| Danse du feu | ||||
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| 'Danse du feu' A Dança do Fogo (prt) | ||||
Fotograma do filme | ||||
| Inglês (EUA e Reino Unido) | Haggard's "She" — The Pillar of Fire | |||
| França 1899 • preto e branco • 1 min | ||||
| Direção | Georges Méliès | |||
| Produção | Georges Méliès | |||
| Roteiro | Georges Méliès | |||
| Elenco | Georges Méliès, Jeanne d'Alcy | |||
| Cinematografia | Georges Méliès | |||
| Companhia produtora | Star Film | |||
| Distribuição | Star Film | |||
| Lançamento | 1899 | |||
| Idioma | mudo | |||
| Cronologia | ||||
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Danse du feu é um curta-metragem francês de 1899, dirigido por Georges Méliès e distribuído por sua produtora, a Star Film. É catalogado sob o número 188 no catálogo da Star Film. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, o filme foi comercializado como Haggard's "She" — The Pillar of Fire, amarração comercial com o romance de H. Rider Haggard; na França, porém, circulou apenas como Danse du feu, sem qualquer menção a Haggard. O filme também circulou sob outros nomes, como La Colonne de feu (francês, "A Coluna de Fogo") e o grego Η Στήλη της Φωτιάς ("A Coluna de Fogo"), além do chinês 她 ("Ela", referência direta ao romance de Haggard). O filme nunca teve lançamento documentado em português.
Um diabo acende uma fogueira numa grande bacia e abana as chamas com um fole gigante. Delas surge uma mulher, que dança — numa sequência coreográfica em dois movimentos emprestada do music-hall: primeiro uma dança serpentina, depois uma dança do fogo propriamente dita. Suas vestes assumem a aparência de chamas, até que ela é finalmente consumida pelo fogo.
Méliès interpreta o diabo, e Jeanne d'Alcy interpreta a dançarina. O filme é uma variação do Méliès sobre a "dança serpentina" (danse serpentine), subgênero popular no cinema primitivo, inspirado pelas apresentações de dança com tecido e luz como as de Loïe Fuller; o próprio catálogo da Star Film já trazia, desde os primeiros anos, títulos semelhantes, como Danse serpentine (nº 44), Danseuses au Jardin de Paris (nº 92) e Danse au sérail (nº 132). Danse du feu está entre as três únicas obras recomendadas para venda em versão colorida em todo o catálogo da Star Film de 1901.
A amarração comercial do filme nos mercados de língua inglesa remete ao romance She: A History of Adventure (1887), de H. Rider Haggard. A obra narra a jornada de Leo Vincey e Horace Holly à África, onde encontram uma civilização perdida governada por Ayesha, "Ela" — feiticeira de beleza hipnotizante, viva há mais de dois mil anos, à espera do retorno reencarnado de seu antigo amor, Kallikrates, que ela mesma matara por ciúme. Acreditando que Vincey é essa reencarnação, Ayesha busca torná-lo imortal, fazendo-o atravessar uma chama mística — processo que ela demonstra em si mesma, mas que a envelhece e desintegra.
Em vez de tentar narrar o romance inteiro, Méliès usou apenas essa personagem como inspiração para um filme de truque, recordando a cena do livro em que Ayesha permanece em meio às chamas. Danse du feu foi o primeiro filme já baseado no romance de Haggard.
No catálogo da Star Film, o filme ocupa o número 188, imediatamente após Le Diable au couvent (nº 185-187).
Como era comum na época, o filme foi fotografado em película preto e branco e, posteriormente, pintado à mão sobre essa mesma cópia — não se trata de duas versões distintas, mas de uma única cópia com a coloração aplicada por cima da fotografia original. O trabalho de colorização ficou a cargo da colorista Elisabeth Thuillier, que coordenava esse processo para o estúdio de Méliès; a cópia sobrevivente é um exemplo ornamentado de seu trabalho. Danse du feu estava entre as poucas obras, segundo o próprio catálogo de 1901, recomendadas para venda em versão colorida. A cópia sobrevivente está hoje no acervo do George Eastman Museum, como positivo de 35mm.