| "Roc Me Out" | ||||
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| Canção de Rihanna do álbum Talk That Talk | ||||
| Gravação | 2011 | |||
| Estúdios |
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| Género | Synth-pop | |||
| Duração | 3:29 | |||
| Editora | Def Jam | |||
| Composição | ||||
| Produção |
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| Faixas de Talk That Talk | ||||
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| Vídeo de áudio | ||||
| "Roc Me Out" no YouTube | ||||
"Roc Me Out" é uma canção da cantora barbadense Rihanna, gravada para o seu sexto álbum de estúdio, Talk That Talk (2011). Composta e produzida pela equipa norueguesa Stargate em colaboração com Swire e McGrillen — ambos cofundadores da banda de música eletrónica Pendulum e do projeto Knife Party —, contaram ainda com o auxílio de Ester Dean na escrita e a produção vocal orientada por Kuk Harrell. Estruturada a partir do género synth-pop, a sonoplastia incorpora elementos de dance-pop e assenta em camadas de sintetizadores, acordes de guitarra elétrica e programação de teclados. No plano lírico, a narrativa retrata um jogo assertivo e explícito de sedução, no qual a protagonista assume uma postura dominadora, embora intercale essa atitude com a revelação íntima de carência afetiva.
A receção crítica atribuída à faixa revelou-se mista: diversos analistas elogiaram a energia rítmica da sonoplastia concebida pela equipa de produtores e a presença vocal imponente da cantora, apontando a obra como um dos momentos de maior autoridade do disco, ao passo que outros avaliadores lamentaram a proximidade temática e melódica com êxitos anteriores da própria artista, em particular "Rude Boy" e "S&M". Mesmo sem ter usufruído de um lançamento comercial individual como single de trabalho nas estações de rádio, a composição registou entrada nas tabelas de vendas digitais na sequência da estreia comercial do álbum, alcançando a 73.ª posição da tabela internacional de descarregamentos digitais da Coreia do Sul e o 176.º lugar na britânica Official Singles Chart.
Após a receção comercial e crítica favorável alcançada pelo seu quinto álbum de estúdio, Loud (2010), Rihanna revelou através da rede social Twitter (X) que o projeto seria alvo de uma reedição alargada com temas inéditos no outono de 2011, afirmando que a era do disco prosseguiria com a adição de novo reportório. Contudo, em setembro desse mesmo ano, a artista esclareceu que a ideia de relançamento havia sido abandonada, sustentando que o álbum anterior representava um corpo de trabalho autónomo e que o público justificava a conceção de um projeto inteiramente novo.
Em agosto de 2011, durante uma entrevista com o espaço Mixtape Daily do canal MTV News, o produtor Verse Simmonds, da dupla The Juggernauts, (responsável pela conceção do tema "Man Down", revelou que a intérprete se encontrava a ultimar as gravações do seu sexto trabalho de estúdio durante as pausas da digressão The Loud Tour. O produtor adiantou que a sua equipa havia submetido maquetes adicionais após o entusiasmo demonstrado pela cantora perante as novas orientações musicais. A 15 de setembro de 2011, Rihanna confirmou aos seus seguidores que o processo de captação decorria em ritmo acelerado e reiterou a previsão de lançamento para o último trimestre do ano civil.
"Roc Me Out" é uma composição enérgica de andamento moderado estruturada a partir do género synth-pop, com influências no dance-pop, e uma extensão temporal de 3 minutos e 29 segundos. A produção musical esteve a cargo da equipa norueguesa Stargate em parceria com Rob Swire e Gareth McGrillen, membros fundadores da banda de música eletrónica Pendulum. As sessões de captação decorreram ao longo de 2011 nos estúdios Roc the Mic Studios, em Nova Iorque, Westlake Recording Studios, em Los Angeles, e The Hide Out Studios, em Londres, sob a orientação técnica de Mikkel S. Eriksen, Miles Walker e Mike Anderson. A produção vocal esteve a cargo de Kuk Harrell e Marcos Tovar, com assistência de Jennifer Rosales, ao passo que a fase de mistura foi conduzida por Phil Tan nos The Ninja Beat Club, em Atlanta, coadjuvado por Daniela Rivera, sob coordenação executiva de Tim Blacksmith e Danny D. A arquitetura harmónica da faixa caracteriza-se pela presença de sintetizadores, acordes de guitarra elétrica e linhas ritmadas de teclados. Diversos comentadores assinalaram a influência palpável dos Pendulum na faixa: Laurence Green, do portal MusicOMH, qualificou o registo como uma colisão estética entre "Rude Boy" e o tema "Slam", dos Pendulum, enquanto Edward Keeble, na revista Gigwise, sustentou que a composição soa como uma fusão entre "Umbrella" e uma versão contida de "Slam".
A autoria lírica reuniu contribuições de Ester Dean, Stargate, Swire e McGrillen. De acordo com a partitura musical publicada pela Universal Music Publishing Group, a peça foi concebida no compasso de tempo comum (4/4), estabelecendo um andamento sincopado de 80 batidas por minuto na escala de mi menor. A extensão vocal demonstrada por Rihanna abrange o intervalo entre a nota grave de si na terceira oitava (B3) e a nota aguda de ré na quinta oitava (D5). No plano temático, o texto articula um jogo de sedução de teor erótico no qual a vocalista desafia o amante a desvendar os seus segredos mais íntimos, assumindo uma atitude militarista e dominadora na entrega das estrofes: "Estás a demorar demasiado tempo a assentar a minha cabeça na terra / E a pôr os pés nas nuvens". Priya Elan, na revista britânica NME, reparou que a inflexão da artista evoca deliberadamente a cadência de "Rude Boy" na passagem "Vamos lá rapaz". Paralelamente, comentadores assinalaram que o clímax da confissão decorre na linha "Vou contar-te um pequeno segredo obsceno: no fundo só quero ser amada", declaração que David Amidon, do PopMatters, considerou revelar um anseio afetivo convencional por trás da aparente agressividade cénica.

Após o lançamento de Talk That Talk, as apreciações críticas à composição dividiram-se entre o aplauso à sua pujança sonora e a censura à aparente repetição de fórmulas estilísticas. Andy Kellman, na base de dados musical AllMusic, teceu comentários elogiosos à atitude da cantora, qualificando a peça como "uma ameaça mais elegante do que 'G4L' de Rated R e 'S&M' de Loud". Andrew Unterberger, no sítio Popdust, salientou que a criação se mostrava "um pouco menos bombástica do que 'Hard'", sustentando que quando a cantora assume o controlo da narrativa "é sempre um momento de enorme autoridade", apontando-a como uma das gravações que definem a identidade do disco. Sam Lansky, do portal MTV Buzzworthy, descreveu a produção como "agressiva e um pouco sinistra", notando que o seu ambiente soturno não destoaria se tivesse sido integrado no alinhamento de Rated R. Julianne Shepherd, na revista Spin, formulou uma reflexão em torno da persona artística da intérprete: "Vinda de outro artista seria uma canção sobre dúvida pessoal, mas vinda de Rihanna soa como se estivesse a reter intencionalmente a fé e a devolvê-la apenas para nos atormentar".
Reem Buhazza, no jornal The National, considerou que a faixa, ao lado de "You Da One" e "Talk That Talk", constituía uma fórmula vencedora concebida com apuro para a sensibilidade das rádios comerciais. Numa perspetiva semelhante, Laurence Green, do sítio MusicOMH, classificou o registo como surpreendente e diferenciador no contexto do alinhamento. Em contrapartida, Giovanny Caquias, na publicação CultureBlues, posicionou o tema na vertente mais irreverente e desinibida do disco — juntamente com "Cockiness (Love It)", "Birthday Cake" e "Watch n' Learn" —, assinalando que, embora ostente um desenvolvimento superior ao dessas faixas, permanecia mediano em comparação com os grandes marcos promocionais da carreira da cantora. Tuyet Nguyen, no jornal The A.V. Club, foi mais severa ao adjetivar a interpretação como "quase risível", ponderando que Rihanna atua "como uma atriz e não como uma cantora confessional", onde a mensagem representa apenas uma provocação calculada para projetar poder sem quebrar verdadeiramente convenções. Maz Halima, na revista Flavour Magazine, expressou desilusão com o número, admitindo ter ficado frustrada pela excessiva semelhança rítmica com "Rude Boy".
Apesar de não ter usufruído de promoção autónoma como single de trabalho, "Roc Me Out" pontuou nas tabelas internacionais em virtude do volume de descarregamentos digitais impulsionado pelo lançamento mundial do disco. Na Coreia do Sul, a composição estreou-se na 73.ª posição da tabela internacional de vendas digitais, Gaon International Download Chart, na semana correspondente a 20 e 26 de novembro de 2011. No Reino Unido, a gravação alcançou o 176.º posto na listagem oficial Official Singles Chart compilada pela Official Charts Company, na publicação datada de 3 de dezembro de 2011.
| Tabela musical (2011) | Melhor posição |
|---|---|
| Coreia do Sul (Gaon International Digital Chart) | 68 |
| Coreia do Sul (Gaon International Download Chart) | 73 |
| Reino Unido (Official Singles Chart) | 176 |
Todo o processo de elaboração da canção atribui os seguintes créditos pessoais: