| Rosa | |
|---|---|
| Coordenadas de cor | |
| Tripleto hexadecimal | #FFC0CB |
| sRGB (r, g, b) | (255, 0, 127) |
| CMYK (c, m, y, k) | (0, 100, 50, 0) |
| HSV (h, s, v) | (350°, 25%, 100%) |
Cor-de-rosa, ou apenas rosa, é um tom claro de vermelho, a cor da cravina. O termo foi usado pela primeira vez como nome de uma cor no final do século XVII. A combinação de rosa e branco é associada à inocência, enquanto a combinação de rosa e preto está ligada ao erotismo e à sedução.
No século XXI, o rosa é visto como um símbolo de feminilidade, embora nem sempre tenha sido considerado dessa forma. Antes da segunda metade do século XX, o rosa frequentemente representava a masculinidade. Pesquisadores relacionaram a feminização decisiva do rosa ao surgimento da Barbie em 1959.
Na óptica, a palavra "rosa" pode se referir a qualquer um dos tons claros entre o vermelho azulado e o vermelho, com luminosidade de média a alta e saturação de baixa a moderada. Embora o rosa seja geralmente considerado um tom de vermelho, as cores da maioria dos tons de rosa são levemente azuladas e situam-se entre o vermelho e o magenta. Algumas variações de rosa, como a cor salmão, tendem ao laranja.
A cor rosa é descrita na literatura desde a Antiguidade. Na Odisseia, escrita aproximadamente em 800 a.C., Homero escreveu: "Então, quando apareceu a filha da manhã, a aurora de dedos rosados..." Poetas romanos também descreveram a cor. Roseus é uma palavra latina que significa "rosado" ou "rosa". Lucrécio usou a palavra para descrever a aurora em seu poema épico Sobre a Natureza das Coisas (De rerum natura).
O rosa não era uma cor comum na moda da Idade Média; os nobres geralmente preferiam vermelhos mais vivos, como o carmesim. No entanto, ele aparecia na moda feminina e na arte religiosa. Nos séculos XIII e XIV, em obras de Cimabue e Duccio, o Menino Jesus às vezes era representado vestido de rosa, cor associada ao corpo de Cristo.
Na pintura da Alta Renascença Madona dos cravos, de Rafael, o Menino Jesus oferece um cravo à Virgem Maria. O rosa era um símbolo do casamento, indicando uma união espiritual entre mãe e filho.
Durante o Renascimento, o rosa era usado principalmente para representar a cor da pele de rostos e mãos de pessoas brancas. O pigmento comumente empregado para isso era chamado de cinabrese claro; tratava-se de uma mistura do pigmento de terra vermelha chamado sinopia, ou vermelho veneziano, com um pigmento branco chamado Bianco San Genovese, ou branco de cal. Em seu famoso manual de pintura do século XV, Il Libro dell'Arte, Cennino Cennini descreveu-o da seguinte forma: "Este pigmento é feito da sinopia mais bela e clara que se pode encontrar e é misturado e moído com o branco de São João, como é chamado em Florença; e esse branco é feito de cal completamente branca e completamente purificada. Quando esses dois pigmentos estiverem totalmente moídos juntos (isto é, duas partes de cinabrese e a terceira de branco), faça pequenos pães do tamanho de meia noz e deixe-os secar. Quando precisar, pegue a quantidade que parecer adequada. Esse pigmento lhe dará grande crédito se for usado para pintar rostos, mãos e nus nas paredes..."
O rosa foi particularmente promovido por Madame de Pompadour (1721–1764), amante do rei Luís XV de França, que usava combinações de azul-claro e rosa e mandou produzir para si um tom específico de rosa na fábrica de porcelana de Sèvres, criado pela adição de nuances de azul, preto e amarelo.
Embora o rosa fosse claramente a cor da sedução nos retratos de George Romney de Emma Hamilton, futura amante do almirante Horatio Nelson, no final do século XVIII, ele tinha o significado completamente oposto no retrato de Sarah Barrett Moulton pintado por Thomas Lawrence em 1794. Nessa pintura, simbolizava infância, inocência e ternura. Sarah Moulton tinha apenas onze anos quando o quadro foi pintado e morreu no ano seguinte.
Na Inglaterra do século XIX, meninos frequentemente usavam fitas ou adornos cor-de-rosa; eles eram considerados simplesmente homens pequenos e, enquanto os homens ingleses usavam uniformes vermelhos, os meninos vestiam rosa. As roupas infantis do século XIX eram quase sempre brancas, pois, antes da invenção dos corantes químicos, roupas de qualquer cor desbotavam rapidamente quando lavadas em água fervente. A rainha Vitória foi retratada em 1850 com seu sétimo filho e terceiro filho homem, o príncipe Artur, que vestia branco e rosa. O rosa também era usado por rapazes, como mostra uma pintura de 1863 de Charles Jalabert. Na França do final do século XIX, pintores impressionistas que trabalhavam com uma paleta de cores pastéis às vezes representavam mulheres vestidas de rosa, como nas imagens de bailarinas de Edgar Degas ou nas imagens de mulheres e crianças de Mary Cassatt.
Um desfile de moda realizado em 1949 no famoso hotel Waldorf-Astoria, em Nova Iorque, causou sensação entre os presentes devido aos vibrantes tons de rosa dos vestidos e das roupas. Jornalistas e críticos da época, interessados em conhecer a inspiração do estilista mexicano Ramón Valdiosera, perguntaram-lhe sobre a origem da cor. O artista simplesmente respondeu que aquele rosa já fazia parte da cultura mexicana, e a crítica de moda nova-iorquina Perle Mesta então o descreveu como rosa-mexicano.
A primeira posse de Dwight D. Eisenhower (1953), na qual a esposa de Eisenhower, Mamie Eisenhower, usou um vestido rosa como traje de posse, é considerada um ponto de virada importante na associação do rosa com meninas. A forte preferência de Mamie pelo rosa levou o público a associá-lo à cor que "mulheres femininas usam". O musical norte-americano de 1957 Cinderela em Paris também contribuiu para consolidar a associação da cor com as mulheres.
No século XX, os tons de rosa tornaram-se mais fortes, brilhantes e afirmativos, em parte graças à invenção de corantes químicos que não desbotavam. A pioneira na criação dessa nova onda de rosas foi a estilista italiana Elsa Schiaparelli (1890–1973), ligada aos artistas do surrealismo, entre eles Jean Cocteau. Em 1931, ela criou uma nova variedade da cor, chamada rosa-choque, obtida pela mistura de magenta com uma pequena quantidade de branco. Lançou um perfume chamado Shocking, vendido em um frasco com o formato do torso de uma mulher, supostamente modelado no de Mae West. Suas criações, concebidas em colaboração com artistas como Cocteau, empregavam os novos tons de rosa.
Na Alemanha Nazista das décadas de 1930 e 1940, prisioneiros de campos de concentração nazistas acusados de homossexualidade eram obrigados a usar um triângulo rosa. Por isso, o triângulo rosa tornou-se um símbolo do moderno movimento pelos direitos dos homossexuais.
A transição para o rosa como cor de diferenciação sexual das meninas ocorreu gradualmente, por meio do processo seletivo do mercado, nas décadas de 1930 e 1940. Na década de 1920, alguns grupos descreviam o rosa como uma cor masculina, equivalente ao vermelho, considerado apropriado aos homens, porém mais claro para os meninos. Ainda assim, as lojas observaram que as pessoas escolhiam cada vez mais comprar rosa para meninas e azul para meninos, até que isso se tornou uma norma aceita na década de 1940.
O rosa é uma das cores mais comuns das flores; serve para atrair os insetos e pássaros necessários à polinização e talvez também para afastar predadores. A cor provém de pigmentos naturais chamados antocianinas, que também produzem o rosa das framboesas.
À medida que um raio de luz solar branca atravessa a atmosfera, algumas cores são dispersadas para fora do feixe pelas moléculas de ar e pelo material particulado em suspensão. Esse fenômeno é chamado de espalhamento de Rayleigh. Cores de comprimento de onda mais curto, como azul e verde, são dispersadas com maior intensidade e retiradas da luz que finalmente chega aos olhos. Durante o nascer do sol e o pôr do sol, quando o percurso da luz solar pela atmosfera até os olhos é mais longo, os componentes azul e verde são quase totalmente removidos, restando a luz laranja, vermelha e rosa, de comprimentos de onda maiores. A luz solar rosada remanescente também pode ser dispersada por gotículas de nuvens e outras partículas relativamente grandes, dando ao céu acima do horizonte um brilho rosa ou avermelhado.
Houve uma diferença notável entre homens e mulheres quanto à preferência pelo rosa: três por cento das mulheres escolheram o rosa como sua cor favorita, em comparação com menos de um por cento dos homens. Muitos dos homens entrevistados nem sequer conseguiram identificar corretamente o rosa, confundindo-o com malva. O rosa também era mais popular entre pessoas idosas do que entre jovens.
No Japão, o rosa é a cor mais comumente associada à primavera devido à floração das cerejeiras. Isso difere das pesquisas realizadas nos Estados Unidos e na Europa, nas quais o verde é a cor mais associada à primavera.
Em muitas línguas, a palavra para a cor rosa baseia-se no nome da flor rosa: rose, em francês; roze, em neerlandês; rosa, em alemão, latim, português, catalão, espanhol, italiano, sueco e norueguês (Nynorsk e Bokmål); rozovyy/розовый, em russo; różowy, em polonês; ורוד (varód), em hebraico; গোলাপি (golapi), em bengali; e गुलाबी (gulābee), em hindi. Em inglês, rose também costuma designar tanto a flor quanto a cor.
Em chinês, a cor rosa é denominada pelo substantivo composto 粉紅色, que significa "vermelho de pó", sendo que o pó se refere a substâncias usadas na maquiagem feminina.
Em dinamarquês, feroês e finlandês, a cor rosa é descrita como um tom mais claro de vermelho: lyserød, em dinamarquês; ljósareyður, em feroês; e vaaleanpunainen, em finlandês, todos significando "vermelho-claro". De modo semelhante, algumas línguas celtas usam um termo que significa "vermelho esbranquiçado": gwynnrudh, em córnico; bándearg, em irlandês; bane-yiarg, em manês; e bàn-dhearg, em gaélico escocês — que também emprega liath-dhearg, "vermelho acinzentado ou pálido", e pinc, derivado do inglês. Em islandês, a cor é chamada bleikur, palavra que originalmente significava "pálido".
Na língua japonesa, a palavra tradicional para rosa, momo-iro (ももいろ), deriva da flor do pessegueiro. Há uma palavra separada para a cor da flor de cerejeira: sakura-iro. Recentemente, começou a ser usada uma palavra baseada no termo inglês: pinku (ピンク).
A palavra tailandesa para a cor, ชมพู (chom-puu), deriva em última instância do sânscrito जम्बू (jambū), "jambo".
Os primeiros edifícios rosas geralmente eram construídos de tijolos ou arenito, cuja cor vermelha clara provém da hematita, ou minério de ferro. No século XVIII — a idade de ouro do rosa e de outras cores pastéis —, mansões e igrejas rosas foram construídas em toda a Europa. Edifícios rosas mais modernos geralmente empregam a cor para parecer exóticos ou chamar a atenção.
Segundo pesquisas realizadas na Europa e nos Estados Unidos, o rosa é a cor mais associada a alimentos e bebidas doces. Também é uma das poucas cores fortemente associadas a um aroma específico: o das rosas. Muitos alimentos com sabor de morango e framboesa também são tingidos de rosa ou vermelho-claro, às vezes para diferenciá-los dos alimentos com sabor de cereja, que costumam ser tingidos de vermelho-escuro — embora produtos de framboesa, sobretudo nos Estados Unidos, também sejam frequentemente azuis. O refrigerante Tab era embalado em latas rosas, presumivelmente para transmitir de forma subconsciente um sabor doce.
A coloração rosa da maioria dos alimentos embalados e processados, sorvetes, doces e produtos de confeitaria é produzida com corante alimentar artificial. O corante alimentar rosa mais comum é a eritrosina, também conhecida como Vermelho n.º 3, um composto organoiodado derivado da fluorona, de cor sintética rosa-cereja. Geralmente aparece nos rótulos das embalagens como E-127. Outro corante vermelho ou rosa comum — sobretudo nos Estados Unidos, onde a eritrosina é menos usada — é o Vermelho allura AC (E-129), também conhecido como Vermelho n.º 40. Alguns produtos usam um corante natural vermelho ou rosa, a cochonilha, também chamada carmim, produzido com insetos triturados da espécie Dactylopius coccus.

Na Europa e nos Estados Unidos, o rosa costuma ser associado às meninas, enquanto o azul é associado aos meninos. Essas cores começaram a ser usadas como marcadores de gênero pouco antes da Primeira Guerra Mundial, tanto para meninas quanto para meninos, e o rosa se estabeleceu pela primeira vez como indicador do gênero feminino na década de 1940.:87 No século XX, a prática variava entre os países europeus: alguns atribuíam as cores com base na compleição do bebê, enquanto outros destinavam o rosa ora aos meninos, ora às meninas.
Muitos autores observaram a associação contrária do rosa com meninos nos Estados Unidos do século XX. Um artigo publicado em junho de 1918 na revista comercial Earnshaw's Infants' Department afirmava:
A regra geralmente aceita é rosa para os meninos e azul para as meninas. A razão é que o rosa, por ser uma cor mais decidida e forte, é mais adequado ao menino, enquanto o azul, mais delicado e gracioso, é mais bonito para a menina.
Uma das razões para o aumento do uso de rosa para meninas e azul para meninos foi a invenção de novos corantes químicos, que permitiu produzir roupas infantis em massa e lavá-las em água quente sem que desbotassem. Antes disso, a maioria das crianças pequenas de ambos os sexos usava branco, que podia ser lavado com frequência. Outro fator foi a popularidade dos trajes de marinheiro azuis e brancos para meninos, moda surgida no final do século XIX. O azul também era a cor habitual dos uniformes escolares de meninos e meninas. Era associado à seriedade e ao estudo, enquanto o rosa era associado à infância e à suavidade.
Na década de 1950, o rosa já estava fortemente associado à feminilidade, embora de modo "nem rígido nem universal" como se tornaria posteriormente.:92
Um estudo de duas neurocientistas publicado na revista Current Biology examinou as preferências de cor nas culturas britânica e chinesa e encontrou diferenças significativas entre as respostas masculinas e femininas. Ambos os grupos preferiam os azuis às demais tonalidades, mas as mulheres respondiam mais favoravelmente à faixa vermelho-arroxeada do espectro, enquanto os homens respondiam melhor à região central amarelo-esverdeada. Apesar de o estudo ter usado adultos de culturas predominantes, de ambos os grupos preferirem azuis e de as respostas à cor rosa nem sequer terem sido testadas, a imprensa popular apresentou a pesquisa como indício de uma preferência inata das meninas pelo rosa. Essa interpretação incorreta foi repetida com frequência em pesquisas de mercado, reforçando a associação da cultura norte-americana entre rosa e meninas com base em características inatas imaginadas.(p97–8)
Em 2008, diversos grupos feministas e o Outubro Rosa usavam a cor rosa para transmitir o empoderamento das mulheres. Instituições de combate ao câncer de mama em todo o mundo usaram a cor para simbolizar apoio às pessoas com a doença e promover sua conscientização. Uma tática central dessas instituições é incentivar mulheres e homens a usar rosa para demonstrar apoio à conscientização e à pesquisa sobre o câncer de mama.
O rosa simboliza um "abraço de boas-vindas" na Índia e a masculinidade no Japão.

Os brinquedos destinados a meninas frequentemente exibem o rosa de forma destacada nas embalagens e nos próprios produtos. Essa é uma tendência relativamente recente: os brinquedos das décadas de 1920 a 1960 não eram diferenciados por gênero com base na cor, embora fossem diferenciados pelo foco em atividades domésticas e de cuidado. A atual diferenciação dos brinquedos por gênero baseada em cores remonta à desregulamentação dos programas de televisão infantis. Isso permitiu que as fabricantes de brinquedos produzissem programas concebidos especificamente para vender seus produtos, e o gênero se tornou um importante elemento de diferenciação desses programas e dos brinquedos anunciados.
Em seu catálogo de 1957, a Lionel Trains colocou à venda para meninas um modelo rosa de trem de carga. A locomotiva a vapor e o vagão de carvão eram rosas, enquanto os vagões de carga apresentavam várias cores pastéis. O vagão-freio era azul-bebê. O produto foi um fracasso comercial, pois qualquer menina interessada em um trem em miniatura preferiria um trem com cores realistas, enquanto os meninos da década de 1950 não queriam ser vistos brincando com um trem rosa. Hoje, porém, ele é um valioso item de colecionador.

O rosa é frequentemente usado como cor simbólica por grupos envolvidos em questões importantes para as mulheres e para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).
Aparelhos de eletrônica de consumo, que geralmente apresentam cores monocromáticas, também foram fabricados e lançados em rosa, na maioria das vezes destinados ao público feminino. Observou-se que produtos tecnológicos cor-de-rosa tendem a ser mais caros do que os equivalentes de outras cores.
A palavra rosa não é usada para designar nenhum esmalte, isto é, cor, na heráldica, mas há dois esmaltes relativamente incomuns próximos do rosa:
O rosa é usado no papel-jornal de vários jornais importantes dedicados a negócios e esportes, e a cor também está relacionada à imprensa voltada à comunidade LGBTQIA.
Desde 1893, o jornal londrino Financial Times usa um tom característico de rosa-salmão em seu papel-jornal, originalmente porque o papel tingido de rosa era mais barato do que o papel branco branqueado. Atualmente, a cor é usada para diferenciar o jornal dos concorrentes em bancas. Em alguns países, a expressão "imprensa salmão" designa jornais econômicos ou seções de economia em jornais "brancos". Alguns jornais esportivos, como La Gazzetta dello Sport, da Itália, também usam papel rosa para se destacar dos demais. O jornal concede uma camisa rosa ao vencedor da principal corrida de ciclismo da Itália, o Giro d'Italia. Ver #Esportes.


Today's color dictate wasn't established until the 1940s due to Americans' preferences as interpreted by manufacturers and retailers. "It could have gone the other way"
a 1918 trade catalog for children's clothing recommended blue for girls. The reasoning at the time was that it's a 'much more delicate and dainty tone,' Finamore says. Pink was recommended for boys 'because it's a stronger and more passionate color, and because it's actually derived from red.'