Andaluzia
Andalucía | |
|---|---|
| Hino | Hino da Andaluzia |
| Lema | Andalucía por sí, para España y la Humanidad Andaluzia por si, para a Espanha e para a humanidade |
| Gentílico | andaluz |
| Capital | Sevilha |
| Governo | |
| • Presidente | Juan Manuel Moreno Bonilla (PP) |
| Área | |
| • Total | 87 599 km² |
| Altitude máx.Mulhacén | 3 478 m |
| População | |
| • Total (2026) | 8 778 051 hab. |
| Densidade | 100,2 hab./km² |
| Estimativa provisória de 1 de julho | |
| Províncias | Almeria, Cádis, Córdova, Granada, Huelva, Xaém, Málaga e Sevilha |
| Idioma oficial | Castelhano |
| Estatuto de autonomia | 30 de dezembro de 1981 19 de março de 2007 |
| ISO 3166-2 | ES-AN |
| Congresso Senado | 61 assentos 40 assentos |
| Principais festividades | 28 de fevereiro, Dia da Andaluzia |
| Sítio | https://www.juntadeandalucia.es/ |
| Dados administrativos e econômicos | |
| Condição estatutária | Nacionalidade histórica |
| Parlamento | Parlamento da Andaluzia |
| Municípios | 785 |
| PIB nominal | 227,356 bilhões de euros, 2025 |
| PIB por habitante | 26.091 euros, 2025 |
| IDH | 0,889, muito alto, 2023 |
| Moeda | Euro |
| Fuso horário | UTC+1, UTC+2 no verão |
| Desemprego | 14,9%, segundo trimestre de 2025 |
| Área relativa | 17,3% da área da Espanha |
Andaluzia é uma comunidade autônoma da Espanha, no sul da Península Ibérica, reconhecida como nacionalidade histórica por seu estatuto de autonomia. Sua capital é Sevilha, onde ficam a presidência e o parlamento da Junta da Andaluzia, enquanto o tribunal superior de justiça tem sede em Granada. É a comunidade autônoma mais populosa do país e a segunda em extensão, depois de Castela e Leão.
Dividida em oito províncias, faz fronteira com Portugal a oeste, com a Estremadura e Castela-Mancha a norte, com a Região de Múrcia a leste e com Gibraltar no extremo sul. Seu litoral se divide entre o oceano Atlântico e o mar Mediterrâneo, que se encontram no estreito de Gibraltar, diante da costa africana. A Serra Morena, a cordilheira Bética e o vale do Guadalquivir formam suas três grandes unidades de relevo.
Povoada desde a Pré-História, a região recebeu tartéssios, iberos, fenícios, cartagineses, romanos, bizantinos e visigodos. Durante o domínio islâmico, Córdova, Sevilha e Granada foram capitais de estados de Al-Andalus. A expansão da Coroa de Castela terminou com a conquista do Reino Nacérida em 1492. A presença muçulmana, judaica e cristã, as migrações e a participação no comércio atlântico compõem a história de sua população e de suas cidades.
A autonomia foi aprovada no contexto da transição espanhola para a democracia, depois das manifestações de 1977 e do referendo de 28 de fevereiro de 1980. O primeiro estatuto foi aprovado em 1981 e reformado em 2007. A organização política reúne o parlamento eleito, a presidência e o conselho de governo, sob o sistema constitucional espanhol.
A produção de azeite, a mineração, a construção aeronáutica e o turismo estão entre as atividades da economia regional. As cidades e o litoral concentram grande parte da população, enquanto o interior reúne áreas agrícolas e florestais. O Flamenco, a literatura, as festas e a arquitetura de épocas diferentes fazem parte de uma cultura que também se desenvolveu em contato com Portugal, o norte da África e a América.
Em português, o nome da região é "Andaluzia" e seu gentílico é "andaluz". O gentílico tem origem no árabe andalus. A tradição lexicográfica portuguesa também admite "Andaluz" como nome histórico para Al-Andalus, com variantes de grafia que não devem ser confundidas com a designação da comunidade autônoma.
No castelhano, "Andalucía" foi empregado no século XIII sob a forma "el Andalucía", como adaptação de al-Andalusiya, adjetivo e gentílico árabe de al-Andalus. Este último nome foi usado para os territórios ibéricos sob governo islâmico entre 711 e 1492, cujos limites mudaram ao longo desses séculos.
A hipótese que deriva al-Andalus de Vandalia ou Vandalusia, "terra dos vândalos", difundiu-se a partir do século XVI, mas foi rejeitada por estudos posteriores. A hipótese visigótica propõe o nome reconstruído *Landahlauts, relacionado à distribuição de terras por sorteio. Os lotes recebidos pelos godos eram chamados em latim sortes Gothicae, e a expressão Gothica sors também designava o reino. Heinz Halm propôs que a forma gótica, com o sentido de "terra do sorteio", teria dado origem ao nome árabe. Outra hipótese, defendida por Joaquín Vallvé, parte do latim Atlanticum. Essas interpretações situam a formação do nome antes da conquista islâmica.
Nas etapas finais da Reconquista, "Andalucía" podia designar o sul peninsular ainda sob domínio muçulmano, um território que não coincidia com o da comunidade autônoma. Na Primera Crónica General, escrita na segunda metade do século XIII sob Afonso X, tinha três usos:
Como parte dos conquistadores e povoadores de Granada veio dos demais reinos andaluzes, o nome passou a abranger os quatro territórios durante a Idade Moderna. A expressão "quatro reinos da Andaluzia" já era usada em meados do século XVIII. O nome informal "Castela Novíssima" também foi empregado, em sequência às designações Castela Velha e Castela Nova, seguindo a ordem das conquistas cristãs.


O brasão tem a figura de um jovem Hércules entre as duas colunas de Hércules, que a tradição situa no estreito de Gibraltar. Abaixo da figura, sobre as cores da bandeira andaluza, está a inscrição "Andalucía por sí, para España y la Humanidad", em português, "Andaluzia por si, para a Espanha e para a humanidade". Um arco une as colunas e traz as palavras latinas Dominator Hercules Fundator.
A bandeira tem três faixas horizontais de igual largura, verde, branca e verde, com o brasão sobre a faixa central. Foi concebida por Blas Infante e aprovada na Assembleia de Ronda, em 1918. Para Blas Infante, o verde expressava esperança e união, e o branco, paz e diálogo. A escolha também vinha de sua interpretação de que essas cores haviam sido empregadas com frequência no território andaluz.
O hino foi composto por José del Castillo Díaz, diretor da banda municipal de Sevilha, chamado Maestro Castillo, com letra de Blas Infante. A melodia foi adaptada do Santo Dios, canto religioso entoado durante a colheita por camponeses e trabalhadores das províncias de Málaga, Sevilha e Huelva. Blas Infante apresentou o canto ao compositor, que o harmonizou. A letra pede "terra e liberdade", com referências à reforma agrária e à autonomia política da Andaluzia dentro da Espanha.
Em 1983, o parlamento andaluz aprovou por unanimidade o reconhecimento de Blas Infante como "Pai da Pátria Andaluza". A designação foi incorporada ao preâmbulo do estatuto reformado, aprovado em referendo em 18 de fevereiro de 2007.
O Dia da Andaluzia é celebrado em 28 de fevereiro, aniversário do referendo de 1980 sobre a iniciativa de autonomia. A votação permitiu seguir o procedimento do artigo 151 da Constituição espanhola, que dava acesso a um nível mais amplo de autogoverno. A Andaluzia não havia aprovado um estatuto durante a Segunda República, cujo projeto foi interrompido pela Guerra Civil.
A Junta da Andaluzia concede o título de Hijo Predilecto de Andalucía a pessoas cujos trabalhos ou atividades científicas, sociais ou políticas tenham beneficiado a região. É a mais alta distinção da comunidade autônoma.

O relevo divide o território entre a Serra Morena, o vale do Guadalquivir e a cordilheira Penibética. Antonio Domínguez Ortiz reuniu essas diferenças em uma interpretação que relaciona a geografia à maneira como os habitantes entendem a região:
[...] é preciso buscar a essência da Andaluzia em sua realidade geográfica, de um lado, e, de outro, na consciência de seus habitantes. Do ponto de vista geográfico, o conjunto das terras meridionais é amplo e diverso demais para abranger todas em uma unidade. Na realidade, não há duas, mas três Andaluzias: a Serra Morena, o Vale e a Penibética [...]
As diferenças entre essas áreas resultam da combinação do relevo com os demais fatores físicos que atuam no ambiente.


A Andaluzia ocupa cerca de 87,6 mil km², aproximadamente 17,3% do território espanhol. O Mediterrâneo banha seu litoral meridional e sudeste, e o Atlântico, o sudoeste. A oeste fica Portugal. A Serra Morena separa o território da Meseta ao norte, e o estreito de Gibraltar o separa da África ao sul.
Entre as latitudes de 36° e 38°44′ N, a região fica na faixa temperada de verões quentes e secos. As planícies do Guadalquivir descem até o nível do mar, enquanto a Serra Nevada tem as maiores altitudes da península Ibérica. A aridez do deserto de Tabernas contrasta com as chuvas da serra de Grazalema. Em cerca de 50 km, passa-se dos cumes nevados do Mulhacén ao litoral subtropical de Granada.

O clima mediterrânico tem verões secos sob a ação do anticiclone dos Açores, com altas temperaturas e episódios de chuva torrencial. No inverno, os anticiclones subtropicais se deslocam para o sul e permitem a passagem de frentes polares. As chuvas se concentram no outono, no inverno e na primavera, com temperaturas mais amenas nas áreas baixas. A disposição das montanhas e a proximidade de dois mares com características diferentes produzem variações de clima dentro da região.
A precipitação diminui em geral de oeste para leste. A serra de Grazalema está entre as áreas mais chuvosas da Espanha e teve 4.346 mm em 1963. No cabo de Gata, a precipitação média anual fica em torno de 117 mm. A porção mais úmida da Andaluzia abrange sobretudo as montanhas da serrania de Ronda e de Grazalema, enquanto o vale do Guadalquivir tem valores intermediários. Em Almeria fica o deserto de Tabernas. Há cerca de 75 dias de chuva por ano, que caem para aproximadamente 50 nas zonas mais áridas. Em grande parte da região, o sol aparece em mais de 300 dias por ano.
As médias de 1961 a 1990 superavam 16 °C em grande parte do território, com 18,5 °C em Málaga e 15,1 °C em Baeza. No vale do Guadalquivir e no litoral mediterrânico, a média anual ficava em torno de 18 °C. Janeiro era o mês mais frio, com média de 6,4 °C em Granada, enquanto julho e agosto eram os mais quentes, com valores próximos de 28,5 °C. Córdova e Sevilha estavam entre as capitais provinciais com maiores temperaturas de verão.
O vale do Guadalquivir tem alguns dos registros mais altos de temperatura da Espanha. Compilações anteriores da AEMET incluíam máximas de 46,9 °C em Córdova e 46,8 °C em El Granado, em Huelva. Em 13 de julho de 2017, as primeiras divulgações do episódio de calor de Montoro informaram 47,3 °C, valor depois validado pela AEMET em 47,2 °C. Em 14 de agosto de 2021, La Rambla, na província de Córdova, atingiu 47,6 °C, acima dos 47,4 °C medidos em Montoro naquele mesmo dia. O registro de La Rambla foi recuperado de uma estação que havia interrompido a transmissão e validado em 2022.
As serras de Granada e Xaém têm as menores temperaturas do sul peninsular. Na onda de frio de janeiro de 2005, foram medidos −21 °C em Santiago de la Espada e −18 °C em Pradollano. A Serra Nevada tem médias anuais baixas, de cerca de 3,9 °C em Pradollano, e seus cumes mantêm neve durante grande parte do ano.

O traçado das montanhas orienta as chuvas e os rios, interfere na formação e na erosão dos solos e diferencia os pisos bioclimáticos e limita os usos agrícolas e florestais. Cerca de 15% do território fica acima de mil metros, enquanto parte da depressão Bética está abaixo de cem metros. No litoral atlântico predominam praias e costas baixas. O Mediterrâneo tem mais falésias, sobretudo na Axarquía de Málaga e nas províncias de Granada e Almeria.
As três unidades de relevo diferenciam a Alta Andaluzia da Baixa Andaluzia:

Entre os rios andaluzes que deságuam no Atlântico estão o Rio Guadiana, o Piedras, o Rio Odiel, o Tinto, o Genil, o Rio Guadalquivir, o Rio Guadalete e o Barbate. A vertente mediterrânica reúne o Guadiaro, o Guadalhorce, o Guadalmedina, o Guadalfeo, o Andarax, também chamado rio Almeria, e o Almanzora. Com 657 km, o Guadalquivir é o maior rio da Andaluzia e o quinto da península Ibérica. Nasce na serra de Cazorla, atravessa Córdova e Sevilha e chega ao Atlântico em Sanlúcar de Barrameda.
Os rios atlânticos percorrem em geral vales extensos e de pouca declividade. Na foz, formam estuários e áreas alagadas, como as marismas do Guadalquivir, em Doñana, e as do Odiel. Os rios mediterrânicos são mais curtos, sazonais e íngremes, com estuários menores e vales menos amplos para a agricultura. A posição a sotavento das cordilheiras Béticas reduz a chuva e a vazão em parte dessas bacias.
A organização hidrográfica reúne a bacia do Guadalquivir, as bacias atlânticas de Guadalete-Barbate e Tinto-Odiel, a porção andaluza do Guadiana e as bacias mediterrânicas. Uma pequena parte da região também pertence à bacia do Segura.

A formação dos solos depende do clima, das rochas, do relevo e dos seres vivos. Na Andaluzia, esses fatores permitem distinguir três conjuntos, correspondentes à Serra Morena, às cordilheiras Béticas e às depressões. Na Serra Morena, predominam solos ácidos, pouco profundos e pobres, usados sobretudo como áreas florestais. Nos vales e terrenos calcários, há solos mais profundos que permitem cultivar cereais, frequentemente junto à criação de animais.
Nas cordilheiras Béticas, a diversidade das rochas e das formas do terreno produz solos diferentes em distâncias curtas. No Subbético, materiais básicos e relevo ondulado favorecem solos mais profundos, usados sobretudo para o cultivo de oliveiras. A depressão Bética e o sulco Intrabético têm solos profundos e férteis. Os solos aluviais de textura equilibrada permitem culturas intensivas irrigadas no vale do Guadalquivir e na veiga de Granada.
Nas partes baixas das campinas, materiais calcários antigos deram origem a solos argilosos profundos, os suelos de bujeo, também chamados terras negras andaluzas. Neles predominam culturas herbáceas de sequeiro. Nas áreas onduladas, os solos de albariza são usados no cultivo de videiras. Os solos arenosos pouco consolidados do litoral de Huelva e Almeria também são usados para o cultivo protegido de hortaliças, morangos, framboesas e mirtilos.

Na divisão biogeográfica, a Andaluzia pertence ao reino Holártico, à região Mediterrânica e à sub-região Mediterrânica Ocidental. Seu território abrange os setores Mariânico-Monchiquense, Gaditano-Aljíbico e Onubense, Béticos, Almeriense e Manchego, distribuídos por províncias e subprovíncias corológicas ibéricas.
A vegetação mediterrânica tem folhas perenes e adaptações para suportar o verão seco. A azinheira é a árvore dominante das formações climácicas. Também ocorrem sobreiros, pinheiros e abietos-espanhóis, além de oliveiras e amendoeiras cultivadas. No estrato arbustivo, crescem plantas espinhosas e aromáticas, como alecrim, tomilho e esteva. Nas zonas mais úmidas e ácidas há carvalhos e sobreiros, além de plantações de eucalipto. Em 2019, haviam sido catalogados mais de 3.800 tipos de cogumelos e trufas na região. Ao longo dos rios, há matas de galeria com álamos e olmos. O cultivo de choupos também ocorre na veiga de Granada.

Mais de quatrocentas das cerca de 630 espécies de vertebrados contadas na Espanha em uma síntese de 2003 viviam na Andaluzia. A posição entre o Mediterrâneo, o Atlântico e o estreito de Gibraltar torna a região uma passagem de aves que migram entre a Europa e a África. Nos ambientes alagados convivem espécies de origem africana, como a galeirão-de-crista, o camão e o flamingo-comum, com aves do norte europeu, como o ganso-bravo. Entre as aves de rapina há a águia-imperial-ibérica, o grifo e milhafres.
Entre os herbívoros estão cervos, gamos, corços, muflões e a cabra-montês. Esta última disputa áreas com o arruí, introduzido da África para a caça na década de 1970. Lebres e coelhos alimentam parte dos carnívoros da mata mediterrânica. O javali também é caçado na região. Entre os carnívoros menores estão lontras, raposas, texugos, toirão, doninhas, gato-bravo, geneta e sacarrabos.
O lince-ibérico e o lobo-ibérico integravam a fauna de Doñana, Serra Morena e Despeñaperros mencionada nas sínteses do início do século XXI. A situação do lobo se alterou: em 2025, a Junta da Andaluzia comunicou que a espécie estava extinta em estado selvagem na região desde 2015, com base em uma avaliação populacional de 2023. Os resultados foram apresentados aos órgãos de biodiversidade em 2024.
Outros vertebrados da região são o sardão, a víbora-cornuda e o peixe Aphanius baeticus, chamado salinete em espanhol e ameaçado de extinção.

Plantas e animais introduzidos podem se espalhar por ambientes andaluzes, competir com espécies nativas e reduzir suas populações. O Programa Andaluz para o Controle de Espécies Exóticas Invasoras reúne o acompanhamento e as medidas de controle dessas espécies. Entre as formas de introdução estão o abandono de animais de estimação, o deslocamento de organismos depois da destruição de seus ambientes e introduções deliberadas para a pesca, a silvicultura ou o controle de outro organismo. As ações de manejo procuram reduzir as populações invasoras e seus efeitos sobre a fauna e a flora nativas.

Nas montanhas, áreas alagadas, costas e zonas semiáridas, a criação de áreas protegidas busca conciliar a conservação com os usos econômicos desses ambientes. A Rede de Espaços Naturais Protegidos da Andaluzia, RENPA, reúne áreas amparadas por leis regionais, nacionais e europeias ou por acordos internacionais.
A configuração consultada em 2026 reúne 311 espaços naturais protegidos, com sobreposição de classificações. Na legislação nacional e regional, são três parques nacionais, 24 parques naturais, 28 reservas naturais, 32 sítios naturais, duas paisagens protegidas, sessenta monumentos naturais, cinco reservas concertadas e 21 parques periurbanos. A rede Natura 2000 acrescenta 63 zonas de proteção de aves e 189 zonas especiais de conservação. Nos acordos internacionais, há nove reservas da biosfera, três geoparques, 25 sítios Ramsar e quatro áreas especialmente protegidas de interesse mediterrânico. A rede ocupa cerca de 2,9 milhões de hectares.
Como um mesmo território pode ter mais de uma classificação, a rede distingue os espaços protegidos das áreas geográficas contínuas que eles ocupam. O mapa atualizado em fevereiro de 2026 reúne 249 dessas áreas.

Entre essas áreas estão o Parque Natural das Serras de Cazorla, Segura e Las Villas, o parque nacional da Serra Nevada, Doñana, o deserto de Tabernas e o cabo de Gata-Níjar.

A proposta de reunir as províncias meridionais da Espanha em uma mesma região administrativa ganhou forma na segunda metade do século XIX. O movimento autonomista se organizou durante o reinado de Afonso XIII e a Segunda República, com a atuação de Blas Infante. A Assembleia de Córdova reuniu representantes das oito províncias entre 29 e 31 de janeiro de 1933. As divergências sobre a oportunidade do estatuto levaram a maior parte dos delegados das províncias orientais e de Huelva a abandonar a reunião. Os participantes aprovaram um anteprojeto de bases para a descentralização política e administrativa. O processo foi interrompido pela Guerra Civil e pela ditadura. A autonomia só seria alcançada depois do referendo de 1980 e da aprovação do estatuto em 1981.
A posição entre a Europa e a África, o Atlântico e o Mediterrâneo, junto às jazidas minerais e às terras agrícolas, favoreceu os contatos com outros povos desde a Idade dos Metais. Uma das hipóteses sobre o povoamento europeu considera a travessia do estreito de Gibraltar por hominíneos, como hipótese para o povoamento da região. As culturas de Cultura de Los Millares, El Argar e Tartesso mantiveram contatos com o Mediterrâneo oriental. A instalação de fenícios e gregos no litoral, atraídos em parte pelos minérios, ocorreu durante a passagem da Pré-História para a Proto-História. Cádis e Málaga estão entre as cidades de fundação fenícia da região.

A conquista romana incorporou o território à Hispânia Ulterior e, depois, à província da Hispânia Bética. A romanização acompanhou o crescimento urbano, a agricultura comercial e a participação de famílias locais na administração imperial. A Bética foi uma província senatorial e deu origem a magistrados, senadores e aos imperadores Trajano e Adriano. A produção de vinho e azeite estava entre suas atividades econômicas.
As invasões de vândalos e visigodos alteraram o governo, mas parte dos grandes proprietários bético-romanos conservou autonomia diante de Toledo nos séculos V e VI. Nesse período viveram Isidoro de Sevilha e Hermenegildo.

Em 711, a batalha de Guadalete foi seguida pela conquista muçulmana da península Ibérica. O território andaluz abrigou as capitais de estados islâmicos, e Córdova se tornou um centro de administração, comércio e estudo. O emirado omíada foi sucedido pelo Califado de Córdova, proclamado por Abderramão III em 929, e governado depois por Aláqueme II.
A crise do século XI fragmentou o califado em reinos de Taifa. Os reinos cristãos do norte ampliaram suas conquistas, enquanto os impérios norte-africanos almorávida e almóada intervieram na península, estabelecendo centros de governo em Granada e Sevilha. A alternância entre a reunião do território e sua fragmentação deu origem a sucessivas gerações de taifas. O reino nacérida de Granada foi o último estado muçulmano da península.
No século XIII, Fernando III de Castela conquistou o vale do Guadalquivir. A região permaneceu dividida entre territórios castelhanos e o reino de Granada até 1492, quando a conquista de Granada encerrou o governo nacérida. A Alhambra e a mesquita de Córdova estão entre os edifícios preservados do período islâmico.

Depois de 1492, o governo castelhano promoveu a conversão religiosa e o reassentamento do território. A população muçulmana convertida, chamada mourisca, foi dispersada depois da revolta das Alpujarras e expulsa da monarquia no início do século XVII. Parte dos expulsos se estabeleceu no norte da África. A presença de ciganos na região também remonta ao século XV.
No século XVI, Sevilha concentrou o comércio com a América por meio da Casa de Contratação. A instituição foi transferida para Cádis no século XVIII. A navegação, o comércio e a migração andaluza participaram da colonização espanhola da América. No mesmo período, emigrantes da Andaluzia e da Estremadura se estabeleceram na Nova Espanha, inclusive nos territórios de Veracruz, Hidalgo, do estado do México e de El Bajío.
As despesas da Coroa com suas campanhas europeias limitaram a acumulação de recursos na região. A crise econômica e social do século XVII também esteve no pano de fundo da conspiração nobiliárquica de 1641 contra o governo do conde-duque de Olivares. As reformas bourbônicas do século XVIII não reverteram a perda de posição econômica da Espanha, e a independência das colônias americanas alterou as rotas comerciais andaluzas.

A Guerra Peninsular e a independência das colônias afetaram a economia. O século XIX foi atravessado por revoltas, banditismo rural e disputas políticas. A revolução de 1868 derrubou Isabel II. Depois da Primeira República, a monarquia foi restaurada sob Afonso XII. Em 1883, a Constituição Federal de Antequera propôs um estado andaluz em uma federação hispânica.
A indústria cresceu em parte do século XIX. Em 1856, a Andaluzia era a segunda região espanhola em grau de industrialização. Entre esse ano e 1900, tinha índices acima da média nacional nos ramos de alimentos, metalurgia, química e cerâmica. A partir de 1915, essa posição se restringiu à indústria alimentar e à química. Um século depois de 1856, seu índice de industrialização estava abaixo de metade da média espanhola.

A ditadura de Primo de Rivera governou a Espanha entre 1923 e 1930. A Segunda República tentou enfrentar o analfabetismo e a concentração da propriedade rural. A Guerra Civil interrompeu esses projetos e o movimento de autonomia. Com a vitória franquista em 1939, as medidas de reforma agrária foram desfeitas. A indústria, o turismo e os transportes cresceram em etapas posteriores da ditadura.

Com a morte de Francisco Franco, em 1975, a Espanha iniciou a transição democrática. A formação da comunidade autônoma não eliminou as diferenças econômicas em relação a outras regiões. No início da década de 2010, a Andaluzia tinha uma das maiores taxas de desemprego da União Europeia e renda por habitante inferior à média espanhola. Em 1992, Sevilha recebeu a exposição universal e foi ligada a Madri pela primeira linha espanhola de trens de alta velocidade.
O estatuto de 2007 retomou, em seu preâmbulo, a trajetória do autonomismo andaluz e sua relação com a Constituição espanhola:
O Manifesto Andaluzista de Córdova definiu a Andaluzia como realidade nacional em 1919, cujo espírito os andaluzes encaminharam plenamente por meio do processo de autogoverno previsto em nossa Carta Magna. Em 1978, os andaluzes deram amplo apoio ao consenso constitucional. Hoje, a Constituição, em seu artigo 2, reconhece a Andaluzia como uma nacionalidade no quadro da unidade indissolúvel da nação espanhola.
— Preâmbulo do Estatuto de Autonomia de 2007, tradução do espanhol
A Andaluzia obteve autonomia pelo procedimento previsto no artigo 151 da Constituição espanhola de 1978, que exigia a aprovação da iniciativa pela maioria absoluta dos eleitores da futura comunidade e de cada uma de suas províncias. O requisito dizia respeito a todos os eleitores inscritos, e não apenas aos votos depositados. No referendo de 28 de fevereiro de 1980, a proposta recebeu apoio majoritário no conjunto da Andaluzia, mas a abstenção em Almeria impediu que a província atingisse a maioria do eleitorado, embora a maioria dos votantes tivesse aprovado a iniciativa. O artigo 151 previa uma espera de cinco anos em caso de fracasso. A continuidade do processo levou em conta a maioria obtida na região.
O Estatuto de Autonomia, aprovado pela Lei Orgânica 6/1981, de 30 de dezembro, e publicado em 11 de janeiro de 1982, constituiu a comunidade autônoma. Seu artigo primeiro fundamentava o autogoverno na identidade histórica e no direito reconhecido pela Constituição às nacionalidades, dentro da unidade da nação espanhola, e estabelecia que os poderes da comunidade emanavam da Constituição e do povo andaluz.
Em outubro de 2006, a Comissão Constitucional das Cortes Gerais aprovou um novo Estatuto de Autonomia, com os votos favoráveis do PSOE, da IU e do PP. O preâmbulo retoma a definição da Andaluzia como realidade nacional no Manifesto Andaluzista de 1919 e reconhece sua condição de nacionalidade dentro da unidade da nação espanhola. O articulado passou a empregar a expressão nacionalidade histórica, enquanto o estatuto de 1981 utilizava apenas "nacionalidade".
O Congresso dos Deputados ratificou o texto da Comissão Constitucional em 2 de novembro de 2006, com 306 votos favoráveis, nenhum contrário e duas abstenções. Foi a primeira aprovação de uma lei orgânica relativa a um estatuto de autonomia sem votos contrários. O Senado aprovou-o em sessão plenária de 20 de dezembro de 2006, e a população andaluza ratificou-o em referendo em 18 de fevereiro de 2007.
O Estatuto de Autonomia regula as instituições de governo e administração da comunidade, reunidas principalmente na Junta da Andaluzia. Há ainda órgãos próprios de fiscalização e consulta, como o Defensor do Povo Andaluz, o Conselho Consultivo, a Câmara de Contas, o Conselho Audiovisual da Andaluzia e o Conselho Econômico e Social.

A Junta da Andaluzia reúne as instituições de autogoverno da comunidade autônoma. O presidente da Junta é seu representante máximo e o representante ordinário do Estado espanhol na região. É eleito pela maioria absoluta do plenário do Parlamento da Andaluzia e nomeado pelo rei. Em 2026, o cargo era ocupado por Juan Manuel Moreno Bonilla.
O Conselho de Governo exerce o poder executivo e a competência regulamentar da comunidade. É presidido pelo presidente da Junta e composto pelos conselheiros que ele nomeia para dirigir as consejerías, departamentos da administração autonômica. O Decreto do Presidente 9/2026, de 9 de julho, criou as vice-presidências e reorganizou esses departamentos.
Na XIII Legislatura, iniciada em julho de 2026 após um acordo de governo entre o Partido Popular e o Vox, o executivo andaluz passou a ter treze departamentos, três deles com categoria de vice-presidência.
O Parlamento da Andaluzia é a assembleia legislativa autonômica, responsável por elaborar e aprovar as leis e por eleger ou destituir o presidente da Junta.
Nas eleições para o Parlamento da Andaluzia, os eleitores escolhem os 109 representantes da comunidade. As primeiras eleições ocorreram em 23 de maio de 1982, após a aprovação do Estatuto de Autonomia pela Lei Orgânica 6/1981, de 30 de dezembro de 1981. Houve novas eleições em 1986, 1990, 1994, 1996, 2000, 2004, 2008, 2012, 2015, 2018, 2022 e 2026.
| PSOE | PP | IULV-CA | PA | UCD | Podemos | Ciudadanos | Adelante Andalucía | Vox | Pela Andaluzia | Total Cadeiras | Lista mais votada | Governo | ||||||||||||||||||||||
| Votos | Cadeiras | Var | Votos | Cadeiras | Var | Votos | Cadeiras | Var | Votos | Cadeiras | Var | Votos | Cadeiras | Var | Votos | Cadeiras | Var | Votos | Cadeiras | Var | Votos | Cadeiras | Var | Votos | Cadeiras | Var | Votos | Cadeiras | Var | |||||
| I | 1982 | 52,56 % | 66 | 20,48 % | 17 | 8,53 % | 8 | 5,38 % | 3 | 13,05 % | 15 | 109 | PSOE | PSOE | ||||||||||||||||||||
| II | 1986 | 47,22 % | 60 | -6 | 22,26 % | 28 | +11 | 17,88 % | 19 | +11 | 5,88 % | 2 | -1 | 109 | PSOE | PSOE | ||||||||||||||||||
| III | 1990 | 50,12 % | 62 | +2 | 22,40 % | 26 | -2 | 12,80 % | 11 | -8 | 10,86 % | 10 | +8 | 109 | PSOE | PSOE | ||||||||||||||||||
| IV | 1994 | 38,71 % | 45 | -17 | 34,36 % | 41 | +15 | 19,14 % | 20 | +9 | 5,79 % | 3 | -7 | 109 | PSOE | PSOE | ||||||||||||||||||
| V | 1996 | 44,05 % | 52 | +7 | 33,96 % | 40 | -1 | 13,97 % | 13 | -7 | 6,66 % | 4 | +1 | 109 | PSOE | PSOE + PA | ||||||||||||||||||
| VI | 2000 | 44,32 % | 52 | = | 38,02 % | 46 | +6 | 8,11 % | 6 | -7 | 7,43 % | 5 | +1 | 109 | PSOE | PSOE + PA | ||||||||||||||||||
| VII | 2004 | 50,36 % | 61 | +9 | 31,78 % | 37 | -9 | 7,51 % | 6 | = | 6,16 % | 5 | = | 109 | PSOE | PSOE | ||||||||||||||||||
| VIII | 2008 | 42,41 % | 56 | -5 | 38,45 % | 47 | +10 | 7,06 % | 6 | = | -5 | 109 | PSOE | PSOE | ||||||||||||||||||||
| IX | 2012 | 39,56 % | 47 | -9 | 40,67 % | 50 | +3 | 11,35 % | 12 | +6 | 109 | PP | PSOE + IU | |||||||||||||||||||||
| X | 2015 | 35,41 % | 47 | = | 26,74 % | 33 | -17 | 6,89 % | 5 | -7 | 14,86 % | 15 | +15 | 9,28 % | 9 | +9 | 109 | PSOE | PSOE | |||||||||||||||
| XI | 2018 | 27,95 % | 33 | -14 | 20,75 % | 26 | -7 | 18,27 % | 21 | +12 | 16,18 % | 17 | -3 | 10,97 % | 12 | +12 | 109 | PSOE | PP + Ciudadanos | |||||||||||||||
| XII | 2022 | 24,09 % | 30 | -3 | 43,13 % | 58 | +32 | -21 | 4,58 % | 2 | -15 | 13,46 % | 14 | +2 | 7,68 % | 5 | +5 | 109 | PP | PP | ||||||||||||||
| XIII | 2026 | 22,72 % | 28 | -2 | 41,58 % | 53 | -5 | 9,62 % | 8 | +6 | 13,82 % | 15 | +1 | 6,31 % | 5 | = | 109 | PP | PP + Vox | |||||||||||||||

O Tribunal Superior de Justiça da Andaluzia, sediado em Granada, é a instância jurisdicional superior no território da comunidade, sem prejuízo das competências do Supremo Tribunal. Integra o Poder Judiciário espanhol, único para todo o país, e não a administração autonômica. A competência judiciária não pode ser transferida às comunidades autônomas. O território andaluz divide-se em 88 circunscrições judiciais.
A Andaluzia divide-se em oito províncias, criadas por Javier de Burgos pelo Real Decreto de 30 de novembro de 1833.
|

As oito províncias reúnem 785 municípios. Os artigos 91 a 95 do título III do Estatuto de Autonomia definem o município como a entidade territorial básica da Andaluzia, com personalidade jurídica e autonomia para administrar seus interesses. A representação e a administração cabem aos governos municipais, que têm competências próprias sobre Urbanismo, serviços sociais comunitários, abastecimento e tratamento de água, coleta e tratamento de resíduos, além da promoção do Turismo, da Cultura e do esporte, entre outras atribuições previstas em lei.
Núcleos de povoamento separados da sede de um município podem constituir entidades locais autônomas para administrar seus próprios interesses. Recebem denominações locais como pedanías, villas e aldeas, de acordo com o princípio de aproximar a gestão administrativa dos cidadãos.

As comarcas andaluzas são agrupamentos reconhecidos por suas características geográficas, culturais, históricas ou administrativas, sem a regulamentação geral existente em outras comunidades autônomas. O artigo 97 do título III do Estatuto de Autonomia de 2007 define a Comarca e permite que o Parlamento regule sua criação, suas competências e as condições de aprovação pelos municípios envolvidos e pelo Conselho de Governo.
As associações de municípios, ou mancomunidades, aproximam-se da definição estatutária de comarca e podem oferecer uma base para sua formação. Os grupos LEADER e PRODER foram criados para obter recursos europeus destinados ao desenvolvimento rural. Reúnem municípios por seus interesses econômicos e utilizam parte dos fundos para divulgar o território e seus produtos. Esses grupos abrangeram quase todos os municípios andaluzes, com exceção das capitais provinciais e de suas áreas metropolitanas.
As mancomunidades andaluzas coordenam iniciativas de desenvolvimento socioeconômico nas comarcas em que atuam, em cooperação com os governos municipais, a Junta da Andaluzia, a administração do Estado espanhol e a União Europeia.
A divisão tradicional distingue a Alta Andaluzia, ou Andaluzia Oriental, formada pelas províncias de Almeria, Granada, Xaém e Málaga, e a Baixa Andaluzia, ou Andaluzia Ocidental, que reúne Huelva, Sevilha, Cádis e Córdova.
Em 1 de julho de 2026, a Andaluzia tinha uma população estimada em 8 778 051 habitantes. Desses, 1 250 164 haviam nascido no exterior.[[#ref_A estimativa inicial para 1 de janeiro de 2026, publicada em fevereiro, era de 8 733 535 habitantes. A série foi revista e passou a indicar 8 751 219 habitantes para essa mesma data.|↑]]
No cadastro municipal de habitantes, a Andaluzia registrava 8 619 616 pessoas em 1 de janeiro de 2024 e era a comunidade autônoma mais populosa da Espanha. Em 2023, havia 84 municípios com mais de 20 000 habitantes. A população concentra-se nas capitais provinciais e no litoral, e mais da metade vivia nas trinta cidades com mais de cinquenta mil habitantes. O envelhecimento populacional foi parcialmente atenuado pela imigração.
| Ano | População em milhares |
|---|---|
| 1787 | 1850 |
| 1887 | 3380 |
| 1900 | 3544 |
| 1910 | 3800 |
| 1920 | 4221 |
| 1930 | 4627 |
| 1940 | 5255 |
| 1950 | 5647 |
| 1960 | 5940 |
| 1970 | 5991 |
| 1981 | 6440 |
| 1991 | 6940 |
| 2001 | 7357 |
| 2011 | 8424 |
| 2021 | 8465 |
| 2023 | 8584 |
Os dados da série histórica são do Instituto Nacional de Estatística da Espanha.
Na passagem para o século XX, a Andaluzia atravessava a última etapa da transição demográfica. A mortalidade estabilizou-se em torno de 8 a 9 por mil habitantes, e a evolução populacional passou a depender sobretudo da natalidade e das migrações.
A participação da população andaluza no total espanhol caiu de 20,04% em 1950 para 17,09% em 1981. A natalidade mais elevada que a de outras regiões espanholas não compensou a saída de emigrantes, e o crescimento médio anual foi menor que nas décadas anteriores.
A partir da década de 1980, a natalidade caiu acentuadamente, como no restante da Espanha e nos países desenvolvidos, embora a redução tenha sido mais lenta na Andaluzia. O retorno de emigrantes à região sustentou sua recuperação demográfica em relação ao conjunto do país. Na década de 1990, a chegada de imigrantes do exterior alterou a evolução da população andaluza e espanhola.
No início do século XXI, o aumento dos nascimentos de filhos de imigrantes ajudou a elevar a natalidade e a atenuar o envelhecimento, com uma população relativamente mais jovem que a de outras comunidades espanholas e países europeus. Em 2018, a Andaluzia reunia 17,98% dos habitantes da Espanha.
Em 2018, a densidade populacional da Andaluzia era de 96,08 habitantes por quilômetro quadrado, cerca de 4,2% acima da média espanhola de 92,21 habitantes por quilômetro quadrado. A distribuição era desigual entre as áreas montanhosas, as cidades e o litoral.
Em 2008, as maiores concentrações urbanas estavam no eixo Rio Guadalquivir–Genil e no litoral mediterrâneo. As províncias de Sevilha, Málaga e Cádis reuniam 57% da população andaluza. A parcela dos habitantes residentes nas capitais provinciais caiu de 34,68% em 1991 para 29,75% em 2007, com o crescimento das aglomerações urbanas e das cidades costeiras. Sevilha, com cerca de 700 000 habitantes, e Málaga, com cerca de 568 000, estavam entre as seis cidades mais populosas da Espanha. Córdova ultrapassava 300 000 habitantes, e Granada e Jerez de la Frontera tinham mais de 200 000 cada uma.
Em 2018, o crescimento populacional havia desacelerado. As áreas da Serra Morena e das cordilheiras Béticas perdiam habitantes, enquanto o litoral e as áreas metropolitanas continuavam a crescer, sobretudo a área metropolitana de Sevilha e a área metropolitana de Málaga.

No início do século XXI, a população andaluza já havia atravessado uma transição demográfica prolongada até as últimas décadas do século XX, com redução da natalidade e aumento da proporção de idosos.
A comparação entre 1986 e 2008 mostra mudanças na composição por idade:
Na distribuição por sexo, as mulheres eram mais numerosas entre os idosos por sua maior expectativa de vida. Entre os adultos, a proporção masculina era mais alta, em parte pela chegada de imigrantes, em sua maioria homens.

Em 1 de janeiro de 2026, a Andaluzia tinha 1 219 608 residentes nascidos no exterior, ou 13,94% de sua população. No conjunto da Espanha, a proporção era de 20,24%. A distribuição entre as províncias era desigual.
| Província | Pessoas | Percentual |
|---|---|---|
| 204 736 | 26,15 % | |
| 102 708 | 8,11 % | |
| 46 302 | 5,98 % | |
| 124 768 | 13,05 % | |
| 75 228 | 13,87 % | |
| 38 154 | 6,16 % | |
| 453 871 | 25,03 % | |
| 173 841 | 8,71 % | |
No início dos anos 2000, a imigração ampliou a população em idade de trabalhar e ajudou a elevar a natalidade, com o nascimento de filhos de imigrantes.
| País | Pessoas | País | Pessoas | País | Pessoas |
|---|---|---|---|---|---|
| 1. | 219 699 | 24. | 11 420 | 47. | 2 637 |
| 2. | 85 679 | 25. | 10 086 | 48. | 2 500 |
| 3. | 82 730 | 26. | 9 120 | 49. | 2 421 |
| 4. | 66 586 | 27. | 8 913 | 50. | 2 198 |
| 5. | 61 720 | 28. | 8 440 | 51. | 2 160 |
| 6. | 47 302 | 29. | 8 336 | 52. | 2 145 |
| 7. | 34 163 | 30. | 8 322 | 53. | 2 127 |
| 8. | 30 211 | 31. | 7 818 | 54. | 1 928 |
| 9. | 29 854 | 32. | 7 795 | 55. | 1 767 |
| 10. | 27 830 | 33. | 7 414 | 56. | 1 691 |
| 11. | 27 051 | 34. | 7 183 | 57. | 1 684 |
| 12. | 24 069 | 35. | 7 094 | 58. | 1 414 |
| 13. | 20 873 | 36. | 6 852 | 59. | 1 404 |
| 14. | 20 687 | 37. | 6 022 | 60. | 1 320 |
| 15. | 19 165 | 38. | 5 180 | 61. | 1 216 |
| 16. | 18 827 | 39. | 5 000 | 62. | 1 173 |
| 17. | 18 734 | 40. | 4 116 | 63. | 1 173 |
| 18. | 17 302 | 41. | 4 012 | 64. | 1 154 |
| 19. | 17 011 | 42. | 3 869 | 65. | 1 134 |
| 20. | 16 926 | 43. | 3 749 | 66. | 1 055 |
| 21. | 14 240 | 44. | 3 661 | 67. | 1 038 |
| 22. | 13 461 | 45. | 3 294 | 68. | 1 005 |
| 23. | 12 169 | 46. | 2 760 | ||
Em 1 de janeiro de 2025, as Américas eram a região de nascimento de 417 623 residentes, e a Europa de 384 494. Essas parcelas correspondiam, respectivamente, a 4,81% e 4,43% da população andaluza.
| Região de nascimento | Residentes
(2025) |
Percentual
do total de nascidos no exterior |
Percentual
da população andaluza |
|---|---|---|---|
| União Europeia | 230 149 | 20,20 % | 2,65 % |
| Restante da Europa | 154 345 | 13,55 % | 1,78 % |
| Total Europa | 384 494 | 33,75 % | 4,43 % |
| Argélia, Egito, Marrocos e Tunísia | 229 902 | 20,18 % | 2,65 % |
| Demais países da África | 53 768 | 4,72 % | 0,62 % |
| Total África | 283 670 | 24,90 % | 3,27 % |
| América do Sul | 329 238 | 28,90 % | 3,79 % |
| América Central | 67 403 | 5,92 % | 0,78 % |
| América do Norte | 20 982 | 1,84 % | 0,24 % |
| América, exceto Canadá e Estados Unidos | 404 436 | 35,51 % | 4,66 % |
| Total América | 417 623 | 36,66 % | 4,81 % |
| Total Ásia | 51 698 | 4,54 % | 0,60 % |
| Total Oceania | 1 601 | 0,14 % | 0,02 % |
| Total de nascidos no exterior | 1 139 086 | 100 % | 13,13 % |
| Total da Andaluzia | 8 676 713 | ||
A série municipal é atualizada pelo Instituto Nacional de Estatística espanhol.
| N.º | Município | Província | Habitantes | N.º | Município | Província | Habitantes | ||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 689 423 | 16 | 91 440 | ||||||
| 2 | 599 063 | 17 | 90 864 | ||||||
| 3 | 323 262 | 18 | 89 983 | ||||||
| 4 | 233 975 | 19 | 86 048 | ||||||
| 5 | 213 634 | 20 | 85 211 | ||||||
| 6 | 205 468 | 21 | 79 621 | ||||||
| 7 | 159 786 | 22 | 78 338 | ||||||
| 8 | 143 215 | 23 | 77 474 | ||||||
| 9 | 142 519 | 24 | 71 329 | ||||||
| 10 | 126 589 | 25 | 70 012 | ||||||
| 11 | 112 235 | 26 | 64 499 | ||||||
| 12 | 111 240 | 27 | 59 862 | ||||||
| 13 | 109 950 | 28 | 55 633 | ||||||
| 14 | 95 104 | 29 | 52 454 | ||||||
| 15 | 93 338 | 30 | 52 403 |

As redes de transporte permitem os deslocamentos entre as cidades, o transporte de mercadorias e a distribuição das atividades econômicas pelo território andaluz. Nas cidades, o predomínio do automóvel particular e as limitações do transporte coletivo dificultaram os deslocamentos a pé e por meios não motorizados. Córdova, Granada, Málaga e Sevilha ampliaram o transporte público e as condições de uso da Bicicleta. A área metropolitana de Sevilha recebeu seu serviço de metrô em 2009.
A rede ferroviária convencional foi organizada em torno das ligações com Sevilha e Madri, deixando parte das capitais provinciais sem ligações diretas entre si. Entre seus eixos estão os percursos de Algeciras a Sevilha e de Almeria e Granada a Madri. O acesso à capital espanhola passa por Córdova na rede de alta velocidade e por Xaém na rede convencional. A linha Sevilha–Madri, aberta em 1992, foi a primeira linha de alta velocidade da Espanha. A ligação AVE de Málaga a Madri, por Córdova, foi inaugurada em dezembro de 2007.

A rede rodoviária tem boa parte de seus eixos principais convertidos em vias expressas. A E-05, correspondente à A-4, segue de Madri a Sevilha e Cádis, entra na Andaluzia por Despeñaperros e passa por Bailén e Córdova. Em Bailén começa a A-44, também designada E-902, que passa por Granada e chega a Motril. No sentido leste–oeste, a A-92 liga Sevilha, Málaga, Granada e Almeria. A A-49 continua de Sevilha a Huelva e à fronteira portuguesa. A A-45 liga Córdova a Málaga no sentido norte–sul. Os períodos de férias provocam congestionamentos em trechos da rede, que também recebe o transporte pesado das áreas agrícolas costeiras. As viagens de trabalhadores magrebinos residentes na Europa aumentam sazonalmente o movimento em direção a Tarifa e Algeciras.
Em 2009, o porto da baía de Algeciras movimentou quase 70 milhões de toneladas, o maior volume entre os portos espanhóis. Outros portos comerciais são os de Málaga, com 5,3 milhões de toneladas e a segunda posição peninsular no movimento de cruzeiros no levantamento citado, baía de Cádis, com quatro milhões de toneladas, Huelva, com 17,6 milhões, e Sevilha, com 4,5 milhões. O porto de Sevilha é o único porto fluvial comercial da Espanha.

Em 2008, a Andaluzia tinha seis aeroportos públicos, todos classificados como de interesse geral e aptos ao tráfego internacional. O aeroporto de Málaga-Costa del Sol concentrava 60,67% dos passageiros da comunidade. Málaga e Sevilha reuniam 80,79% do movimento, proporção que chegava a 87,96% com a inclusão do aeroporto de Jerez. O Plano de Infraestruturas para a Sustentabilidade do Transporte na Andaluzia, PISTA 2007–2013, aprovado pelo Conselho de Governo, previa 30 bilhões de euros para infraestrutura e serviços de transporte.

A escassez de combustíveis fósseis locais e o baixo poder calorífico de parte deles tornaram a Andaluzia dependente do Petróleo importado. A disponibilidade de sol e vento permitiu o desenvolvimento das energias renováveis, sobretudo solar e eólica. A Agência Andaluza de Energia, criada em 2005, executa a política autonômica de abastecimento energético.
A geração de eletricidade reúne usinas termelétricas, hidrelétricas, parques eólicos e instalações de cogeração. Em 2024, a potência renovável instalada se aproximou de 14 500 MW, após a entrada de 2 670 MW naquele ano. As fontes renováveis produziram 67,8% da eletricidade gerada na comunidade. O transporte consumiu 43,4% da energia final e ainda dependia de combustíveis fósseis em 94,3%. A Companhia Sevilhana de Eletricidade, fundada em 1894, foi a principal empresa elétrica regional antes de ser incorporada à Endesa.
A PS10, construída pela Abengoa em Sanlúcar la Mayor, entrou em funcionamento em março de 2007 como a primeira usina comercial europeia de energia solar de concentração. Outras instalações solares foram construídas em Cúllar e Galera pela Geosol e pela Caja Granada. Na Hoya de Guadix, as usinas Andasol I e II, cuja construção previa abastecer cerca de meio milhão de residências, entraram em operação em 2008 e 2009, respectivamente. A geração fotovoltaica inclui a instalação de El Coronil, com mais de 20 MW e parte dos painéis montados em seguidores solares de dois eixos. A Plataforma Solar de Almeria realiza pesquisas sobre o aproveitamento da energia solar.
No setor eólico, a Sociedade Eólica da Andaluzia surgiu da fusão de Planta Eólica del Sur S.A. e Energía Eólica del Estrecho S.A.


A educação básica é obrigatória e gratuita na Andaluzia, como no restante da Espanha. Seus dez anos de escolaridade abrangem as idades de seis a dezesseis anos. Depois desse período, o estudante pode ingressar no bachillerato, na formação profissional de nível médio, nos cursos médios de artes plásticas e design, na formação esportiva de nível médio ou no mercado de trabalho. Existem centros de educação de adultos e uma rede de bibliotecas públicas que, em 2019, era a maior entre as comunidades autônomas espanholas.
As primeiras instituições andaluzas de ensino superior surgiram no fim da Idade Média e no Renascimento. A Madraça de Granada foi fundada em 1349 pelo soberano nacérida Iúçufe I. Em 1499, o cardeal Francisco Jiménez de Cisneros mandou queimar sua biblioteca, e a instituição deixou de exercer suas funções de ensino. A Universidade de Granada foi criada em 1531 por iniciativa de Carlos I. A Universidade de Sevilha data do início do século XVI. Outras instituições foram as universidades de Baeza, fundada em 1538 e encerrada em 1824, e Osuna, fundada em 1548 e encerrada em 1824.
Os cursos universitários são organizados em ciclos e usam créditos para medir a carga de estudos, conforme o Processo de Bolonha e o Espaço Europeu de Ensino Superior. No ano letivo de 2008–2009, a Andaluzia tinha dez universidades públicas e uma privada.

O sistema público de saúde oferece atendimento universal e gratuito, dentro do modelo espanhol. O Estatuto de Autonomia atribuiu competências de saúde à comunidade, transferidas gradualmente pelo Estado. O Serviço Andaluz de Saúde administra a maior parte dos recursos públicos de saúde regionais. Entre as exceções estão os serviços vinculados às instituições penitenciárias e os hospitais militares, subordinados à administração central.

Em um levantamento divulgado em 2008, a Andaluzia respondia por 14% da produção científica espanhola, atrás de Madri e da Catalunha. O investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação, medido em proporção ao produto interno bruto, ficava abaixo da média espanhola. A menor participação das empresas no gasto e nas atividades de pesquisa concentrava boa parte desse trabalho no setor público.
A antiga Consejería de Innovación, Ciencia y Empresa reunia as competências de universidades, pesquisa, desenvolvimento tecnológico, indústria e energia. Coordenava a pesquisa científica e técnica por meio de iniciativas como o Centro Andaluz de Ciência e Tecnologia Marinha e a Corporação Tecnológica da Andaluzia.
Os parques tecnológicos, que também receberam apoio do poder público, abrigam atividades empresariais de pesquisa e desenvolvimento. Entre eles estão o Parque Científico e Tecnológico Cartuja e o Parque Tecnológico da Andaluzia. O Aerópolis concentra empresas aeroespaciais, enquanto o Geolit se dedica ao setor agroalimentar.
O produto interno bruto andaluz chegou a 227 356 milhões de euros em 2025, com crescimento real de 2,8%. O PIB por habitante foi de 26 091 euros, diante de 34 237 euros no conjunto da Espanha. Esses valores são estimativas preliminares publicadas em setembro de 2026.
No segundo trimestre de 2025, a taxa de desemprego andaluza foi de 14,9%, após cair 1,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. A região já figurava entre as de maior desemprego na comparação europeia publicada em 2013.
Em 2013, cerca de um quarto das pessoas em situação de pobreza na Espanha vivia na Andaluzia, onde aproximadamente um em cada três habitantes era pobre. O indicador AROPE, que mede risco de pobreza ou exclusão social, abrangia cerca de 3,5 milhões de pessoas, mais de 40% da população. A Pesquisa de Condições de Vida do Instituto Nacional de Estatística apontava 31% abaixo do limiar de pobreza e 55% dos domicílios sem condições de enfrentar despesas imprevistas. Em 2008, o PIB por habitante era de 18 155 euros, o segundo menor entre as comunidades autônomas.
Em 2010, a Andaluzia tinha 499 974 servidores públicos, o maior contingente absoluto entre as comunidades autônomas. Eram 60,93 servidores por mil habitantes, diante de 58,78 na média espanhola, proporção inferior à das Canárias, de Madri, Castela-Mancha, Aragão, Castela e Leão e Estremadura. A província de Sevilha reunia 120 806 servidores, ou 24,16% do total andaluz, superando o contingente de nove comunidades autônomas e de 47 províncias. Os demais se distribuíam por Cádis, com 80 502, Málaga, com 76 127, Granada, com 61 450, Córdova, com 48 550, Xaém, com 41 102, Almeria, com 37 806, e Huelva, com 33 631.
As importações de petróleo e bens de consumo pesaram sobre o saldo comercial. Em 2005, as exportações somaram 14 261 milhões de euros e as importações, 17 535 milhões, produzindo um déficit comercial. A indústria e a construção tinham, respectivamente, cerca de 12% e 13% do valor agregado bruto nos levantamentos relativos a meados da década de 2000. A construção foi um dos motores do crescimento regional na primeira década do século XXI. O setor de serviços reunia cerca de 62% do valor agregado bruto, com participação do turismo, que recebeu mais de 21,8 milhões de visitantes em 2011.
| Posição | Província | PIB em milhões de euros | PIB por habitante em euros | Variação nominal anual |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Sevilha | 52 409,537 | 26 561 | 7,3% |
| 2 | Málaga | 43 818,498 | 24 577 | 6,6% |
| 3 | Cádis | 28 988,977 | 23 006 | 8,2% |
| 4 | Granada | 21 799,109 | 23 122 | 5,1% |
| 5 | Almeria | 19 635,347 | 25 642 | 7,7% |
| 6 | Córdova | 18 715,937 | 24 189 | 9,1% |
| 7 | Xaém | 14 426,160 | 23 321 | 10,7% |
| 8 | Huelva | 14 089,017 | 26 224 | 6,6% |

Em 1975, os serviços produziam 51,1% do valor agregado bruto andaluz e empregavam 40,8% dos trabalhadores. Em 2007, essas proporções chegaram a 67,9% e 66,42%, respectivamente. O setor passou de uma participação minoritária para o predomínio na produção e no emprego, como ocorreu em outras economias ocidentais. Na Andaluzia, porém, essa terciarização avançou antes da consolidação de um setor industrial de porte comparável ao de outras economias desenvolvidas.
Na análise de Manuel Delgado Cabeza, publicada em 1981, a dificuldade de competir com a indústria das regiões mais desenvolvidas direcionava o capital local a atividades de acesso mais fácil. A ausência de indústrias capazes de absorver os trabalhadores que deixavam a agricultura e o artesanato favorecia serviços de baixa produtividade. Para o economista, esse processo limitava a acumulação de capital e prolongava o baixo dinamismo da economia regional.
Em 2011, a Andaluzia recebeu 7 218 291 visitantes estrangeiros e foi a quarta comunidade espanhola em turismo internacional. Com a inclusão do turismo doméstico, ocupava a primeira posição. Sevilha, a Costa do Sol e a Serra Nevada estão entre seus destinos turísticos. A localização no sul da península Ibérica e o predomínio do clima mediterrânico proporcionam temperaturas elevadas e muitas horas de Sol, condições aproveitadas pelo turismo de praia. O litoral concentra a maior parte dos visitantes e também os efeitos ambientais do uso turístico intensivo.
A costa atlântica, a oeste, abrange a Costa da Luz. No Mediterrâneo, o litoral se divide entre a Costa do Sol, a Costa Granadina e a Costa de Almeria. Em 2004, 66 praias e dezoito portos esportivos receberam a Bandeira Azul, totalizando 84 distinções. Os critérios desse programa avaliam condições ambientais, acessibilidade e qualidade dos serviços. Relatórios dos Ecologistas em Ação e do Greenpeace também apontaram problemas ambientais na costa andaluza.
A Mesquita-Catedral de Córdova, a Alhambra, em Granada, e a Giralda, em Sevilha, recebem visitantes interessados na arquitetura e no passado regional. Catedrais, castelos, fortalezas, mosteiros e centros históricos integram os roteiros, entre eles Úbeda e Baeza, na província de Xaém, inscritas no Patrimônio Mundial.
As oito províncias conservam construções de arquitetura islâmica, renascentista e barroca. Em Huelva, os lugares colombinos abrangem Palos de la Frontera, La Rábida e Moguer, ligados à primeira viagem de Colombo à América. Os sítios arqueológicos de Itálica, cidade de origem dos imperadores Trajano e Adriano, Baelo Claudia e Medina Azara, a cidade-palácio construída por ordem de Abderramão III, também recebem visitantes. Apenas parte de suas áreas foi escavada.
Málaga, cidade natal de Pablo Picasso, abriga a Fundação Picasso Museu Casa Natal e o Museu Picasso Málaga. Em Sevilha, onde nasceram Bartolomé Esteban Murillo e Diego Velázquez, a Casa de Murillo integra esse circuito. Os museus regionais também expõem peças arqueológicas e trabalhos de ourivesaria, cerâmica, olaria e outros artesanatos.
O Conselho de Governo concedeu o estatuto de município turístico a Roquetas de Mar, em Almeria, e a Chiclana de la Frontera, Chipiona, Conil de la Frontera, Grazalema, Rota e Tarifa, em Cádis. A relação também abrange Almuñécar, em Granada, Aracena, em Huelva, Cazorla, em Xaém, e Benalmádena, Fuengirola, Nerja, Rincón de la Victoria, Ronda e Torremolinos, em Málaga. Santiponce, na província de Sevilha, recebeu a mesma classificação.

Em 2007, a indústria andaluza produziu 11 979 milhões de Euros e empregou mais de 290 mil assalariados. Sua participação na economia regional foi de 9,15%, abaixo dos 15,08% do conjunto espanhol e dos 11,04% que a própria Andaluzia tinha em 2000. O peso da indústria na economia regional diminuiu, embora a participação andaluza na indústria espanhola tivesse aumentado ligeiramente no quinquênio anterior.
A produção agroalimentar reunia mais de 16% da atividade industrial andaluza e equivalia a 16,16% do respectivo setor espanhol. A fabricação de equipamentos de Transporte correspondia a pouco mais de 10% do total nacional de seu ramo. Entre as empresas que atuaram nessas atividades estão a Cruzcampo, do grupo Heineken, a Puleva, Domecq, Renault Andalucía, Santana Motor e Valeo. Na estatística de 2006–2007, a indústria aeronáutica andaluza ocupava a segunda posição espanhola, atrás de Madri, com cerca de 21% do faturamento e do emprego do setor nacional. A Airbus, a Airbus Military e a Alestis Aerospace estão entre as empresas desse ramo. A participação regional nas indústrias têxtil e eletrônica era menor.
O processamento de matérias-primas agrícolas e minerais ocupa boa parte da indústria. Predominam empresas pequenas, enquanto os estabelecimentos de maior porte se concentram em grupos com participação pública ou capital externo.

De janeiro a outubro de 2022, as exportações de produtos de alta e média tecnologia chegaram a 7 628 milhões de euros, o maior valor para esse período na série comparável iniciada em 1995. O crescimento de 21,6% em relação ao mesmo período do ano anterior superou os 20,9% do conjunto espanhol, que alcançou 138 644 milhões de euros. Sevilha respondeu por 33% das vendas externas andaluzas desses produtos.

Em 2007, o setor primário produziu 8,26% do valor agregado bruto andaluz e ocupou 8,19% da população economicamente ativa. Embora fosse o menor dos grandes setores pelo valor agregado, sua participação era superior à encontrada em outras economias ocidentais. A produção cresceu em competitividade monetária nos anos examinados pela bibliografia. O setor abrange Agricultura, pesca, pecuária, caça, Silvicultura e mineração.
Em 2004, as terras de cultivo ocupavam 45,74% do território andaluz. A agricultura de sequeiro de cereais e girassol se estende pelo vale do Guadalquivir e pelos planaltos de Granada e Almeria. Nos planaltos, os rendimentos são menores e os cultivos se concentram em cevada e aveia. Nas áreas irrigadas das várzeas do Guadalquivir e do Genil, cultivam-se milho, algodão e Arroz.

A oliveira predomina entre os cultivos lenhosos, sobretudo no sistema Subbético de Córdova e Xaém, onde os olivais irrigados têm rendimentos elevados. A videira é cultivada no Marco de Jerez, no Condado de Huelva, em Montilla-Moriles e na região de Málaga. As árvores frutíferas, sobretudo cítricas, concentram-se na várzea do Guadalquivir por suas necessidades de água. A amendoeira, adaptada ao sequeiro, ocupa áreas dos planaltos de Granada e Almeria.
A agricultura intensiva das várzeas costeiras e dos terrenos arenosos de Almeria e Huelva fornece produtos de maior rendimento monetário, como hortaliças, flores e morangos. Essa produção participa da maior parcela do valor final da agricultura regional. A agricultura orgânica se expandiu com as exportações para os mercados europeus, enquanto a demanda interna ainda começava a crescer no período do plano de 2007–2013.
A pecuária se concentra nas pastagens arborizadas das zonas montanhosas, onde enfrenta menor concorrência com outros usos do solo. Nos dados examinados pela bibliografia de 2003, fornecia cerca de 15% do valor final da produção agrária andaluza, diante de 30% no conjunto da Espanha.
A pecuária extensiva utiliza pastagens naturais e cultivadas nas serras. Abrange boa parte dos bovinos de corte, os rebanhos de ovinos e caprinos e a criação de suínos alimentados em montanera, da qual vêm produtos de porco ibérico. A criação regional de ovinos e caprinos encontra demanda europeia por Carne, leite e couro, mesmo quando há excedentes de outros produtos pecuários.
A pecuária intensiva ocupa sobretudo as campinas e emprega cultivos forrageiros para alimentar os animais. Sua produtividade é superior à extensiva, mas sua produção teve dificuldade de alcançar os volumes e a presença de mercado de outras regiões espanholas e europeias. A criação intensiva industrial usa rações e tende a se instalar perto dos centros consumidores.
A caça passou de uma atividade de obtenção de alimentos a uma forma de lazer nas serras, complementando a pecuária e a exploração florestal. Uma estimativa publicada em 2015 apontava 270 mil caçadores federados e mais de 25 mil áreas de caça.
As áreas florestais ocupavam cerca de metade do território nos levantamentos da bibliografia de 2003. Elas retêm o solo, regulam a água e abrigam a Flora e a Fauna. Sua conservação e o controle dos usos também envolvem essas funções, que não se resumem ao rendimento comercial. O valor da produção florestal correspondia a cerca de 2% do valor agrícola. Entre os produtos estão a madeira de eucalipto, cultivado em Huelva, a de choupo, em Granada, e a cortiça da Serra Morena e de Parque Natural de Los Alcornocales.
A pesca abastece a alimentação e a gastronomia costeiras, com produtos como o pescaíto frito, o camarão-branco e o atum capturado em almadravas. Na caracterização da FAO de 2007, a frota pesqueira andaluza era a segunda da Espanha, atrás da Galiza, e a comunidade tinha o maior número de portos de pesca, 38.
Na bibliografia de 2003, a pesca respondia por 0,5% do valor final do setor primário da Andaluzia, mas chegava a 20% em Huelva. Em Punta Umbría, cerca de 70% da população dependia direta ou indiretamente do setor. O descumprimento das regras de arrasto, a poluição de origem urbana, a redução dos habitats por obras costeiras e a exploração excessiva dos estoques pesqueiros prejudicaram a atividade no início do século XXI. A frota passou por reestruturação, enquanto a aquicultura se expandiu no litoral e nas instalações de piscicultura do interior.
A mineração andaluza tem extrações metálicas e produção de rochas industriais. Em 2024, a região respondeu por 33,9% do valor da produção mineral da Espanha e por 87,8% do valor dos minerais metálicos. Huelva concentrou 868,9 milhões de euros em produção mineral, com extrações na Faixa Piritosa Ibérica. Outros distritos são o da bacia carbonífera do Guadiato, em Córdova, o de minérios polimetálicos de Aznalcóllar, em Sevilha, e o do ferro de Alquife, em Granada. O distrito de Linares, na província de Xaém, se dedicou à extração de chumbo. As extrações de calcário, argila e outros materiais de construção se distribuem pelo território.
Em 2021, o valor da produção mineral chegou a 1 365 milhões de euros. Um levantamento publicado em 2023 atribuía ao setor 8,3% do valor agregado bruto da indústria andaluza e mais de 8 600 empregos, cerca de um terço do contingente espanhol.
Em 2024, o valor da produção mineral andaluza foi de 1 228,4 milhões de euros, e o setor empregava 7 925 pessoas, 26,2% do total espanhol.
Em 2011, a Andaluzia teve a maior taxa de desemprego entre as regiões da União Europeia comparadas pelo Eurostat. No terceiro trimestre de 2025, a taxa regional ficou em 15,27%.
| Província | Taxa de desemprego |
|---|---|
| Almeria | 14,81% |
| Cádis | 17,94% |
| Córdova | 18,25% |
| Granada | 19,21% |
| Huelva | 11,23% |
| Xaém | 16,85% |
| Málaga | 12,28% |
| Sevilha | 14,41% |
| Andaluzia | 15,27% |
Em 2017, quase 42% da população andaluza estava em risco de exclusão social, na estimativa da EAPN-Andaluzia. O II Relatório do Observatório da Desigualdade da Andaluzia, publicado em 2018, comparou os recursos disponíveis entre bairros e mostrou rendimentos domiciliares próximos de mil euros mensais no Polígono Sur e em Los Pajaritos, em Sevilha, então o bairro mais pobre da Espanha. Nos bairros andaluzes de renda alta, os valores se aproximavam de quatro mil euros, diante de oito a nove mil euros nos bairros equivalentes de Barcelona e Madri.

A chegada de comerciantes do Oriente na Antiguidade, a romanização, o domínio islâmico e a cristianização deram à Andaluzia costumes e formas de expressão que se combinaram com as migrações e as condições geográficas da região. No século XIX, o costumbrismo andaluz difundiu uma imagem desses costumes na literatura e nas artes. Os viajantes românticos procuraram na região aquilo que julgavam mais caracteristicamente espanhol, em parte porque seus costumes lhes pareciam mais exóticos. Essa visão aproximou a imagem da Andaluzia da imagem da Espanha no exterior.
Em Teoría de Andalucía, de 1927, José Ortega y Gasset escreveu sobre essa relação:
A Andaluzia, que nunca mostrou arroubos nem petulâncias de particularismo, que nunca pretendeu ser um Estado separado, é, de todas as regiões espanholas, a que possui uma cultura mais radicalmente sua.
Durante todo o século XIX, a Espanha viveu submetida à influência hegemônica da Andaluzia. Aquele século começa com as Cortes de Cádis e termina com o assassinato de Cánovas del Castillo, malaguenho, e a ascensão de Silvela, também malaguenho. As ideias dominantes têm sotaque andaluz. Pinta-se a Andaluzia, um terraço, alguns vasos, céu azul. Leem-se os escritores do sul. Fala-se a toda hora na "terra de Maria Santíssima". O ladrão da Serra Morena e o contrabandista são heróis nacionais. A Espanha inteira sente sua existência justificada pela honra de incluir em seus flancos o pedaço andaluz do planeta. Por volta de 1900, como tantas outras coisas, isso muda. O Norte se incorpora.
— José Ortega y Gasset, Teoría de Andalucía, 1927
O filósofo, ensaísta e poeta Pedro Caba Landa deu outra interpretação ao povo andaluz em seu livro sobre o Cante jondo, publicado em 1933:
Na Andaluzia confluem o desespero filosófico do islã, o desespero religioso do hebreu e o desespero social do cigano.
— Pedro Caba Landa, Andalucía, su comunismo y su cante jondo, 1933
Entre os pintores nascidos na Andaluzia estão Diego Velázquez, Bartolomé Esteban Murillo, Juan de Valdés Leal, Daniel Vázquez Díaz e Pablo Picasso. Na escultura trabalharam Juan Martínez Montañés e Alonso Cano. Os compositores Manuel de Falla, de Cádis, e Joaquín Turina, de Sevilha, incorporaram melodias andaluzas às suas obras. O cantor de flamenco Camarón de la Isla nasceu em San Fernando.
Os dólmens de Menga e de Viera são construções megalíticas do Neolítico. Os assentamentos de Cultura de Los Millares e El Argar guardam exemplos de organização urbana da Idade do Bronze. Na arqueologia da Antiguidade, há os sítios de Doña Blanca e do Cerro del Villar, as ruínas de Baelo Claudia e Itálica, além de Cástulo, de ocupação ibero-romana, em Linares.
A arquitetura hispano-árabe ou andalusi está presente na Alhambra, na Mesquita-Catedral de Córdova, na alcáçova de Málaga, na Giralda, no Castelo de Santa Catalina, em Xaém, e na alcáçova de Almeria com suas muralhas. Tal como as construções romanas anteriores, esses edifícios forneceram elementos à arquitetura posterior. No mudéjar, o Real Alcázar de Sevilha e as igrejas paroquiais dos reinos de Córdova e Sevilha combinam elementos andalusis com formas românicas e góticas.
A Catedral de Sevilha, a maior igreja gótica do mundo, foi um modelo para outros edifícios do antigo reino, como a Igreja de São Miguel de Jerez, a Igreja Maior Prioral de El Puerto de Santa María e Las Covachas, em Sanlúcar de Barrameda.
Em Granada, a Capela Real, o Palácio de Carlos V e a catedral pertencem à passagem do gótico ao Renascimento. O palácio adota formas do Renascimento italiano, enquanto a catedral tem planta gótica e corpo renascentista. Em Málaga, o Palácio dos Condes de Buenavista e a catedral também fazem parte desse período. O projeto inicialmente gótico da catedral tornou-se renascentista, com a participação de Diego de Siloé e Andrés de Vandelvira. No antigo reino de Xaém, Vandelvira construiu a catedral, que foi modelo para a de Guadix. Os conjuntos de Úbeda e Baeza foram inscritos como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. No reino de Sevilha, o edifício da prefeitura, o Hospital das Cinco Chagas e a Cartuxa de Jerez de la Frontera são construções renascentistas.
Do Barroco há edifícios como o Palácio de San Telmo, em Sevilha, a Igreja de Nuestra Señora del Reposo, em Campillos, a Cartuxa de Granada, a Catedral de La Merced, em Huelva, e a Casa do Consulado, em Málaga. A Fábrica de Tabaco de Sevilha pertence ao Academicismo. Entre as construções neoclássicas estão o Palácio da Alfândega de Málaga e edifícios de Cádis, como a prefeitura, a Prisão Real e o Oratório da Santa Cueva.
No centro de Málaga, a rua Marqués de Larios, ladeada por edifícios de inspiração na Escola de Chicago, e a Alameda Principal pertencem às transformações urbanas do século XIX. O historicismo dos séculos XIX e XX está presente no conjunto da Exposição Ibero-Americana de Sevilha de 1929. A Praça de Espanha, com formas neomudéjares, pertence ao chamado regionalismo historicista. O Museu Provincial de Huelva, construído em 1973, também adota esse repertório. A região conserva ainda construções industriais de atividades econômicas distintas.
As moradias urbanas tradicionais costumam ser geminadas para reduzir a exposição ao calor. As paredes espessas e caiadas têm poucas aberturas, o que diminui a entrada direta do sol. Conforme o clima e os costumes locais, as coberturas formam terraços ou telhados de águas inclinadas com telhas de canudo. O pátio interior, como os pátios de Córdova, é um dos elementos da casa andaluza. Grades de ferro forjado, Azulejos, plantas, flores e água são usados nas residências mais simples e nas construções suntuárias. A arquitetura doméstica mediterrânea conserva formas romanas e árabes, mas também tem soluções locais, como a arquitetura das Alpujarras, as casas escavadas da Hoya de Guadix e do Sacromonte e as construções do Marquesado do Zenete. Nas áreas rurais, as propriedades agrícolas têm conjuntos de moradia e trabalho como os Cortijos, as haciendas e as alquerias.

Os relevos ibéricos de Osuna, a Dama de Baza, o Leão de Bujalance, os sarcófagos fenícios de Cádis e as peças de escultura romana de cidades da Bética, como Itálica, pertencem à escultura produzida na região desde a Antiguidade. Do período do Alandalus, há menos representações figurativas, em razão das restrições religiosas islâmicas. Os leões da Alhambra e do Maristão de Granada são exceções.
Na Idade Moderna, as escolas de escultura de Sevilha e Granada reuniram artistas como Lorenzo Mercadante de Bretaña, Pedro Millán, Juan Martínez Montañés, José de Mora, Pedro Roldán, José de Arce, Jerónimo Balbás, Alonso Cano e Pedro de Mena. As oficinas produziram sobretudo imagens de arte religiosa e retábulos, em grande parte de madeira. As esculturas de assunto não religioso também eram feitas antes desse período, como os mármores renascentistas da Casa de Pilatos e as figuras mitológicas de Diego de Pesquera. A produção desses temas se ampliou no século XIX, com escultores como Antonio Susillo.

As escolas de pintura de Granada e Sevilha reuniram pintores e oficinas ao longo de séculos. A escola sevilhana desenvolveu-se do século XV ao XIX, com artistas como Francisco de Zurbarán, Diego Velázquez e Bartolomé Esteban Murillo, além do teórico Francisco Pacheco del Río. O Museu de Belas-Artes de Sevilha conserva obras dessa produção. A pintura costumbrista andaluza, desenvolvida a partir do Romantismo, tem obras de Manuel Barrón, José García Ramos, Gonzalo Bilbao e Julio Romero de Torres. Parte da Coleção Carmen Thyssen-Bornemisza, exposta no Museu Carmen Thyssen de Málaga, reúne pinturas desse gênero.

Na pintura do século XX, Pablo Picasso, nascido em Málaga, produziu obras que integram o acervo do Museu Picasso de Málaga.
Em 1492, Antonio de Nebrija publicou a Gramática castellana, a primeira gramática do castelhano. Francisco Delicado escreveu La Lozana andaluza em 1528, romance próximo da tradição de La Celestina. O sevilhano Mateo Alemán escreveu Guzmán de Alfarache, um dos primeiros romances picarescos de autoria conhecida.
A escola literária humanista de Sevilha reuniu Juan de Mal Lara, Fernando de Herrera, Gutierre de Cetina, Luis Barahona de Soto, Juan de la Cueva, Gonçalo Argote de Molina e Rodrigo Caro. O cordovês Luis de Góngora desenvolveu o Culteranismo na poesia barroca do Século de Ouro. No Romantismo literário espanhol, escreveram na região o duque de Rivas, José Cadalso e Gustavo Adolfo Bécquer. O costumbrismo andaluz está nas Escenas andaluzas, de Serafín Estébanez Calderón, e nas obras de Pedro Antonio de Alarcón.

Entre o final do século XIX e o início do XX, escreveram Ángel Ganivet, Manuel Gómez Moreno, Manuel Machado, Antonio Machado e Francisco Villaespesa, em contato com as correntes literárias do período e com a chamada geração de 1898. Manuel Machado reuniu as províncias andaluzas nestes versos:
Cádiz, salada claridad; Granada, / agua oculta que llora. / Romana y mora, Córdoba callada. / Málaga cantaora. / Almería dorada. / Plateado Jaén. Huelva, la orilla / de las Tres Carabelas... / y Sevilla.
— Manuel Machado
Os irmãos Álvarez Quintero escreveram peças curtas em que os personagens usam o dialeto andaluz, seguindo o trabalho de seu mestre José López Pinillos, que usava o pseudônimo "Parmeno". Juan Ramón Jiménez, de Moguer, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.

Parte da geração de 1927, reunida em torno da homenagem a Góngora no Ateneu de Sevilha, era andaluza. Dela participaram Federico García Lorca, Luis Cernuda, Rafael Alberti, Manuel Altolaguirre, Emilio Prados e Vicente Aleixandre, que recebeu o Nobel em 1977. O grupo pertence à chamada Idade de Prata das letras espanholas.
Entre os personagens literários de ambientação andaluza estão a cigana Carmen, de Prosper Mérimée, Fígaro, de O Barbeiro de Sevilha, de Pierre Beaumarchais, e Don Juan, de El burlador de Sevilla, de Tirso de Molina. Na lírica popular, o romance convive com estrofes andaluzas como a soleá e a soleariya. Canções de ninar, pregões, fórmulas rimadas e canções de trabalho fazem parte dessa poesia oral.

A literatura hispano-árabe em árabe andalusi tem autores nascidos no território da atual Andaluzia, entre eles Abzeme, Ibne Zaidune, Ibne Gusmão, Ibne Tufail, Al-Mutamid, Ibne Alcátibe, Ibne Aljaiabe e Ibne Zamraque. Entre os filósofos e pensadores nascidos na região estão Sêneca, Salomão ibne Gabirol, Maimônides, Averróis, Fernán Pérez de Oliva, Sebastián Fox Morcillo, Ángel Ganivet, Francisco Giner de los Ríos e María Zambrano.

A expressão "música andaluza" pode designar a música tradicional da região ou composições populares e eruditas que usam determinadas formas métricas, melódicas e harmônicas. Nesse segundo sentido, também se aplica a obras de compositores de outras regiões. Na musicologia, essa tendência recebe o nome de andaluzismo musical.
O flamenco reúne canto, acompanhamento instrumental e dança, chamados de cante, toque e baile. Desenvolveu-se na Andaluzia com formas que remontam ao século XVIII, a partir da música e da dança andaluzas, e teve a participação dos andaluzes de etnia cigana. Faz parte do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade e do patrimônio etnológico imaterial da Andaluzia. Jerez de la Frontera é uma das cidades apontadas como berço do flamenco.

O Estatuto de Autonomia da Andaluzia dedica ao flamenco os artigos 37.1.18.º e 68:
Principios rectores de las políticas públicas: 18º La conservación y puesta en valor del patrimonio cultural, histórico y artístico de Andalucía, especialmente del flamenco.
— Artigo 37.1.18.º
Corresponde asimismo a la Comunidad Autónoma (Andaluza) la competencia exclusiva en materia de conocimiento, conservación, investigación, formación, promoción y difusión del flamenco como elemento singular del patrimonio cultural andaluz.
— Artigo 68
Entre os compositores andaluzes estão Cristóbal de Morales, Francisco Guerrero, Francisco Correa de Arauxo, Manuel García, Manuel de Falla, Joaquín Turina e Manuel Castillo. O guitarrista Andrés Segovia participou da consolidação da guitarra clássica moderna.
A copla e o cante jondo tiveram intérpretes como Estrellita Castro, Rocío Jurado, Lola Flores, chamada de "La Faraona", Juanito Valderrama e Camarón de la Isla. Entre os guitarristas de flamenco está Paco de Lucía. No Rock flamenco, atuaram os grupos Triana e Medina Azahara. O Califato ¾ combina música folclórica andaluza com música eletrônica. A dupla Los del Río alcançou público internacional com "Macarena", tocada na final do Super Bowl e usada na campanha eleitoral do Partido Democrata dos Estados Unidos.
A região também tem o cantor e compositor Joaquín Sabina, o granadino José Ignacio Lapido, líder da banda 091, Isabel Pantoja, Rosa López, que representou a Espanha no Festival Eurovisão da Canção de 2002, David Bisbal e o cantor de flamenco Juan Pinilla, de Granada.
A população cigana também participou da formação do flamenco na Andaluzia.

Entre as décadas de 1940 e 1960, filmes ambientados na Andaluzia recorreram com frequência ao Flamenco, às touradas, à religião, aos bandoleiros, ao proprietário rural, ao emigrante e à figura do andaluz engraçado e avesso ao trabalho. A repetição desses personagens ajudou a difundir estereótipos sobre a região. Na província de Almeria, produtores norte-americanos e italianos filmaram faroestes, uma das atividades cinematográficas de maior dimensão na região antes da transição democrática.
O cinema andaluz começou nas primeiras décadas do século XX, com cineastas como José Val del Omar. Entre os diretores de gerações posteriores estão Antonio Cuadri, de El corazón de la tierra, Jesús Ponce, de 15 días contigo, Chus Gutiérrez, de Poniente, Chiqui Carabante, de Carlos contra el mundo, Alberto Rodríguez, de 7 vírgenes, Antonio Banderas, de El camino de los ingleses, Benito Zambrano, de Solas, e Manuel Martín Cuenca, de La flaqueza del bolchevique.
Em 2007, a Andaluzia recebeu mais de mil filmagens. As produções de publicidade e televisão também sustentam a atividade audiovisual, além dos longas-metragens. A Filmoteca da Andaluzia, sediada em Córdova, pesquisa, reúne e divulga a produção cinematográfica andaluza. O circuito de festivais compreende o Festival de Cinema de Málaga, o Fancine, o Festival de Cinema Europeu de Sevilha, o Festival Internacional de Curtas-Metragens Almería en Corto, o Festival de Cinema Ibero-Americano de Huelva, a Mostra Cinematográfica do Atlântico Alcances, em Cádis, o Festival Internacional de Cinema Inédito de Islantilla, o Festival de Cinema Africano de Tarifa e o Festival Internacional de Música de Cinema de Úbeda.

Entre os museus andaluzes estão o Centre Pompidou de Málaga, o Museu Picasso de Málaga, o Museu Carmen Thyssen de Málaga, o Museu de Belas-Artes de Sevilha, o Centro Andaluz de Arte Contemporânea, em Sevilha, o Museu Ibérico, em Xaém, e o Museu Julio Romero de Torres, em Córdova.
A Radio y Televisión de Andalucía, ou RTVA, é a empresa pública de comunicação da comunidade autônoma. Seu conjunto de serviços compreende canais de televisão como Canal Sur, Canal Sur 2, Andalucía TV e Canal Sur Andalucía, além de emissoras como Canal Sur Radio, Canal Fiesta, Radio Andalucía Información e Flamenco Radio. O grupo reúne três canais de televisão, cinco redes de rádio e uma plataforma digital, com distribuição internacional.

Na Andaluzia, o dialeto andaluz, ou modalidade linguística andaluza, reúne formas de falar o espanhol que variam entre localidades e grupos sociais. Seu vocabulário conserva palavras regionais e empréstimos de outras línguas, enquanto a pronúncia e outros traços não têm distribuição uniforme. As isoglossas, linhas que delimitam cada fenômeno linguístico, cruzam-se sem formar uma fronteira única para o conjunto do dialeto.

O território andaluz foi cenário de mitos compartilhados por culturas do Mediterrâneo. A colonização fenícia difundiu o culto a Baal e Melcarte, que na época romana foi aproximado de Hércules, fundador mítico de Cádis e Sevilha. No Templo de Hércules de Cádis eram figurados os doze trabalhos de Hércules. O décimo, o roubo dos bois de Gerião, é tradicionalmente situado na atual Andaluzia, e Gerião é tido como um dos reis míticos de Tartesso. As Colunas de Hércules, geralmente situadas em Calpe e Ábila, foram interpretadas como monumento a esse feito. A via romana entre Cádis e Roma recebeu o nome de Via Heráclea, pelo percurso atribuído ao herói em seu retorno com o rebanho. No brasão da Andaluzia, Hércules aparece entre dois leões.
O catolicismo é a religião majoritária, e a devoção à Virgem Maria deu à região a expressão "terra de María Santísima". Nas procissões da Semana Santa, os participantes vestem trajes de nazarenos e cantam saetas. Entre as romarias estão as da Virgen de la Cabeza, de El Rocío e da Virgen de Araceli, em Lucena, na província de Córdova. João de Ávila recebeu o nome de "Apóstolo da Andaluzia".
Em outubro de 2019, 76,5% dos entrevistados andaluzes no macrobarômetro do Centro de Investigaciones Sociológicas se declaravam católicos. Outros 9,1% eram indiferentes à religião, 6,7% ateus e 5,4% agnósticos. Outras religiões somavam 1,8%, e 0,5% não responderam.
Religião na Andaluzia, 2019
A criação de touros de lide de linhagem andaluza se desenvolveu na região nos séculos XV e XVI. A Andaluzia chegou a reunir 227 propriedades destinadas a esse gado, com 146 917 hectares. Em 2000, foram realizados 1 139 espetáculos tauromáquicos nas cem praças de touros da comunidade. A Junta da Andaluzia criou o programa "Rutas de Andalucía taurina".

Entre as feiras com música, dança e outras expressões populares estão a Feira de Abril de Sevilha, também realizada em Madri e Barcelona por comunidades de migrantes andaluzes, a Feira do Cavalo de Jerez, declarada Festa de Interesse Turístico Internacional, a Feira de Agosto de Málaga, o Corpus Christi de Granada, a Feira de Nuestra Señora de la Salud de Córdova, as Festas Colombinas de Huelva, a Feira da Virgen del Mar de Almeria e a Feira de San Lucas de Xaém.
As festas religiosas compreendem a Semana Santa de cada localidade, a Romaria de El Rocío, que chega a reunir um milhão de visitantes, e a Romaria de Nuestra Señora de la Cabeza, em Andújar, realizada em abril. As Cruzes de Maio são celebradas em Sevilha, Granada e Córdova. Nesta última cidade, o mês de maio também tem o concurso de pátios. Outras festas são o Carnaval de Cádis e a Festa da Vindima de Jerez de la Frontera.

A culinária do litoral usa mais pescado e marisco, enquanto as áreas do interior têm preparações próprias das serras e das zonas agrícolas. Na dieta mediterrânea andaluza, o azeite, os cereais, as leguminosas, as hortaliças, o pescado, as frutas de casca rija, a Carne e o vinho estão presentes nas refeições.
O pescaíto frito, peixe frito em porções pequenas, e os mariscos são consumidos no litoral e em áreas do interior próximas da costa. No golfo de Cádis, pesca-se atum-rabilho com armações. Também fazem parte da cozinha costeira os camarões de Sanlúcar, o camarão-branco de Huelva, os biqueirões de Málaga e os chanquetes. A captura destes últimos foi proibida porque as redes de malha fina também retinham exemplares imaturos de outras espécies.
O presunto curado é produzido nas serras de Serra Morena e Serra Nevada. Entre as procedências estão a Serra de Huelva, Los Pedroches e Trevélez, com denominações geográficas protegidas. Os presuntos de Huelva e Los Pedroches usam porcos ibéricos. Em Trevélez, usa-se porco branco, com cura no microclima da vertente norte da Serra Nevada. O prato alpujarrenho também faz parte da cozinha serrana.
A doçaria usa amêndoas e mel, ingredientes presentes na cozinha andalusi. Os conventos femininos de clausura preparam doces natalinos, entre eles Mantecados, polvorones, Pestiños, alfajores e doces de gemas. Outros doces são os Churros, também chamados de tejeringos, as Bizcotelas com merengue e os amarguillos. Na Andaluzia oriental, as migas de farinha se aproximam das Gachas, enquanto na Andaluzia ocidental são preparadas as poleás.
As hortaliças entram na alboronía e na pipirrana, também chamada de piriñaca. As sopas frias e quentes combinam azeite, vinagre, alho, pão, tomate e pimentão. Entre elas estão o Gaspacho, o Salmorejo, a Porra antequerana, o ajo caliente e a sopa campera. O Ajoblanco usa amêndoas e dispensa o tomate.
Os vinhos fortificados e doces são preparados por processos como o de criaderas e soleras. Entre os estilos estão fino, manzanilla, amontillado, oloroso, palo cortado, doce e moscatel. As denominações de origem compreendem Jerez-Xérès-Sherry, Condado de Huelva, Manzanilla-Sanlúcar de Barrameda, Málaga, Montilla-Moriles e Sierras de Málaga. Também há vinhos de produção tradicional como a Tintilla de Rota, o Pajarete, o Moscatel de Chipiona e o Mosto de Umbrete. A região produz vinagres e aguardentes, entre eles o Vinagre de Jerez, o Brandy de Jerez e o Anis de Rute.
No vestuário andaluz do século XVIII, o majismo, uma corrente do Casticismo, difundiu a figura do majo e da maja, com roupas próprias. Também participaram desse repertório os trajes do bandoleiro andaluz e das mulheres ciganas. O Museu de Artes e Costumes Populares de Sevilha conserva peças dessa indumentária, como os chapéus cordovês, calañés, de catite e pavero, além do traje curto e do traje de flamenca.
O artesanato compreende azulejos e alicatados, o cordovão, a Jarapa, a marchetaria, a cerâmica de Xaém, Granada e Almeria, as rendas de Granada e Huelva, os bordados de Andévalo, os trabalhos em ferro e madeira e a cestaria de vime. Parte dessas técnicas foi transmitida desde o período de domínio muçulmano. Em Jerez de la Frontera, a Real Escola Andaluza de Arte Equestre mantém espetáculos como Cómo bailan los caballos andaluces, com cavalos andaluzes.
O futebol foi introduzido na região por britânicos que trabalhavam nas empresas mineradoras da província de Huelva e se difundiu entre a população local. O Recreativo de Huelva, fundado em 1889, é o clube mais antigo da Espanha. O Real Betis Balompié foi o primeiro clube andaluz na primeira divisão, na temporada de 1932–33, e conquistou o campeonato de 1934–35. O Sevilla foi campeão em 1945–46. O Betis também ganhou a Copa da Espanha três vezes e disputou a Liga dos Campeões da UEFA de 2005–06.
O Sevilla estreou na antiga Copa dos Campeões da Europa em 1957–58, quando chegou às quartas de final. Nas edições de 2007–08 e 2009–10, foi eliminado nas oitavas de final, e em 2015–16 ficou na fase de grupos. Seu conjunto de títulos compreende sete Ligas Europa da UEFA, uma Supercopa da UEFA, uma liga espanhola, cinco Copas da Espanha e uma Supercopa da Espanha.
Almería, Betis, Sevilla e Cádiz disputaram a primeira divisão espanhola em 2022–23, enquanto Málaga e Granada estavam na segunda divisão. Na antiga Segunda B, reorganizada a partir de 2021–22, a região teve equipes como Recreativo de Huelva, Balompédica Linense, Marbella, San Fernando, Córdoba, Sevilla B, Betis B, Granada B, Atlético Sanluqueño, Cádiz B, Algeciras, El Ejido 2012 e Linares. Na organização regional da terceira divisão, o grupo IX reúne as províncias orientais de Xaém, Granada, Almeria e Málaga, enquanto o grupo X abrange as ocidentais de Sevilha, Córdova, Cádis e Huelva. No futsal, Jaén Paraíso Interior, Córdoba Patrimonio de la Humanidad, Real Betis Futsal e UMA Antequera já disputaram a primeira divisão. O Mengíbar disputou a segunda.
No basquetebol, o Unicaja Málaga foi vice-campeão da Liga ACB de 1994–95, ganhou a Copa Korać de 2001, a Copa do Rei de 2005 e a Liga ACB de 2005–06, primeiro título da competição conquistado por um clube andaluz. Na temporada de 2022–23, o Unicaja, o Coosur Real Betis e o Covirán Granada integravam a Liga ACB. O Clínicas Rincón, associado ao Unicaja, disputou a Primeira FEB em 2008–09.
No handebol, o Puente Genil disputou a Campeonato Espanhol de Handebol Masculino, principal divisão espanhola. Antequera, Keymare Almería e Algeciras também passaram pela elite nacional. A modalidade tem menos equipes em disputa por títulos e menor cobertura jornalística na região do que o futebol e o basquetebol.
No Voleibol, o Unicaja Almería reuniu 22 títulos oficiais e disputou a Superliga masculina espanhola. No tênis de mesa, Cajasur Priego TM e Caja Granada TM disputaram títulos nacionais e protagonizaram confrontos na Liga ENEBÉ. O clube de Granada ganhou mais de vinte ligas e catorze Copas do Rei, em grande parte consecutivas. A Liga de jábegas reúne regatas durante o verão no litoral de Málaga.
A seleção andaluza de futebol disputa amistosos com seleções de outros países, sem participar de competições oficiais. Parte desses jogos foi realizada na pausa de Natal dos campeonatos de clubes. A pouca frequência dos amistosos limita o acompanhamento da equipe. Em Jerez de la Frontera, a seleção venceu a Zâmbia por 4 a 1 no Estádio Chapín.
Leopoldo Sainz de la Maza foi o primeiro andaluz a participar dos Jogos Olímpicos e a ganhar uma medalha, a prata no polo em Antuérpia, em 1920. Um balanço histórico da Fundación Andalucía Olímpica reuniu 220 participações andaluzas em dezesseis edições dos Jogos de Verão e de Inverno e contabilizou seis ouros, onze pratas e dois bronzes para a Espanha.
Entre os medalhistas estão o boxeador cordovês Rafael Lozano, bronze em Atlanta em 1996 e prata em Sydney em 2000, a velejadora Theresa Zabell, radicada em Málaga, ouro em Barcelona em 1992 e Atlanta em 1996, e o tenista granadino Manuel Orantes, que ganhou duas medalhas no torneio de exibição dos Jogos do México de 1968. Os cavaleiros de Jerez Ignacio Rambla e Rafael Soto ganharam a prata no adestramento em Atenas, em 2004, e Francisco Javier Fernández, de Guadix, ganhou a prata na marcha atlética nos mesmos Jogos.
A nadadora de Málaga María Peláez participou de cinco edições. A esquiadora granadina María José Rienda, o cavaleiro sevilhano Luis Astolfi e o remador sevilhano Fernando Climent também tiveram participações repetidas. Astolfi e Fernando Climent participaram de quatro edições, e este último ganhou a prata em Los Angeles, em 1984. Sevilha apresentou pré-candidaturas aos Jogos de Verão, e Granada aos Jogos de Inverno.

O Circuito de Jerez recebe o Grande Prêmio da Espanha de Motociclismo, realizado na primavera. Tarifa sedia competições de Surfe, kitesurfe e windsurfe. O golfe é praticado nas áreas costeiras, e a equitação tem centros no interior.
A Andaluzia recebeu o Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica de 1998 e o Campeonato Mundial de Atletismo de 1999, em Sevilha, o Campeonato Mundial de Remo de 2002, os Jogos do Mediterrâneo de Almeria de 2005, os Jogos Equestres Mundiais de Jerez de 2002, o Campeonato Mundial de Vela de 2003, na baía de Cádis, e o Campeonato Mundial de Esqui Alpino de 1996, na Serra Nevada, em Granada. O calendário esportivo também compreende a Volta à Andaluzia de ciclismo e o Torneio Internacional de Xadrez Cidade de Linares.
Agências e sucursais de veículos internacionais, nacionais e regionais trabalham na Andaluzia, onde a empresa pública Radio y Televisión de Andalucía, ou RTVA, reúne a Canal Sur, emissoras de rádio e serviços digitais. Entre as rádios estão Canal Sur Radio, Canal Fiesta Radio, Radio Andalucía Información e Canal Flamenco Radio. O grupo também distribui programação no exterior e mantém uma plataforma digital de conteúdos.
Os grupos editoriais costumam publicar um jornal para cada capital provincial, Comarca ou cidade. Títulos do mesmo grupo compartilham parte do conteúdo e reservam páginas próprias às notícias locais. A imprensa gratuita também adotou essa forma de distribuição. Os jornais regionais não têm uma edição única que alcance todo o território andaluz. O Grupo Joly, que começou com o Diario de Cádiz, tem sede e capital andaluzes.
Na Andaluzia oriental, o Ideal, do grupo Vocento, tem edições nas províncias de Almeria, Granada e Xaém. Tentativas de manter um jornal para toda a comunidade, como o Diario de Andalucía, não prosperaram. Os jornais de circulação nacional, entre eles El País, El Mundo e ABC, publicam seções ou edições andaluzas.

A Canal Sur começou a transmitir em 28 de fevereiro de 1989, no Dia da Andaluzia. Suas transmissões em alta definição pela Canal Sur começaram em fevereiro de 2010, e a Canal Sur Andalucía leva a programação ao exterior.
A Canal Sur 2 estreou em 5 de junho de 1998, com programas culturais, esportivos, infantis e juvenis. Sua programação própria foi encerrada em 2012. Em 2015, foi criado o canal Andalucía TV, com programação cultural e generalista independente da Canal Sur. A Canal Sur 2 manteve uma função de acessibilidade, com conteúdo em língua de sinais.
As emissoras públicas regionais têm trajetórias distintas:
A Andaluzia mantém geminações com a Cidade Autônoma de Buenos Aires, na Argentina, desde 2001, e com Córdova, também na Argentina.
Entre os territórios com acordos de colaboração estão o estado de Guerrero, no México, desde 2008, e Melilha, na Espanha, com um protocolo geral de colaboração assinado em 2024.