Do Ya Thang

"Do Ya Thang"
Canção de Rihanna
do álbum Talk That Talk
Gravação2011
Estúdios
  • Pelican Hill (Newport Coast, Califórnia);
  • Studio de la Grande Armée (Paris, França)
GéneroR&B
Duração3:43
EditoraDef Jam
Composição
ProduçãoThe-Dream
Faixas de Talk That Talk
Vídeo de áudio
"Do Ya Thang" no YouTube

"Do Ya Thang" é uma canção da cantora barbadense Rihanna, gravada para a edição especial deluxe do seu sexto álbum de estúdio, Talk That Talk (2011). A sua conceção decorreu de forma itinerante ao longo de 2011 durante a passagem da digressão The Loud Tour, tendo as gravações de estúdio decorrido entre o complexo de Pelican Hill, em Newport Coast, na Califórnia, e o Studio de la Grande Armée, em Paris. Composta e produzida por The-Dream, com auxílio da própria intérprete na escrita e a direção vocal conduzida por Kuk Harrell, a obra enquadra-se no género R&B, incorporando elementos melódicos do synth-pop da década de 1980. A sua instrumentação acústico-digital conjuga sequências de sintetizadores, batidas cadenciadas de bateria eletrónica e arranjos harmónicos de teclados. No plano lírico, a narrativa desenvolve uma mensagem de cumplicidade amorosa descontraída, na qual a protagonista expressa afeição incondicional pelo parceiro, incentivando-o a manter a sua autenticidade e liberdade pessoal.

A receção crítica atribuída à faixa foi predominantemente favorável: diversos analistas elogiaram a sua leveza e doçura melódica, considerando o registo um contraponto arejado e revigorante perante a densidade agressiva e hipersexual das faixas principais de música eletrónica que preenchem o alinhamento do disco, traçando comparações estruturais com o êxito "Umbrella" (2007) — igualmente coescrito por The-Dream — e com o tema "You Da One". Em termos comerciais, apesar de não ter sido promovida autonomamente como single de trabalho nas emissoras de rádio, a composição estreou-se na 80.ª posição da tabela internacional de descarregamentos digitais da Coreia do Sul na semana de lançamento do disco, alcançando ainda o 136.º posto na britânica Official Singles Chart e a 38.ª colocação na classificação temática Official Hip Hop and R&B Singles Chart.

Antecedentes e desenvolvimento

Após a receção comercial e crítica favorável alcançada pelo seu quinto álbum de estúdio, Loud (2010), Rihanna revelou através da rede social Twitter (X) que o projeto seria alvo de uma reedição alargada com temas inéditos no outono de 2011, afirmando que a era do disco prosseguiria com a adição de novo reportório. Contudo, em setembro desse mesmo ano, a artista esclareceu que a ideia de relançamento havia sido abandonada, sustentando que o álbum anterior representava um corpo de trabalho autónomo e que o público justificava a conceção de um projeto inteiramente novo.

Em agosto de 2011, durante uma entrevista com o espaço Mixtape Daily do canal MTV News, o produtor Verse Simmonds, da dupla The Juggernauts, responsável pela conceção do tema "Man Down". revelou que a intérprete se encontrava a ultimar as gravações do seu sexto trabalho de estúdio durante as pausas da digressão The Loud Tour. O produtor adiantou que a sua equipa havia submetido maquetes adicionais após o entusiasmo demonstrado pela cantora perante as novas orientações musicais. A 15 de setembro de 2011, Rihanna confirmou aos seus seguidores que o processo de captação decorria em ritmo acelerado e reiterou a previsão de lançamento para o último trimestre do ano civil.

Estrutura musical e composição

"Do Ya Thang" é uma composição de tempo moderado estruturada a partir do género R&B, exibindo influências estilísticas e harmónicas do synth-pop dos anos 80, com uma duração temporal de três minutos e quarenta e quatro segundos. A produção musical esteve a cargo do produtor norte-americano The-Dream, tendo as sessões de captação decorrido em 2011 nos estúdios Pelican Hill, em Newport Coast, na Califórnia, e no Studio de la Grande Armée, em Paris. A engenharia de som foi conduzida por Pat Thrall com a assistência técnica de Sam Holland e Ludovick Tartavelo, ao passo que a fase de mistura foi finalizada por Manny Marroquin nos Larrabee Sound Studios, em North Hollywood, assistido por Erik Madrid e Chris Galland. A produção e gravação vocal foram supervisionadas por Kuk Harrell e Marcos Tovar, coadjuvados por Jennifer Rosales. A sua sonoplastia assenta em camadas de sintetizadores, batidas programadas de bateria eletrónica e progressões harmónicas de teclados.

Shaun Kitchener, no portal EntertainmentWise, descreveu a melodia como "um deleite pop enriquecido por um sabor urbano de hip-hop". Por sua vez, Edward Keeble, na revista britânica Gigwise, notou que a textura dos sintetizadores e o gancho do refrão repetitivo apresentavam semelhanças estéticas com o êxito mundial "Umbrella" (2007) — igualmente coescrito por The-Dream —, classificando o número como um clássico contemporâneo. Emily Exton, na publicação Popdust, sublinhou que a cadência lembrava "You Da One", destacando como elemento diferenciador a sua roupagem instrumental ancorada no synth-pop oitentista.

A letra da canção resultou de uma parceria entre a própria artista e The-Dream. No plano temático, a lírica retrata um vínculo afetivo leve e descomplicado, no qual a narradora se dirige ao parceiro num tom simultaneamente carinhoso e descontraído, expressando a sua devoção enquanto o incentiva a manter a sua individualidade ao longo de um refrão rítmico e insistente: "Faz a tua cena, rapaz, faz a tua cena / [...] É isso que eu adoro em ti, meu bem". Robert Copsey, do sítio Digital Spy, sintetizou a mensagem concetual à ideia direta de que "no final do dia, és quem és e eu amo-te dessa forma", enquanto Maz Halima, na revista Flavour Magazine, adjetivou o conteúdo como sereno e pacificador. Emily Exton comentou com humor que a frase "és o meu amante, mas amo-te como um irmão" evocava a célebre controvérsia mediática protagonizada pela atriz Angelina Jolie e pelo seu irmão James Haven na cerimónia dos Óscares de 2000, considerando ainda que a generalidade das descrições afetivas conferia à mensagem um caráter por vezes vago e despretensioso.

Receção pela crítica

Fotografia de Rihanna em palco durante a digressão Loud Tour na Flórida, vestindo um corpete branco decotado com botas de cano alto a condizer e segurando um microfone.
A cantora a interpretar "S&M", música considerada como uma sucessora natural de "Do Ya Thang" pela crítica.

As avaliações após o lançamento da faixa foram predominantemente favoráveis. Michael Jepson, no periódico norte-americano The Fourth Estate, posicionou a gravação, ao lado de "Cockiness (Love It)" e "Roc Me Out", como as principais concorrentes a momentos de destaque do álbum, argumentando que as três faixas partilham uma ousadia desinibida que as torna excelentes continuadoras da temática celebrada pela intérprete no êxito "S&M" (2011). Maz Halima, na revista Flavour Magazine, elogiou a vibração juvenil e despretensiosa que emana da composição, notando que a sua energia descontraída funciona de forma eficaz, embora compreendesse a opção de a confinar ao alinhamento bónus. Sam Lansky, no portal MTV Buzzworthy, salientou que a faixa "não pode ser superada em termos de simpatia pura", reparando que a artista se afasta deliberadamente da persona hipersexualizada que domina o álbum para adotar uma interpretação mais amigável, sincera e de índole serena.

Amy Sciarretto, no portal PopCrush, comentou que a atmosfera leve da composição se enquadraria perfeitamente na banda sonora de um reality show da MTV ambientado no Condado de Orange, "onde o sol brilha permanentemente e as pessoas são atraentes, embora tresloucadas", frisando que a sonoridade se revela "muito mais contida e equilibrada do que o restante ambiente hormonal do disco". Shaun Kitchener, no sítio EntertainmentWise, sublinhou que a canção representa uma pausa necessária no alinhamento que permite ao público testemunhar "um raro vislumbre de uma Rihanna doce e amável". Por seu turno, Emily Exton, em texto para a publicação Popdust, refletiu sobre o enquadramento do tema no repertório da cantora: "Existe uma razão pela qual consta apenas como bónus; caso 'You Da One' não existisse, esta seria sem dúvida a faixa mais terna de todo o disco, surgindo como um diálogo afável a meio de uma longa sequência de experiências altamente provocadoras e sentimentos confusos".

Desempenho comercial

Apesar de não ter usufruído de um lançamento comercial individual como single de trabalho nas emissoras de rádio, a faixa pontuou nas tabelas musicais internacionais em virtude do volume de descarregamentos digitais impulsionado pelo lançamento da edição especial de Talk That Talk. Na Coreia do Sul, a gravação alcançou a 80.ª posição da tabela internacional de vendas digitais, Gaon International Download Chart, durante a semana correspondente a 20 e 26 de novembro de 2011. No Reino Unido, a gravação alcançou o 136.º posto na listagem oficial Official Singles Chart compilada pela Official Charts Company, na publicação datada de 3 de dezembro de 2011. Na mesma semana, a faixa ascendeu ao 38.º lugar na classificação temática direcionada aos géneros urbanos, a Official Hip Hop and R&B Singles Chart.

Posições nas tabelas musicais semanais

Tabela musical (2011) Melhor
posição
Coreia do Sul (Gaon International Digital Chart) 72
Coreia do Sul (Gaon International Download Chart) 80
Reino Unido (Official Singles Chart) 136
Reino Unido (Official Hip Hop and R&B Singles Chart)38

Créditos

Todo o processo de elaboração da canção atribui os seguintes créditos pessoais:

  • Rihanna – vocais, composição
  • The-Dream – composição, produção
  • Pat Thrall – gravação
  • Sam Holland – assistência de gravação
  • Ludovick Tartavelo – assistência de gravação
  • Kuk Harrell – produção vocal, gravação vocal
  • Marcos Tovar – gravação vocal
  • Jennifer Rosales – assistência de gravação vocal
  • Manny Marroquin – mistura
  • Erik Madrid – assistência de mistura
  • Chris Galland – assistência de mistura

Notas

  1. ↑ No original: "Do your thing boy, do your thing / [...] That's what I love about you baby"
  2. ↑ No original: "You're my lover, but I love you like a brother"

Referências

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