| Grupo Banco Mundial (GBM) | |
|---|---|
| World Bank Group (inglês) | |
Edifício do Grupo Banco Mundial em Washington, D.C. | |
| Tipo | Organização intergovernamental |
| Fundação | 4 de julho de 1944 (acordos constitutivos); 27 de dezembro de 1945 (constituição do BIRD) |
| Estado legal | Tratado internacional |
| Propósito | Desenvolvimento econômico, combate à pobreza extrema e prosperidade em um planeta habitável |
| Sede | 1818 H Street NW, Washington, D.C., Estados Unidos |
| Membros | 189 países-membros do BIRD (as cinco instituições têm quadros de membros próprios) |
| Filiação | Sistema das Nações Unidas |
| Presidente | Ajay Banga |
| Diretora-gerente e diretora financeira | Anshula Kant |
| Conselho de Diretores Executivos | |
| Website | worldbank.org |
O Grupo Banco Mundial (GBM, em inglês World Bank Group, WBG) é um conjunto de cinco organizações internacionais que oferecem empréstimos, doações, garantias, investimentos no setor privado e mecanismos de resolução de disputas de investimento a países em desenvolvimento. Reúne instituições de financiamento multilateral para o desenvolvimento e tem sede em Washington, D.C., nos Estados Unidos. O grupo estabeleceu como objetivos acabar com a pobreza extrema e promover a prosperidade compartilhada. Mais tarde, acrescentou à missão o compromisso com um planeta habitável. A designação Banco Mundial corresponde ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e à Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), duas instituições do grupo voltadas ao financiamento do desenvolvimento.
O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) foram criados na Conferência de Bretton Woods, em 1944. Os primeiros empréstimos do banco financiaram a reconstrução de países atingidos pela Segunda Guerra Mundial. A instituição passou depois a financiar projetos de desenvolvimento e adotou como objetivos declarados a erradicação da pobreza extrema e a ampliação da prosperidade compartilhada. A instituição também tem sido criticada por seus programas de ajuste estrutural, pela governança, pelos efeitos ambientais de suas atividades e por políticas que, na avaliação de seus críticos, prejudicaram o bem-estar social.
As cinco instituições do grupo foram criadas em anos diferentes:
| Parte de uma série sobre a |
| Organização das Nações Unidas |
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| Carta |
| Sistema das Nações Unidas |
| Fundos, programas e outros órgãos |
| Agências especializadas e organizações relacionadas |
| Estados-membros |
| História |
| Resoluções |

A Conferência de Bretton Woods, realizada de 1.º a 22 de julho de 1944, deu origem ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A presidência do Banco Mundial é tradicionalmente ocupada por um cidadão dos Estados Unidos. As duas instituições têm sede em Washington, D.C., e trabalham em estreita colaboração.

Os Estados Unidos e o Reino Unido tinham maior poder econômico e político que os demais participantes da conferência e conduziram a maior parte das negociações. O banco começou financiando a reconstrução dos países atingidos pela Segunda Guerra Mundial. Depois, passou a emprestar a países que não conseguiam crédito para projetos de desenvolvimento no mercado comercial. O banco também podia conceder crédito e exigir reformas nas políticas dos países beneficiários.
O acordo de Bretton Woods previa que tanto o Banco Mundial quanto o FMI ficariam nos Estados Unidos. O secretário do Tesouro norte-americano Henry Morgenthau Jr. pretendia instalá-los em Nova Iorque, mas seu sucessor, Fred M. Vinson, decidiu unilateralmente por Washington, D.C. Vinson alegou que a instalação em Nova Iorque faria a opinião pública norte-americana associar as instituições ao setor financeiro internacional, o que poderia prejudicar sua imagem. O BIRD, instituição que deu origem ao atual Grupo Banco Mundial, passou a existir formalmente em 27 de dezembro de 1945, quando seu convênio constitutivo entrou em vigor após a ratificação dos acordos de Bretton Woods. O Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial começou a ser publicado em 1978, quando o banco lançou a primeira edição desse relatório anual.
O banco começou a operar em 25 de junho de 1946. Em 9 de maio de 1947, aprovou seu primeiro empréstimo, de 250 milhões de dólares, destinado à reconstrução da França após a guerra. Corrigido pela inflação, esse valor ainda supera o de qualquer outro empréstimo individual concedido pela instituição.
Nos primeiros anos, os recursos escassos e as disputas entre o diretor executivo norte-americano e o presidente da instituição limitaram suas operações. Quando o Plano Marshall começou a vigorar, em 1947, muitos países europeus passaram a receber ajuda de outras fontes. Com a ajuda do Plano Marshall destinada à Europa, o Banco Mundial passou a procurar mutuários entre os aliados dos Estados Unidos fora do continente europeu. Até 1968, seus empréstimos se destinavam principalmente à construção de obras de infraestrutura, como portos, rodovias e usinas de energia, que gerassem receita suficiente para permitir o pagamento das dívidas. Em 1960, foi criada a Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), em contraposição à proposta de um fundo das Nações Unidas chamado SUNFED, para oferecer crédito em condições favorecidas aos países em desenvolvimento.
Antes de 1974, os empréstimos para reconstrução e desenvolvimento permaneciam relativamente modestos, pois o banco precisava conquistar a confiança de investidores e governos. Suas decisões seguiam princípios de conservadorismo fiscal e submetiam os pedidos de financiamento a critérios rigorosos.
Em 1947, a França recebeu o primeiro empréstimo do Banco Mundial, de 250 milhões de dólares, metade do valor solicitado. O presidente John J. McCloy deu preferência ao pedido francês em vez dos apresentados pela Polônia e pelo Chile, e exigiu o cumprimento de condições rigorosas. O governo francês teve de equilibrar o orçamento e priorizar o pagamento da dívida ao Banco Mundial antes de pagar outros governos. Funcionários do banco acompanharam de perto o uso do dinheiro para verificar o cumprimento dessas obrigações. Antes da aprovação, o Departamento de Estado dos Estados Unidos também informou à França que os integrantes do Partido Comunista Francês deveriam deixar o governo. A coalizão governamental francesa atendeu à exigência e excluiu os comunistas, encerrando o chamado tripartismo. Poucas horas depois, o empréstimo foi aprovado.
De 1974 a 1980, o banco passou a se concentrar nas necessidades básicas da população dos países em desenvolvimento. A quantidade de empréstimos e o volume de recursos aumentaram, e o banco passou a financiar serviços sociais, além das obras de infraestrutura. O presidente Robert McNamara, nomeado em 1968 por Lyndon B. Johnson, orientou essa mudança. McNamara pediu ao tesoureiro Eugene Rotberg que procurasse fontes de capital fora dos bancos do hemisfério norte, até então os principais financiadores. Rotberg recorreu ao mercado mundial de títulos para ampliar os recursos disponíveis. Uma consequência do período de empréstimos para combate à pobreza foi a rápida elevação do endividamento dos países em desenvolvimento. Entre 1976 e 1980, essa dívida cresceu, em média, 20% ao ano.
O Tribunal Administrativo do Banco Mundial foi criado em 1980 para julgar conflitos entre o Grupo Banco Mundial e seus empregados relativos a alegações de descumprimento de contratos de trabalho ou das condições de nomeação.
McNamara foi sucedido, em 1980, por Alden W. Clausen, indicado pelo presidente norte-americano Jimmy Carter. Clausen substituiu muitos integrantes da equipe de McNamara e estabeleceu outras prioridades. Em 1982, por exemplo, decidiu trocar o economista-chefe Hollis B. Chenery por Anne Krueger, que criticava o financiamento do desenvolvimento e caracterizava certos governos de países em desenvolvimento como Estados voltados à busca de renda.
Na década de 1980, o banco passou a dar ênfase aos empréstimos para o serviço da dívida dos países em desenvolvimento e às políticas de ajuste estrutural destinadas a reorganizar suas economias. No fim da década, o UNICEF afirmou que esses programas tinham sido responsáveis pela redução dos níveis de saúde, nutrição e educação de dezenas de milhões de crianças na Ásia, na América Latina e na África.

Na relação de membros atualizada em 17 de agosto de 2026, o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) tinha 189 países-membros, a Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), 175, a Corporação Financeira Internacional (IFC), 186, a Agência Multilateral de Garantia de Investimento (AMGI), 182, e o Centro Internacional para a Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (CIRDI), 159. Todos os membros do BIRD precisam integrar também o Fundo Monetário Internacional (FMI), e somente eles podem aderir às outras instituições do grupo, como a AID. Cinco Estados-membros da Organização das Nações Unidas não integram o Banco Mundial: Andorra, Cuba, Liechtenstein, Mônaco e Coreia do Norte. Kosovo não integra a ONU, mas é membro do FMI e do Grupo Banco Mundial, incluindo o BIRD e a AID. Outros não membros são a Palestina, a Santa Sé (Cidade do Vaticano), Taiwan e os seguintes Estados com reconhecimento internacional limitado: Abecásia, Chipre do Norte, República Árabe Saaraui Democrática, Somalilândia, Ossétia do Sul e Transnístria.
A República da China aderiu ao Banco Mundial em 27 de dezembro de 1945. Depois da Guerra Civil Chinesa, seu governo se estabeleceu em Taiwan e permaneceu no Grupo Banco Mundial até 16 de abril de 1980, quando a República Popular da China substituiu a República da China. Desde então, o Banco Mundial utiliza a designação "Taiwan, China".
Os 188 Estados-membros da ONU e Kosovo que integram o GBM participam, no mínimo, do BIRD. Em maio de 2016, todos também participavam de pelo menos uma das outras quatro organizações: AID, IFC, AMGI e CIRDI. Naquele período, os membros se distribuíam pelo número de instituições das quais participavam da seguinte forma:
Em 2010, o poder de voto no Banco Mundial foi reformulado para ampliar a participação dos países em desenvolvimento, especialmente da China. Na distribuição resultante, as maiores participações ficaram com os Estados Unidos (15,85%), Japão (6,84%), China (4,42%), Alemanha (4,00%), Reino Unido (3,75%), França (3,75%), Índia (2,91%), Rússia (2,77%), Arábia Saudita (2,77%) e Itália (2,64%).
A chamada "Reforma da Voz, Fase 2" também ampliou o poder de voto de Coreia do Sul, Turquia, México, Singapura, Grécia, República Tcheca, Hungria, Brasil, Índia e Espanha. O poder de voto da maioria dos países desenvolvidos foi reduzido, assim como o de alguns países em desenvolvimento, entre eles a Nigéria. Estados Unidos, Rússia e Arábia Saudita mantiveram suas participações.
A reforma procurou ampliar a participação dos países nas votações, definir critérios comuns para o cálculo dos votos e tornar as decisões mais transparentes. Os países em desenvolvimento passaram a ter mais votos no chamado "modelo de agrupamento" (Pool Model), apoiado especialmente pela Europa. O cálculo dos votos passou a considerar o tamanho das economias e os recursos aportados à AID.
A tabela apresenta as participações dos vinte maiores países-membros, em número de votos, em quatro instituições: Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), Corporação Financeira Internacional (IFC), Associação Internacional de Desenvolvimento (AID) e Agência Multilateral de Garantia de Investimento (AMGI). Os dados correspondem a dezembro de 2014 ou março de 2015. Ao ingressar na instituição, cada país recebe uma parcela inicial de votos. Para cada ação adicional de capital que subscreve, recebe mais um voto.
| Posição | País | BIRD | País | IFC | País | AID | País | AMGI |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mundo | 2.201.754 | Mundo | 2.653.476 | Mundo | 24.682.951 | Mundo | 218.237 | |
| 1 | Estados Unidos | 358.498 | Estados Unidos | 570.179 | Estados Unidos | 2.546.503 | Estados Unidos | 32.790 |
| 2 | Japão | 166.094 | Japão | 163.334 | Japão | 2.112.243 | Japão | 9.205 |
| 3 | China | 107.244 | Alemanha | 129.708 | Reino Unido | 1.510.934 | Alemanha | 9.162 |
| 4 | Alemanha | 97.224 | França | 121.815 | Alemanha | 1.368.001 | França | 8.791 |
| 5 | França | 87.241 | Reino Unido | 121.815 | França | 908.843 | Reino Unido | 8.791 |
| 6 | Reino Unido | 87.241 | Índia | 103.747 | Arábia Saudita | 810.293 | China | 5.756 |
| 7 | Índia | 67.690 | Rússia | 103.653 | Índia | 661.909 | Rússia | 5.754 |
| 8 | Arábia Saudita | 67.155 | Canadá | 82.142 | Canadá | 629.658 | Arábia Saudita | 5.754 |
| 9 | Canadá | 59.004 | Itália | 82.142 | Itália | 573.858 | Índia | 5.597 |
| 10 | Itália | 54.877 | China | 62.392 | China | 521.830 | Canadá | 5.451 |
| 11 | Rússia | 54.651 | Países Baixos | 56.931 | Polônia | 498.102 | Itália | 5.196 |
| 12 | Espanha | 42.948 | Bélgica | 51.410 | Suécia | 494.360 | Países Baixos | 4.048 |
| 13 | Brasil | 42.613 | Austrália | 48.129 | Países Baixos | 488.209 | Bélgica | 3.803 |
| 14 | Países Baixos | 42.348 | Suíça | 44.863 | Brasil | 412.322 | Austrália | 3.245 |
| 15 | Coreia do Sul | 36.591 | Brasil | 40.279 | Austrália | 312.566 | Suíça | 2.869 |
| 16 | Bélgica | 36.463 | México | 38.929 | Suíça | 275.755 | Brasil | 2.832 |
| 17 | Irã | 34.718 | Espanha | 37.826 | Bélgica | 275.474 | Espanha | 2.491 |
| 18 | Suíça | 33.296 | Indonésia | 32.402 | Noruega | 258.209 | Argentina | 2.436 |
| 19 | Austrália | 30.910 | Arábia Saudita | 30.862 | Dinamarca | 231.685 | Indonésia | 2.075 |
| 20 | Turquia | 26.293 | Coreia do Sul | 28.895 | Paquistão | 218.506 | Suécia | 2.075 |


O Grupo Banco Mundial reúne o BIRD e quatro organizações criadas entre 1956 e 1988, todas pertencentes aos governos dos países-membros. Sua sede fica em Washington, D.C., nos Estados Unidos. Os resultados financeiros positivos de certas operações são utilizados para financiar outras atividades de redução da pobreza.
O Banco Mundial integra o Sistema das Nações Unidas, mas tem uma estrutura de governança própria. Cada instituição do grupo pertence aos respectivos governos membros, que subscrevem seu capital social, e os votos são distribuídos proporcionalmente à participação acionária. Todos os membros recebem uma parcela básica de votos, à qual se somam votos calculados pela participação financeira de cada país. Por tradição, o governo dos Estados Unidos indica um candidato à presidência do Banco Mundial, mas a escolha formal do presidente cabe ao Conselho de Diretores Executivos, e não ao Conselho de Governadores.
Em 15 de novembro de 2009, os Estados Unidos detinham 16,4% dos votos, seguidos pelo Japão (7,9%), pela Alemanha (4,5%), pelo Reino Unido (4,3%) e pela França (4,3%). Em 2026, os Estados Unidos detinham 15,79% dos votos no BIRD. Como as alterações no estatuto do banco exigem aprovação por 85% dos votos, os Estados Unidos podem impedir mudanças no estatuto da instituição. Richard Clark e Lindsay R. Dolan argumentam que os votos, a indicação do presidente e a localização da sede dão aos Estados Unidos meios formais e informais de favorecer parceiros e aliados na distribuição de projetos e nas condições de financiamento.
As cinco instituições do grupo desempenham as seguintes atividades:
A expressão "Banco Mundial" costuma designar apenas o BIRD e a AID, enquanto "Grupo Banco Mundial" ou "GBM" se refere às cinco instituições. O Instituto do Banco Mundial oferecia aos países-membros programas de aprendizagem e formação voltados ao desenvolvimento de capacidades.
Em agosto de 2026, o BIRD tinha 189 países-membros, a AID tinha 175, a IFC, 186, a AMGI, 182, e o CIRDI, 159. Cada uma é administrada por um conselho de governadores, que se reúne uma vez por ano. Os países indicam seus governadores, em geral os respectivos ministros da Fazenda ou das Finanças. No cotidiano, a administração cabe a um conselho de 25 diretores executivos, aos quais os governadores delegam parte de suas atribuições. Cada diretor é indicado por um governo ou pelos governos do grupo de países que ocupa seu assento.
O convênio constitutivo de cada instituição estabelece suas funções e regras de funcionamento. Entre as atribuições da IFC estão os investimentos no setor privado, enquanto a AMGI oferece seguros e garantias para essas operações.
Tradicionalmente, o presidente do banco é um cidadão norte-americano indicado pelo presidente dos Estados Unidos, o maior acionista da instituição. A indicação precisa ser aprovada pelos diretores executivos, e o mandato é de cinco anos, com possibilidade de renovação.
Ajay Banga é o 14.º presidente do Grupo Banco Mundial e ocupa o cargo desde 2 de junho de 2023.
Os diretores-gerentes do Grupo Banco Mundial cuidam do planejamento estratégico, do orçamento, da tecnologia da informação, dos serviços compartilhados, das compras, das instalações e da segurança. Também supervisionam o sistema de sanções, os mecanismos de resolução de conflitos e a justiça interna.
Depois de receber críticas de organizações da sociedade civil por financiar projetos de petróleo, gás e mineração, em julho de 2001 o Banco Mundial lançou uma avaliação independente denominada Extractive Industries Review (EIR, Revisão das Indústrias Extrativas), que não deve ser confundida com o estudo de impacto ambiental. Emil Salim, ex-ministro do Meio Ambiente da Indonésia, coordenou a avaliação e ouviu representantes dos setores interessados em 2002 e 2003. As recomendações foram publicadas em janeiro de 2004, no relatório final Striking a Better Balance. O documento concluiu que projetos de combustíveis fósseis e mineração não reduziam a pobreza e recomendou que o banco encerrasse gradualmente seu envolvimento nesses setores até 2008, substituindo-o por investimentos em energia renovável e energia limpa.
O Banco Mundial divulgou sua resposta à avaliação em setembro de 2004, após discuti-la com o conselho de diretores. O banco rejeitou boa parte das conclusões, mas modificou políticas relacionadas a petróleo, gás e mineração.
A resposta do banco à avaliação foi criticada por substituir a exigência de consentimento dos povos indígenas e das comunidades afetadas por uma exigência de consulta antes da realização dos projetos. Após o processo, o Banco Mundial publicou uma versão revisada de sua política para povos indígenas.
O Painel de Inspeção do Banco Mundial foi criado em 1993 pelo conselho de diretores da instituição. Seu objetivo é permitir que cidadãos dos países em desenvolvimento apresentem reclamações quando projetos financiados pelo banco violam suas próprias políticas de sustentabilidade social e ambiental. O painel foi criado após pressão de redes internacionais de organizações não governamentais (ONGs) e de integrantes do Congresso dos Estados Unidos favoráveis a reformas. Alguns congressistas cogitaram suspender a ajuda externa.
Nos primeiros seis anos, o painel avaliou quinze campanhas da sociedade civil. A maioria questionava grandes projetos de infraestrutura, como barragens hidrelétricas, pontes e usinas, por seus danos ambientais e pela oposição das comunidades locais. Parte das reclamações foi divulgada fora dos países onde os projetos ocorreram. Reclamações de grande visibilidade levaram ao cancelamento de projetos, mas, na maior parte dos casos, o conselho rejeitou pedidos de investigação completa ou aceitou compromissos dos governos mutuários que as comunidades e seus defensores julgaram insuficientes. Países como Brasil e Índia argumentaram que as inspeções interferiam em sua soberania nacional. Os defensores do painel argumentavam que as comunidades afetadas precisavam de um canal para apresentar suas reclamações. Internamente, o Banco Mundial passou a usar listas de verificação administrativas para prevenir reclamações e transformou certas políticas obrigatórias em orientações não vinculantes.
O Independent Evaluation Group (IEG, Grupo Independente de Avaliação) é a unidade de avaliação mais antiga do Banco Mundial. Seu trabalho começou em 1970, com uma unidade de avaliação de operações, e ganhou autonomia institucional em 1.º de julho de 1973, com a criação do Operations Evaluation Department (Departamento de Avaliação de Operações), antecessor do IEG. Seu trabalho consiste em examinar projetos concluídos, avaliar o desempenho dos empréstimos e conferir os relatórios de autoavaliação preparados pelas equipes do banco para cada projeto.
O IEG responde diretamente ao conselho de diretores executivos, formado por representantes dos países-membros, sem passar pela administração do Banco Mundial. Essa separação é discutida entre gestores e avaliadores. Alguns gestores argumentam que os avaliadores ficam distantes das equipes operacionais, o que dificulta a aplicação das experiências anteriores em novos projetos. As avaliações também são criticadas pela demora e pela atenção dada à classificação de projetos encerrados, com poucas orientações para as equipes em atividade.
Criada em 2001 como Department of Institutional Integrity (Departamento de Integridade Institucional), a Integrity Vice Presidency (INT, Vice-Presidência de Integridade) investiga fraudes e corrupção em projetos financiados pelo Grupo Banco Mundial, inclusive suspeitas envolvendo contratados e funcionários. A unidade responde diretamente ao presidente do grupo.
Quando encontra indícios suficientes de irregularidades, a INT dá início a um processo de sanção. As decisões seguem duas etapas e envolvem outros órgãos, como os agentes responsáveis pela suspensão e exclusão de fornecedores, independentes da INT, e o Conselho de Sanções. Empresas e pessoas sancionadas podem ficar impedidas de receber contratos financiados pelo banco por determinado período.
O Compliance Advisor Ombudsman (CAO, Assessor de Conformidade e Ouvidoria) foi criado em 1999 como mecanismo independente de prestação de contas para projetos apoiados pelas instituições do grupo que atuam no setor privado. Pessoas afetadas por danos sociais ou ambientais decorrentes desses projetos podem apresentar reclamações ao CAO. No exercício fiscal de 2025, o mecanismo tratou de 63 casos em 26 países. No exercício fiscal de 2026, o CAO também tratou de 63 casos, agora distribuídos por 30 países. As regras aplicáveis às instituições financeiras internacionais podem dificultar sua responsabilização por danos causados por projetos financiados.
O CAO facilita a negociação entre comunidades e empresas, investiga reclamações sobre danos sociais e ambientais e usa o aprendizado dos casos examinados para orientar outras áreas do Grupo Banco Mundial. Suas conclusões não têm força obrigatória, o que tem motivado críticas. Em determinado caso, a Corporação Financeira Internacional rejeitou a maior parte das conclusões da ouvidoria e não cumpriu suas próprias normas socioambientais.
O Banco Mundial financia projetos públicos, discute políticas econômicas com governos de diferentes países e produz publicações e bases de dados utilizadas na elaboração de programas de desenvolvimento. Em 2020, seus compromissos financeiros somaram 77,1 bilhões de dólares, e a instituição atuava em 145 países. Seus projetos abrangem desde a construção de escolas e o combate a doenças até o abastecimento de água, o fornecimento de eletricidade e a proteção ambiental.
No exercício fiscal de 2026, o Grupo Banco Mundial registrou compromissos de 123,5 bilhões de dólares em empréstimos, doações, participações acionárias e garantias. Desse total, 50,2 bilhões de dólares foram compromissos do BIRD, 30,8 bilhões da AID, 32,0 bilhões da IFC e 10,6 bilhões em garantias emitidas pela AMGI, nas categorias contábeis utilizadas por cada instituição. No mesmo exercício, o grupo mobilizou 112 bilhões de dólares em capital privado, valor contabilizado separadamente dos compromissos de financiamento.
Em 2026, cerca de 811 milhões de pessoas viviam com menos de três dólares por dia, no cálculo internacional de pobreza extrema baseado na paridade do poder de compra de 2021 divulgado em Poverty, Prosperity, and Planet 2026. A proporção da população nessa situação permanecia praticamente estagnada desde 2019, e as projeções indicavam risco de haver mais pessoas em pobreza extrema em 2030 do que em 2026, caso o crescimento econômico por habitante não se acelerasse.
Antes de 2014, o banco planejava sua atuação em cada país por meio de uma Country Assistance Strategy (Estratégia de Assistência ao País), em cooperação com o governo local e com outros setores interessados. O planejamento utilizava análises produzidas pelo banco e por outras entidades. Em 2014, o Grupo Banco Mundial substituiu esse instrumento pelo Country Partnership Framework (Marco de Parceria com o País), que passou a orientar seu planejamento de atuação com os governos e demais interessados.
A cláusula de negative pledge presente nas condições gerais dos empréstimos do Banco Mundial protege a instituição contra a concessão de garantias preferenciais a outros credores. Quando o devedor oferece determinados bens públicos como garantia para uma dívida externa, a cláusula exige, como regra e salvo exceções, que os empréstimos do Banco Mundial recebam garantia equivalente e proporcional. A cláusula não impede que o devedor pague outras dívidas.
O Banco Mundial estabeleceu salvaguardas ambientais, sociais e jurídicas para seus financiamentos, cobrindo avaliação ambiental, povos indígenas, reassentamento involuntário, patrimônio cultural material, florestas, habitats naturais, manejo de pragas, segurança de barragens, projetos em áreas disputadas, projetos em cursos de água internacionais e padrões de desempenho para atividades do setor privado.
Na reunião anual de 2012, realizada em Tóquio, iniciou-se uma revisão dessas salvaguardas, apoiada por organizações da sociedade civil. Desse processo surgiu o novo Environmental and Social Framework (Marco Ambiental e Social), em vigor desde 1.º de outubro de 2018.
O Banco Mundial participa como observador do Grupo das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
A partir de 1989, após críticas de organizações ambientalistas, o banco passou a consultar essas entidades e outras organizações não governamentais (ONGs) nos programas de empréstimos, buscando atenuar efeitos de políticas de desenvolvimento anteriores. Também constituiu um organismo de execução de medidas relacionadas ao Protocolo de Montreal, destinado a combater a destruição da camada de ozônio mediante a eliminação progressiva de 95% dos produtos químicos que a prejudicavam, com prazo previsto para 2015.
O banco passou a organizar suas políticas ambientais em torno dos chamados "Seis Temas Estratégicos", com medidas voltadas ao desenvolvimento e à conservação ambiental. Em 1991, por exemplo, anunciou que, para combater o desmatamento, sobretudo o desmatamento da Floresta Amazônica, deixaria de financiar empreendimentos comerciais de exploração madeireira e projetos de infraestrutura prejudiciais ao ambiente.
Nos países em desenvolvimento mais pobres, os planos de assistência se apoiam em estratégias de redução da pobreza. O Banco Mundial combina avaliações dos grupos locais com a análise da situação econômica e financeira de cada país para elaborar um plano de apoio. O governo identifica as prioridades e estabelece metas de redução da pobreza, que orientam a assistência prestada pelo banco.
Em 2007, 45 países se comprometeram a fornecer 25,1 bilhões de dólares à Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), braço do Banco Mundial que direciona crédito aos oitenta países mais pobres. Países de renda mais alta também financiam iniciativas próprias de ajuda externa, inclusive no combate a doenças. Ao anunciar os compromissos em 15 de dezembro de 2007, o então presidente Robert Zoellick afirmou que os recursos da AID eram a principal base de financiamento da qual dependiam os países em desenvolvimento mais pobres.
O Banco Mundial organiza os prêmios Development Marketplace Awards, um programa de doações para projetos de desenvolvimento que possam crescer ou ser reproduzidos em outros locais. Os beneficiários são empreendimentos sociais voltados à prestação de serviços sociais e públicos para populações de baixa renda.
Em 2013, o Banco Mundial passou a tratar a prosperidade compartilhada como objetivo ao lado da redução da pobreza extrema, com a meta de chegar a 3% da população mundial até 2030. A instituição definiu prosperidade compartilhada como o aumento da renda dos 40% mais pobres da população de cada país, de modo que a evolução da renda desse grupo passou a orientar parte de suas metas.
Apesar disso, o banco tem recebido críticas por não tratar a diminuição da desigualdade econômica, dentro dos países e entre eles, como um objetivo em si mesmo. Nessa abordagem, a redução da desigualdade é um meio para alcançar outros resultados, e essas políticas recebem apoio sobretudo quando podem aliviar a pobreza extrema ou elevar o crescimento econômico médio.
A Agenda 2030 das Nações Unidas inclui o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 10 (ODS 10), voltado à redução das desigualdades dentro dos países e entre eles. Funcionários do Banco Mundial participaram das negociações desse objetivo antes de 2015 e defenderam a adoção dos indicadores preferidos pela instituição. O Banco Mundial é ainda um dos nove órgãos responsáveis pela custódia e pelo acompanhamento dos indicadores do ODS 10.
O Banco Mundial declara que pretende apoiar os ODS com suas publicações, reuniões entre representantes de países e trabalho de incorporação das metas às políticas nacionais. Melanie van Driel e seus coautores argumentam que o banco utiliza os ODS para sustentar suas próprias prioridades, sem aceitar mudanças de alcance equivalente em seu funcionamento.
Um acordo firmado em 1981 entre a Organização das Nações Unidas e o Banco Mundial estabeleceu a publicação Development Business como veículo oficial para divulgar licitações, adjudicações de contratos e aprovação de projetos do banco.
Em 1998, o acordo foi renegociado e passou a incluir uma parceria para criar a versão eletrônica da publicação. Development Business passou a ser utilizada por bancos multilaterais de desenvolvimento, agências das Nações Unidas e governos nacionais. Várias dessas instituições exigem a publicação de licitações e contratos nesse veículo.
O Banco Mundial coleta e processa dados sobre as economias dos países e utiliza modelos econômicos para produzir indicadores e projeções. Essas informações e os modelos associados foram sendo disponibilizados ao público em formatos que permitem sua reutilização. Publicações recentes também passaram a ser distribuídas em acesso aberto, sob uma licença Creative Commons de atribuição. Em 2012, recebeu o prêmio SPARC Innovator por suas iniciativas de acesso aberto.
No Open Knowledge Repository (Repositório de Conhecimento Aberto), o Banco Mundial disponibiliza gratuitamente relatórios, artigos e outros materiais produzidos por suas equipes. Ele está cadastrado no re3data.org, registro internacional de repositórios de dados de pesquisa. A instituição também apoia os Principles for Digital Development (Princípios para o Desenvolvimento Digital).
O Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde (OMS) participaram da administração da International Health Partnership (IHP+, Parceria Internacional pela Saúde), criada em 2007 para melhorar a saúde das populações dos países em desenvolvimento. Em 2016, a parceria foi transformada na UHC2030, que passou a trabalhar pelo fortalecimento dos sistemas de saúde e pela cobertura universal de saúde. Os participantes trabalham para aplicar os princípios internacionais da eficácia da ajuda externa e da cooperação para o desenvolvimento ao setor da saúde. A antiga IHP+ reunia governos, agências de desenvolvimento, organizações da sociedade civil e outros atores em apoio a estratégias nacionais de saúde coordenadas e conduzidas pelos próprios países.
Em setembro de 2020, durante a pandemia de COVID-19, o Banco Mundial anunciou um plano de 12 bilhões de dólares para ajudar países de renda baixa e média a adquirir vacinas quando elas fossem aprovadas. Em junho de 2022, informou ter destinado 10,1 bilhões de dólares ao fornecimento de vacinas para 78 países.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, em julho de 2024, uma contribuição prevista de até 667 milhões de dólares para o Pandemic Fund (Fundo para Pandemias), administrado pelo Banco Mundial, equivalente a aproximadamente um terço da meta de 2 bilhões de dólares em contribuições. Criado em setembro de 2022, o fundo recebe recursos e apoio de países, parceiros de execução, entidades filantrópicas e organizações da sociedade civil para financiar medidas de prevenção, preparação e resposta a pandemias, especialmente em países de renda baixa e média.
O banco recebeu críticas pela lentidão do Pandemic Emergency Financing Facility (PEF, Mecanismo de Financiamento de Emergências Pandêmicas), concebido para liberar recursos durante surtos de doenças. O mecanismo era financiado por títulos vendidos a investidores privados, e suas regras exigiam que tivessem transcorrido pelo menos doze semanas desde o início do surto, além do cumprimento de outros critérios, como a quantidade de mortes e a expansão entre países. Essas exigências atrasaram a liberação dos recursos de seguro durante a pandemia de COVID-19.
A ativação dos pagamentos do PEF por meio do seguro ocorreu em 17 de abril de 2020. Em 27 de abril, o mecanismo destinou 195,84 milhões de dólares a 64 países elegíveis. Os recursos foram integralmente transferidos até setembro do mesmo ano. A janela do seguro não foi renovada e o mecanismo foi encerrado em 30 de abril de 2021.
Em outubro de 2026, o presidente Ajay Banga afirmou que o banco poderia disponibilizar até 100 bilhões de dólares caso se agravassem os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio. Os recursos poderiam vir tanto da ajuda emergencial quanto do redirecionamento de verbas de projetos já aprovados.
Em 2012, o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, alertou para os riscos de um aquecimento médio global de 4 °C e defendeu manter o aumento da temperatura abaixo de 2 °C. Kim afirmou que as mudanças climáticas ameaçavam as gerações futuras e pediu atenção especial às populações mais pobres.
Em dezembro de 2017, Kim anunciou que o Grupo Banco Mundial deixaria de financiar, após 2019, novos projetos de exploração e produção de petróleo e gás, embora admitisse exceções para determinados projetos de gás em países muito pobres se o projeto ampliasse o acesso à energia e respeitasse o Acordo de Paris. O compromisso não abrangia todas as atividades relacionadas a combustíveis fósseis. Em 2019, porém, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos relatou que o banco continuava financiando infraestrutura ligada a esses combustíveis apesar da promessa de restringir novos projetos de exploração e produção. Grupos da sociedade civil, entre eles o Extinction Rebellion, e ministros das Finanças da União Europeia pediram, em novembro de 2019, que o Banco Mundial interrompesse esse financiamento. Houve também manifestações de ambientalistas em Washington, D.C.
Em 2023, o presidente norte-americano Joe Biden indicou Ajay Banga à presidência do Banco Mundial, levando em conta sua proposta de ampliar as ações do banco contra as mudanças climáticas. Seu antecessor, David Malpass, havia recebido críticas porque suas declarações levantaram dúvidas sobre sua aceitação do consenso científico sobre as mudanças climáticas. Ainda em 2023, as Nações Unidas colocaram em funcionamento o Fundo para Perdas e Danos, hospedado pelo Banco Mundial para oferecer recursos de financiamento climático diretamente a comunidades vulneráveis afetadas pelas mudanças climáticas.
Em 2025, ambientalistas e defensores do bem-estar animal criticaram a continuidade do financiamento de projetos de pecuária intensiva, que produzem elevadas emissões de gases do efeito estufa, embora o banco houvesse assumido o compromisso de alinhar seus investimentos ao Acordo de Paris, de 2015. Esses ativistas estimaram em 650 milhões de dólares os investimentos da instituição em tais projetos entre 2018 e 2024.
No exercício fiscal de 2026, o Grupo Banco Mundial registrou 48 bilhões de dólares em financiamento com cobenefícios climáticos oriundo de recursos próprios, o equivalente a 44% dos compromissos abrangidos pelo método de contabilização climática da instituição. Outros 48 bilhões de dólares de capital privado foram mobilizados para investimentos com cobenefícios climáticos. Desse financiamento, 15 bilhões de dólares em recursos próprios apoiaram medidas de adaptação às mudanças climáticas.
A tabela reúne os quinze setores com os maiores compromissos financeiros do Banco Mundial, classificados pelos códigos de cinco dígitos do Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD). Os valores foram publicados na Iniciativa Internacional para a Transparência da Ajuda (IATI). Os valores publicados na IATI abrangiam integralmente os fluxos de desenvolvimento do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e da Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), mas não outros fluxos de desenvolvimento.
| Setor | Antes de 2007 | 2007 | 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | 2014 | 2015 | 2016 | Total |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Transporte rodoviário | 4.654,2 | 1.993,5 | 1.501,8 | 5.550,3 | 4.032,3 | 2.603,7 | 3.852,5 | 2.883,6 | 3.081,7 | 3.922,6 | 723,7 | 34.799,8 |
| Serviços de assistência social | 613,1 | 208,1 | 185,5 | 2.878,4 | 1.477,4 | 1.493,2 | 1.498,5 | 2.592,6 | 2.745,4 | 1.537,7 | 73,6 | 15.303,5 |
| Transmissão e distribuição de energia elétrica | 1.292,5 | 862,1 | 1.740,2 | 2.435,4 | 1.465,1 | 907,7 | 1.614,9 | 395,7 | 2.457,1 | 1.632,2 | 374,8 | 15.177,8 |
| Gestão das finanças públicas | 334,2 | 223,1 | 499,7 | 129,0 | 455,3 | 346,6 | 3.156,8 | 2.724,0 | 3.160,5 | 2.438,9 | 690,5 | 14.158,6 |
| Transporte ferroviário | 279,3 | 284,4 | 1.289,0 | 912,2 | 892,5 | 1.487,4 | 841,8 | 740,6 | 1.964,9 | 1.172,2 | −1,6 | 9.862,5 |
| Desenvolvimento rural | 335,4 | 237,5 | 382,8 | 616,7 | 2.317,4 | 972,0 | 944,0 | 177,8 | 380,9 | 1.090,3 | −2,5 | 7.452,4 |
| Desenvolvimento e gestão urbanos | 261,2 | 375,9 | 733,3 | 739,6 | 542,1 | 1.308,1 | 914,3 | 258,9 | 747,3 | 1.122,1 | 212,2 | 7.214,9 |
| Serviços e instituições de apoio às empresas | 113,3 | 20,8 | 721,7 | 181,4 | 363,3 | 514,0 | 310,0 | 760,1 | 1.281,9 | 1.996,0 | 491,3 | 6.753,7 |
| Política energética e gestão administrativa | 102,5 | 243,0 | 324,9 | 234,2 | 762,0 | 654,9 | 902,1 | 480,5 | 1.594,2 | 1.001,8 | 347,9 | 6.648,0 |
| Recursos hídricos para a agricultura | 733,2 | 749,5 | 84,6 | 251,8 | 780,6 | 819,5 | 618,3 | 1.040,3 | 1.214,8 | 824,0 | −105,8 | 7.011,0 |
| Descentralização e apoio a governos subnacionais | 904,5 | 107,9 | 176,1 | 206,7 | 331,2 | 852,8 | 880,6 | 466,8 | 1.417,0 | 432,5 | 821,3 | 6.597,3 |
| Prevenção de desastres e preparação para emergências | 66,9 | 2,7 | 260,0 | 9,0 | 417,2 | 609,5 | 852,9 | 373,5 | 1.267,8 | 1.759,7 | 114,2 | 5.733,5 |
| Saneamento básico: sistemas de grande porte | 441,9 | 679,7 | 521,6 | 422,0 | 613,1 | 1.209,4 | 268,0 | 55,4 | 890,6 | 900,8 | 93,9 | 6.096,3 |
| Abastecimento de água: sistemas de grande porte | 646,5 | 438,1 | 298,3 | 486,5 | 845,1 | 640,2 | 469,0 | 250,5 | 1.332,4 | 609,9 | 224,7 | 6.241,3 |
| Política de saúde e gestão administrativa | 661,3 | 54,8 | 285,8 | 673,8 | 1.581,4 | 799,3 | 251,5 | 426,3 | 154,8 | 368,1 | 496,0 | 5.753,1 |
| Outros | 13.162,7 | 6.588,3 | 8.707,1 | 11.425,7 | 17.099,5 | 11.096,6 | 16.873,4 | 13.967,1 | 20.057,6 | 21.096,5 | 3.070,3 | 140.074,5 |
| Total | 24.602,6 | 13.069,4 | 17.712,6 | 27.152,6 | 33.975,6 | 26.314,8 | 34.248,6 | 27.593,9 | 43.748,8 | 41.905,2 | 7.624,5 | 297.948,5 |
O presidente do Banco Mundial preside também todo o Grupo Banco Mundial e dirige as reuniões dos conselhos de diretores, além de responder pela administração geral da instituição.
Por um acordo não escrito entre os Estados Unidos e os países europeus, a presidência costuma ser ocupada por alguém indicado pelo governo norte-americano, principal acionista do banco. Richard Clark e Lindsay Dolan concluíram que o banco tendia a conceder mais empréstimos a países alinhados aos Estados Unidos e que parte desse favorecimento decorria de decisões dos funcionários, sem intervenção direta do governo norte-americano. A indicação deve ser aprovada pelo conselho de diretores executivos, para um mandato renovável de cinco anos. A maioria dos presidentes havia trabalhado no setor bancário antes de assumir o cargo.
Em 23 de março de 2012, o presidente Barack Obama anunciou a indicação norte-americana de Jim Yong Kim. Kim foi eleito em 27 de abril de 2012 e reconduzido para um segundo mandato de cinco anos em 2017. Renunciou com efeitos a partir de 1.º de fevereiro de 2019. Foi substituído provisoriamente pela então diretora-executiva do Banco Mundial, Kristalina Georgieva, e, em 9 de abril de 2019, por David Malpass. Malpass recebeu críticas em 2023 porque suas declarações foram interpretadas como dúvidas sobre o papel da atividade humana nas mudanças climáticas.
Ajay Banga assumiu em 2 de junho de 2023. Joe Biden apoiou sua candidatura, citando sua atuação em questões climáticas. A expectativa era que seu governo no banco apoiasse os países de baixa renda diante do endividamento. Banga tornou-se o primeiro norte-americano de origem indiana a presidir o Banco Mundial.
| Nome | Período | Nacionalidade | Atuação anterior |
|---|---|---|---|
| Eugene Meyer | 1946 | Estados Unidos | Editor de jornais e presidente do Federal Reserve |
| John J. McCloy | 1947–1949 | Estados Unidos | Advogado e subsecretário da Guerra dos Estados Unidos |
| Eugene R. Black Sr. | 1949–1963 | Estados Unidos | Executivo do Chase Bank e diretor executivo do Banco Mundial |
| George Woods | 1963–1968 | Estados Unidos | Executivo do First Boston |
| Robert McNamara | 1968–1981 | Estados Unidos | Presidente da Ford Motor Company e Secretário de Defesa dos Estados Unidos durante os governos de John F. Kennedy e Lyndon B. Johnson |
| Alden W. Clausen | 1981–1986 | Estados Unidos | Advogado e executivo do Bank of America |
| Barber Conable | 1986–1991 | Estados Unidos | Senador estadual em Nova Iorque e integrante da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos |
| Lewis T. Preston | 1991–1995 | Estados Unidos | Executivo do banco J.P. Morgan & Co. |
| James Wolfensohn | 1995–2005 | Estados Unidos e Austrália | Advogado empresarial e banqueiro; naturalizou-se norte-americano antes de assumir o cargo |
| Paul Wolfowitz | 2005–2007 | Estados Unidos | Embaixador dos Estados Unidos na Indonésia, subsecretário de Defesa e diretor da Escola de Estudos Internacionais Avançados da Universidade Johns Hopkins; um dos principais idealizadores da invasão do Iraque em 2003; deixou o cargo em meio a um escândalo ético |
| Robert Zoellick | 2007–2012 | Estados Unidos | Subsecretário de Estado e Representante de Comércio dos Estados Unidos |
| Jim Yong Kim | 2012–2019 | Estados Unidos | Professor e dirigente do departamento de saúde global e medicina social da Escola de Medicina de Harvard e presidente do Dartmouth College; cidadão norte-americano naturalizado |
| Kristalina Georgieva (interina) | 2019 | Bulgária | Comissária Europeia de Orçamento e Recursos Humanos e escolhida "Europeia do Ano" em 2010 |
| David Malpass | 2019–2023 | Estados Unidos | Subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos para Assuntos Internacionais |
| Ajay Banga | 2023–presente | Estados Unidos | Ex-presidente da Mastercard |
Os vice-presidentes administram regiões, setores e funções operacionais do Banco Mundial. Em 2012, a estrutura da instituição tinha dois vice-presidentes executivos, três vice-presidentes seniores e 24 vice-presidentes.
Os conselhos de diretores são formados pelo presidente do Grupo Banco Mundial e por 25 diretores executivos. O presidente preside as reuniões e, em condições normais, só vota para desempatar. Um diretor executivo só pode agir em nome do banco, firmar compromissos ou exercer poderes mediante autorização expressa do conselho. O número de diretores executivos aumentou para 25 em 1.º de novembro de 2010.
| Nome | Período | Nacionalidade |
|---|---|---|
| Hollis B. Chenery | 1972–1982 | Estados Unidos |
| Anne Osborn Krueger | 1982–1986 | Estados Unidos |
| Stanley Fischer | 1988–1990 | Estados Unidos e Israel |
| Lawrence Summers | 1991–1993 | Estados Unidos |
| Michael Bruno | 1993–1996 | Israel |
| Joseph Stiglitz | 1997–2000 | Estados Unidos |
| Nicholas Stern | 2000–2003 | Reino Unido |
| François Bourguignon | 2003–2007 | França |
| Justin Yifu Lin | 2008–2012 | China |
| Kaushik Basu | 2012–2016 | Índia |
| Paul Romer | 2016–2018 | Estados Unidos |
| Shanta Devarajan (interino) | 2018 | Estados Unidos |
| Penny Goldberg | 2018–2020 | Estados Unidos |
| Aart Kraay (interino) | 2020 | Estados Unidos |
| Carmen Reinhart | 2020–2022 | Estados Unidos |
| Indermit Gill | 2022–2026 | Índia |
| Michael Kremer | 2026–presente | Estados Unidos |
Em 2020, o Banco Mundial tinha cerca de 12.300 funcionários em tempo integral e atuava em 145 países.
Entre os políticos que trabalharam no Banco Mundial estão:


A organização de defesa dos direitos indígenas Survival International, os economistas Henry Hazlitt e Ludwig von Mises e o ex-economista-chefe do banco Joseph Stiglitz estão entre os críticos das políticas do Banco Mundial. Stiglitz também critica o FMI, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e os negociadores comerciais dos Estados Unidos e de outros países desenvolvidos.
Hazlitt sustentava que o Banco Mundial e o sistema monetário ao qual pertencia tenderiam a promover a inflação mundial e uma economia em que o comércio internacional fosse dominado pelos Estados. Stiglitz argumentou que reformas de livre mercado defendidas pelo banco podem prejudicar o desenvolvimento econômico quando são aplicadas de modo inadequado, muito depressa, em ordem equivocada ou em economias frágeis e pouco competitivas. Stiglitz criticou, entre outras políticas, a chamada terapia de choque.
Mises se opunha a instituições como o Banco Mundial por considerar que elas substituem investimentos orientados pelo mercado e pelas decisões voluntárias dos participantes por empréstimos politicamente determinados, administrados por burocratas que não assumem diretamente as consequências de suas escolhas. Para Mises, essas decisões poderiam distorcer preços e juros, levar à má alocação de investimentos e aumentar o risco moral, pois os governos passariam a depender dos empréstimos e poderiam adotar políticas econômicas inadequadas.
Os acordos de empréstimo também foram criticados por, em alguns casos, exigirem a compra de bens ou serviços a preços superiores aos que seriam obtidos em mercados competitivos. Autores como John Perkins acusaram as instituições financeiras internacionais de agir ilegalmente, sem legitimidade, como instrumentos de pressão da diplomacia norte-americana.
Os defensores do Banco Mundial argumentam que os governos podem decidir não contratar seus empréstimos. A instituição oferece tanto financiamentos reembolsáveis quanto doações, e seus empréstimos podem ser concedidos em condições mais favoráveis, inclusive a países sem acesso aos mercados de capitais internacionais. Para países pobres e de renda média, as taxas de juros costumam ficar abaixo das praticadas no mercado. O banco sustenta que os empréstimos permitem financiar novos projetos com o dinheiro devolvido pelos mutuários, enquanto as doações não geram esses reembolsos.
As políticas da Corporação Financeira Internacional (IFC) e da Agência Multilateral de Garantia de Investimento (AMGI) para avaliar efeitos sociais e ambientais de seus projetos também têm sido questionadas. Críticos afirmam que, embora essas instituições tenham normas específicas, dependem amplamente dos clientes privados para monitorar sua aplicação, sem fiscalização independente suficiente, na avaliação desses críticos. Esses grupos pedem uma revisão completa dos procedimentos de fiscalização das salvaguardas.
Na contagem histórica de 188 países-membros, o poder de decisão do Banco Mundial ficava concentrado em um grupo pequeno de Estados com economias maiores. Esses países fornecem parte expressiva dos recursos, participam da escolha da liderança e ocupam cargos de direção. Os críticos argumentam que essa distribuição do poder favorece as prioridades das maiores economias em detrimento dos demais países-membros. Titus Alexander comparou a desigualdade do poder de voto entre países ocidentais e países em desenvolvimento ao sistema de um banco sul-africano durante o apartheid, e chamou essa desigualdade de apartheid global.
Na década de 1990, o Banco Mundial e o FMI passaram a promover políticas associadas ao Consenso de Washington, entre elas a desregulamentação, a liberalização de mercados, as privatizações e a redução da estrutura do Estado. Os críticos dessas medidas questionaram a pouca atenção dada à distribuição de renda, ao emprego e às condições em que ocorreram as privatizações. Stiglitz criticou o peso atribuído ao crescimento do produto interno bruto (PIB) sem a mesma atenção à possibilidade de sustentar esse crescimento e às condições de vida da população.
Um relatório do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos criticou o Banco Mundial e outras instituições financeiras internacionais por priorizarem a concessão de empréstimos em vez da obtenção de resultados concretos de desenvolvimento dentro de prazos definidos. O documento também pediu o reforço do combate à corrupção.
O antropólogo James Ferguson argumentou que muitos projetos de desenvolvimento realizados pelo Banco Mundial e por organizações semelhantes acabam fortalecendo o poder burocrático dos Estados, sem alcançar os objetivos anunciados de combate à pobreza. Ao examinar projetos em Thaba-Tseka, no Lesoto, ele encontrou avaliações incorretas das condições econômicas locais e pouca atenção à política e aos costumes da população. Ferguson concluiu que os projetos aumentaram a burocracia do governo sem melhorar as condições de vida da população pobre.
O Banco Mundial e outras instituições financeiras internacionais foram alvo de protestos de rua em diferentes países, como as manifestações de 2002 em Oslo, a chamada Revolta de Outubro de 2007 e os protestos de 1999 durante a conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio em Seattle, conhecidos como Batalha de Seattle. No Brasil, comunidades indígenas, entre elas os caiapós, também participaram de protestos.
Em editorial de 2012, a revista The Economist criticou a escolha tradicional de norte-americanos para a presidência, comparando-a às recomendações do próprio banco para que governos de países pobres evitem o favorecimento pessoal e escolham dirigentes por mérito, defendendo que o próprio Banco Mundial seguisse esse conselho.
Em 2021, uma investigação independente conduzida pelo escritório de advocacia WilmerHale sobre os relatórios Doing Business concluiu que dirigentes do Banco Mundial, incluindo a então diretora-executiva Kristalina Georgieva e o então presidente Jim Yong Kim, pressionaram funcionários para alterar dados e elevar a classificação de países como China, Arábia Saudita, Azerbaijão e Emirados Árabes Unidos.
Em setembro de 2023, organizações de ativistas divulgaram um levantamento sobre o financiamento de projetos de combustíveis fósseis pelo Banco Mundial em 2022. Os ativistas responsáveis pelo levantamento estimaram em cerca de 3,7 bilhões de dólares o financiamento comercial destinado a projetos de petróleo e gás, apesar dos compromissos ambientais declarados pela instituição.
A Vice-Presidência de Integridade (INT) do Banco Mundial é responsável por investigar suspeitas internas de fraude e corrupção. Suas atividades incluem receber denúncias, conduzir investigações e elaborar os respectivos relatórios.
Com a crise energética de 1979, muitos países enfrentaram dificuldades econômicas. O Banco Mundial passou a oferecer empréstimos de ajuste estrutural, que combinavam assistência financeira com exigências de mudanças nas políticas econômicas para reduzir a inflação e os desequilíbrios fiscais. Os programas receberam críticas por prejudicar as populações pobres.
Entre as medidas incentivadas estavam o aumento da produção e dos investimentos, a expansão de atividades industriais intensivas em mão de obra, mudanças nas taxas reais de câmbio e a redistribuição dos gastos públicos. Essas políticas tiveram resultados melhores nos países que conseguiram aplicá-las sem grandes dificuldades institucionais. Em outros, especialmente na África Subsaariana, o crescimento econômico recuou e a inflação se agravou.
No fim dos anos 1980, organizações internacionais passaram a admitir que a redução de despesas sociais e a retirada de subsídios aos alimentos, exigidas em programas de ajuste estrutural, podiam agravar a pobreza. Os críticos também acusaram esses programas de favorecer a chamada diplomacia da armadilha da dívida. O Banco Mundial alterou suas condições para permitir a manutenção de gastos sociais e uma implantação mais gradual de mudanças, como a transferência de subsídios e os aumentos de preços. Em 1999, o banco e o FMI adotaram a abordagem dos documentos de estratégia de redução da pobreza, em substituição aos empréstimos tradicionais de ajuste estrutural.
Alguns críticos, entre eles a escritora Naomi Klein, sustentam que os empréstimos e a ajuda do Grupo Banco Mundial estão sujeitos a exigências injustas, que decorreriam do poder financeiro e das posições políticas dos países com mais votos no banco, especialmente as associadas ao Consenso de Washington.
Klein citou, entre outros episódios, a exigência de pagamento de taxas escolares em Gana como condição para um empréstimo, a privatização dos serviços de água na Tanzânia, a privatização das telecomunicações como condição para a ajuda após o furacão Mitch, a flexibilização de direitos trabalhistas no Sri Lanka após o sismo e tsunami do Oceano Índico de 2004 e a retirada de subsídios aos alimentos no Iraque depois da invasão de 2003.
Entre 1970 e 2004, os países menos desenvolvidos que ocupavam um assento rotativo no Conselho de Segurança das Nações Unidas receberam, em média, mais projetos financiados pelo Banco Mundial durante seus mandatos.
A imunidade de jurisdição do Grupo Banco Mundial protege as próprias instituições internacionais em certas situações. Não significa que os países que recebem seus empréstimos tenham direito automático à mesma proteção. Em fevereiro de 2019, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, no caso Jam v. International Finance Corporation, que a Corporação Financeira Internacional não gozava de imunidade judicial absoluta sob a legislação norte-americana: as organizações internacionais estão, em princípio, sujeitas ao mesmo regime de imunidades reconhecido aos governos estrangeiros, com as exceções legalmente previstas. A decisão não julgou a IFC responsável pelos danos alegados no processo. Críticos apontam que imunidades e barreiras processuais podem dificultar a responsabilização judicial da instituição por danos decorrentes de projetos financiados. O peso dos votos dos Estados Unidos permite ao país bloquear mudanças que dependem de maioria qualificada e contrariem seus interesses.
Durante a presidência de Jim Yong Kim, a concessão de um bônus de 94 mil dólares ao diretor financeiro Bertrand Badré, que ocupou o cargo de 2013 a 2016 e recebia salário anual de 379 mil dólares livre de impostos, provocou críticas à gestão financeira e ao ambiente de trabalho do banco. O pagamento ocorreu em um período de demissões e medidas de austeridade. O funcionário sênior Fabrice Houdart divulgou o pagamento, que gerou questionamentos sobre os procedimentos de remuneração da direção. Badré renunciou ao bônus e deixou o banco pouco depois.
Em 2007, um caso envolvendo o presidente Paul Wolfowitz e a funcionária Shaha Riza provocou um escândalo no Banco Mundial.
Reportagens sobre uma gravação de reunião interna realizada em 2018 relataram que funcionários do banco foram informados de que Robert Malpass, recém-formado em economia pela Universidade Cornell e filho de David Malpass, então subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos para Assuntos Internacionais, seria contratado em julho daquele ano como analista. Na gravação, Robert teria sido descrito como um "príncipe" e alguém que poderia recorrer ao pai. Alguns dirigentes também teriam atribuído a David Malpass mais poder sobre o banco que ao então secretário do Tesouro Steven Mnuchin.
Em abril de 2018, o Tesouro norte-americano havia mudado de posição e apoiado um aumento de capital de 13 bilhões de dólares no Banco Mundial. David Malpass havia ocupado o posto de subsecretário do Tesouro no primeiro governo de Donald Trump antes de ser indicado por Trump, em fevereiro de 2019, para presidir o Banco Mundial. Seu filho já integrava então a Corporação Financeira Internacional, instituição voltada ao setor privado que recebeu 5,5 bilhões dos 13 bilhões de dólares do aumento de capital aprovado com o apoio do Tesouro durante o mandato do pai.
Em setembro de 2025, uma reportagem atribuiu aos países africanos quase 45% dos recursos de uma modalidade específica de financiamento do Banco Mundial. Esse percentual não abrangia todas as operações do grupo. O financiamento disponível ainda era insuficiente para atender às necessidades de desenvolvimento de países africanos.
No exercício fiscal de 2026, os compromissos financeiros do Grupo Banco Mundial na África Subsaariana somaram 35,8 bilhões de dólares, do total de 123,5 bilhões de dólares destinado às regiões atendidas pelo grupo, na classificação de seu relatório anual.
Em 9 de agosto de 2023, a instituição anunciou a suspensão de novos empréstimos a Uganda, argumentando que uma lei contrária à homossexualidade, aprovada em maio daquele ano, entrava em conflito com seus princípios de direitos humanos. A medida acompanhou sanções aplicadas pelos Estados Unidos. O governo ugandense classificou a decisão do Banco Mundial como injusta e hipócrita.
Em 5 de junho de 2025, o Banco Mundial anunciou a retomada da aprovação de financiamentos para Uganda, após estabelecer com as autoridades nacionais medidas de proteção de pessoas potencialmente afetadas pela legislação de 2023. A retomada não significou a revogação da lei que havia motivado a suspensão.
Um programa financiado pelo Banco Mundial na Tanzânia para apoiar a conservação da natureza foi criticado por alegadas violações graves dos direitos humanos do povo massai.
O projeto de conservação REGROW, financiado pela AID e aprovado em setembro de 2017, foi suspenso em abril de 2024 e cancelado em 6 de novembro do mesmo ano, a pedido do governo tanzaniano. O Painel de Inspeção concluiu que o Banco Mundial falhou ao avaliar e tratar riscos para as comunidades da área do Parque Nacional de Ruaha, embora não tenha encontrado provas de reassentamento físico involuntário. Em abril de 2025, o Conselho de Diretores Executivos aprovou um plano de ação para responder às conclusões da investigação.
Críticos do Grupo Banco Mundial questionam financiamentos destinados a projetos nos quais ocorreram denúncias de violações de direitos humanos.
O Assessor de Conformidade e Ouvidoria (CAO) questionou um empréstimo concedido à empresa de óleo de palma Dinant, depois do golpe de Estado em Honduras em 2009. Camponeses haviam sido assassinados na região onde a empresa operava.
Outros investimentos controversos incluíram empréstimos para a Usina Hidrelétrica de Chixoy, na Guatemala, durante a ditadura militar, e para a mineradora Goldcorp, então conhecida como Glamis Gold, construir a mina Marlin.
Em 2019, a Comissão Executiva do Congresso dos Estados Unidos sobre a China questionou o Banco Mundial sobre um empréstimo em Sinquião, na China, que havia sido utilizado na compra de equipamentos avançados de segurança, inclusive de vigilância. O banco abriu uma investigação interna. Em agosto de 2020, parlamentares norte-americanos voltaram a questionar a continuidade da liberação de recursos desse empréstimo.