Ludodactylus

Ludodactylus
Intervalo temporal: Aptiano
~112 Ma
↓
Crânio holótipo com diagrama do mesmo, incluindo folha de Yucca
Classificação científica e
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: †Pterosauria
Subordem: †Pterodactyloidea
Família: †Anhangueridae
Subfamília: †Anhanguerinae
Gênero: †Ludodactylus
Frey et al., 2003
Espécie-tipo
†Ludodactylus sibbicki
Frey et al., 2003

Ludodactylus (que significa "dedo de brinquedo") é um gênero de pterossauro Anhangueridae Pterodactyloidea do período Cretáceo Inferior (estágio Aptiano) do que hoje é a Formação Crato da Bacia do Araripe, no Ceará, Brasil. A espécie-tipo e única é L. sibbicki. O nome genérico Ludodactylus refere-se ao fato de o animal possuir uma combinação de dentes e uma crista cefálica semelhante à de um Pteranodon, e nenhuma criatura com essas características era conhecida até a descoberta do Ludodactylus. No entanto, o Ludodactylus não é o único pterossauro conhecido por possuir essas características; seu parente muito próximo, Caulkicephalus, é outro exemplo.

História

Mandíbulas

O gênero foi nomeado por Eberhard Frey et al., em 2003 e contém uma única espécie conhecida, Ludodactylus sibbicki. O nome deriva do latim ludus, "brincadeira", e do grego daktylos, "dedo". Ludus refere-se ao fato, há muito lamentado pelos paleontólogos, de que muitos pterossauros de brinquedo combinavam dentes com uma crista cefálica semelhante à do Pteranodon, embora nenhuma criatura com essas características fosse conhecida, no entanto, Ludodactylus apresenta exatamente essa combinação de características. "Dactylus", em referência ao característico dedo longo da asa, tem sido um elemento comum nos nomes dos pterossauros desde que o primeiro gênero conhecido foi nomeado Pterodactylus. O nome específico "sibbicki" é uma homenagem ao paleoartista John Sibbick.

Descrição

Representação artística

O Ludodactylus é baseado no holótipo SMNK PAL 3828, um crânio que não possui parte da crista cefálica, o qual foi removido da placa antes que o fóssil fosse vendido ilegalmente. Ao contrário de outros Ornithocheiridae (grupo ao qual o Ludodactylus foi originalmente atribuído), ele não possuía crista pré-maxilar no focinho, mas tinha uma crista na parte posterior do crânio. Frey et al., interpretaram a mandíbula profunda como uma crista na mandíbula inferior. Presa entre os ramos da mandíbula está uma folha de Yucca; Frey sugeriu que o animal a prendeu em seu bico e tentou, sem sucesso, removê-la (a borda da folha está desgastada), e então possivelmente morreu de inanição ou de uma complicação decorrente da inanição. O crânio teria mais de 66 centímetros de comprimento.

Classificação

Representação artística do Ludodactylus (centro à esquerda) e outros pterossauros conhecidos da Formação Crato

Em 2003, Frey et al., classificaram Ludodactylus na família Ornithocheiridae. Em 2007, Frey reconsiderou a validade de Ludodactylus, sugerindo que poderia representar o mesmo animal que Brasileodactylus e, portanto, ser um sinônimo júnior. Em 2014, no entanto, Brian Andres et al., em uma grande análise cladística de pterossauros, descobriram que Ludodactylus era ligeiramente mais relacionado a Ornithocheiridae e Anhangueridae do que a Brasileodactylus. Na análise de Andres et al., Ludodactylus é classificado logo fora de Ornithocheiridae e Anhangueridae como um membro derivado do grupo mais inclusivo Anhangueria. Seu cladograma é mostrado à esquerda. Em 2020, uma topologia diferente de Borja Holgado e Rubi Pêgas recuperou Ludodactylus dentro da família Anhangueridae, mais especificamente na subfamília Anhanguerinae, táxon irmão de Caulkicephalus e Guidraco. Isso prova que ele é de fato muito intimamente relacionado aos Anhangueridae. Seu cladograma é mostrado à direita.

Ver também

Referências

  1. ↑ Steel, L., Martill, D.M., Unwin, D.M. and Winch, J. D. (2005). «A new pterodactyloid pterosaur from the Wessex Formation (Lower Cretaceous) of the Isle of Wight, England.». Cretaceous Research. 26 (4): 686–698. Bibcode:2005CrRes..26..686S. doi:10.1016/j.cretres.2005.03.005. hdl:2381/24950Acessível livremente
  2. 1 2 Frey, E., Martill, D., and Buchy, M. (2003). A new crested ornithocheirid from the Lower Cretaceous of northeastern Brazil and the unusual death of an unusual pterosaur. In: Buffetaut, E., and Mazin, J.-M. (eds.). Evolution and Palaeobiology of Pterosaurs. Geological Society Special Publication 217:56–63. ISBN 1-86239-143-2.
  3. 1 2 Andres, B.; Clark, J.; Xu, X. (2014). «The Earliest Pterodactyloid and the Origin of the Group». Current Biology. 24 (9): 1011–6. Bibcode:2014CBio...24.1011A. PMID 24768054. doi:10.1016/j.cub.2014.03.030Acessível livremente
  4. 1 2 Holgado, B.; Pêgas, R.V. (2020). «A taxonomic and phylogenetic review of the anhanguerid pterosaur group Coloborhynchinae and the new clade Tropeognathinae». Acta Palaeontologica Polonica. 65. doi:10.4202/app.00751.2020Acessível livremente. hdl:2072/444907Acessível livremente