| Administração Oceânica e Atmosférica Nacional | |
|---|---|
| National Oceanic and Atmospheric Administration | |
| Organização | |
| Dependência | Departamento de Comércio dos Estados Unidos |
| Chefia | Neil Jacobs [en], Administrador da NOAA e subsecretário de Comércio para Oceanos e Atmosfera [en] |
| Órgãos subordinados | Serviço Nacional de Satélites, Dados e Informações Ambientais [en] Serviço Nacional de Pesca Marinha [en] Serviço Oceânico Nacional [en] Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos Escritório de Operações Marítimas e Aéreas [en] Escritório de Pesquisa Oceânica e Atmosférica [en] Escritório de Comércio Espacial [en] |
| Número de funcionários | 321 integrantes do Corpo de Oficiais Comissionados [en], em 2018 12.000 funcionários civis, em 2021 |
| Orçamento anual | US$ 6,9 bilhões, estimativa para 2022 |
| Localização | |
| Jurisdição territorial | Governo dos Estados Unidos |
| Sede | Silver Spring, Maryland |
| Histórico | |
| Antecessores | Serviço Costeiro e Geodésico dos Estados Unidos [en] Administração dos Serviços de Ciências Ambientais [en] |
| Criação | 3 de outubro de 1970 |
| Sítio na internet | |
| www.noaa.gov | |
| Notas de rodapé | |
| Parte de uma série do |
| Programa espacial dos Estados Unidos |
|---|
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, em inglês National Oceanic and Atmospheric Administration, cuja sigla NOAA se pronuncia /ˈnoʊ.ə/, é uma agência científica e reguladora dos Estados Unidos. Suas atribuições são elaborar previsões do tempo, monitorar as condições dos oceanos e da atmosfera, produzir cartas náuticas, realizar explorações do mar profundo [en], gerir a pesca e proteger mamíferos marinhos e espécies ameaçadas na zona econômica exclusiva dos Estados Unidos. A agência integra o Departamento de Comércio dos Estados Unidos e tem sede em Silver Spring, Maryland.
A NOAA reuniu órgãos anteriores, alguns dos quais estavam entre os mais antigos do governo federal.
A antecessora mais direta da NOAA foi a Administração dos Serviços de Ciências Ambientais [en], ou ESSA, que em 1965 incorporou órgãos científicos como o Serviço Costeiro e Geodésico dos Estados Unidos, o Serviço de Meteorologia e o corpo uniformizado [en].
A NOAA foi criada no Departamento de Comércio pelo Plano de Reorganização n.º 4 e entrou em funcionamento em 3 de outubro de 1970. O presidente Richard Nixon havia proposto uma nova agência para atender à necessidade nacional de "melhor proteção da vida e do patrimônio contra os perigos naturais... de melhor compreensão do ambiente como um todo... [e] de exploração e desenvolvimento que levem ao uso inteligente de nossos recursos marinhos".
A vinculação da NOAA ao Departamento de Comércio decorreu de um desentendimento entre Nixon e seu secretário do Interior, Walter Hickel, sobre a política do governo para a Guerra do Vietnã. Nixon não gostou de uma carta em que Hickel lhe pedia que ouvisse os manifestantes contrários à guerra e o puniu ao deixar a NOAA fora do Departamento do Interior.
Em 2007, a NOAA comemorou 200 anos de atividades como sucessora do Serviço de Levantamento da Costa dos Estados Unidos [en].
Em 2021, a NOAA tinha 11.833 funcionários civis. Suas pesquisas e operações também contavam com 321 integrantes dos serviços uniformizados [en], que compunham o Corpo de Oficiais Comissionados da NOAA [en].
Em 2024, o Projeto 2025 propôs extinguir o Escritório de Pesquisa Oceânica e Atmosférica [en], o que "desmantelaria" a divisão de pesquisa da NOAA.
A NOAA passou por mudanças no segundo mandato de Donald Trump. Em 27 de fevereiro de 2025, centenas de funcionários, sobretudo os que estavam em estágio probatório, foram demitidos após a entrada de integrantes do Departamento de Eficiência Governamental, ou DOGE, na sede da agência. Até o início de março, 1.300 funcionários haviam sido demitidos, cerca de 10% do quadro de pessoal.
Em junho de 2025, o Departamento de Defesa anunciou que deixaria de fornecer dados meteorológicos essenciais a cientistas e profissionais de previsão, entre eles os funcionários da NOAA.
Desde 1993, a sede administrativa da NOAA fica no conjunto de escritórios Silver Spring Metro Center, no centro de Silver Spring, Maryland. O conjunto tem quatro edifícios e abriga escritórios da agência, entre eles os do Serviço Nacional de Meteorologia.
Neil Jacobs [en] foi confirmado como subsecretário de Comércio para Oceanos e Atmosfera e administrador da NOAA em 7 de outubro de 2025 e assumiu pouco depois. Antes dele, a chefe de gabinete da NOAA, Laura Grimm, ocupava interinamente a subsecretaria desde 31 de março de 2025. Nancy Hann [en] havia exercido a função após a mudança de governo de 20 de janeiro de 2025, quando Rick Spinrad [en] deixou o cargo.
Jacobs, então secretário-assistente de Comércio para Observação e Previsão Ambiental, exerceu interinamente a Subsecretaria de Comércio para Oceanos e Atmosfera [en] e a administração da NOAA de 25 de fevereiro de 2019 a 20 de janeiro de 2021, no primeiro governo Trump. Ele sucedeu Timothy Gallaudet [en], que havia sucedido Benjamin Friedman. Os três ocuparam a administração da agência, em sequência e de forma interina, durante a primeira presidência de Donald Trump.
A NOAA foi criada por ato do Executivo em 1970 e não recebeu uma lei própria de criação. Em janeiro de 2023, o The Washington Post noticiou que o deputado Frank Lucas [en], recém-empossado na presidência da Comissão de Ciência, Espaço e Tecnologia da Câmara dos Representantes, havia apresentado uma minuta de projeto de lei para transformar a NOAA em agência independente e retirá-la do Departamento de Comércio. A iniciativa respondia a dirigentes republicanos que sinalizavam cortes nas verbas de agências e programas que recebiam dotações anuais sem terem sido novamente autorizados pelo Congresso. "Ficou bem claro na bancada republicana que meus colegas não querem financiar programas que não estejam devidamente autorizados", disse Lucas. "A NOAA é muito importante, então precisamos autorizá-la."
A NOAA realiza suas atividades por meio de seis divisões. São elas o Serviço Nacional de Satélites, Dados e Informações Ambientais [en], ou NESDIS, o Serviço Nacional de Pesca Marinha [en], ou NMFS, o Serviço Oceânico Nacional [en], ou NOS, o Serviço Nacional de Meteorologia, ou NWS, o Escritório de Pesquisa Oceânica e Atmosférica [en], ou OAR, e o Escritório de Operações Marítimas e Aéreas [en], ou OMAO. A agência também tem mais de doze escritórios de apoio, entre eles o Escritório do Coordenador Federal de Meteorologia, a Biblioteca Central da NOAA [en] e o Escritório de Planejamento e Integração de Programas, ou PPI.
O Serviço Nacional de Meteorologia, ou NWS, fornece previsões e alertas meteorológicos, hidrológicos e climáticos para os Estados Unidos, seus territórios, águas adjacentes e áreas oceânicas, com o objetivo de proteger vidas e patrimônio e apoiar a economia do país. O trabalho é realizado por centros nacionais e regionais, treze centros de previsão hidrológica, ou RFCs, e mais de 120 escritórios locais de previsão do tempo, ou WFOs. Esses centros e escritórios emitem diariamente previsões meteorológicas e hidrológicas, além de avisos e alertas em diferentes níveis [en]. A cada ano, produzem mais de 734.000 previsões meteorológicas, 850.000 previsões hidrológicas e 45.000 alertas de tempo severo. Os dados da NOAA também são usados no estudo da mudança do clima e da redução da camada de ozônio.
O NWS opera o NEXRAD, uma rede nacional de radares meteorológicos Doppler que detectam a precipitação e sua velocidade de deslocamento. Muitos de seus boletins são transmitidos pela NOAA Weather Radio [en], uma rede de transmissores de rádio que divulga previsões, comunicados sobre tempo severo e alertas durante 24 horas por dia.
O Serviço Oceânico Nacional, ou NOS, trabalha para manter as áreas oceânicas e costeiras seguras, saudáveis e produtivas. Seus cientistas, gestores de recursos naturais e especialistas atuam na segurança e na eficiência do transporte marítimo, desenvolvem soluções para proteger as comunidades costeiras e conservam áreas marinhas e litorâneas.
O NOS tem oito escritórios de programas. São eles o Centro de Produtos e Serviços Oceanográficos Operacionais, o Escritório de Gestão Costeira, os Centros Nacionais de Ciências Oceânicas Costeiras, o Escritório de Levantamentos Costeiros [en], o Serviço Geodésico Nacional, o Escritório dos Santuários Marinhos Nacionais [en], o Escritório de Gestão de Recursos Oceânicos e Costeiros e o Escritório de Resposta e Restauração [en].
O NOS mantém o Programa Mussel Watch de Monitoramento de Contaminantes [en] e o Sistema Integrado de Observação Oceânica da NOAA, ou IOOS. Tem ainda dois escritórios de apoio, o de Programas Internacionais e o de Gestão e Orçamento.

O Serviço Nacional de Satélites, Dados e Informações Ambientais, ou NESDIS, foi criado pela NOAA para operar e administrar os programas de satélites ambientais dos Estados Unidos e gerir dados do NWS e de outros órgãos e departamentos do governo. Seus Centros Nacionais de Informações Ambientais [en], ou NCEI, arquivam dados coletados pela NOAA, pela Marinha dos Estados Unidos, pela Força Aérea dos Estados Unidos, pela Administração Federal de Aviação e por serviços meteorológicos de outros países. Os NCEI reúnem o Centro de Tempo e Clima, antigo Centro Nacional de Dados Climáticos da NOAA, o Centro Nacional de Desenvolvimento de Dados Costeiros, ou NCDDC, o Centro Nacional de Dados Oceanográficos [en], ou NODC, e o Centro Nacional de Dados Geofísicos [en], ou NGDC.
Em 1960, a NASA lançou o TIROS-1, seu primeiro satélite meteorológico. A operação de satélites de órbita polar, ou POES, começou em 1966, e a de satélites geoestacionários, ou GOES, em 1974. Em 1979, foi lançado o primeiro satélite ambiental operacional de órbita polar [en] da NOAA. Entre os satélites operados pela agência estão o NOAA-15 [en], o NOAA-18 [en], o NOAA-19, o GOES 13, o GOES 14, o GOES 15, o Jason-2, o DSCOVR e o SWFO-L1 [en]. Os NOAA-15, NOAA-18 e NOAA-19 foram desativados em 2025. Em 1983, a NOAA assumiu a responsabilidade operacional pelo sistema de satélites Landsat.
Desde maio de 1998, o NESDIS opera os satélites do Programa de Satélites Meteorológicos de Defesa, ou DMSP, em nome da Agência Meteorológica da Força Aérea [en].
Novas gerações foram desenvolvidas para substituir os satélites de órbita polar e geoestacionários, entre elas o Sistema Conjunto de Satélites Polares [en] e o GOES-R, lançado em novembro de 2016.
O NESDIS administra o Escritório de Projetos, Planejamento e Análise, ou OPPA, antigo Escritório de Desenvolvimento de Sistemas, o Escritório de Sistemas Terrestres de Satélites, antigo Escritório de Operações de Satélites, o Escritório de Operações de Satélites e Projetos, o Centro de Aplicações e Pesquisa de Satélites, ou STAR, o Escritório do Programa do Sistema Conjunto de Satélites Polares, o Escritório do Programa GOES-R, o Escritório de Assuntos Internacionais e Interagências, o Escritório de Comércio Espacial [en] e o Escritório de Arquitetura de Sistemas e Planejamento Avançado.
O Serviço Nacional de Pesca Marinha, ou NMFS, também chamado NOAA Fisheries, teve origem em 1871. Seus objetivos eram pesquisar, proteger, gerir e recuperar os recursos da pesca comercial e recreativa, seus habitats e as espécies protegidas. O NMFS tem doze escritórios na sede, cinco escritórios regionais, seis centros de ciências pesqueiras e mais de vinte laboratórios nos Estados Unidos e em seus territórios, onde são feitas pesquisas e atividades de gestão dos recursos marinhos. O serviço mantém o Escritório de Fiscalização da Pesca da NOAA [en], em Silver Spring, Maryland, sua principal unidade de fiscalização dos recursos marinhos.
As pesquisas conduzidas pelo Escritório de Pesquisa Oceânica e Atmosférica, ou OAR, dão base aos produtos e serviços ambientais da NOAA destinados à proteção da vida e do patrimônio e ao crescimento econômico. Os laboratórios do OAR e os programas externos estudam fenômenos como tornados, furacões, variações climáticas, erupções solares, alterações no ozônio, transporte e dispersão da poluição atmosférica, episódios de El Niño e La Niña, produtividade pesqueira, correntes oceânicas, fontes hidrotermais do mar profundo e saúde dos ecossistemas costeiros. A pesquisa da NOAA também desenvolve tecnologias e sistemas de observação.
A rede NOAA Research reúne sete laboratórios próprios, pesquisas externas em trinta programas universitários e de pesquisa Sea Grant [en], seis centros de pesquisa submarina, um programa de bolsas de pesquisa do Escritório do Programa Climático e treze institutos cooperativos com universidades. Por meio da NOAA e das instituições acadêmicas parceiras, milhares de cientistas, engenheiros, técnicos e estudantes de pós-graduação estudam os fenômenos naturais que afetam a população.
O Laboratório de Recursos Atmosféricos [en], ou ARL, integra o OAR. Ele estuda processos e desenvolve modelos relativos ao clima e à qualidade do ar, como o transporte, a dispersão, a transformação e a remoção de poluentes da atmosfera. Seu trabalho se concentra na interpretação de dados e no desenvolvimento e na transferência de tecnologia. As pesquisas buscam aperfeiçoar e incorporar às operações regulares a previsão de tendências, a dispersão de plumas de poluentes atmosféricos [en], a qualidade do ar, a deposição atmosférica e outras variáveis relacionadas.
O Laboratório Oceanográfico e Meteorológico do Atlântico, ou AOML, integra o OAR e fica em Miami, na Flórida. Suas pesquisas abrangem furacões, ecossistemas costeiros, oceanos e saúde humana, estudos climáticos, sistemas globais de carbono e observação dos oceanos. O AOML tem um Escritório do Diretor e três divisões científicas, de Oceanografia Física, de Química Oceânica e Ecossistemas e de Pesquisa de Furacões. O Escritório do Diretor supervisiona os programas científicos e os serviços financeiros, administrativos, de informática, divulgação, educação e gestão das instalações.
Os programas de pesquisa também contam com o Instituto Cooperativo de Estudos Marinhos e Atmosféricos, ou CIMAS, mantido em conjunto com a Escola Rosenstiel de Ciências Marinhas e Atmosféricas da Universidade de Miami. O CIMAS permite que cientistas do AOML e da universidade trabalhem juntos em áreas de interesse comum e facilita a participação de estudantes e pesquisadores visitantes. O AOML integra um conjunto de instituições de ensino e pesquisa marinha em Virginia Key, Miami, na Flórida.
Em 1977, o Laboratório Ambiental Marinho do Pacífico [en], ou PMEL, instalou com sucesso o primeiro medidor de correntes equatoriais ancorado, que deu início à rede Tropical Atmosphere Ocean [en], ou TAO. Em 1984, começou o programa Tropical Ocean-Global Atmosphere [en], ou TOGA.
O Boletim do Ártico [en] é uma atualização anual da NOAA sobre os efeitos das mudanças ambientais nos ecossistemas e nas comunidades da região. Em 2019, foi elaborado por 81 cientistas de doze países.
O Escritório de Operações Marítimas e Aéreas é responsável pelos navios, aeronaves e operações de mergulho da NOAA. A agência tem a maior frota de pesquisa do governo federal. Seu pessoal reúne funcionários públicos civis e oficiais comissionados do Corpo da NOAA [en]. O escritório é dirigido por um contra-almirante [en] de duas estrelas, que também comanda o Corpo da NOAA.
O Serviço Geodésico Nacional, ou NGS, é um dos principais órgãos de levantamentos geodésicos dos Estados Unidos.
O Sistema Nacional Integrado de Informações sobre Secas é um programa da NOAA com a atribuição de coordenar e integrar pesquisas sobre secas entre órgãos públicos. O programa usa parcerias federais, tribais, estaduais e locais já existentes para apoiar a criação de um sistema nacional de informação e alerta precoce de secas.

O Corpo de Oficiais Comissionados da NOAA [en] é um serviço uniformizado [en] formado por homens e mulheres que operam os navios e aeronaves da agência [en] e ocupam postos científicos e administrativos.






Em 2001, Susan Solomon, química atmosférica dos escritórios da NOAA em Boulder, Colorado, assumiu a presidência do grupo de trabalho de ciência do clima do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, ou IPCC. Com Qin Dahe, copresidente do Grupo de Trabalho I, ela elaborou o Quarto Relatório de Avaliação do IPCC, publicado em 2007 e abreviado como AR4. O IPCC, do qual Solomon e esses cientistas faziam parte, recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2007 em conjunto com o ex-vice-presidente Al Gore.
O furacão Dorian foi um ciclone tropical extremamente forte e destrutivo que devastou o noroeste das Bahamas e causou grandes danos ao sudeste dos Estados Unidos e ao Canadá Atlântico em setembro de 2019. Até 1.º de setembro, a NOAA havia divulgado um comunicado informando que a "trajetória prevista de Dorian não inclui o Alabama". Naquele dia, porém, o presidente Donald Trump publicou no Twitter que o Alabama, entre outros estados, "muito provavelmente será atingido com muito mais força do que o previsto".
Pouco depois, o escritório do Serviço Nacional de Meteorologia em Birmingham, Alabama, publicou uma mensagem que parecia contradizer Trump, afirmando que o estado "NÃO sofrerá efeitos de Dorian". Em 6 de setembro, a NOAA divulgou uma declaração de um porta-voz não identificado em apoio à afirmação de Trump de 1.º de setembro. A declaração também classificou como incorreta a mensagem em que o escritório de Birmingham havia contrariado o presidente. O The New York Times noticiou que a declaração de 6 de setembro havia sido motivada por uma ameaça do secretário de Comércio, Wilbur Ross, de demitir altos funcionários da NOAA caso não apoiassem a afirmação de Trump. O Departamento de Comércio classificou a notícia como "falsa".
O The Washington Post noticiou que a NOAA havia ordenado duas vezes aos funcionários do Serviço Nacional de Meteorologia que não expressassem "nenhuma opinião" sobre o furacão Dorian e que "se limitassem às previsões oficiais do Centro Nacional de Furacões". A primeira ordem veio após os comentários de Trump de 1.º de setembro e a mensagem do escritório de Birmingham que o contrariava. A segunda foi dada em 4 de setembro, depois que Trump exibiu um mapa de 29 de agosto alterado com um marcador preto para mostrar que o Dorian poderia atingir o Alabama.
Em 9 de setembro, durante uma reunião do NWS no Alabama, o diretor do serviço apoiou o escritório de Birmingham e afirmou que a equipe havia "evitado o pânico da população" e "garantido a segurança pública". Ele disse que, ao divulgar suas orientações, a equipe não sabia que as ligações telefônicas recebidas haviam sido motivadas pela publicação de Trump. O cientista-chefe [en] interino e administrador-assistente de pesquisa oceânica e atmosférica afirmou que estava "apurando as possíveis violações" da política de integridade científica da agência.

A bandeira da NOAA é uma adaptação da bandeira de um de seus órgãos antecessores, o Serviço Costeiro e Geodésico dos Estados Unidos [en]. Autorizada em 1899 e usada até 1970, a bandeira desse serviço era azul, com um círculo branco no centro e um triângulo vermelho no centro do círculo. O desenho remetia ao uso da triangulação na agrimensura, e a bandeira era hasteada nos navios do serviço.
Quando a NOAA foi criada em 1970 e incorporou os bens do Serviço Costeiro e Geodésico, adotou uma bandeira baseada na de seu antecessor. A bandeira manteve o desenho anterior e recebeu, no centro do triângulo vermelho, o logotipo da NOAA sem a inscrição "NOAA". O logotipo é um círculo dividido pela silhueta de uma ave marinha, com a parte superior azul-escura e a inferior azul-clara. Os navios comissionados [en] da NOAA hasteiam essa bandeira. Nos que têm apenas um mastro, ela fica imediatamente abaixo da flâmula de comissionamento ou da bandeira pessoal de uma autoridade civil ou de um oficial-general [en], quando um deles está a bordo. Nos navios com mais de um mastro, ela é hasteada no topo do mastro mais à proa. Os navios da NOAA usam a mesma bandeira de popa dos navios da Marinha dos Estados Unidos, e a bandeira da agência permite distingui-los.
No Brasil, previsões da NOAA são usadas na cobertura do tempo voltada à agricultura. Em setembro de 2020, o Notícias Agrícolas publicou uma previsão da agência sobre o retorno das chuvas ao Centro-Oeste e ao Sudeste. Informações do Centro Nacional de Furacões também foram usadas pelo G1 e pelo UOL na cobertura da chegada do furacão Sally à costa dos Estados Unidos, em setembro de 2020.
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