| Logotipo do Programa Alimentar Mundial | |
| Tipo | Programa da ONU e da FAO |
| Acrônimo | PAM / WFP |
| Comando | Luke Lindberg, nomeado em setembro de 2026 |
| Status | Ativo |
| Fundação | 19 de dezembro de 1961 |
| Sede | Roma, Itália |
| Website | https://www.wfp.org/ |
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O Programa Alimentar Mundial (PAM), também denominado Programa Mundial de Alimentos (PMA), é um programa da Organização das Nações Unidas e da FAO que fornece assistência alimentar em emergências e apoia o combate à fome e à desnutrição. Foi criado em 1961 e tem sede em Roma, na Itália. Em 2023, prestou assistência a 152 milhões de pessoas.
Além da distribuição de alimentos, o PAM realiza transferências de dinheiro, organiza cadeias de abastecimento, prepara respostas a desastres e presta assessoria a governos sobre segurança alimentar e programas de proteção social. Administra o Serviço Aéreo Humanitário das Nações Unidas, que transporta trabalhadores humanitários e cargas para áreas de difícil acesso.
O programa integra o Grupo das Nações Unidas para o Desenvolvimento e participa das ações relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, sobretudo à meta de fome zero até 2030. Recebeu o Nobel da Paz de 2020 pelo combate à fome, pela contribuição à paz em áreas de conflito e pelos esforços para impedir o uso da fome como arma de guerra, na justificativa do Comité Nobel Norueguês.

O nome em inglês do programa é World Food Programme, abreviado WFP. Sua criação resultou de propostas de ajuda alimentar multilateral discutidas no início da década de 1960. George McGovern, diretor dos programas norte-americanos Food for Peace, propôs o uso de excedentes agrícolas em um programa internacional. A Conferência da FAO aprovou a criação em 24 de novembro de 1961, e a Assembleia Geral das Nações Unidas fez o mesmo em 19 de dezembro.
O período experimental abrangia 1963, 1964 e 1965. Em 1963, o PAM iniciou seu primeiro programa de desenvolvimento, destinado à população núbia reassentada na região de Uádi Halfa, no Sudão. Em dezembro de 1965, a FAO e a Assembleia Geral decidiram dar continuidade ao programa enquanto a ajuda alimentar multilateral fosse considerada viável e desejável.
Em novembro de 2006, Josette Sheeran foi nomeada para substituir James T. Morris na direção-executiva a partir de abril de 2007. Antes disso, havia sido subsecretária de Assuntos Econômicos, Empresariais e Agrícolas do Departamento de Estado dos Estados Unidos e editora-executiva do The Washington Times.

O PAM fornece alimentos a refugiados e a outras populações em emergências, apoia a nutrição em fases de maior vulnerabilidade e financia a recuperação dos meios de subsistência de comunidades pobres. Os programas procuram atender às necessidades imediatas de alimentação e criar condições para que a assistência deixe de ser necessária. Obras comunitárias de irrigação e recuperação de terras são pagas com alimentos ou dinheiro.
A falta de alimentos, a fome, a desnutrição e a doença causada por alimentos contaminados afetam a saúde e podem prejudicar a frequência escolar, a capacidade de trabalhar e a renda das famílias. Por isso, a atuação do programa abrange os objetivos de redução da pobreza, educação e trabalho, além do combate à fome.
As ações nutricionais também se dirigem às deficiências de micronutrientes, à mortalidade infantil, à saúde de gestantes e às necessidades de pessoas que vivem com AIDS. Os programas de alimentos em troca de trabalho procuram recuperar a produção agrícola e as condições ambientais e econômicas das comunidades atendidas.
Os US$ 14,1 bilhões recebidos pelo PAM em 2022 foram quase 50% superiores ao valor de 2021, diante de necessidades operacionais de US$ 21,4 bilhões. Os Estados Unidos foram o maior doador. As operações são financiadas por contribuições voluntárias de governos, empresas e doadores individuais, que variam com as condições econômicas e as prioridades dos financiadores.
Em 2023, as contribuições caíram para US$ 8,3 bilhões. As necessidades previstas eram de US$ 22,8 bilhões, e a insuficiência de recursos atingiu 64%. A redução obrigou o PAM a priorizar operações, diminuir rações e limitar o número de pessoas atendidas em algumas regiões de maior risco.
Em fevereiro de 2025, o governo dos Estados Unidos determinou a suspensão de atividades financiadas por dezenas de seus repasses ao PAM, apesar da exceção emergencial anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio para permitir a continuidade de ajuda alimentar essencial. Os contratos, administrados pela USAID, somavam dezenas de milhões de dólares e financiavam operações no Iêmen, na República Democrática do Congo, no Sudão, no Sudão do Sul, na República Centro-Africana, no Haiti e no Mali.
A suspensão atingiu projetos do Título II do programa Food for Peace, que destinava cerca de US$ 2 bilhões por ano à doação de produtos agrícolas norte-americanos. Em 2020, os programas de ajuda alimentar internacional dos Estados Unidos estavam distribuídos entre a USAID e o Departamento de Agricultura.
O Conselho Executivo tem representantes de 36 Estados-membros e orienta e supervisiona as atividades do PAM. Metade dos integrantes é eleita pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, e a outra metade, pela FAO. A União Europeia participa como observadora permanente e como doadora.
O diretor-executivo é nomeado conjuntamente pelo secretário-geral da ONU e pelo diretor-geral da FAO para um mandato de cinco anos. Cabe a ele administrar o programa e executar seus projetos e atividades. Cindy McCain, que havia sido representante dos Estados Unidos nas agências da ONU para alimentação e agricultura em Roma, foi nomeada em março de 2023. Em fevereiro de 2026, anunciou que deixaria o cargo por motivos de saúde e encerrou seu mandato em maio.
O vice-diretor-executivo Carl Skau assumiu a chefia interina em 1.º de junho de 2026. Em 18 de setembro, o secretário-geral da ONU e o diretor-geral da FAO anunciaram a nomeação de Luke Lindberg para suceder McCain.
Em março de 2023, o PAM tinha mais de 22.300 funcionários. A estrutura internacional incluía escritórios em 87 países, além de atividades em mais de 120 países e territórios. Em 2006, a equipe tinha 10.587 funcionários, dos quais 92% trabalhavam diretamente nas operações.
| Nome | País | Período e condição |
|---|---|---|
| Addeke Hendrik Boerma | Maio de 1962 a dezembro de 1967 | |
| Sushil K. Dev | Janeiro a agosto de 1968, interino | |
| Francisco Aquino | Julho de 1968 a maio de 1976 | |
| Thomas C. M. Robinson | Maio de 1976 a junho de 1977, interino, e julho a setembro de 1977, titular | |
| Garson N. Vogel | Outubro de 1977 a abril de 1981 | |
| Bernardo de Azevedo Brito | Maio de 1981 a fevereiro de 1982, interino | |
| Juan Felipe Yriart | Fevereiro a abril de 1982, interino | |
| James Ingram | Abril de 1982 a abril de 1992 | |
| Catherine Bertini | Abril de 1992 a abril de 2002 | |
| James T. Morris | Abril de 2002 a abril de 2007 | |
| Josette Sheeran | Abril de 2007 a abril de 2012 | |
| Ertharin Cousin | Abril de 2012 a abril de 2017 | |
| David Beasley | Abril de 2017 a abril de 2023 | |
| Cindy McCain | Abril de 2023 a maio de 2026 | |
| Carl Skau | Interinidade iniciada em 1.º de junho de 2026 | |
| Luke Lindberg | Nomeado em setembro de 2026 |


Cerca de dois terços da assistência alimentar emergencial do PAM destinam-se a pessoas em situações graves de insegurança alimentar, sobretudo em decorrência da violência e de conflitos armados. Mais de 60% das pessoas que enfrentam a fome vivem em regiões afetadas por violência armada, onde deslocamentos forçados, destruição dos sistemas de produção e distribuição de alimentos e obstáculos ao acesso humanitário agravam a situação. Em 2023, mais de 300 milhões de pessoas enfrentavam fome aguda no mundo, em meio a conflitos, choques econômicos e desastres climáticos, e o PAM prestou assistência a 152 milhões.
O boletim Hunger Hotspots, publicado pela FAO e pelo PAM em junho de 2024, projetou a piora da insegurança alimentar aguda em dezoito países ou conjuntos de países entre junho e outubro. A avaliação incluiu populações em situação de catástrofe, a fase 5 da Classificação Integrada de Fases da Segurança Alimentar, ou sob risco de fome. Haiti, Mali, Palestina, Sudão do Sul e Sudão estavam entre as áreas de maior preocupação.
Nas inundações que atingiram o Sudão a partir de julho de 2020, o programa forneceu assistência alimentar emergencial a quase 160 mil pessoas. Depois da passagem do ciclone Idai por Moçambique, no início de 2019, quando as enchentes destruíram cerca de 400 mil hectares de plantações, distribuiu alimentos e vales para a compra de produtos essenciais e planejou ações de recuperação, reconstrução e preparação para novos desastres.
No Sahel, comunidades e organizações parceiras trabalharam com o PAM na captação de água para irrigação, na recuperação de terras degradadas e na formação profissional, em uma região afetada por dificuldades econômicas, mudanças climáticas e conflitos armados. Em Bangladesh, previsões de inundações permitiram antecipar a entrega de dinheiro a agricultores vulneráveis para que reforçassem suas casas ou estocassem alimentos.

O PAM lidera o grupo de coordenação logística humanitária, criado pelo Comitê Permanente Interagências, e o grupo de telecomunicações de emergência. Também compartilha a coordenação do grupo de segurança alimentar. O Serviço Aéreo Humanitário das Nações Unidas atende a mais de trezentos destinos, e a rede de Depósitos de Resposta Humanitária das Nações Unidas compra, armazena e transporta suprimentos de emergência. Durante a pandemia de COVID-19, esses serviços levaram pessoal e materiais do PAM e de organizações parceiras a lugares sem voos comerciais disponíveis.

As mudanças climáticas aumentam os riscos de secas e inundações, prejudicam as plantações e podem reduzir a produção agrícola. Em julho de 2019, o PAM antecipou transferências de dinheiro a grupos vulneráveis em Bangladesh, antes de chuvas intensas.
A resposta ao furacão Dorian, nas Bahamas, em setembro de 2019, contou com o escritório regional de Barbados, criado no ano anterior para preparar respostas a desastres. Antes da chegada do furacão, o PAM enviou especialistas em segurança alimentar, logística e telecomunicações de emergência para organizar a avaliação das necessidades. As equipes também fizeram um reconhecimento aéreo para preparar o trabalho em terra.

O PAM desenvolve intervenções nutricionais e políticas de segurança alimentar, como a alimentação escolar e o enriquecimento de alimentos com micronutrientes, em parceria com governos, outras agências da ONU, organizações não governamentais e empresas.

As refeições escolares procuram melhorar a alimentação das crianças e incentivar as famílias vulneráveis a enviá-las à escola, em vez de pô-las para trabalhar. Seus efeitos podem abranger educação, igualdade entre meninas e meninos, saúde, proteção social e a compra de produtos da agricultura local. O alcance desses resultados depende do programa e da população atendida.
O PAM participa de programas que combinam alimentação com medidas de saúde escolar, como prevenção da malária, higiene menstrual e orientação sobre saneamento e higiene. A fome e a desnutrição podem provocar faltas às aulas e prejudicar o desenvolvimento infantil.
Em outubro de 2022, a Fundação Novo Nordisk e o PAM anunciaram uma parceria para apoiar a alimentação escolar e os pequenos agricultores em Ruanda e Uganda.
O PAM participa da Farm to Market Alliance, uma parceria internacional que oferece informações, financiamento e apoio a pequenos agricultores para que produzam e vendam excedentes e aumentem sua renda. Seus programas de acesso a mercados abrangem mais de quarenta países.
Em 2008, o programa iniciou o projeto-piloto Purchase for Progress, ou P4P, com duração de cinco anos. A iniciativa criou oportunidades de comercialização para pequenos produtores em vinte países da África, Ásia e América Latina. Cerca de 800 mil agricultores receberam formação sobre produção, manejo após a colheita, controle de qualidade, venda coletiva, financiamento e contratos com o PAM. O projeto resultou na produção de 366 mil toneladas de alimentos e em mais de US$ 148 milhões de renda para os agricultores participantes.
O programa Food Assistance for Assets fornece dinheiro ou alimentos para atender às necessidades imediatas das famílias enquanto elas trabalham em bens de uso comunitário, como sistemas de irrigação, pontes e estruturas de manejo da terra e da água.
A seleção dos projetos dá prioridade aos bens recuperados e às condições de vida das comunidades, em vez de se limitar à realização das obras. Esse critério diferencia a iniciativa dos programas anteriores de alimentos ou dinheiro em troca de trabalho e de grandes obras públicas. A orientação procura reduzir a dependência da assistência e apoiar a recuperação dos meios de subsistência.

O PAM realiza transferências de dinheiro em espécie, por cartão de débito ou por vales. A modalidade permite que as famílias escolham o que comprar e procura manter parte dos recursos em circulação nos mercados locais. No primeiro semestre de 2022, o programa transferiu US$ 1,6 bilhão a 37 milhões de pessoas em setenta países.
No programa Emergency Social Safety Net, destinado a refugiados na Turquia, as transferências reduziram a incidência e a intensidade da pobreza multidimensional entre os participantes avaliados pela Iniciativa Oxford de Pobreza e Desenvolvimento Humano.
Nas províncias das Filipinas mais expostas a desastres climáticos, o PAM oferece treinamento e equipamentos de resposta a emergências a governos locais e apoia a instalação de estações meteorológicas automáticas.
O Acelerador de Inovação do PAM apoiou mais de sessenta projetos em 45 países. Em 2017, o programa lançou o Building Blocks para distribuir assistência alimentar em dinheiro a refugiados sírios na Jordânia. A iniciativa usa blockchain para organizar registros digitais de identidade e permite retirar alimentos com reconhecimento da íris.
O PAM também desenvolveu conjuntos de cultivo hidropônico de baixo custo para que refugiados produzissem cevada destinada à alimentação do gado no deserto do Saara. O programa SMP PLUS usa inteligência artificial na elaboração de cardápios para programas de alimentação escolar em diferentes países.
O PAM mantém parcerias com governos, empresas, agências da ONU, instituições financeiras, universidades e mais de mil organizações não governamentais. Em outubro de 2020, os órgãos de direção do PAM, da FAO e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola reafirmaram a cooperação contra a fome durante a pandemia de COVID-19.
Nos Estados Unidos, a organização World Food Program USA, sediada em Washington, D.C., arrecada recursos e repassa doações ao PAM. Ela é uma entidade norte-americana sem fins lucrativos, enquadrada na seção 501(c)(3) da legislação tributária, e permanece juridicamente distinta do programa da ONU para fins fiscais.
Em 2006, o PAM manteve cooperação com TNT, Citigroup e Boston Consulting Group. A parceria com Citigroup abrangia a preparação de apoio empresarial a emergências, e a BCG prestou assessoria administrativa à operação no Sudão.
O Centro de Excelência contra a Fome foi inaugurado em Brasília em 7 de novembro de 2011, em uma parceria do PAM com o governo brasileiro, por meio da Agência Brasileira de Cooperação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. O centro presta assessoria a países interessados em criar ou ampliar programas de alimentação escolar e outras políticas de segurança alimentar, com base no intercâmbio de experiências do Brasil e de países parceiros.
A cooperação também envolve a agricultura familiar, a nutrição e a compra de alimentos produzidos localmente. A parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento prevê a capacitação de gestores e técnicos e o apoio ao acesso de agricultores familiares a mercados.
Em 2004, a Universidade Auburn foi escolhida pelo PAM para organizar uma iniciativa estudantil de combate à fome. O Comitê de 19, formado por estudantes, promoveu atividades no campus e na comunidade e desenvolveu um modelo de campanha para outras universidades. Em 2006, Auburn recebeu um encontro sobre o combate à fome com representantes de 29 universidades.
O evento Walk the World reuniu caminhadas de conscientização e arrecadação em diferentes fusos horários para apoiar o combate à fome infantil. Em 2005, mais de 200 mil pessoas participaram em 266 localidades de 91 países. Em 2006, o relatório anual registrou 773 mil participantes em 421 localidades de 118 países. A iniciativa integrava a campanha Fight Hunger, que pretendia contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, entre eles reduzir a fome e a pobreza até 2015.
Em 2006, o PAM distribuiu quatro milhões de toneladas de alimentos a 87,8 milhões de pessoas em 78 países. Desse total, 16,4 milhões foram atendidas em operações de emergência e 47 milhões em operações de socorro prolongado e recuperação. O Sudão foi a maior operação nacional, com 6,4 milhões de pessoas atendidas, seguido pela Etiópia e pelo Quênia. As operações incluíram respostas a conflitos, desastres naturais e dificuldades econômicas, como as do Quênia, do Líbano e do Sudão.
O auxílio alcançou 58,2 milhões de crianças em 2005 e 58,8 milhões em 2006. Em 2005, cerca de 30% delas tinham menos de cinco anos. Programas de alimentação escolar e de entrega de rações para levar para casa funcionavam em 71 países e procuravam melhorar a frequência às aulas, especialmente entre meninas.
As contribuições recebidas em 2006 foram de cerca de US$ 2,7 bilhões, e a receita total foi de US$ 2,93 bilhões. As despesas diretas ficaram em aproximadamente US$ 2,7 bilhões, e as despesas totais, em US$ 2,9 bilhões.
O PAM aderiu à Iniciativa Internacional para a Transparência da Ajuda em 2013, como seu 150.º membro, e passou a publicar dados com o identificador XM-DAC-41140. No Índice de Transparência da Ajuda de 2024, elaborado pela Publish What You Fund, obteve 84,5 pontos e a classificação "muito bom".

Em 2024, cerca de 14,8 milhões de pessoas enfrentavam insegurança alimentar aguda no Afeganistão. O PAM manteve operações de assistência no país, com distribuição de alimentos e programas nutricionais.
Em 2025, 19,5 milhões de pessoas precisavam de assistência humanitária no Iêmen, e 17,1 milhões enfrentavam insegurança alimentar aguda. A operação do PAM fazia parte da resposta humanitária a essa crise.
O Comité Nobel Norueguês concedeu o prêmio de 2020 ao PAM pelo combate à fome, pela contribuição à paz em áreas afetadas por conflitos e pelos esforços contra o uso da fome como arma de guerra. Após o anúncio, o diretor-executivo David Beasley pediu que bilionários contribuíssem com os US$ 5 bilhões de que o programa precisava para impedir que trinta milhões de pessoas passassem fome.
A Al Jazeera apresentou o PAM, em 2020, como a maior organização humanitária do mundo.
Na comparação de quarenta doadores e agências divulgada em 2018 por Ian Mitchell e Caitlin McKee, do Centro para o Desenvolvimento Global, o PAM ficou em último lugar no índice QuODA. A avaliação reunia indicadores de eficiência, fortalecimento institucional, redução das exigências aos destinatários e transparência e aprendizagem. Os critérios derivavam dos princípios da Declaração de Paris de 2005, da Agenda de Ação de Acra de 2008 e do Acordo de Parceria de Busan de 2011. A classificação mediu esses indicadores, sem constituir uma avaliação direta de todos os resultados de cada operação.
O debate sobre a eficácia da ajuda humanitária abrange efeitos indesejados, como o prolongamento de conflitos e o aumento da corrupção. Essas dificuldades também envolvem a relação do PAM com governos e grupos que controlam os territórios atendidos. Em abril de 2020, o PAM anunciou a redução da ajuda em áreas do Iêmen sob controle dos houthis.
Denúncias internas de discriminação, abuso de autoridade e assédio sexual envolveram o PAM em 2018 e 2019.
| Precedido por Abiy Ahmed Ali |
Nobel da Paz 2020 |
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