer o fenômeno climático da friagem, a qual constitui a vinda de uma massa polar atlântica, a qual, por intermédio do vale do rio Paraguai, alcança toda a porção ocidental das unidades federativas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
As pluviosidades, além de restritas em somente uma estação do ano, se dividem com alguma homogeneidade na região, alcançando cerca de 2 500 milímetros na porção norte-ocidental de Mato Grosso e diminuindo-se a aproximadamente 1 200 milímetros em boa parte do território.
Os meses de verão são chuvosos uma vez que, neste período, a planície do Pantanal constitui uma das regiões mais cálidas da América do Sul e, por essa razão, compõe um núcleo de baixa pressão, o qual chama para si os ventos chuvosos chamados de alísios do nordeste. A vinda destes ventos equivalente às intensas pluviosidades, as quais diminuem na região.
A parte setentrional da região, as altas temperaturas e forte precipitação pluviométrica, compreende aspectos do clima equatorial. Nas demais regiões, a influência da continentalidade faz o clima tropical ficar mais seco. Por isso, o ambiente de plantas mostra menor quantidade de vegetação, surgindo na forma de cerrado.

Na Região Centro-Oeste do Brasil há vegetações muito diversas umas das demais. Na parte setentrional e ocidental de Mato Grosso ocorre a Floresta Amazônica quase intransponível, constituída por formação vegetal espessa e abundante. Boa parte da região, no entanto, é compreendida pelo cerrado, gênero de savana com gramíneas enormes, de caules tortos e folhas resistentes e radículas compridas ajustadas à procura de água nas profundezas do solo. O cerrado não é invariável: onde existem muitas árvores e arbustos, ele é chamado de cerradão; no cerrado, no bom sentido, estão presentes poucas árvores e arbustos, dentre as quais se distribui um conjunto uniforme de gramíneas.
Em Mato Grosso do Sul, há uma simples "ilha" de campos limpos, chamados pela designação de campos de vacaria, os quais recordam razoavelmente o pampa gaúcho. O Pantanal, continuamente inundável durante a estação das chuvas, tem uma flora marcante e bastante diversificada, conhecida por Complexo do Pantanal. Ali ocorrem aglomeradas praticamente todas as diversidades florísticas do Brasil: matas, campos e inclusive a caatinga.
Podem ser reconhecidas também as florestas de galeria em determinadas partes do cerrado, as quais se distinguem por serem espessas somente próximas aos cursos d'água no decorrer dos quais se propagam e cuja umidade as conserva. A floresta tropical presente na região Centro-Oeste do Brasil se encontra quase destruída.
A região centro-oeste do Brasil, conforme o censo demográfico de 2022, possuía uma população de 16 289 538 habitantes, sendo a região menos populosa do país, compreendendo cerca de 8,08% da população brasileira e apresentando uma densidade demográfica de 10,14 moradores por quilômetro quadrado (a quarta maior do Brasil). Ao mesmo tempo, 50,84% eram mulheres e 49,16% homens, tendo uma razão de sexo de 96,68. Em dez anos, o estado apresentou uma taxa de crescimento populacional de 1,24%.
O Índice de Desenvolvimento Humano da região centro-oeste do Brasil é considerado alto conforme o PNUD. Segundo o último levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), com dados relativos a 2010, o seu valor era de 0,757, estando na segunda colocação ao nível nacional, depois do sudeste. É a região menos populosa do país (depois do sul e do norte), concentrando 8,08% da população brasileira. Entretanto, compreende uma densidade demográfica de 10,14 hab./km², mais de 2,35 vezes menor que a do Brasil como um todo.
Hoje residem na região centro-este do Brasil pouco mais de 200,1 mil indígenas. Do total, 57,06% moram em terras indígenas e 42,94% vivem fora. Dentre os 40 409 habitantes, que habitam terras indígenas, 39 738 moradores têm cor ou raça indígena e 671 residentes se acham indígenas. Entre os 47 932 residentes, os quais moram fora de terras indígenas, 41 740 pessoas possuem cor ou raça indígena e 6 192 indivíduos se julgam indígenas.
A existência de indígenas é bastante forte na região Centro-Oeste do Brasil. Eles moram em diversas tribos inóspitas e em determinadas reservas e parques indígenas. São eles: o Parque Indígena do Xingu, o qual compreende mais de vinte aldeias distintas, o Terra Indígena Parque do Araguaia, na ilha do Bananal, a Reserva Indígena Parecis e a Reserva Indígena Xavante.
Segundo pesquisa de autodeclaração do censo de 2022, 5 838 123 sulistas se reconheceram como brancos, 6 951 395 pardos, 926 905 pretos, 208 743 amarelos e 130 414 indígenas. Em 2010, 99,84% foram brasileiros (99,73% natos e 0,1% naturalizados) e 0,16% estrangeiros. Dentre os brasileiros, 73,39% são naturais do centro-oeste (87,94% do próprio estado) e 5,31% em demais regiões. 7,66% são do sudeste, 11,45% do nordeste, 3,74% do sul e 3,15% do norte. Entre os estados de origem dos imigrantes, Minas Gerais possuía o maior percentual de residentes (3,69%). Este é acompanhado por Maranhão (3,16%), São Paulo (3,08%), Bahia (2,77%), Paraná (2,44%) Piauí (1,58%), Ceará (1,22%) e Tocantins (1,19%).
Conforme as análises autossômicas promovidas, os antepassados europeus correspondem a 66,30% do legado da população, os ancestrais africanos equivalem a 21,70% e o legado indígena, 12,00%. A formação (antecessores genéticos) de toda a população goiana está dessa forma representada: 83,70% caucasianos, 13,30% negros e 3,0% ameríndios. E a do Mato Grosso do Sul: 73,60% caucasiana, 13,90% negra e 12,40% ameríndio.

Os mais antigos caminhos e vilas fundadas na atual região centro-oeste do Brasil eram fruto dos bandeirantes, os quais, no decorrer dos séculos XVII e XVIII, exploravam terras para buscar minerais ou caçar indígenas. Entretanto, a definitiva colonização da região começou apenas no momento em que o progresso do sudeste fez nascer um movimentado mercado consumidor para a criação de gado e a lavoura na porção meridional da região.
No ano de 1935, a Goiânia foi erguida para constituir a nova capital de Goiás e converteu-se em uma atração para a colonização da região. Demais cidades foram se desenvolvendo em relevância, como Anápolis, por exemplo, conectada a Minas Gerais por meio de diversas estradas de rodagem e vias férreas. A abertura da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, terminada em 1950, a qual conecta Bauru, em São Paulo, até Corumbá, em Mato Grosso do Sul, possibilitou a exportação da produção e fortaleceu o progresso de todo o extremo sul de Goiás e de Mato Grosso do Sul.
A porção setentrional, até o princípio da década de 1960, ficava quase desabitada e mal percorrida pelo homem, até a edificação de Brasília, instalada em 21 de abril de 1960, e a construção de rodovias ― como a Belém-Brasília, por exemplo ―, acabaram trazendo migrantes do Brasil inteiro ao planalto Central. O fluxo migratório, no entanto, excedeu as quantidades desejadas e decorreu no nascimento, junto à nova capital, de bairros de operários os quais se tornariam as atuais regiões administrativas como Gama, Taguatinga, Brazlândia, Sobradinho, Planaltina, Paranoá e Jardim.
A região experimenta grande método de ocupação urbana. Nos anos 1970, a população do campo significava mais de sessenta por cento da somatória de moradores, percentual, o qual, em 2012, se encontrava em 9,9%.
Esta mudança resulta não somente do êxodo rural, decorrência direta dos projetos de mecanização da agricultura, assim como do crescimento da migração de demais regiões para as cidades do Centro-Oeste.
A nova divisão demográfica requer das unidades federativas importantes aportes em estrutura urbana e no setor terciário. Hoje, a Região Centro-Oeste apresenta indicadores sociais e de padrão de vida aquém da média brasileira.
Uma situação privilegiada constitui o Distrito Federal, o qual registra os mais altos índices de escolaridade e a mais elevada renda per capita do Brasil. Entretanto, as regiões administrativas do Distrito Federal compreendem muitas comunidades pobres e graves mazelas educacionais, habitacionais e de transportes. Algumas dessas regiões administrativas nasceram como habitação dos candangos, denominação pela qual eram chamados os trabalhadores na edificação da nova capital do Brasil, no término da década de 1950.
Dos anos 1970 para frente, vieram novos contingentes de migrantes, o que acaba lotando as regiões administrativas. As taxas de criminalidade nestes assentamentos urbanos estão mais próximas dos de aglomerados populacionais como as regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Com 15 660 988 moradores, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2016, a Região Centro-Oeste é tida como pouco ocupada, entretanto, a mesma tem duas regiões metropolitanas e uma RIDE. Constituem elas:
Além de compreender:
Conforme o censo demográfico do Brasil de 2022, a população da região Centro-Oeste é formada por católicos apostólicos romanos (52,6%), protestantes (31,39%), espíritas (2,01%), umbandistas e candomblecistas (0,57%), tradições indígenas (0,1%), outras religiosidades (4,15%) e sem religião (8,94%).
Segundo a divisão da Igreja Católica no Brasil, a região Centro-Oeste pertence às regionais Oeste I e II (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e Centro-Oeste (Goiás e Distrito Federal), sendo dividido seu território em várias províncias eclesiásticas, formadas, em parte de seus territórios, pelas arquidioceses de Cuiabá, Campo Grande, Goiânia e Brasilía, respectivamente.
A região Centro-Oeste do Brasil também possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, sendo a Igreja Universal do Reino de Deus, a Congregação Cristã, a Batista e a Assembleia de Deus as maiores denominações. Em 2010, dos 26,82% da população centro-oestina que se declararam evangélicos, 16,64% pertenciam às igrejas de origem pentecostal, 6,08% às evangélicas não determinadas e 4,1% às de missão.
A região Centro-Oeste do Brasil está fragmentada em quatro unidades federativas: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, politicamente governados pelos três poderes: executivo (governadores, vices e secretários estaduais), legislativo (Assembleia Legislativa, deputados estaduais e seu presidente) e judiciário (Tribunal de Justiça estadual e outros juízes, promotores, advogados e desembargadores).

O poder executivo centro-oestino é desempenhado pelos governadores dos três estados da região centro-oeste do Brasil e do Distrito Federal, escolhidos pelo eleitorado centro-oestino, sucedidos pelos vice-governadores dos três estados da região centro-oeste do Brasil e do Distrito Federal, e assessorados por uma série de secretários estaduais.
O poder legislativo centro-oestino é desempenhado pelas Assembleias Legislativas dos três estados da região centro-oeste do Brasil e do Distrito Federal, constituídas por vários deputados estaduais, escolhidos pelo eleitorado centro-oestino e liderados por seu presidente, sendo este um dos parlamentares. Todos os três estados da região centro-oeste do Brasil e o Distrito Federal têm como representantes três senadores e diversos deputados federais.
A mais altas instâncias do poder judiciário centro-oestino são os tribunais de justiça dos três estados da região centro-oeste do Brasil e do Distrito Federal, que são desempenhados pelos juízes, promotores, advogados e desembargadores.
O eleitorado da Região Centro-Oeste do Brasil é administrado pela Justiça Eleitoral do Brasil, composta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal. De acordo com o TSE, as estatísticas eleitorais são produzidas a partir do Cadastro Nacional de Eleitores, com atualização periódica e auditoria em anos eleitorais, constituindo a base oficial para a caracterização do perfil do eleitorado brasileiro por região, unidade federativa e município. Os dados consolidados refletem variáveis como faixa etária, sexo e situação eleitoral, sendo amplamente utilizados em estudos acadêmicos e jurídicos.
A organização da Justiça Eleitoral na região segue o modelo federativo brasileiro, no qual cada unidade federativa possui um tribunal regional responsável pela gestão do alistamento eleitoral, do cadastro biométrico, da logística das eleições e da apuração dos resultados. Os TREs alimentam continuamente a base central do TSE, que consolida e divulga os dados por meio de sistemas estatísticos e portais de dados abertos. Esse fluxo de informações garante padronização nacional e transparência institucional no processo eleitoral.
No âmbito da Justiça do Trabalho no Brasil, a Região Centro-Oeste é atendida por tribunais regionais com jurisdição territorial definida, conforme a organização nacional do Poder Judiciário. Entre eles, destacam-se o Tribunal Regional do Trabalho da 10.ª Região (Distrito Federal e Tocantins), o Tribunal Regional do Trabalho da 18.ª Região (Goiás), o Tribunal Regional do Trabalho da 23.ª Região (Mato Grosso) e o Tribunal Regional do Trabalho da 24.ª Região (Mato Grosso do Sul). Esses órgãos integram a estrutura da Justiça do Trabalho e exercem competência recursal e originária, conforme demonstrado nos relatórios e cadastros do Conselho Nacional de Justiça.
A Justiça Militar da União possui organização distinta, com estrutura centralizada composta pelo Superior Tribunal Militar e pelas auditorias militares distribuídas em circunscrições judiciárias. Na Região Centro-Oeste, sua atuação ocorre por meio dessas circunscrições, responsáveis pelo processamento e julgamento de crimes militares definidos em lei federal. Diferentemente das justiças eleitoral e trabalhista, não há tribunais regionais militares com divisão federativa equivalente, sendo a jurisdição exercida de forma unificada no âmbito da União.

A região centro-oeste do Brasil compreende quatro unidades federativas: Mato Grosso, criado em 1748, Mato Grosso do Sul, fundado em 1977, Goiás, instituído em 1748, e Distrito Federal, estabelecido em 1960. Suas capitais, são, nesta ordem, Cuiabá, fundada em 1719, Campo Grande, estabelecida em 1899, Goiânia, criada em 1935, e Brasília, instituída em 1960.
Todos os três estados, compartilham fronteiras secas e fluviais com estados de todas as regiões do Brasil e com países como Paraguai e Bolívia.
O maior estado em área é Mato Grosso, localizado mais ao sul do país, com 903 208,361 km², e o mais populoso, em 2022, é Goiás, situado a leste, com 7 056 495 habitantes. A menor das unidades federativas é o Distrito Federal, com 5760,784 km².
Distrito Federal possui o maior PIB, com R$ 365 669 108 bilhões, depois vem Goiás neste quesito, com R$ 336 747 975 bilhões. O maior PIB per capita é do estado de Mato Grosso, com R$ 74 620,05, depois vem Mato Grosso do Sul, com R$ 58 400,55. Apesar de ser o menor em PIB per capita, Goiás está dentre os maiores do Brasil nesta questão, com R$ 47.721,56.
O maior estado em IDH é o Distrito Federal, com 0,866 à frente de Goiás, com 0,815 e de Mato Grosso, com 0,812. Mesmo sendo o estado com a mais baixa qualidade de vida, Mato Grosso do Sul está entre os primeiros maiores IDHs do Brasil, com 0,797.
| Região geográfica intermediária | Código | Número de municípios |
Regiões geográficas imediatas | Código | Número de municípios |
|---|---|---|---|---|---|
| Cuiabá | 5101 | 30 | Cuiabá | 510001 | 14 |
| Tangará da Serra | 510002 | 8 | |||
| Diamantino | 510003 | 8 | |||
| Cáceres | 5102 | 21 | Cáceres | 510004 | 5 |
| Pontes e Lacerda-Comodoro | 510005 | 7 | |||
| Mirassol d'Oeste | 510006 | 9 | |||
| Sinop | 5103 | 43 | Sinop | 510007 | 12 |
| Sorriso | 510008 | 10 | |||
| Juína | 510009 | 7 | |||
| Alta Floresta | 510010 | 6 | |||
| Peixoto de Azevedo-Guarantã do Norte | 510011 | 4 | |||
| Juara | 510012 | 4 | |||
| Barra do Garças | 5104 | 30 | Barra do Garças | 510013 | 9 |
| Confresa-Vila Rica | 510014 | 13 | |||
| Água Boa | 510015 | 8 | |||
| Rondonópolis | 5105 | 18 | Rondonópolis | 510016 | 10 |
| Primavera do Leste | 510017 | 4 | |||
| Jaciara | 510018 | 4 |
| Região geográfica intermediária | Código | Número de municípios |
Regiões geográficas imediatas | Código | Número de municípios |
|---|---|---|---|---|---|
| Campo Grande | 5001 | 32 | Campo Grande | 500001 | 13 |
| Três Lagoas | 500002 | 6 | |||
| Paranaíba-Chapadão do Sul- Cassilândia |
500003 | 6 | |||
| Coxim | 500004 | 7 | |||
| Dourados | 5002 | 34 | Dourados | 500005 | 13 |
| Naviraí-Mundo Novo | 500006 | 6 | |||
| Nova Andradina | 500007 | 7 | |||
| Ponta Porã | 500008 | 3 | |||
| Amambai | 500009 | 5 | |||
| Corumbá | 5003 | 13 | Corumbá | 500010 | 2 |
| Jardim | 500011 | 7 | |||
| Aquidauana-Anastácio | 500012 | 4 |
| Região geográfica intermediária | Código | Número de municípios |
Regiões geográficas imediatas | Código | Número de municípios |
|---|---|---|---|---|---|
| Goiânia | 5201 | 80 | Goiânia | 520001 | 19 |
| Anápolis | 520002 | 18 | |||
| Inhumas-Itaberaí-Anicuns | 520003 | 13 | |||
| Catalão | 520004 | 10 | |||
| Goiás-Itapuranga | 520005 | 15 | |||
| Pires do Rio | 520006 | 5 | |||
| Itumbiara | 5202 | 22 | Itumbiara | 520007 | 8 |
| Caldas Novas-Morrinhos | 520008 | 6 | |||
| Piracanjuba | 520009 | 8 | |||
| Rio Verde | 5203 | 29 | Rio Verde | 520010 | 14 |
| Jataí-Mineiros | 520011 | 10 | |||
| Quirinópolis | 520012 | 5 | |||
| São Luís de Montes Belos-Iporá | 5204 | 35 | São Luís de Montes Belos | 520013 | 9 |
| Iporá | 520014 | 12 | |||
| Palmeiras de Goiás | 520015 | 14 | |||
| Porangatu-Uruaçu | 5205 | 46 | Porangatu | 520016 | 13 |
| Uruaçu-Niquelândia | 520017 | 10 | |||
| Ceres-Rialma-Goianésia | 520018 | 23 | |||
| Luziânia-Águas Lindas de Goiás | 5206 | 34 | Luziânia | 520019 | 6 |
| Águas Lindas de Goiás | 520020 | 7 | |||
| Posse-Campos Belos | 520021 | 14 | |||
| Flores de Goiás | 520022 | 7 |


A agricultura de subsistência, com o plantio de milho, mandioca, abóbora, feijão e arroz, por meio de métodos ultrapassados, continuou sendo fonte de renda suplementar à criação de gado e ao extrativismo. O aumento demográfico, o qual marca a região, o desenvolvimento das rotas de transporte e o mercado consumidor continuamente significativo do região Sudeste do Brasil constituem motivos os quais concorrem para o progresso da agricultura comercial da região Centro-Oeste do Brasil.
As regiões agrárias de maior importância na região Centro-Oeste do Brasil representam:
Estas significam as três zonas mais relevantes, entretanto, não as únicas onde se desenvolve a agricultura comercial. No decorrer da rodovia Belém-Brasília, perto de Campo Grande e a oeste de Brasília, novas regiões agrárias sobressaem, prestigiadas por subsídios tributários do poder executivo, organização de formas de armazenagem, métodos de gerenciamento da erosão, construção de novos caminhos e auxílio técnico e financeiro ao camponês. Novas definições de agronomia e implantação de inovadores processos de regeneração da terra fizeram bastante confiantes as expectativas de plantação nos extensos prolongamentos de cerrado os quais revestem a região Centro-Oeste do Brasil, anteriormente menos prestigiadas e empregadas somente para a criação de gado.


Com cerca de quatro cabeças de gado, em média, para cada morador, a região Centro-Oeste do Brasil conta com uma grande produção animal, principalmente de boi.
Em boa parte das vezes criado solto ― o que individualiza a pecuária extensiva ― quase toda a criação de gado é direcionada para a produção de carne e adquirida pelo mercado consumidor paulista e pelos abatedouros do oeste do estado de São Paulo. Somente na parte meridional da região é que a criação de gado leiteiro possui maior importância, sobretudo em regiões de maior ocupação urbana e as quais contam com uma excelente malha viária para favorecer a venda dos produtos. Parte do leite é beneficiada por laticínios da mesma região e do Sudeste do Brasil.
A formação vegetal orgânica do cerrado não é bastante apropriada à nutrição animal e por esse motivo as criações de gado são menos lucrativas, gerando menos carne. Para resolver esta questão, utiliza-se das denominadas invernadas, propriedades de alimentação em que o animal seja sacrificado em Mato Grosso, as invernadas se encontram situadas principalmente em Minas Gerais e São Paulo.
As regiões de campo do Pantanal e o cerrado nas imediações de Campo Grande e da porção meridional de Goiás são as zonas pastoris de maior expressão na região, em que, no entanto, se praticam vários pastos artificiais. Esta fonte de renda sofre de graves mazelas na região do Pantanal, porque as enchentes de verão estimulam a expulsão do gado para zonas mais elevadas. Ultimamente, grandes regiões pastoris foram instaladas no decorrer das estradas de rodagem, as quais conectam o Centro-Oeste ao Norte.
Além dos bois, os quais significam praticamente 90% de todas as criações de animais da região Centro-Oeste do Brasil, sobressai também a produção de porcos, no estado de Goiás.


O Centro-Oeste do Brasil compreende população urbana ligeiramente grande. No campo, todavia, prevalecem densidades populacionais bastante reduzidas, o que comprova que a pecuária extensiva constitui a fonte de renda mais relevante. A agricultura comercial, por seu turno, recebe enorme importância nos janeiros mais recentes e agora excede o extrativismo mineral e vegetal. As fontes de renda fabris, no entanto, até o momento são menos significativas.
Os depósitos minerais do Centro-Oeste do Brasil são até então mal explorados. De qualquer forma, a região é conhecida como detentora de boas jazidas de ferro, manganês, níquel, cristal de rocha, ouro e diamante. O ferro e o manganês estão situados em uma enorme extensão de rochas cristalinas, o maciço de Urucum, maior altitude do Pantanal, em Mato Grosso do Sul. Apesar de ricas, estas jazidas são de qualidade inferior. Reservam-se à alimentação de usinas siderúrgicas regionais, e o restante é escoado aos Estados Unidos, à Argentina e ao Uruguai. O cristal de rocha ocorre em Goiás e ainda é direcionado às siderúrgicas locais e à venda externa, especialmente ao Japão. Em Goiás se encontra também o níquel, ao passo que o ouro e o diamante são explorados, por intermédio da garimpagem, especialmente em Mato Grosso.
O extrativismo vegetal é fonte de renda relevante principalmente em regiões mais longínquas das enormes cidades. Da enorme Floresta Amazônica, a qual reveste a porção setentrional da região, exploram-se seringueira e madeiras de lei, como mogno, cedro, imbuia e demais espécies de árvores. Na parte sul-ocidental de Mato Grosso se exploram o angico e a poaia, cujas radículas oferecem matéria-prima à indústria de medicamentos; no Pantanal, a espécie mais utilizada constitui o quebracho, do qual se retira o tanino, empregado na curtição de couro; e na parte meridional de Mato Grosso do Sul, sucedem-se o extrativismo e os cultivos de erva-mate.
O extrativismo animal, constituído pela caça, não apresenta importância comercial média e legalizada. Todavia, desenvolvem-se fortemente as atividades exploratórias ilícitas. A caça furtiva possui como impacto o abate ilegal de jacarés e o desaparecimento de várias outras espécies de aves e animais terrestres, provocando séria instabilidade ambiental na região.
Dentre os animais mais exterminados incluem: as garças, devido às suas penas; as lontras e ariranhas, em função da enorme demanda de suas peles no estrangeiro; e os jacarés, cuja pele é empregada na produção de cintos, bolsas, calçados, etc.
É ainda importante a pesca de enormes peixes de água doce em relevantes rios.

A atividade fabril é também menos expressiva na região Centro-Oeste do Brasil. A fábricas mais significativas são mais novas, alimentadas pela energia rica oferecida pelas usinas do complexo de Urubupungá, no rio Paraná (Mato Grosso do Sul), de São Simão e Itumbiara, no rio Paranaíba, de Cachoeira Dourada (em Goiás) e demais pequenas. As mais relevantes constituem as de alimentos, a de madeira e as que usam minerais não-metálicos como matérias-primas. A região Centro-Oeste do Brasil apresenta jazidas de amianto, aproveitado na produção de telhas e caixas-d'água, e de calcário, empregado para reduzir o azedume dos terrenos e do cerrado.
A região de maior industrialização do Centro-Oeste do Brasil se prolonga de Goiânia até Brasília, compreendendo a cidade de Anápolis. Sobressaem as fábricas de alimentos, tecidos, produtos minerais e bebidas. Demais centros industriais relevantes são Campo Grande (fábricas de alimentos), Cuiabá (alimentos e pneus) e Corumbá, possibilitada pela imediação do maciço de Urucum para a extração de matérias-primas minerais (ferro e manganês).
Na região Centro-Oeste do Brasil, o turismo se encontra por volta das belezas naturais. A mais famosa constitui o Pantanal, a maior planície pantanosa do mundo, com flora e fauna diversificadas. Demais atrações constituem as chapadas — como a dos Guimarães, em Mato Grosso, e a dos Veadeiros, em Goiás. Na porção sul-ocidental de Goiás, sobressai o Parque Nacional das Emas.
Existe ainda forte movimento turístico rumo a Brasília, criada em 1960 e marcada pelo inovador patrimônio arquitetônico. As cidades históricas de Pirenópolis e Goiás, ambas no estado de Goiás, conservam edificações com cerca de 200 anos.
Proclamada patrimônio da humanidade pela UNESCO, a cidade de Goiás, tipicamente denominada de Goiás Velho, experimentou em 2002 um trabalho de restauração de parte dos casarões coloniais, devastados por uma cheia. Em Mato Grosso do Sul, possui enorme expansão o turismo ecológico, especialmente a imersão nas águas da região de Bonito, na serra da Bodoquena, no sul do estado.
Em 2009, a região Centro-Oeste do Brasil possuía uma rede hospitalar formada por 8 226 instituições. Estas compreendem 32 275 leitos, atendidos por 2 421 médicos, 922 enfermeiros e 18 066 auxiliares de enfermagem. De todos os 466 municípios da região Centro-Oeste do Brasil, em 2024, 90,05% da população contavam com serviços de abastecimento de água e 100% de esgotos sanitários.
Conforme uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2019, 73,7% dos centro-oestinos realizavam consulta médica periodicamente. 49,0% dos centro-oestinos consultavam o dentista regularmente e 7,8% estiveram internados em leito hospitalar nos últimos doze meses. Apenas 28,9% tinham plano de saúde. Outro dado significante é o fato de 58,6% terem declarado necessitar sempre do Programa Saúde da Família — PSF.


Em 2025, foram registradas matrículas de 2 149 410 discentes. Estes estavam nas 7 327 instituições educacionais de ensino fundamental da região Centro-Oeste do Brasil. Destas, 3 215 eram do município, 2 283 do estado, 3 da União e 1 826 da iniciativa privada. No que diz respeito ao corpo docente, era também formado por 171 005 professores. Destes, 31 935 ensinavam nas instituições de ensino do município, 17 084 nas do Estado, 1 525 nas da União e 16 362 nas da iniciativa privada. O ensino médio, em 2025, era lecionado em 2 479 estabelecimentos com 584 699 discentes registrados por matrícula, atendidos por 43 270 docentes.
Em 2024, a taxa de alfabetização era de 96,3%, a 3.ª mais alta do Brasil. A taxa de escolarização centro-oestina na faixa etária de 6 a 14 anos é de 99,4%. O IDH-educação da região Centro-Oeste do Brasil é o 2.º mais alto do Brasil (0,757).
Na região Centro-Oeste do Brasil — que abrange os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal — as instituições públicas de ensino superior de maior destaque incluem universidades federais e estaduais que se distinguem pela qualidade acadêmica, produção científica e impacto regional e nacional. Entre as instituições a nível federal estão a Universidade de Brasília, a Universidade Federal de Goiás, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e a Universidade Federal de Mato Grosso.

Localizada no centro geográfico do Brasil, a região Centro-Oeste do Brasil compreende uma malha viária incompleta. Sobressaem as conexões de Brasília com praticamente todas as demais capitais por intermédio de grandes rodovias, como a Brasília-Acre e a Belém-Brasília. Além dessas, existe a Cuiabá-Porto Velho, a Cuiabá-Santarém e a Transpantaneira, interconectando Corumbá e Cuiabá e vários outras partes do Pantanal Mato-Grossense. A mais importante estrada de ferro ― a qual atravessa Campo Grande e Corumbá ― determina a conexão do Sudeste do Brasil à Bolívia.
A região Centro-Oeste do Brasil conta, também, com aeroportos de fluxo intenso, como o Aeroporto Internacional de Brasília - Presidente Juscelino Kubitschek (BSB) — principal polo aéreo —, Aeroporto Internacional de Goiânia/Santa Genoveva (GYN), Aeroporto Internacional Marechal Rondon (CGB) em Várzea Grande/Cuiabá e o Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR), além de ser atendida por pequenos aeroplanos que a cortam em todas as direções.
Compreendendo rios de planícies, as quais favorecem a navegação, o Centro-Oeste possui na cidade de Corumbá o seu mais importante porto fluvial. As unidades federativas de Goiás e Mato Grosso do Sul foram favorecidas com a instalação e operação da hidrovia Tietê-Paraná.
A situação da segurança pública na região Centro-Oeste do Brasil é marcada por extensas faixas de fronteira e o fenômeno da interiorização da violência. A região apresenta elevado índice de criminalidade quando comparada à média nacional, com destaque para os crimes de tráfico de drogas, crimes ambientais e conflitos fundiários.

A taxa de homicídios (Mortes Violentas Intencionais - MVI) na região foi de aproximadamente 18,05 por 100 mil habitantes no ano de 2024, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os estados/áreas que concentram os maiores índices são Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enquanto o Distrito Federal apresenta indicadores relativamente mais baixos (com taxa de 8,9 em 2024).

Entre os fatores associados à criminalidade regional, pesquisadores apontam:
Em áreas específicas da região, a criminalidade também se relaciona com crimes ambientais (como desmatamento e garimpo ilegal) e conflitos agrários, fenômeno que tem impacto sobre populações tradicionais (indígenas e quilombolas) e áreas de preservação.
Especialistas observam que a dinâmica da violência na região apresenta uma tendência de queda ao longo da década de 2020, acompanhando uma redução nacional nas mortes violentas, embora o Centro-Oeste ainda enfrente o desafio da reorganização do crime organizado e crimes patrimoniais específicos.
As residências típicas do sertanejo possuem paredes de barro e revestimento de palha. Para descansar, utilizam-se jiraus recobertos com couros. No oeste de Goiás, ainda assim as grandes propriedades rurais apresentam como matriz um casebre de um só andar, de adobe e revestido de telhas, caiado branco com portas, janelas e madeirame tingidos em azul ou marrom. As habitações dos prestadores de serviços eram somente casarões de pau-a-pique, barreados e recobertos de sapé ou folhas de indaiá. Em solo pantaneiro, enorme propriedades de criação de gado compreendem como matriz residências maiores e repletas de jardins, com portas e janelas tipicamente guarnecidas por telas contra a entrada de insetos. Perpetua na região, a fazendinha do roceiro de poucas condições financeiras, com residência de pau-a-pique de nada mais e nada menos do que quatro cômodos, revestida de telha-vã e circundada por um paiol.
Na indústria regional se conservam métodos típicos de produção do aguardente, da rapadura, do fumo de rolo, dos panos de algodão e das redes de dormir, dos doces e licores caseiros, e de acessórios de couro. Em Pirenópolis–GO, desenvolve-se o artesanato com prata e pedras semipreciosas.

Na culinária tradicional centro-oestina prevalecem os peixes de água doce, como o dourado e o pacu, e carne das caças, como costeletas de caititu, perdizes e codornas assadas e jacaré frito. São típicos no oeste a farinha, o arroz, o feijão, a carne-seca, a bananinha nativa (pacova) e a jacuba. Na região das usinas açucareiras de Cuiabá, apreciam-se peixes, localizados em abudância nos rios da região. Os ribeirinhos do rio Paraguai possuem em sua culinária torresmo e peixe frito. O mato-grossense costuma levar consigo guaraná em pó em um pequeno saco ou em uma lata. Em Goiás, preponderam o arroz com pequi, guariroba (espécie de palmito amargo), galinhada e o arroz de suã com ossos de suíno. Malgrado a enorme quantidade de gado, o costume de beber leite é escasso. Fritada de ovos de tartaruga constitui um dos alimentos tradicionais da região. Nas propriedades rurais no decorrer do rio Tocantins, oferece-se café com beiju, por vezes acompanhado com óleo de babaçu.

A cavalhada, festa folclórica formada por exibições, jogos de varas e demais atividades, se baseia em competições da Idade Média. Já, a congada, coreografia dramática inventada pelos escravizados africanos, vivencia o rito de coroação dos reis do Congo e o combate de uma mítica rainha angolana do século XVII. As pastorinhas, surgidas dos dramas litúrgicos da Natividade, as quais simbolizam o nascimento de Jesus e a veneração de pastores, constituem cordas onde as pastoras se separam em duas fileiras horizontais, uma denominada cordão azul e a outra, cordão encarnado.
Da indumentária tradicional da região se preserva o lenço de cor o qual peões e boiadeiros trazem preso ao pescoço, o cochipó. Em Mato Grosso do Sul, principalmente no limite com o Paraguai, a vestimenta típica possui um poncho vermelho denominado puintã.

Maior planície pantanosa da Terra, o Pantanal Mato-Grossense constitui um ecossistema de uma vida animal grandiosamente abundante. A formação vegetal se individualiza pela convivência de espécies tradicionais do cerrado e da Floresta Amazônica, onde sobressaem os carandazais, grupos de palmeiras. Na vida animal do Pantanal se encontra a maior quantidade de espécies de aves da Terra, calculadas em 714. O tuiuiú ou jaburu, enorme ave similar à cegonha, constitui o ícone da região, a qual compreende 230 espécies de peixes, 89 de mamíferos e 50 de reptéis. Várias dessas espécies estão em perigo de extinção, dentre as quais a ariranha-azul, a ariranha, o tamanduá e a onça-pintada.
Entre as festas religiosas, sobressaem a romaria à serra dos Pireneus, em Pirenópolis–GO, na primeira lua cheia de julho. Na cidade de Goiás–GO, duas festividades religiosas acolhem numerosos turistas: as comemorações da Semana Santa e a festa do Divino Espírito Santo, quarenta dias após a Semana Santa, com coreografias folclóricas. As festividades de Santana, do Senhor Bom Jesus da Lapa e de Nossa Senhora do Rosário são igualmente típicas. Em Goiânia, sobressai a procissão do Fogaréu, na Semana Santa, com seu desfile de encapuzados (farricocos).


A prática esportiva na região Centro-Oeste é marcada por diversidade, forte influência da cultura sertaneja/rural e rápido desenvolvimento de infraestrutura urbana em capitais como Goiânia, Brasília e Cuiabá. Os esportes mais populares incluem o futebol, o futsal e o rodeio (ou atletismo), sendo o primeiro amplamente difundido tanto em áreas urbanas quanto rurais.
No futebol, a região abriga clubes de destaque, como Goiás, Atlético-GO e Vila Nova (ou Cuiabá/Operário-MS), que participam de competições nacionais como o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, além de torneios internacionais organizados pela Confederação Sul-Americana de Futebol. A região também conta com estádios relevantes, como Mané Garrincha (Brasília) e Serra Dourada (Goiânia).
Além do futebol, outras modalidades possuem relevância regional. O atletismo (ou vôlei/futsal) apresenta tradição por meio de equipes como Associação Atlética Vila Nova (atletismo) e atletas como o judoca Luciano Corrêa. Em algumas áreas, esportes específicos como esportes de areia (futevôlei), esportes aquáticos e rodeio são praticados devido a fatores geográficos e culturais.
A região também tem histórico na formação de atletas de alto rendimento, tendo revelado nomes como Keila Costa (atletismo) e Luciano Corrêa (judô), que se destacaram em competições internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos e campeonatos mundiais organizados por entidades como o Comitê Olímpico Internacional.
Eventos esportivos relevantes são realizados na região, como as etapas do Campeonato Brasileiro de Rodeio e competições de futebol no Arena Pantanal, atraindo público local e nacional. Em algumas cidades, a infraestrutura esportiva inclui centros de treinamento, ginásios e complexos esportivos como o Centro de Treinamento do Goiás/Atlético-GO ou o Ginásio Nilson Nelson.
Por fim, políticas públicas e iniciativas privadas voltadas ao esporte têm contribuído para o desenvolvimento de talentos e a promoção da atividade física, com programas como Bolsa Atleta (federal/estadual) e investimentos em categorias de base e esportes educacionais.