| Strategy Inc. | |
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Logotipo adotado em 2025 | |
| Nome comercial | Strategy |
| Nome(s) anterior(es) | MicroStrategy Incorporated (1989–2025) |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NASDAQ: MSTR (ações classe A) Componente do NASDAQ-100 |
| Atividade | Inteligência de negócios; software para dispositivos móveis; tesouraria de bitcoin |
| Fundação | 1989 |
| Fundador(es) | Michael Saylor, Sanju Bansal e Thomas Spahr |
| Sede | Tysons Corner, Virgínia, Estados Unidos |
| Pessoas-chave | Michael Saylor (presidente executivo do conselho) Phong Le (presidente e diretor executivo) |
| Empregados | 1.539 (2025) |
| Ativos | US$ 61,6 bilhões (2025) |
| Receita | US$ 477 milhões (2025) |
| Lucro | Prejuízo de US$ 5,4 bilhões (2025) |
| Renda líquida | Prejuízo de US$ 4,2 bilhões (2025) |
| Website | strategy.com strategysoftware.com |
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Strategy Inc., também apresentada como Strategy₿ e anteriormente denominada MicroStrategy, é uma empresa estadunidense de inteligência de negócios e software para dispositivos móveis. Fundada em 1989 por Michael Saylor, Sanju Bansal e Thomas Spahr, desenvolve programas para analisar dados internos e externos, apoiar decisões empresariais e criar aplicativos móveis. Tem capital aberto e sede em Tysons Corner, na Virgínia, parte da área metropolitana de Washington. Entre seus concorrentes em análise de negócios estão a Business Objects, da SAP SE, a Cognos, da IBM, e a plataforma de inteligência de negócios da Oracle Corporation. Michael, diretor executivo de 1989 a 2022, é presidente executivo do conselho de administração.
Desde 2020, os títulos da empresa passaram a ser considerados uma forma de exposição ao bitcoin, devido às reservas dessa criptomoeda mantidas pela companhia. Michael comparou o investimento a um fundo de índice alavancado de bitcoin à vista, embora a empresa não seja um fundo de investimento regulamentado. Em 17 de novembro de 2025, possuía mais de 650 mil bitcoins, avaliados então em aproximadamente US$ 59,69 bilhões, e era a maior detentora empresarial do ativo. A política de acumulação foi conduzida sobretudo por Michael. Em documento divulgado em 2 de novembro de 2026, a companhia informou que possuía 849.327 bitcoins no dia anterior, adquiridos por US$ 64,08 bilhões, incluindo taxas e despesas.

Michael fundou a MicroStrategy em 1989, a partir de um contrato de consultoria com a DuPont, que forneceu US$ 250 mil de capital inicial e espaço para escritórios em Wilmington, no Delaware. Sanju Bansal, que conhecera Michael quando ambos estudavam no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), juntou-se à empresa como cofundador. A companhia desenvolvia programas de mineração de dados e inteligência de negócios que empregavam matemática não linear, ideia inspirada em uma disciplina de teoria da dinâmica de sistemas cursada pelos fundadores no MIT.
Em 1992, a MicroStrategy conquistou seu primeiro grande cliente ao firmar um contrato de US$ 10 milhões com o McDonald's. Entre 1990 e 1996, duplicou sua receita a cada ano. Em 1994, transferiu os escritórios e seus 50 funcionários do Delaware para Tysons Corner.
Em 11 de junho de 1998, abriu seu capital na NASDAQ, sob o código MSTR. As ações foram oferecidas a US$ 12 cada; a documentação da Securities and Exchange Commission registra uma oferta de 4,4 milhões de ações ordinárias.
Em 2000, a MicroStrategy criou a Alarm.com como parte de sua unidade de pesquisa e desenvolvimento. Em 20 de março daquele ano, após revisar suas práticas contábeis, anunciou que reapresentaria os resultados dos dois exercícios anteriores. O preço da ação, que em um ano passara de US$ 7 para até US$ 333, caiu US$ 140, ou 62%, em um dia, episódio associado ao estouro da bolha da Internet.
Após o anúncio de que as receitas de 1998 e 1999 haviam sido significativamente superestimadas, foram propostas aproximadamente duas dezenas de ações coletivas por fraude com valores mobiliários contra a companhia no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste da Virgínia. Em dezembro de 2000, a SEC apresentou acusações contra a empresa e seus executivos. Também foi ajuizada uma ação por fraude contra a MicroStrategy e alguns de seus dirigentes. Naquele mês, Michael, Sanju e o antigo diretor financeiro celebraram um acordo com a SEC sem admitir irregularidades, pagando US$ 350 mil cada em multas e, conjuntamente, US$ 10 milhões em restituição de ganhos. A empresa também fez um acordo e contratou um diretor independente para acompanhar o cumprimento das normas.
Em fevereiro de 2009, a MicroStrategy vendeu a Alarm.com à empresa de capital de risco ABS Capital Partners por US$ 27,7 milhões. A companhia introduziu serviços de OLAP com cache compartilhado de conjuntos de dados para acelerar relatórios e consultas ad hoc. Em 2010, passou a desenvolver e implantar programas de inteligência de negócios para plataformas móveis, como iPhone e iPad. Em 2011, ampliou sua oferta com o serviço em nuvem MicroStrategy Cloud. Em 2013, vendeu a Angel à Genesys Telecommunications Laboratories por US$ 110 milhões.
Em agosto de 2022, a procuradoria-geral do Distrito de Colúmbia processou Michael por fraude tributária, acusando-o de evitar ilegalmente mais de US$ 25 milhões em impostos distritais ao declarar residência em outras jurisdições. A MicroStrategy foi acusada de colaborar com a evasão ao informar incorretamente o endereço residencial de Michael às autoridades tributárias locais e federais e deixar de reter impostos devidos ao distrito. A empresa afirmou que se tratava de uma questão tributária pessoal de Michael, classificou as alegações contra si como falsas e declarou que contestaria a ação. Em junho de 2024, Michael e a MicroStrategy celebraram um acordo de US$ 40 milhões com o Distrito de Colúmbia.
Michael deixou o cargo de diretor executivo em 8 de agosto de 2022, sendo sucedido por Phong Le, até então presidente da companhia. Permaneceu como presidente executivo do conselho. No comunicado sobre a mudança, afirmou que se concentraria na estratégia de aquisição de bitcoins, enquanto Phong administraria as operações gerais da empresa. Em fevereiro de 2025, a MicroStrategy adotou a marca Strategy.
Em agosto de 2020, a MicroStrategy investiu US$ 250 milhões em bitcoin como ativo de reserva de tesouraria, citando a redução dos rendimentos do caixa, o enfraquecimento do dólar e outros fatores macroeconômicos globais. A empresa realizou novas compras de grande porte. Em 19 de setembro de 2022, ela e suas subsidiárias detinham aproximadamente 130 mil bitcoins, adquiridos por US$ 3,98 bilhões, ao preço médio de US$ 30.639 por unidade. Michael foi descrito como responsável por direcionar quase todos os recursos disponíveis da Strategy à criptomoeda.
Em uma apresentação de resultados trimestrais em 3 de maio de 2022, o então diretor financeiro Phong Le afirmou que a companhia enfrentaria uma chamada de margem se a cotação do bitcoin caísse para cerca de US$ 21 mil. Isso a obrigaria a vender parte das reservas, mas Phong acrescentou que seria possível oferecer garantias adicionais para evitar essa situação. Quando a cotação caiu para aproximadamente US$ 20.800, em junho de 2022, a empresa declarou que não recebera chamada de margem e que dispunha de capital suficiente para suportar mais volatilidade. Em 22 de dezembro de 2022, vendeu bitcoins pela primeira vez: 704 unidades, por cerca de US$ 11,8 milhões.
Em 25 de setembro de 2023, anunciou que, entre 1.º de agosto e 24 de setembro, ela e suas subsidiárias haviam adquirido 5.445 bitcoins por US$ 147,3 milhões em dinheiro, ao preço médio de US$ 27.053 por unidade, incluindo taxas e despesas.
Em 8 de dezembro de 2024, as reservas somavam 423.650 bitcoins, avaliados em US$ 42,43 bilhões, tornando a MicroStrategy a maior detentora empresarial do ativo. Assim como outras empresas de tesouraria de criptomoedas, não disponibilizava dados da cadeia de blocos que permitissem a verificação pública de suas reservas. No mês iniciado em 11 de novembro de 2024, comprou 149.880 bitcoins. A valorização associada a essas reservas contribuiu para sua inclusão no NASDAQ-100, efetivada em 23 de dezembro de 2024. Entre 7 e 13 de julho de 2025, adquiriu mais 4.225 bitcoins por US$ 472,5 milhões, ao preço médio de US$ 111.827.
No segundo e no terceiro trimestres de 2025, a Strategy lançou quatro instrumentos de crédito, no total de US$ 4 bilhões, e indicou que lançaria outros. Michael disse à Bloomberg que se tratava de títulos perpétuos de alto rendimento destinados a reduzir a exposição dos investidores à volatilidade e aos riscos do bitcoin.
No fim de novembro de 2025, a Forbes informou que as ações haviam recuado 60% em relação ao ano anterior e que o valor de mercado da empresa caíra para US$ 49 bilhões, abaixo dos US$ 56 bilhões em bitcoins que detinha. Posteriormente, Phong Le admitiu a possibilidade de venda de bitcoins pela companhia. Observadores do mercado apontaram essa declaração como um dos fatores da queda da criptomoeda para menos de US$ 86 mil no início de dezembro de 2025.
No terceiro trimestre de 2026, encerrado em 30 de setembro, a Strategy registrou receita de US$ 125,4 milhões, ante US$ 128,7 milhões no mesmo trimestre de 2025. O lucro operacional foi de US$ 20,91 bilhões e o lucro líquido de US$ 19,53 bilhões. O resultado operacional incluiu US$ 20,91 bilhões de ganhos com ativos digitais, portanto não correspondeu apenas à receita do negócio de software. No mesmo comunicado, a companhia informou que Andrew Kang deixaria o cargo de diretor financeiro em 5 de novembro de 2026, com Phong Le assumindo interinamente as funções financeiras e Reza Virasteh previsto para assumir em 1.º de janeiro de 2027.
Entre 26 de outubro e 1.º de novembro de 2026, a empresa adquiriu 811 bitcoins por US$ 65,5 milhões, ao preço médio de US$ 80.846. As reservas passaram a 849.327 bitcoins, com custo total de US$ 64,08 bilhões e custo médio de US$ 75.451 por unidade, incluindo taxas e despesas. Na mesma data, informou uma reserva de US$ 4,79 bilhões em dólares e US$ 132,7 milhões em caixa em dólares.
| Strategy | |
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| Desenvolvedor | Strategy Inc. |
| Lançamento estável | Edição de outubro de 2026
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| Sistema operacional | Microsoft Windows e Linux |
| Tipo | Inteligência de negócios |
| Licença | Trialware |
| Website | software.strategy.com |
A plataforma de análise de dados da empresa, anteriormente denominada MicroStrategy e Strategy One, passou a apresentar edições mensais sob a marca Strategy a partir de julho de 2026. A documentação do fabricante lista a edição de outubro de 2026. Entre suas funções estão análise de autosserviço, relatórios empresariais, aplicações analíticas incorporadas e acesso por meio da nuvem. A edição de outubro de 2026 acrescentou, entre outras funções do Mosaic Studio, fontes de dados em Python, importação automática de descrições de tabelas e colunas do Google BigQuery e novas políticas de atualização de modelos.
O MicroStrategy 2019 foi lançado em 7 de janeiro de 2019. Foi sucedido pelo MicroStrategy 2020. A versão de 2019 procurava melhorar a conexão com fontes de dados e aplicativos e facilitar o desenvolvimento de aplicações móveis. Também oferecia detecção de identidade por Bluetooth e recursos de voz. Antes disso, a suíte MicroStrategy 10 reunia MicroStrategy Analytics, MicroStrategy Mobile e Usher. A versão 10.10, lançada em dezembro de 2017, acrescentou o MicroStrategy Workstation. A suíte empregava inteligência de negócios e análise preditiva para pesquisar e analisar grandes volumes de dados de diferentes origens, como armazéns de dados, arquivos do Microsoft Excel e distribuições do Apache Hadoop. Os sistemas AIX e Solaris também foram atendidos por versões anteriores, mas deixaram de ser suportados.
O MicroStrategy Mobile, introduzido em 2010, incorporava funções analíticas a aplicativos de iPhone, iPad, Android e BlackBerry. O Usher é um produto de credenciais digitais e inteligência de identidade que permite às organizações controlar acessos físicos e digitais. Substitui crachás e senhas por distintivos digitais seguros e produz informações sobre o comportamento dos usuários e a utilização de recursos.
Em outubro de 2026, a operação brasileira atendia mais de 150 clientes, entre eles Banco Central, Procuradoria-Geral da República, Bradesco Seguros, Totvs e TIM. Segundo o diretor regional Mariano Urman, a empresa pretendia migrar essa base para a plataforma Mosaic em dois anos, e entre 50% e 60% dos clientes já estavam no processo. O Mosaic organiza definições, regras e permissões de dados usados por ferramentas de análise e inteligência artificial.
No Brasil, o modelo de tesouraria em bitcoin da Strategy serviu de referência para iniciativas da Méliuz e da OranjeBTC, segundo reportagem da Exame publicada em maio de 2026.