| USA Today Co., Inc. | |
|---|---|
| Nome(s) anterior(es) | Gannett Company (1906–2025) |
| Capital aberto | |
| Cotação | NYSE: TDAY Componente do Russell 2000 |
| Atividade | Mídia |
| Gênero | Publicação |
| Fundação | 6 de outubro de 1906, em Rochester, Nova Iorque 29 de junho de 2015 (Gannett Company atual) |
| Fundador(es) | Frank Gannett |
| Sede | Nova Iorque, Estados Unidos |
| Pessoas-chave | Mike Reed (presidente do conselho e diretor-executivo) |
| Empregados | 11.200 (2022) |
| Serviços | Publicação e soluções de marketing digital |
| Subsidiárias | Newsquest |
| Ativos | |
| Receita | |
| Lucro | |
| Renda líquida | |
| Sucessora(s) | Tegna (radiodifusão) |
| Website | usatodayco |
| |
USA Today Co., Inc., anteriormente conhecida como Gannett (pronúncia em inglês: /ɡəˈnɛt/), é uma holding norte-americana de mídia com sede em Nova Iorque. É a maior editora de jornais dos Estados Unidos quando medida pela circulação diária total.
A USA Today Co. é proprietária do jornal de circulação nacional USA Today, além de jornais locais como Detroit Free Press, The Indianapolis Star, The Cincinnati Enquirer, The Columbus Dispatch, The Florida Times-Union, de Jacksonville, The Tallahassee Democrat, de Tallahassee, The Tennessean, de Nashville, The Daily News Journal, de Murfreesboro, The Courier-Journal, de Louisville, Democrat and Chronicle, de Rochester, The Des Moines Register, El Paso Times, The Arizona Republic, de Phoenix, The News-Press, de Fort Myers, Milwaukee Journal Sentinel, Argus Leader, The Pueblo Chieftain, Redding Record Searchlight, de Redding, Reno Gazette-Journal, de Reno, e Great Falls Tribune.
Em 2015, a Gannett foi dividida em duas empresas de capital aberto, uma voltada a jornais e publicação e outra à radiodifusão. A empresa de radiodifusão adotou o nome Tegna e possui cerca de 68 emissoras de televisão. A empresa jornalística herdou o nome Gannett. A divisão foi estruturada de modo que a Tegna fosse a sucessora jurídica da antiga Gannett, enquanto a nova Gannett surgiu como uma empresa derivada.
Em 2018, a Gannett e outras 90 empresas da Fortune 500 "pagaram uma alíquota federal efetiva de imposto de 0% ou menos" em decorrência da Tax Cuts and Jobs Act de 2017, do então presidente Donald Trump.
Em novembro de 2019, o New Media Investment Group adquiriu a Gannett e incorporou à empresa sua subsidiária GateHouse Media, criando a maior editora de jornais dos Estados Unidos, que adotou o nome Gannett. Mike Reed foi nomeado diretor-executivo.
Em 4 de novembro de 2025, a empresa anunciou que mudaria o nome Gannett para USA Today Co. A mudança de marca entrou em vigor em 18 de novembro de 2025, e as ações passaram a ser negociadas sob o código "TDAY".
A Gannett Company, Inc. foi formada em 1923 por Frank Gannett, em Rochester, como expansão do Elmira Gazette, negócio jornalístico que ele havia iniciado em Elmira, em 1906. Gannett, de orientação conservadora, ficou rico e conhecido ao comprar pequenos jornais de propriedade independente e reuni-los em uma grande cadeia, tendência do século XX que ajudou o setor jornalístico a permanecer financeiramente viável.
Em abril de 1957, Paul Miller sucedeu Frank Gannett como presidente e diretor-executivo, quando o grupo tinha 19 jornais em quatro estados, nenhum deles na Flórida. Depois de tentativas repetidas e malsucedidas de entrar no mercado da Flórida, Miller voltou sua atenção ao Condado de Brevard. Ele conversou com Marie Holderman, proprietária e editora do Cocoa Tribune, e apresentou seu plano para um jornal diário matutino no condado. Holderman não se interessou. Nos anos seguintes, representantes da Gannett tentaram negociar uma compra, sem sucesso.
No fim da década de 1950, Al Neuharth era editor-chefe assistente do Miami Herald e conheceu Marie Holderman. Em 1963, Miller o contratou para administrar o Democrat and Chronicle, em Rochester. Dois anos depois, Neuharth pediu a Miller a oportunidade de tentar convencer Holderman.
Na reunião, Neuharth elogiou o Tribune, mas disse a Holderman que ela não tinha os recursos necessários para vencer uma disputa competitiva. Holderman foi convidada a Rochester para conversar com executivos da Gannett. O avião corporativo da empresa levou quatro pessoas da Flórida a Nova Iorque.
John Pound, editor-chefe, acompanhou Holderman e duas netas dela na viagem, em maio de 1965. Convencida da determinação da Gannett e então com 81 anos, Holderman decidiu vender, e Pound disse aos executivos que eles queriam US$ 1,9 milhão pela empresa. Neuharth respondeu: "Dissemos que era um preço justo e certamente pagamos a ela mais do que esperava receber."
Em 1966, Neuharth assumiu o comando da Gannett Florida. Alguns meses depois, a família Hudson, de Titusville, decidiu vender o Star Advocate à Gannett por US$ 1 milhão.
Neuharth lançou o Today em Cocoa, jornal que mais tarde se tornou o Florida Today. Em junho de 1966, havia 33.000 assinaturas pagas, bem acima da meta de 20.000 até o fim do ano. O jornal tornou-se lucrativo em 1968, após apenas 33 meses.
Al Neuharth sucedeu Miller em 1973.
Em 1978, a Gannett adquiriu a Combined Communications Corp., operadora de dois grandes jornais diários, Oakland Tribune e The Cincinnati Enquirer, sete emissoras de televisão, 13 estações de rádio e uma divisão de publicidade exterior, por US$ 370 milhões. A divisão de publicidade exterior passou a se chamar Gannett Outdoor e depois foi adquirida pela Outdoor Systems, antes uma divisão da 3M. A Outdoor Systems foi vendida à Infinity Broadcasting, que depois passou a fazer parte da Viacom e integrou a CBS Corporation até 2014, quando a CBS Outdoor tornou-se independente e adotou o nome Outfront Media.
Em 1979, a Gannett comprou da DuPont o The News Journal, de Wilmington, e adquiriu The Tennessean, de Nashville, quando a cadeia já havia crescido para 79 jornais. Em 1981, a Gannett associou-se aos apresentadores Robert MacNeil e Jim Lehrer para criar a produtora MacNeil/Lehrer-Gannett Productions. A parceria com a Gannett terminou em junho de 1986. Em 1982, a unidade de radiodifusão associou-se à Telepictures Corporation para lançar o programa Newscope.
A Gannett anunciou em 20 de abril de 1982 o lançamento do jornal nacional USA Today, que começou a circular em 15 de setembro de 1982 nas regiões metropolitanas de Baltimore e Washington, D.C.. O preço nas bancas era de US$ 0,25, equivalentes a US$ 0,83 em 2025.
O jornal mais antigo da Gannett é o Berrow's Worcester Journal, de Worcester, Inglaterra, fundado em 1690. Nos Estados Unidos, os jornais mais antigos ainda em circulação são o Poughkeepsie Journal, fundado em Poughkeepsie em 1785, e o The Leaf-Chronicle, fundado em Clarksville em 1808.
Em 1984, John Curley foi nomeado presidente e diretor de operações. Em 1985, tornou-se diretor-executivo e permaneceu na presidência.
A empresa manteve sua sede em Rochester até 1986, quando a transferiu para o Condado de Arlington, na Virgínia. O antigo prédio da sede, o Gannett Building, foi inscrito no Registro Nacional de Lugares Históricos em 1985.
Em 1986, a Gannett e o ex-diretor-executivo da NBC Grant Tinker criaram a GTG Entertainment, produtora de televisão instalada no The Culver Studios, em Culver City, que produziu a primeira temporada de Baywatch e a versão televisiva de curta duração do USA Today, intitulada USA Today: The Television Show. A empresa foi encerrada em 1990.
Em 1994, a empresa assumiu da Post-Newsweek Television a produção de Inside Washington. Em 2004, a WJLA-TV e a Allbritton Communications passaram a produzi-lo.
Douglas H. McCorkindale sucedeu Curley como diretor-executivo em 2000 e como presidente do conselho em 2001. Nesse mesmo ano, a empresa transferiu sua sede para Tysons Corner, subúrbio de Washington, D.C..
A partir de 2005, no News-Press de Fort Myers, a Gannett foi uma das primeiras empresas a adotar o conceito de mojo, abreviação em inglês de mobile multimedia journalists. Eram repórteres que inicialmente trabalhavam fora das redações convencionais, circulavam por suas comunidades e produziam notícias hiperlocais em diferentes formatos, com texto e fotografias para as edições impressa e online, além de áudio e vídeo para o site do News-Press. A prática se espalhou pela cadeia.
Em 2010, a Gannett aumentou salários e bônus de executivos. Bob Dickey, presidente da divisão de jornais dos Estados Unidos, por exemplo, recebeu US$ 3,4 milhões em 2010, ante US$ 1,9 milhão no ano anterior. No ano seguinte, a empresa demitiu 700 funcionários nos Estados Unidos para reduzir custos. No memorando que anunciou as demissões, Dickey escreveu: "Embora tenhamos buscado muitas formas de reduzir custos, lamento informar que não conseguiremos evitar demissões."
Em 7 de março de 2011, a Gannett substituiu o logotipo estilizado com a letra "G", usado desde a década de 1970 e adotado pelas emissoras de televisão da empresa em identificações corporativas e locais com diferentes animações, e adotou um novo slogan: "It's all within reach."
Em fevereiro de 2012, a Gannett anunciou que implantaria um sistema de acesso pago nos sites de todos os seus jornais diários. O acesso de não assinantes seria limitado a cinco a quinze artigos por mês, conforme o jornal. O site do USA Today seria o único com acesso irrestrito.
Em 24 de março de 2012, a empresa anunciou que aplicaria medidas disciplinares a 25 funcionários de Wisconsin que haviam assinado a petição de revogação do mandato do governador Scott Walker. A empresa afirmou que essa participação pública aberta em um processo político violava seu código de ética jornalística e que a principal responsabilidade dos jornalistas era manter a credibilidade e a confiança pública neles próprios e na organização.
Em 21 de agosto de 2012, a Gannett adquiriu a Blinq Media.
Por volta da primeira semana de outubro de 2012, a Gannett entrou em uma disputa com a Dish Network sobre taxas de compensação e o recurso AutoHop da Dish, que permitia pular comerciais nos gravadores digitais Hopper. A Gannett exigiu que a Dish desativasse o AutoHop sob o argumento de que o recurso afetava as receitas de publicidade de suas emissoras de televisão. A empresa ameaçou retirar todas as suas emissoras da Dish caso a disputa passasse de 7 de outubro sem um acordo. As duas partes chegaram a um acordo depois de prorrogarem o prazo por algumas horas.
Em 13 de junho de 2013, a Gannett anunciou planos de comprar a Belo Corporation, de Dallas, por US$ 1,5 bilhão e assumir suas dívidas. A compra acrescentaria 20 emissoras ao portfólio da Gannett e transformaria a empresa na quarta maior rede de televisão dos Estados Unidos, com 43 emissoras. A operação gerou objeções por conflitos de propriedade em mercados onde Belo e Gannett tinham emissoras de televisão e jornais. Também houve críticas ao uso da Sander Media, LLC, empresa de terceiros do ex-executivo da Belo Jack Sander, como licenciada para comprar emissoras que seriam operadas pelo proprietário de uma concorrente no mesmo mercado, além de preocupações com uma eventual consolidação futura das operações de propriedades da Gannett e da Belo em mercados onde as duas tinham emissoras ou com possível conluio entre emissoras da Gannett e da Sander em negociações de retransmissão. Grupos contrários à concentração da mídia, como a Free Press, e operadoras de televisão por assinatura, como Time Warner Cable e DirecTV, pediram que a Comissão Federal de Comunicações bloqueasse a aquisição.
Em 16 de dezembro de 2013, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que Gannett, Belo e Sander teriam de vender a emissora KMOV, de St. Louis, a um terceiro aprovado pelo governo e impedido de celebrar acordos com a Gannett, para preservar plenamente a concorrência nas vendas de publicidade com a KSDK, pertencente à Gannett. A operação foi aprovada pela Comissão Federal de Comunicações em 20 de dezembro e concluída em 23 de dezembro. Em 28 de fevereiro de 2014, a Meredith Corporation assumiu formalmente o controle integral da KMOV.
Em 14 de maio de 2014, a Gannett anunciou a aquisição de seis emissoras da London Broadcasting Company, do Texas, por US$ 215 milhões: KCEN-TV (NBC), em Waco-Temple-Bryan; KYTX (CBS), em Tyler-Longview; KIII (ABC), em Corpus Christi; KBMT (ABC/NBC), em Beaumont-Port Arthur; KXVA (FOX), em Abilene-Sweetwater; e KIDY (FOX), em San Angelo. O diretor de operações da empresa, Phil Hurley, também passaria à Gannett para manter seu cargo de liderança nas seis emissoras. A aquisição foi concluída em 8 de julho de 2014. As emissoras da Gannett passaram a alcançar, no total, 83% dos domicílios do estado. Depois da aquisição, KIDY e KXVA tornaram-se as primeiras afiliadas da Fox pertencentes à Gannett e operadas diretamente pela empresa.

Em 5 de agosto de 2014, a Gannett anunciou que pretendia se dividir em duas empresas independentes de capital aberto, uma dedicada a jornais e publicação e a outra à radiodifusão. Robert Dickey, chefe da divisão de jornais da antiga Gannett, tornou-se diretor-executivo da empresa jornalística, enquanto as operações restantes de radiodifusão e mídia digital ficaram sob a liderança de Martore. Em comunicado, ela afirmou que a divisão seria "um passo importante em nossas iniciativas em andamento para aumentar o valor para os acionistas por meio da ampliação de escala, do aumento do fluxo de caixa, de maior foco da administração e do fortalecimento de todos os nossos negócios para competir com eficácia em um ambiente cada vez mais digital". A empresa também anunciou que compraria, por US$ 1,8 bilhão, a participação restante da Classified Ventures, empreendimento conjunto da Gannett com outras empresas de mídia, passando a controlar integralmente propriedades como a Cars.com. Em 21 de abril de 2015, a Gannett anunciou que o braço editorial continuaria usando o nome Gannett, enquanto a empresa de radiodifusão e mídia digital se chamaria Tegna, um anagrama de Gannett. A divisão foi concluída em 29 de junho de 2015. A antiga Gannett mudou seu nome para Tegna e então separou seus interesses editoriais em uma "nova" Gannett Company. A Tegna manteve o histórico do preço das ações da "antiga" Gannett sob o novo código TGNA, enquanto a "nova" Gannett herdou o código GCI da empresa anterior.
As duas empresas compartilharam por algum tempo um complexo de escritórios em Tysons Corner, embora a Tegna depois tenha se mudado para uma nova torre de cerca de 40.900 m² nas proximidades, ocupando aproximadamente 5.600 m².
Em 7 de outubro de 2015, a Gannett fechou um acordo para comprar o Journal Media Group por US$ 280 milhões, assumindo o controle de publicações em mais de 100 mercados do Meio-Oeste e do Sul dos Estados Unidos. Em operação semelhante à separação dos ativos de radiodifusão da Gannett, o Journal, sediado em Milwaukee, havia separado em abril de 2015 seus braços editorial e de radiodifusão. A E. W. Scripps Company adquiriu os ativos de televisão e rádio de sua predecessora jurídica, Journal Communications, e as respectivas operações editoriais foram separadas no Journal Media Group. Em dezembro de 2015, a Gannett anunciou que seus jornais locais passariam a usar a marca "USA Today Network", aproximando-os do jornal nacional USA Today.
Em abril de 2016, a Gannett fez uma oferta não solicitada para adquirir a Tribune Publishing por US$ 12,25 por ação, cerca de US$ 400 milhões. Os acionistas da Tribune rejeitaram a proposta em maio de 2016. A Gannett elevou a oferta para cerca de US$ 15 por ação, ou aproximadamente US$ 800 milhões. As duas empresas mantiveram negociações durante o verão e o outono de 2016, mas resultados financeiros decepcionantes da Gannett no segundo e no terceiro trimestres levaram a empresa a encerrar as conversas em 1º de novembro.
A Gannett anunciou que não adiaria os horários de fechamento das edições impressas para as eleições de meio de mandato de 2018 nos Estados Unidos. Assim, os jornais do dia seguinte deixariam de trazer os resultados eleitorais e encaminhariam os leitores à internet.
Em janeiro de 2019, a Digital First Media (DFM) fez uma oferta não solicitada de US$ 1,36 bilhão pela Gannett, rejeitada por avaliar a empresa abaixo de seu valor. Na tentativa de realizar uma aquisição hostil, a DFM acumulou 7,5% das ações da Gannett. A Gannett acusou a empresa de promover uma disputa por procurações. Depois que não conseguiu eleger três indicados para o conselho de administração da Gannett em uma votação por procuração realizada em 16 de maio de 2019, a DFM vendeu ações e reduziu sua participação a 4,2%.
Em 5 de agosto de 2019, o New Media Investment Group, controlador da GateHouse Media, anunciou que adquiriria a Gannett. O New Media Investment Group era administrado pela empresa de investimentos em participações Fortress Investment Group. A Fortress pertenceu até maio de 2024 ao conglomerado japonês SoftBank. A Apollo Global Management financiou a aquisição com um empréstimo de US$ 1,792 bilhão. Embora a GateHouse fosse a sobrevivente formal da operação, a empresa combinada adotou o nome mais conhecido, Gannett. Michael E. Reed, diretor-executivo da controladora da GateHouse, foi nomeado diretor-executivo. A fusão foi concluída em 19 de novembro. A nova administração anunciou de imediato que buscaria eliminar "ineficiências", o que poderia levar a cortes nos jornais e à redução das equipes.
Em dezembro de 2019, a CNBC incluiu a Gannett entre outras 91 empresas da Fortune 500 que "pagaram uma alíquota federal efetiva de imposto de 0% ou menos" em 2018 em decorrência da Tax Cuts and Jobs Act de 2017, do então presidente Donald Trump.
Em 2022, o conselho de administração da Gannett, que não tinha nenhum integrante com experiência em jornalismo, pagou ao diretor-executivo Mike Reed um salário de US$ 900.000 e incentivos acionários de longo prazo que elevaram sua remuneração total a US$ 7,7 milhões em 2021, primeiro ano completo após a fusão. A remuneração total foi estimada com as ações da Gannett avaliadas pelo preço vigente naquele momento. Durante o período de Reed no cargo, as ações da Gannett haviam caído 70%, reduzindo o valor de futuras concessões do plano de incentivos acionários.
Em 2019, a Gannett foi processada com base na Child Victims Act do estado de Nova Iorque por um ex-entregador de jornais que acusou a empresa de ter permitido que um ex-gerente distrital o abusasse sexualmente na década de 1980. No fim de 2018, quando a Gannett buscava parceiros para uma fusão, enfrentava uma tentativa de aquisição hostil e via suas ações caírem, esse ex-entregador enviou um e-mail a repórteres investigativos e à administração da Gannett pedindo que apurassem suas alegações. Karen Magnuson, então editora-executiva do Democrat and Chronicle, respondeu orientando os repórteres a colocar em "pausa" a apuração das alegações de abuso e encaminhou o e-mail à administração da Gannett para que a própria empresa conduzisse uma investigação.
O diretor de operações da Gannett, Michael G. Kane, enviou ao primeiro denunciante uma carta informando que nenhuma evidência havia sido encontrada e que o assunto seria "encerrado". Alguns meses depois, Nova Iorque aprovou a Child Victims Act, que suspendeu o prazo prescricional para alegações de abuso sexual infantil. Outros quatro processos foram apresentados em fevereiro de 2020. Outros três homens processaram a Gannett por abuso sexual infantil em setembro de 2020 e abril de 2021.
Em dezembro de 2020, a Gannett e seu jornal Arizona Republic foram processados por dois ex-entregadores de jornais da região de Phoenix, que acusaram a empresa de permitir que funcionários os abusassem sexualmente no fim da década de 1970. Quando o prazo estadual de Nova Iorque para ações sob a Child Victims Act se encerrou, em agosto de 2021, outro homem processou a Gannett em Rochester, alegando abuso sexual infantil cometido pelo mesmo ex-gerente distrital de entregadores. Esse processo elevou para onze o número de homens que processavam a Gannett sob a alegação de que a empresa havia permitido o abuso sexual de antigos entregadores de jornais, alguns dos quais tinham apenas onze anos na época.
Quase três anos após o primeiro processo, em julho de 2022, os advogados de defesa da Gannett notificaram o tribunal de que pretendiam pedir que os casos dos ex-entregadores sob a Child Victims Act fossem "retirados do sistema de tribunais estaduais e encaminhados ao Conselho de Compensação dos Trabalhadores de Nova Iorque", argumentando que os entregadores, então com 11 a 14 anos, deveriam ter solicitado indenização trabalhista quando sofreram os danos na década de 1980 ou quando a lei entrou em vigor, em 2019. Em dezembro de 2022, a juíza Deborah A. Chimes acolheu o pedido da Gannett para que o Conselho de Compensação dos Trabalhadores de Nova Iorque determinasse, apesar da existência da Child Victims Act como lei estadual, se os autores tinham uma causa de ação válida por danos ou se estavam limitados aos benefícios da legislação de compensação trabalhista. O conselho, no entanto, não dispõe de mecanismo para examinar essa questão de justiça e direitos legais, pois o estado de Nova Iorque lhe atribui a função de "administrar a compensação dos trabalhadores, os benefícios por incapacidade e a licença familiar remunerada". Em 26 de julho de 2024, essa decisão, que acolhera integralmente o pedido da Gannett, foi revertida pelo Quarto Departamento Judicial da Divisão de Apelação da Suprema Corte do Estado de Nova Iorque. Os nove processos dos autores permanecem pendentes de novas medidas da juíza Chimes e de seu tribunal.
Em março de 2020, a Gannett anunciou que, devido à pandemia de COVID-19, teria de realizar cortes e afastamentos temporários de funcionários. Os executivos também teriam uma redução salarial de 25%.
Em abril de 2022, um comitê de editores da Gannett recomendou formalmente que os jornais da cadeia reduzissem de forma acentuada o material de opinião tradicionalmente publicado nas páginas editoriais, como editoriais, artigos de opinião, colunas sindicadas e charges. O memorando enviado a toda a empresa afirmava: "Os leitores não querem que digamos a eles o que pensar. Eles não acreditam que tenhamos conhecimento especializado para dizer a alguém o que pensar sobre a maioria dos assuntos. Eles nos veem como tendo uma agenda enviesada." O documento também afirmava que o conteúdo editorial era o menos lido nos jornais e o motivo mais citado por quem cancelava uma assinatura.
Em março de 2024, a empresa anunciou que encerraria em 25 de março sua antiga assinatura premium da Associated Press, deixando de pagar para publicar despachos, fotografias e vídeos da agência em publicações da Gannett. A decisão foi vista como uma medida de redução de custos. Em comunicado, a empresa afirmou que ela "nos dará a oportunidade de redirecionar mais recursos para nossas equipes e ampliar a capacidade onde possamos ter lacunas".
No mesmo memorando, a Gannett disse ter firmado um acordo com a Reuters para publicar o conteúdo global da agência. A empresa continuaria pagando à Associated Press pelas pesquisas e pela contagem de votos relacionadas a eleições, além do acesso ao AP Stylebook. O contrato da Gannett com a AP terminaria no fim de 2024. Não está claro por que a empresa encerrou o acordo antecipadamente nem quanto pagava à agência.
No segundo trimestre de 2022, a receita da Gannett foi de US$ 749 milhões, com prejuízo de US$ 54 milhões. Após a divulgação, a empresa anunciou: "Nos próximos dias, faremos reduções necessárias, mas dolorosas, no quadro de funcionários, eliminando algumas vagas em aberto e funções que afetarão colegas valorizados." No fim de agosto, a empresa anunciou a demissão de 3% de sua força de trabalho nos Estados Unidos, cerca de 400 funcionários. Também informou que não preencheria 400 vagas abertas. Na ocasião, as ações da Gannett, que já haviam caído cerca de 45% no ano, recuaram mais 28,5%.
Em outubro de 2022, a empresa anunciou uma segunda rodada de medidas de austeridade. Todos os funcionários teriam de tirar uma semana de licença não remunerada em dezembro, e as contribuições correspondentes da empresa às contas de aposentadoria 401(k) dos empregados seriam suspensas. A Gannett também congelou as contratações e buscou voluntários para programas de desligamento.
Em novembro de 2022, a Gannett anunciou cerca de 200 novas demissões, equivalentes a 6% da divisão de notícias.
Como parte dos cortes, a Gannett deixou de imprimir seis jornais comunitários da cadeia Observer and Eccentric, no sudeste de Michigan, entre eles o Livonia Observer e publicações que cobriam Westland, Farmington, Plymouth, Canton e Birmingham. A Gannett informou que as publicações continuariam oferecendo conteúdo online.
Entre os ativos de mídia da USA Today Co. estão os seguintes jornais que figuram entre os 100 de maior circulação nos Estados Unidos:
A Gannett apresenta a USA Today Network como a maior organização editorial do país que integra cobertura local e nacional. O USA Today, jornal nacional, é sua principal marca. A rede utiliza reportagens das publicações locais no jornal nacional e vice-versa.
Em 2021, a rede reunia jornais locais publicados pela Gannett em 46 estados. Em 2023, contratou repórteres dedicados à cobertura de Taylor Swift e Beyoncé.
A Gannett reconheceu em 2021 que, durante nove meses, forneceu aos anunciantes informações incorretas que apresentavam de forma equivocada onde bilhões de anúncios haviam sido veiculados.
A Gannett tem um conselho de administração com oito membros e 11 altos executivos.
Em 6 de outubro de 2011, o presidente do conselho, presidente e diretor-executivo da Gannett, Craig A. Dubow, renunciou por motivos de saúde. Ele foi sucedido por Gracia Martore, diretora de operações da Gannett que estava havia 26 anos na empresa.
De 2005 a 2008, Sue Clark-Johnson foi presidente da divisão de jornais da Gannett.
Em maio de 2019, Barbara Wall foi nomeada diretora-executiva interina depois da aposentadoria de Bob Dickey.
Mike Reed tornou-se diretor-executivo da Gannett em junho de 2020. Seu antecessor imediato, Paul Bascobert, ocupou o cargo por cerca de dez meses, a partir de agosto de 2019.
Em 2001, a empresa concluiu a construção de sua sede corporativa no parque empresarial Valo Park, em Tysons Corner. O complexo tinha cerca de 139.000 m² em um terreno de aproximadamente 12 hectares, com uma pista de corrida de 1,6 km, campos de softball, quadras de tênis, academia, instalações esportivas e um heliporto.
Em fevereiro de 2024, a Gannett deixou essa sede e planejou se transferir, a partir de 31 de março, para um escritório alugado de cerca de 2.230 m² em Nova Iorque.