| Le Spectre | ||||
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| 'Le Spectre' O Espectro (prt) | ||||
| Inglês | Murder Will Out | |||
| França 1899 • preto e branco • 1 min | ||||
| Direção | Georges Méliès | |||
| Produção | Georges Méliès | |||
| Cinematografia | Georges Méliès | |||
| Companhia produtora | Star Film | |||
| Distribuição | Star Film | |||
| Lançamento | 1899 | |||
| Idioma | mudo | |||
| Cronologia | ||||
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Le Spectre é um curta-metragem francês de 1899, dirigido por Georges Méliès e distribuído por sua produtora, a Star Film. É catalogado sob o número 184 no catálogo da Star Film. No catálogo norte-americano, o título foi registrado como Murder Will Out.
Não foi localizada, nas fontes consultadas, descrição do conteúdo do filme nos catálogos originais da Star Film. Presume-se, pela combinação dos títulos em francês e inglês, que o filme envolva a aparição de um fantasma ligada à revelação de um assassinato, possivelmente ecoando a expressão idiomática inglesa murder will out ("o crime sempre vem à tona").
O filme tem uma bobina de 20 metros, duração aproximada de um minuto, e integra o conjunto de produções curtas lançadas pela Star Film em 1899, ocupando o número 184 no catálogo, imediatamente após L'Illusionniste fin de siècle (nº 183).
O título "Le Spectre" pode remeter à tradição teatral dos "espectros vivos" (spectres vivants), técnica de ilusão óptica popularizada na França a partir da década de 1860 — variante francesa do efeito inglês conhecido como "Pepper's Ghost" —, que usava espelhos e painéis de vidro inclinados para projetar sobre o palco a imagem translúcida de um ator mantido fora da vista do público. Jean-Eugène Robert-Houdin descreveu o processo em detalhe em seu livro póstumo Magie et physique amusante (1876), tendo empregado o efeito na peça La Czarine (1868).
Alternativamente, o título pode remeter à técnica da múltipla exposição com fundo preto, já usada por Méliès em outros filmes de 1898 e 1899 — inicialmente com Salle à manger fantastiquee posteriormente nos filmes Le Portrait mystérieux e Le Chevalier mystère — para criar efeitos de transparência fantasmagórica. A técnica consistia em filmar a mesma cena duas vezes sobre o mesmo trecho de película: primeiro um ator vestido de claro contra um fundo preto, depois o cenário normal por cima. Ao projetar as duas filmagens sobrepostas, o resultado era a imagem semitransparente de uma figura "fantasma" sobre o cenário.
Le Spectre é atualmente considerado um filme presumidamente perdido: nenhuma cópia é conhecida por ter sobrevivido. A perda é atribuída a múltiplos fatores que afetaram a filmografia de Méliès de modo mais amplo: a fragilidade e alta inflamabilidade das películas de nitrato de celulose utilizadas na época, e, sobretudo, a destruição deliberada que o próprio Méliès promoveu em 1923, quando, em meio à ruína financeira, fundiu os negativos de grande parte de sua coleção para recuperar a prata contida na emulsão.
De aproximadamente 520 filmes que Méliès dirigiu entre 1896 e 1912, estima-se que apenas 231 cópias chegaram à atualidade em alguma forma. Os filmes de 1896, o primeiro ano de produção, são particularmente raros. A possibilidade de que cópias desaparecidas venham a ser reencontradas permanece em aberto — como demonstrou a redescoberta, em abril de 2026, de Gugusse et l'Automate (1897), localizado numa mala de família doada à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
|editora= e |publicado= redundantes (ajuda)