Rio de Janeiro | |
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Cristo Redentor no Corcovado com os Morros do Pão de Açúcar e da Urca e a Baía de Guanabara (ao fundo) Centro a partir de Santa Teresa, com a Catedral Metropolitana (centro) e o Aqueduto da Carioca (direita) | |
| Hino | |
| Gentílico | carioca |
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| Coordenadas: 22° 54′ 10″ S, 43° 12′ 28″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Rio de Janeiro |
| Região metropolitana | Rio de Janeiro |
| Municípios limítrofes | Duque de Caxias, Itaguaí, Seropédica, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu e São João de Meriti |
| Distância até a capital | 1 148 km |
| Fundação | 1 de março de 1565 (461 anos) |
| Distritos | Lista |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Eduardo Cavaliere (PSD, 2025–2028) |
| Área | |
| • Total | 1 200,329 km² |
| • Urbana IBGE/2019 | 640,3365 km² |
| Altitude | 2 m |
| População | |
| • Total (Censo de 2022) | 6 211 223 hab. |
| • Posição | BR: 2º; RJ: 1º |
| • Estimativa (2024) | 6 729 894 hab. |
| Densidade | 5 174,6 hab./km² |
| Clima | tropical atlântico (Aw) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (PNUD/2010) | 0,799 — alto |
| • Posição | RJ: 2º |
| PIB (IBGE/2023) | R$ 418 462 360,308 mil |
| • Posição | BR: 2º |
| • Per capita (IBGE/2023) | R$ 67 371,97 |
| Sítio | prefeitura camara |
Rio de Janeiro, simplesmente referido como Rio, é a capital do estado brasileiro do Rio de Janeiro. Um dos maiores destinos turísticos internacionais no Brasil, na América Latina e também do Hemisfério Sul, é uma das primeiras cidades do país. É a segunda maior metrópole do Brasil (depois de São Paulo), a sétima maior da América e a décima oitava do mundo. Sua população segundo o censo de 2022 do IBGE era 6 211 223 habitantes. Tem o epíteto de Cidade Maravilhosa, e os que nela nascem são chamados cariocas.
Classificada como uma metrópole, exerce influência nacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político, e é um dos principais centros econômicos, culturais e financeiros do país, sendo internacionalmente conhecida por diversos ícones culturais e paisagísticos, como o Pão de Açúcar, o morro do Corcovado com a estátua do Cristo Redentor, as praias dos bairros de Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca, entre outras; os estádios do Maracanã e Nilton Santos; o bairro boêmio da Lapa e seus arcos; o Theatro Municipal do Rio de Janeiro; as florestas da Tijuca e da Pedra Branca; a Quinta da Boa Vista; a Biblioteca Nacional; a ilha de Paquetá; o réveillon de Copacabana; o carnaval carioca; a Bossa Nova e o samba. Parte da cidade foi designada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1 de julho de 2012.
Representa o segundo maior PIB do país, estimado em cerca de 418,462 bilhões * de reais (IBGE/2023), e é sede das duas maiores empresas brasileiras — a Petrobras e a Vale, e das principais companhias de petróleo e telefonia do Brasil, além do maior conglomerado de empresas de mídia e comunicações da América Latina, o Grupo Globo. Contemplado por grande número de universidades e institutos, é o segundo maior polo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, responsável por 19% da produção científica nacional, segundo dados de 2005. Pelo Globalization and World Cities Research Network, o Rio é classificado como uma cidade global beta-.
A cidade foi, sucessivamente, capital da colônia portuguesa do Estado do Brasil (1763–1815), depois do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815–1822), do Império do Brasil (1822–1889) e da República dos Estados Unidos do Brasil (1889–1968) até 1960, quando a sede do governo foi transferida definitivamente para a recém-construída Brasília. Naquele ano, o Rio foi transformado em uma cidade-estado com o nome de Guanabara e, somente em 1975, torna-se a capital do estado do Rio de Janeiro.
A Baía de Guanabara, à margem da qual a cidade se organizou, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1 de janeiro de 1502. Embora se afirme que o nome "Rio de Janeiro" tenha sido escolhido em virtude de os portugueses acreditarem tratar-se a baía da foz de um rio, na verdade, à época, não havia qualquer distinção de nomenclatura entre rios, sacos e baías — motivo pelo qual foi o corpo d'água corretamente designado como rio.
O litoral do atual estado do Rio de Janeiro era habitado por índios do tronco linguístico macro-jê há milhares de anos. Por volta do ano 1000, a região foi conquistada por povos de língua tupi procedentes da Amazônia. Um destes povos, os tamoios, também conhecidos como tupinambás, ocupava a região ao redor da Baía de Guanabara no século XVI, quando os portugueses chegaram à região.
A Baía de Guanabara, à margem da qual a cidade foi fundada, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1.º de janeiro de 1502. No entanto, em 1.º de novembro de 1555, os franceses, capitaneados por Nicolas Durand de Villegagnon, apossaram-se da Baía da Guanabara, estabelecendo uma colônia na ilha de Sergipe (atual ilha de Villegagnon). Lá, ergueram o Forte Coligny, enquanto consolidavam alianças com os índios tupinambás locais. Enquanto isso, os portugueses se aliaram a um grupo indígena rival dos tupinambás, os temiminós, e foi com o auxílio destes que atacaram e destruíram a colônia francesa em 1560.
Persistindo a presença francesa na região, os portugueses, sob o comando de Estácio de Sá, acompanhado por um grupo de fundadores incluindo também D. Antônio de Mariz, desembarcaram num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Morro do Pão de Açúcar, fundando, em 1.º de março de 1565, a cidade de "São Sebastião do Rio de Janeiro". Uma vez conquistado o território, em uma pequena praia protegida pelo Morro do Pão de Açúcar, edificaram uma fortificação de faxina e terra, o embrião da Fortaleza de São João.
A expulsão e derrota definitiva dos franceses e seus aliados indígenas, no entanto, só se deu em janeiro de 1567. A vitória de Estácio de Sá, subjugando elementos remanescentes franceses (os quais, aliados aos tamoios, dedicavam-se ao comércio e ameaçavam o domínio português na costa do Brasil), garantiu a posse do Rio de Janeiro, rechaçando, a partir daí, novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, seu domínio sobre as ilhas e o continente. A povoação foi refundada no alto do antigo Morro do Castelo, que se localizava no atual centro da cidade. O novo povoado marcou o começo de fato da expansão da cidade.
Durante quase todo o século XVII, a cidade acenou com um desenvolvimento lento. Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais. A partir delas, nasceram as principais ruas do atual Centro. Com cerca de 30 000 habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial.
Essa importância tornou-se ainda maior com a exploração de jazidas de ouro em Minas Gerais, no século XVIII: a proximidade levou à consolidação da cidade como proeminente centro portuário e econômico. Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro.
A vinda da corte portuguesa, em 1808, marcaria profundamente a cidade, então convertida no centro de decisão do Império Português, debilitado com as guerras napoleônicas. Após a Abertura dos Portos, tornou-se um proeminente centro comercial. Nos primeiros decênios, foram criados diversos estabelecimentos de ensino, como a Academia Militar, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios e a Academia Imperial de Belas Artes, além da Biblioteca Nacional — com o maior acervo da América Latina — e o Jardim Botânico. O primeiro jornal impresso do Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro, entrou em circulação nesse período. Foi a única cidade no mundo a sediar um império europeu fora da Europa.
Foi a capital do Brasil de 1763 a 1960, quando o governo transferiu-se para Brasília. Entre 1808 e 1815, foi capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, como era oficialmente designado Portugal na época. Entre 1815 e abril de 1821, sediou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, após elevação do Brasil à parte integrante do reino unido supracitado.
Após a Independência do Brasil (1822), a cidade tornou-se a capital do Império do Brasil, enquanto a província enriquecia com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Em 1823, o Rio de Janeiro recebeu o título de Muito Leal e Heroica por carta imperial de D. Pedro I, por seus habitantes terem apoiado o então príncipe regente em sua decisão de permanecer no Brasil, no que viria ser conhecido como Dia do Fico. De modo a separar a província da capital do Império, a cidade foi convertida, no ano de 1834, em Município Neutro, passando a província do Rio de Janeiro a ter Niterói como capital.
Como centro político do país, o "Rio" concentrava a vida político-partidária do Império. Foi palco principal dos movimentos abolicionista e republicano na metade final do século XIX. Durante a República Velha (1889–1930), com a decadência de suas áreas cafeeiras, o estado do Rio de Janeiro perdeu força política para São Paulo e Minas Gerais.


Os primeiros anos do século XX foram marcados por grandes obras e reformas urbanas, idealizadas pelo engenheiro e prefeito Pereira Passos, a começar pela abertura das atuais avenidas Beira-Mar, Central (a partir de 1912 Avenida Rio Branco) e Atlântica. Durante a sua administração, foram demolidas várias construções antigas, como também implodido o Morro do Senado, permitindo o alargamento da Avenida Mem de Sá. Como consequência, a população mais pobre foi obrigada a se mudar do centro para os subúrbios, em uma época em que a cidade convivia com um saneamento básico precário e diversos outros problemas sociais, com epidemias de doenças que assolavam a população, dentre elas febre amarela, peste bubônica e varíola. Assim, o governo brasileiro iniciou campanhas de erradicação que, lideradas pelo médico e sanitarista Oswaldo Cruz, não foram bem recebidas pela população carioca, ocasionando, em novembro de 1904, a Revolta da Vacina.
Em 1908, ano do centenário da chegada da Família Real ao Brasil, a cidade realizou a Exposição do Centenário da Abertura dos Portos. Em 1909, é inaugurado o Theatro Municipal e, no ano seguinte, o atual porto do Rio de Janeiro. Em 1912 seria inaugurado o primeiro trecho do bondinho do Pão de Açúcar, ligando a Praia Vermelha ao Morro da Urca e, em 1913, o segundo trecho, conectando o Pão de Açúcar ao Morro da Urca.
Na década de 1910, o Rio de Janeiro alcançou seu primeiro milhão de habitantes, chegando a 1 157 873 moradores em 1920. Em 1921, é iniciada a demolição do Morro do Castelo, concluída em 1922, sendo suas areias e pedras utilizadas em aterros na Baía de Guanabara. Em 5 de julho daquele ano, ocorre a Revolta dos 18 do Forte, quando militares rebelados se levantaram contra o governo federal, tendo como principal alvo o Forte de Copacabana. De setembro de 1922 a outubro de 1923, o Rio de Janeiro realizou a Exposição Internacional do Centenário da Independência, que contou com a participação de quatorze países. Como parte da exposição, foi inaugurado, em outubro de 1922, o Museu Histórico Nacional.



Em 13 de agosto de 1923, é inaugurado o Copacabana Palace que, projetado pelo arquiteto italiano Joseph Gire, consagrou definitivamente o turismo na zona sul, que experimentaria uma explosão demográfica. Em 1926 a cidade ganha o hipódromo da Gávea. Em 1927, a prefeitura do Rio de Janeiro contrata o arquiteto francês Alfred Agache, responsável por elaborar o Plano de Extensão, Remodelação e Embelezamento do Rio de Janeiro, apresentado em 1930. Antes, em 1929, surge o primeiro arranha-céu do Brasil, o Edifício Joseph Gire, sede do jornal A Noite que, com 22 andares e 102 metros de altura, foi o prédio mais alto da América Latina até 1934. O Cristo Redentor seria inaugurado em 1931, tornando-se um dos cartões-postais da cidade e do país. Em 1932, ocorreu o primeiro desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, na Praça Onze.
Em 1935, Pedro Ernesto, que já ocupara o cargo de interventor do Distrito Federal entre 1931 e 1934, torna-se o primeiro prefeito eleito da história carioca, porém de forma indireta, pela Câmara Municipal. Em novembro do mesmo ano, após eclodir em Natal e no Recife, a cidade vira palco da Intentona Comunista, deflagrada na Praia Vermelha e na Escola de Aviação Militar do Campo dos Afonsos. No ano de 1936, a cidade ganha o Aeroporto Santos Dumont e, em 1937, é criado o Museu Nacional de Belas Artes, inaugurado somente em 1938.
No ano de 1940, quando a população carioca era de 1 764 141 habitantes, tem-se início a abertura da Avenida Brasil, cujo primeiro trecho, entre os bairros do Caju e Parada de Lucas, seria inaugurado em 1946, enquanto o segundo trecho, entre São Cristóvão e Manguinhos, foi entregue no ano seguinte. Antes, em janeiro de 1942, a cidade sediou a Conferência do Rio, quando o Brasil rompeu relações diplomáticas com as potências do Eixo na Segunda Guerra Mundial. Em 7 de setembro de 1944, era inaugurada a atual Avenida Presidente Vargas. Em 20 de janeiro de 1948, foi lançada a pedra fundamental do estádio do Maracanã, inaugurado em 16 de junho de 1950, por ocasião da realização da Copa do Mundo.
Em 5 de agosto de 1954, o Rio de Janeiro foi palco do atentado da rua Tonelero e, dezenove dias depois, o presidente Getúlio Vargas comete suicídio no Palácio do Catete. Já em 1955, a cidade sediou o XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, na Praça do Congresso, onde foi construído o Altar-Monumento, projetado pelo renomado arquiteto Lúcio Costa.
Em 1960, com a transferência da capital federal para Brasília, o Rio de Janeiro foi transformado em uma cidade-estado com o nome de Guanabara, cujo primeiro governador foi José Sette Câmara Filho, de forma interina. No censo demográfico daquele ano, a população do município era de 3 307 163 habitantes, porém o Rio de Janeiro perderia o posto de município mais populoso do país para São Paulo. Naquele mesmo ano também foi inaugurado o Elevado da Perimetral. Em 1961, é criado o Parque Nacional da Tijuca. Já em 1962, chegam à cidade os primeiros ônibus movidos à eletricidade, os chamados trólebus (chamados pela população local de "chifrudinhos"), substituindo os bondes elétricos. Nesse mesmo ano foi inaugurado o Pavilhão de São Cristóvão (atual Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas), projetado pelo arquiteto Sérgio Bernardes para sediar a Exposição Internacional de Indústria e Comércio.

Em 13 de março de 1964, dezoito dias antes do golpe militar que derrubou o presidente João Goulart do poder, a cidade é palco do comício da Central, que reuniu cerca de duzentas mil pessoas. Em 2 de abril de 1964, cerca de 800 mil pessoas se reúnem na Marcha da Vitória, parte da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, comemorando o golpe. Vinte dias depois é inaugurado o túnel Santa Bárbara, que conecta os bairros de Laranjeiras e Catumbi. Em 1965, a cidade ganha o Museu da Imagem e do Som e o Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, o famoso Aterro do Flamengo. Em 1967, foram inaugurados o Canecão e o túnel Rebouças, que possibilitou uma ligação direta entre as zonas norte e sul do Rio de Janeiro. Em 26 de junho do ano seguinte, ocorre a Passeata dos Cem Mil, um protesto contra o regime militar que reuniu uma multidão de cem mil pessoas desde o centro da cidade até a Assembleia Legislativa da Guanabara, passando pela igreja da Candelária.
Em 1971, é inaugurada a duplicação da Avenida Atlântica, bem como seu calçadão, este projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx. Já em 1974, ocorre a inauguração da Ponte Presidente Costa e Silva (Ponte Rio-Niterói), ligando diretamente o Rio de Janeiro à vizinha Niterói sem precisar contornar a Baía de Guanabara. Naquele mesmo ano, o presidente Ernesto Geisel sancionou a lei complementar n° 20, que criou a Região Metropolitana do Rio de Janeiro e fundiu, a partir de 15 de março de 1975, os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, passando a cidade do Rio de Janeiro a ser a capital do estado. Com a fusão, o município passaria a ser administrado por um prefeito nomeado pelo governador do Rio de Janeiro, sendo o primeiro deles Marcos Tamoyo (1975-1979), seguido por Israel Klabin (1979-1980), Júlio Coutinho (1980-1983), Jamil Haddad (1983) e Marcello Alencar (1983-1985).
Em 1977, a cidade ganha o Riocentro, na época o maior centro de convenções da América Latina. Em 1979, entra em operação o metrô do Rio de Janeiro, cujas obras foram iniciadas em 1970 e paralisadas em 1971, sendo retomadas somente em 1975. No mesmo ano, é dedicada a nova Catedral Metropolitana, que substituiu a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo como sé arquidiocesana. Ainda em 1979, no Aterro do Flamengo, é inaugurada a Marina da Glória. Em 1980, a cidade recebe o Papa João Paulo II, que visitou a favela do Vidigal, o Cristo Redentor, o Estádio do Maracanã e o Aterro do Flamengo.
Em 10 de abril de 1984, o Rio de Janeiro foi palco do comício da Candelária, parte das Diretas Já, quando uma multidão se reuniu na Avenida Presidente Vargas, em frente à igreja da Candelária, para defender a volta das eleições diretas para Presidente da República. Em 1985, ocorre a primeira edição do festival Rock in Rio, que trouxe grandes nomes da música nacional e internacional. Com a redemocratização do país, ocorrem as primeiras eleições diretas para prefeito da história do Rio de Janeiro, que teve um total de vinte concorrentes, saindo vitorioso o candidato Roberto Saturnino Braga, que administrou de 1986 até setembro de 1988, quando decretou falência no município e renunciou, sendo sucedido pelo seu vice Jó Antônio Rezende, que completou o mandato. Nas eleições de 1988, vence o ex-prefeito Marcello Alencar, eleito para governar o município de 1989 a 1992.
Em 1992, o Rio de Janeiro sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUCED), mais conhecida como Rio-92 ou ECO-92, com a presença de delegações de 175 países. Nas eleições daquele ano, o candidato eleito foi Cesar Maia, gestor municipal de 1993 a 1996 e novamente de 2001 a 2008. Em 1997, o Rio de Janeiro recebe pela segunda vez o Papa João Paulo II e é inaugurada a Linha Amarela, oficialmente Avenida Governador Carlos Lacerda. Daquele ano até 2000, o município foi administrado por Luiz Paulo Conde.
Em 2007, foi sede dos Jogos Pan-Americanos, ocasião em que se realizaram investimentos em estruturas esportivas (incluindo a construção do Estádio Nilton Santos) e nas áreas de transportes, segurança pública e infraestrutura urbana. Nas eleições municipais de 2008, vence em segundo turno o candidato Eduardo Paes, reeleito em 2012 no primeiro turno.

Entre os dias 13 e 22 de junho de 2012, o Rio de Janeiro sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (CNUDS) ou Rio+20. Em 1 de julho do mesmo ano, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) designou parte da cidade como Patrimônio da Humanidade. Em 2013, a cidade recebeu a visita do Papa Francisco, por ocasião da realização da Jornada Mundial da Juventude, e o Elevado da Perimetral fora demolido. Em 2014, o Rio de Janeiro sediou sete jogos da Copa do Mundo de 2014 e, em 2016, os Jogos Olímpicos de Verão.
Em 2015, o Rio de Janeiro completou 450 anos de sua fundação, ocasião em que foi inaugurado o Túnel Rio450. No final daquele ano, a cidade ganharia o Museu do Amanhã, na Praça Mauá. Em 2016, o senador Marcelo Crivella foi eleito prefeito do município, administrando-o 2017 até 2020. Em 2018, um incêndio de grandes proporções atinge o Museu Nacional, que resultou na perda de milhares de documentos históricos. Em 18 de janeiro do ano seguinte, a UNESCO elegeu o Rio de Janeiro como a primeira Capital Mundial da Arquitetura.
Nas eleições de 2020, o ex-prefeito Eduardo Paes conquistou seu terceiro mandato à frente da prefeitura do Rio de Janeiro, sendo reeleito em 2024.

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às regiões geográficas intermediária e imediata do Rio de Janeiro. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da Microrregião do Rio de Janeiro, que por sua vez estava incluída na Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro. Com cerca de 1 200 km² de área (2,7436% do território fluminense), o município se estende desde a margem ocidental da baía de Guanabara até parte da Restinga da Marambaia e ocupa ilhas como Governador e Paquetá.
A cidade se desenvolveu sobre estreitas planícies aluviais comprimidas entre montanhas e morros e está assentada sobre três grandes maciços: Pedra Branca, Gericinó e o da Tijuca, com picos de interesse turístico como o Bico do Papagaio, Andaraí, Pedra da Gávea, Corcovado, o Dois Irmãos e o Pão de Açúcar. O Rio de Janeiro conta ainda com parques e reservas ecológicas, como o Parque Nacional da Tijuca, considerado "Patrimônio Ambiental e Reserva da Biosfera" pela UNESCO; o Complexo da Quinta da Boa Vista; o Jardim Botânico; o Jardim Zoológico do Rio; o Parque Estadual da Pedra Branca e o Passeio Público.
Seu litoral tem 197 km de extensão e inclui mais de cem ilhas que ocupam 37 km², e desdobra-se em três partes, voltadas à baía de Sepetiba, ao oceano Atlântico e à baía de Guanabara. O litoral da baía de Sepetiba tem como único acidente geográfico de expressão a Restinga da Marambaia e é arenoso, baixo e pouco recortado. O litoral da baía de Guanabara é recortado, baixo, abarca muitas ilhas (como a do Governador com 29 km²) e, em suas margens, situam-se o centro comercial e os subúrbios industriais.
O litoral Atlântico expressa alternâncias consideráveis, apresentando-se ora alto, quando em contato com as ramificações costeiras dos maciços da Pedra Branca e da Tijuca, ora baixo, trecho pelo qual se estendem as praias integradas à paisagem urbana. Diversas lagoas, como as da Tijuca, Marapendi, Jacarepaguá e Rodrigo de Freitas formaram-se nas baixadas, muitas de terreno pantanoso a ainda não completamente drenado.
A cidade do Rio de Janeiro possui um clima tropical de savana (Aw), na fronteira com um clima tropical monçônico (Am), de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger, geralmente caracterizado por longos períodos de fortes chuvas entre dezembro e março. A cidade experimenta verões quentes e úmidos e invernos quentes e ensolarados. Nas áreas interiores da cidade, temperaturas acima de 40 °C são comuns durante o verão, embora raramente por longos períodos, enquanto temperaturas máximas acima de 23 °C podem ocorrer mensalmente.
Ao longo da costa, os ventos marítimos moderam a temperatura. Devido à sua localização geográfica, a cidade pode receber frentes frias que avançam da Antártica, especialmente durante o outono e o inverno, podendo ter quedas de temperatura. No verão, pode haver chuvas fortes e tempestades que, em algumas ocasiões, provocam alagamentos e deslizamentos de terra catastróficos. As áreas mais montanhosas da cidade costumam registrar as maiores quantidades de precipitação, devido à maior incidência de chuvas orográficas. Algumas áreas da cidade ocasionalmente são suscetíveis à queda de granizo.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1931 a temperatura mínima absoluta registrada no Rio de Janeiro foi de 6,4 °C em 18 de agosto de 1933, na estação meteorológica do bairro Bangu (desativada em março de 2004). A mesma estação, no bairro mais quente da cidade, registrou máxima de 43,1 °C em 14 de janeiro de 1984, que foi o recorde de maior temperatura na cidade até 26 de dezembro de 2012, quando foram registrados 43,2 °C na estação do bairro Santa Cruz. O recorde de chuva em 24 horas é de 349,4 mm em 26 de fevereiro de 1971, registrados na antiga estação do bairro Engenho de Dentro.
| Dados climatológicos para Rio de Janeiro | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima média (°C) | 35,1 | 34,6 | 33,8 | 31,5 | 29,5 | 28,7 | 28,9 | 29,3 | 30,9 | 31,1 | 31,2 | 33,5 | 31,5 |
| Temperatura mínima média (°C) | 21,2 | 20,9 | 20,5 | 18,6 | 16,8 | 15,9 | 15,2 | 15,4 | 17,4 | 18,3 | 18,5 | 20,1 | 18,2 |
| Precipitação (mm) | 169 | 123,3 | 139,4 | 112,8 | 78,4 | 59,6 | 57 | 56,3 | 72,6 | 95,6 | 129 | 145,2 | 1 238,2 |
| Fonte: Alerta Rio (temperaturas médias: 2015-2024; precipitação: 1997-2024) | |||||||||||||
| Dados climatológicos para Rio de Janeiro (Vila Militar) | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima recorde (°C) | 40,9 | 40,3 | 39,8 | 37,1 | 37 | 35,3 | 36,5 | 38,6 | 40,9 | 42,2 | 42,5 | 41,4 | 42,5 |
| Temperatura mínima recorde (°C) | 18 | 18,9 | 17,5 | 12 | 10,7 | 8,7 | 8,1 | 9 | 9,2 | 11,2 | 13,9 | 14,5 | 8,1 |
| Fonte: INMET (recordes de temperatura: 12/04/2007-presente) | |||||||||||||
| Dados climatológicos para Rio de Janeiro (Alto da Boa Vista) | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima recorde (°C) | 37,5 | 36,5 | 36,8 | 34,8 | 33 | 32,9 | 32,7 | 38,5 | 37,5 | 38,5 | 37,1 | 38,5 | 38,5 |
| Temperatura máxima média (°C) | 30,2 | 30,6 | 29,1 | 27,5 | 25 | 24,3 | 24,1 | 24,6 | 25,2 | 26,3 | 26,8 | 29,1 | 26,9 |
| Temperatura mínima média (°C) | 20,8 | 21 | 20,2 | 18,8 | 16,5 | 15,6 | 15,1 | 15,4 | 16,5 | 17,6 | 18,5 | 20 | 18 |
| Temperatura mínima recorde (°C) | 12 | 15,2 | 14,5 | 11,5 | 10,2 | 6,7 | 7,3 | 8,7 | 8,1 | 10,5 | 11,4 | 10,2 | 6,7 |
| Precipitação (mm) | 228,6 | 177,8 | 252 | 201,1 | 180,8 | 154,1 | 179,9 | 150,5 | 219,5 | 194,7 | 239 | 236,8 | 2 414,8 |
| Dias com precipitação | 11 | 9 | 11 | 9 | 9 | 8 | 8 | 9 | 11 | 11 | 13 | 12 | 121 |
| Fonte: INMET (normal climatológica de 1991-2020; recordes de temperatura: 01/06/1966-presente) | |||||||||||||
| Dados climatológicos para Rio de Janeiro (Bangu) | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima recorde (°C) | 43,1 | 40,8 | 41,2 | 38,9 | 36,8 | 35,7 | 36,1 | 40,2 | 42 | 41,6 | 41,6 | 41,1 | 43,1 |
| Temperatura máxima média (°C) | 33,9 | 34,8 | 33 | 31,5 | 29 | 28,2 | 27,5 | 28,4 | 28,3 | 29,9 | 31,5 | 32,8 | 30,7 |
| Temperatura mínima média (°C) | 23,8 | 24 | 23,2 | 21,7 | 19,3 | 17,8 | 17,1 | 17,7 | 18,6 | 20,3 | 21,7 | 22,9 | 20,7 |
| Temperatura mínima recorde (°C) | 16,9 | 15 | 15,4 | 12,5 | 9,8 | 6,8 | 8,8 | 6,4 | 9,8 | 8,9 | 11,4 | 14 | 6,4 |
| Precipitação (mm) | 204,9 | 148,7 | 155,7 | 108,7 | 74,8 | 56,4 | 43,5 | 38,8 | 81,2 | 80,9 | 105 | 152,4 | 1 251 |
| Dias com precipitação (≥ 1 mm) | 12 | 9 | 10 | 7 | 7 | 5 | 5 | 5 | 9 | 9 | 9 | 11 | 98 |
| Fonte: INMET (normal climatológica de 1981-2010; recordes de temperatura: 01/01/1931 a 31/03/2004) | |||||||||||||
| Dados climatológicos para Rio de Janeiro (Realengo) | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima recorde (°C) | 40,5 | 40,3 | 39,5 | 38 | 35,6 | 35,4 | 35,5 | 38,5 | 40,6 | 42 | 40,3 | 41,5 | 42 |
| Temperatura máxima média (°C) | 32,6 | 33,3 | 32,5 | 30,8 | 28,1 | 27,7 | 26,9 | 28 | 28 | 29,2 | 30,4 | 31,3 | 29,9 |
| Temperatura mínima média (°C) | 23,5 | 23,5 | 23,1 | 21,3 | 18,4 | 16,8 | 16,4 | 17,4 | 18,2 | 20 | 21,3 | 22,6 | 20,2 |
| Temperatura mínima recorde (°C) | 17,8 | 16,9 | 17,3 | 13,7 | 12,2 | 9 | 8,5 | 9,8 | 10 | 11,6 | 13,2 | 16,5 | 8,5 |
| Precipitação (mm) | 169,4 | 113,4 | 137,8 | 92,4 | 52,8 | 32,8 | 43,7 | 26,6 | 48,1 | 82,2 | 111,7 | 163,9 | 1 074,8 |
| Fonte: INMET (normal climatológica de 1981-2010; recordes de temperatura: 01/04/1971 a 31/10/1976, 01/06/1986 a 30/11/1986 e 01/01/1999-presente) | |||||||||||||
| Dados climatológicos para Rio de Janeiro (Santa Cruz) | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima recorde (°C) | 42,5 | 41,5 | 40,1 | 38,5 | 36 | 35,2 | 36 | 39,1 | 41,2 | 41,2 | 40,5 | 43,2 | 43,2 |
| Temperatura máxima média (°C) | 32,7 | 33,6 | 32,3 | 30,8 | 28,2 | 27,6 | 26,7 | 27,7 | 27,4 | 28,7 | 30 | 31,2 | 29,7 |
| Temperatura mínima média (°C) | 22,9 | 23,1 | 22,6 | 21,4 | 19,1 | 18 | 17,3 | 17,8 | 18,5 | 19,7 | 20,9 | 22 | 20,3 |
| Temperatura mínima recorde (°C) | 16,9 | 17,8 | 16,4 | 13,2 | 12 | 9 | 9,7 | 11,6 | 11,3 | 13,3 | 14,6 | 16,1 | 9 |
| Precipitação (mm) | 143,8 | 100,1 | 110,6 | 101,3 | 67,7 | 48 | 52,2 | 36,7 | 71,4 | 76,7 | 92,8 | 138,9 | 1 040,2 |
| Dias com precipitação (≥ 1 mm) | 11 | 8 | 9 | 7 | 7 | 5 | 6 | 6 | 8 | 8 | 9 | 11 | 95 |
| Fonte: INMET (normal climatológica de 1981-2010; recordes de temperatura: 01/10/1963 a 16/10/1994 e 05/04/1998 a 31/08/2019) | |||||||||||||
Em razão da alta concentração de indústrias na região metropolitana, a cidade tem enfrentado sérios problemas de poluição ambiental. A baía de Guanabara perdeu áreas de manguezal e sofre com resíduos provenientes de esgotos domiciliares e industriais, óleos e metais pesados. Não obstante suas águas se renovem ao confluírem para o mar, a baía é receptora final de todos os afluentes gerados nas suas margens e nas bacias dos muitos rios e riachos que nela deságuam. Os níveis de material particulado no ar se encontram duas vezes acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, em parte devido à numerosa frota de veículos em circulação. Em uma pesquisa divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo em 2007, o Rio de Janeiro foi apontado como a quinta capital mais poluída do Brasil, atrás apenas de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba.
As águas da baía de Sepetiba seguem lentamente o caminho traçado pela baía de Guanabara, com esgotos domiciliares produzidos por uma população da ordem de 1,29 milhão de habitantes sendo lançados sem tratamento em valões, córregos ou rios. Com relação à poluição industrial, rejeitos de grande toxicidade, dotados de altas concentrações de metais pesados — principalmente zinco e cádmio —, já foram despejados ao longo dos anos por fábricas dos distritos industriais de Santa Cruz, Itaguaí e Nova Iguaçu, implantados sob orientação de políticas estaduais.
Algumas praias da orla carioca, na maior parte do ano, encontram-se impróprias para o banho sendo comum após fortes chuvas a formação de "línguas negras" nas areias das praias. Segundo boletim da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, parte de Ipanema, Arpoador e Praia Vermelha, além de Bica, Guanabara e Central (Urca), são consideradas impróprias para o banho, haja vista que suas areias têm alta concentração de coliformes e da bactéria Escherichia coli, que indica a presença de lixo e fezes.
As lagoas Marapendi e a Rodrigo de Freitas têm sofrido com a leniência das autoridades e o avanço dos condomínios no local. O despejo de esgoto por ligações clandestinas e a consequente proliferação de algas diminuem a oxigenação das águas, ocasionando a mortandade de peixes. Há, por outro lado, sinais de despoluição na lagoa Rodrigo de Freitas feita através de uma parceria público-privada estabelecida em 2008 visa garantir que as águas da lagoa estejam próprias para o banho. As ações de despoluição envolvem a planificação do leito, com transferência de lodo para grandes crateras presentes na própria lagoa, e a criação de uma nova ligação direta e subterrânea com o mar, que contribuirá no sentido de aumentar a troca diária de água entre os dois ambientes.
| Crescimento populacional | |||
|---|---|---|---|
| Censo | Pop. | %± | |
| 1872 | 274 972 | ||
| 1890 | 522 651 | 90,1% | |
| 1900 | 746 749 | 42,9% | |
| 1920 | 1 157 873 | 55,1% | |
| 1940 | 1 764 141 | 52,4% | |
| 1950 | 2 377 451 | 34,8% | |
| 1960 | 3 307 163 | 39,1% | |
| 1970 | 4 251 918 | 28,6% | |
| 1980 | 5 090 723 | 19,7% | |
| 1991 | 5 480 768 | 7,7% | |
| 2000 | 5 857 904 | 6,9% | |
| 2010 | 6 320 446 | 7,9% | |
| 2022 | 6 211 223 | −1,7% | |
| Censos demográficos do IBGE | |||
Após décadas de crescimento, a população carioca encolheu 1,72% durante o período entre os censos de 2010 e 2022. Em 2010 eram 6 320 446 habitantes, número que caiu para 6 211 223 em 2022. Segundo o censo mais recente, a densidade demográfica era de 5 174,6 hab/km² e a razão de sexo de 86,6, com 53,59% dos habitantes sendo do sexo feminino e 46,41% do sexo masculino. Desde 1960, quando foi ultrapassado por São Paulo, o município do Rio de Janeiro mantém-se no posto de segundo mais populoso do Brasil.


No censo de 2022, a maior parte da população do Rio de Janeiro era formada por branca (45,4%) ou parda (38,7%), havendo também pretos (15,6%), amarelos (0,17%) e indígenas (0,11%). De acordo com estudos genéticos autossômicos recentes, a herança europeia é a dominante tanto entre "brancos" quanto entre "pardos", respondendo, então, pela maior parte da ancestralidade dos habitantes do Rio de Janeiro. A contribuição africana encontra-se presente, em alto grau, sendo maior entre os "negros". Também a ancestralidade ameríndia encontra-se presente, principalmente na população morena, autodeclarada parda.
Também existem muitos afro-brasileiros desde o período colonial — a maioria descendente de escravos trazidos de Benim, Angola e Moçambique. Com importantes contribuições de seu sincretismo religioso e musical, elementos remanescentes da cultura africana encontram-se hoje emaranhados à cultura brasileira e da cidade. No início do século XIX, o Rio de Janeiro tinha a maior população urbana de escravos nas Américas, superando inclusive Salvador e Nova Orleães.
Os africanos provinham de diferentes regiões do continente africano, mas no Rio predominaram os oriundos de Cabinda, do Congo Norte, Benguela, Moçambique, Luanda e de Angola. Os afrodescendentes nascidos no Brasil se diferenciavam dos africanos e poderiam ser divididos em três grupos. O primeiro era de crioulos, negros filhos de pais africanos nascidos no Brasil. Os pardos, já miscigenados, sobretudo com portugueses. Por fim, os cabras, resultado de outras miscigenações, inclusive com índios. Em 1849, 43,51% da população carioca era denominada preta e 80 mil escravos habitavam a cidade.

Dentre os fluxos migratórios mais significativos, destacam-se os de portugueses e demais povos europeus, nordestinos e afro-brasileiros. Tal fluxo migratório deflagrou-se no século XVI e atingiu seu auge no início do século XX, constituindo uma das maiores massas de imigrantes já recebidas pelo país. Entretanto, foi particularmente em 1808, com o estabelecimento da Família Real Portuguesa no Rio de Janeiro, e a relativa proximidade das jazidas mineiras (descobertas no século XVIII), que a cidade beneficiou-se da onda lusitana. Somente naquele ano, aportaram em território brasileiro 15 mil nobres e pessoas da alta sociedade portuguesa — a grande maioria, na então capital da Colônia.
Após a Independência, os fluxos migratórios apresentaram uma redução paulatina, em razão da lusofobia inerente à época. Porém, com o passar dos anos a carência de mão de obra ocasionada pelo fim do tráfico negreiro e os frequentes revezes socioeconômicos enfrentados por Portugal fariam a imigração portuguesa tornar a crescer no Rio e no Brasil. A partir de 1850, a imigração portuguesa tomou caráter quase que exclusivamente urbano e, ao contrário de alemães e italianos que vinham para trabalhar na agricultura, os portugueses rumavam a dois destinos preferenciais: as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Entre 1881 e 1991, mais de 1,5 milhão de pessoas migraram de Portugal para o Brasil. Em 1906, 133 393 portugueses viviam no Rio de Janeiro — 16% da população da época.
Em 1920, os portugueses compunham 15% da população da cidade e 71% dos estrangeiros. Em 1950, os lusitanos se reduziram a 10% da população, apesar da presença de 196 mil residentes portugueses, sendo então a terceira cidade do mundo com mais portugueses, atrás somente de Lisboa e do Porto. Apesar de as taxas migratórias terem-se reduzido drasticamente a partir da década de 1930 (e, com maior ênfase, após 1960), ainda hoje, a cidade é considerada como tendo a segunda maior população portuguesa do mundo, depois de Lisboa. No censo de 2000, com mais de 5,8 milhões de habitantes, em torno de 1% da população do Rio ainda era nascida em Portugal. Alemães, italianos, russos, suíços, libaneses, espanhóis, franceses, argentinos, chineses e seus respectivos descendentes compõem uma parcela considerável dos povos estrangeiros radicados na cidade. Entre 1920 e 1935, aportaram na cidade dezenas de milhares de imigrantes judeus do Leste Europeu, sobretudo da Ucrânia e da Polônia.
É possível notar também um respeitável contingente de pessoas de outros estados, sobretudo nordestinos. Paraibanos e pernambucanos fazem-se bastante presentes. No auge da industrialização, entre as décadas de 1960 e 1980, passaram a migrar para a região Sudeste em busca de melhores condições de vida e trabalho. Com a melhoria estrutural de outras regiões do país, e os problemas resultantes da superpopulação nas grandes cidades, a migração nordestina diminuiu consideravelmente. Embora Rio de Janeiro e São Paulo continuem sendo importantes polos de atração, a migração "polinucleada" ganhou contornos mais acentuados.

São diversas as doutrinas religiosas manifestas na cidade. Tendo-se expandido sobre uma matriz social de predominância católica — em virtude do processo colonizador e imigratório e da ausência de um estado laico que, à época, preconizava o catolicismo. No entanto, é substancial a presença de dezenas de denominações protestantes, além do espiritismo. As religiões afro-brasileiras encontram respaldo em vários segmentos sociais. Testemunhas de Jeová, mórmons, judeus, muçulmanos e budistas são grupos minoritários, mas em ascensão. Em 2022, da população com idade igual ou superior a dez anos, 43,62% eram católicos, 25,48% evangélicoss ou protestantes, 5,11% espíritas e 3,55% umbandistas ou candomblecistas. Outros 16,1% não tinham religião, 0,1% não declararam, 0,05% não souberam sua preferência religiosa e 0,02% seguiam religiões tradicionais indígenas.
A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, Sé Metropolitana da respectiva Província Eclesiástica, pertence ao Conselho Episcopal Regional Leste I da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) (instalada no Rio até 1977). Fundada em 1676, abrange um território de 1 721 km².
A Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, ou Catedral Metropolitana, foi inaugurada em 1979, na região central da cidade. Suas instalações guarnecem um acervo de grande valor histórico e religioso: o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra e o Arquivo Arquidiocesano. Lá também estão sediados o Banco da Providência e a Cáritas Arquidiocesana. Em estilo contemporâneo, apresenta formato cônico, com 96 m de diâmetro interno e capacidade para receber até 20 mil fiéis. O esplendor da edificação, de linhas retas e sóbrias, deve-se aos cambiantes vitrais talhados nas paredes até a cúpula. Seu projeto e execução foram coordenados pelo Monsenhor Ivo Antônio Calliari (1918–2005). São Sebastião é reconhecido como o padroeiro da cidade, razão pela qual esta recebeu o nome canônico de "São Sebastião do Rio de Janeiro".
Na cidade coexistem vários credos protestantes ou reformados, exemplificados pelas Igrejas Presbiteriana, Congregacional, Luterana e Anglicana. Além de Igrejas de cunho evangélico como a Igreja Batista, Metodista, Adventista do Sétimo Dia e pelas de origem pentecostal: Universal do Reino de Deus, Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Evangelho Quadrangular, Casa da Bênção, Deus é Amor, Cristã Maranata e Nova Vida.

Em 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do Rio de Janeiro era considerado "alto" pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cujo valor, de 0,799, era o segundo maior a nível estadual (depois de Niterói) e o 45.º a nível federal. Considerando apenas a longevidade o índice é de 0,845, o índice de renda é de 0,840 e o de educação de 0,719.
Embora classificada como uma das principais metrópoles do mundo, o Rio de Janeiro é uma cidade de fortes contrastes econômicos e sociais. Segundo o censo de 2010 feito pelo IBGE, 1,39 milhão dos 6,29 milhões de habitantes da cidade — o que corresponde a aproximadamente 22% de sua população — vivem em aglomerados subnormais. Essas favelas se instalam principalmente sobre os morros, devido ao relevo mamelonar do Rio de Janeiro, ou em mangues aterrados como no Complexo do Manguinhos, onde as condições de moradia, saúde, educação e segurança são extremamente precárias.
Um aspecto original das favelas do Rio é a proximidade aos distritos mais valorizados da cidade, simbolizando a forte desigualdade social, característica do Brasil. Alguns bairros de luxo, como São Conrado, onde se localiza a favela da Rocinha, encontram-se "espremidos" entre a praia e os morros. Nas favelas, ensino público e sistema de saúde deficitários ou inexistentes, aliados à saturação do sistema prisional, contribuem com a intensificação da injustiça social e da pobreza.

Desde meados dos anos 1990, em decorrência da violência urbana, o Rio vem conquistando espaço na imprensa nacional e (nos últimos anos) internacional. A cidade apresenta índices de criminalidade relativamente elevados, em especial, o homicídio. Até o ano de 2007, na região metropolitana contabilizavam-se quase 80 mortos por semana — a maioria vítimas de assaltos, balas perdidas e do narcotráfico. Entre 1978 e 2000, 49 900 pessoas foram mortas no Rio, mais do que em toda a Colômbia no mesmo período. Importante destacar, no entanto, que dados do 17.º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do ano de 2022, demonstram que das 27 capitais brasileiras, a cidade ocupa apenas a 20ª posição no ranking de homicídios, com um índice de 21,2 homicídios por 100 mil habitantes, figurando como uma das 8 menos letais no país.
A polícia do Rio de Janeiro também é demasiadamente violenta; em 2006 matou 1 063 pessoas no estado, sendo 1 195 apenas em 2003. Até abril de 2007, a média era de 3,7 por dia. A título de comparação, a polícia dos Estados Unidos matou apenas 347 pessoas em todo o território estadunidense ao longo de 2006. Em 2007, os policiais recebiam em média R$ 874 por mês, ou o equivalente R$ 10 488 em um ano. Baixos salários e equipamentos insuficientes fazem com que a polícia carioca consiga resolver apenas 3% de todos os assassinatos ocorridos na cidade.
Entretanto, pesquisas recentes demonstram que a violência urbana vem caindo na cidade, sobretudo nos últimos anos. O "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", estudo realizado conjuntamente pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA) e pelo Instituto Sangari, com o aval do Ministério da Saúde e do Ministério da Justiça, divulgado em janeiro de 2008, revela que no Rio de Janeiro a taxa geral de homicídios por 100 mil habitantes retrocedeu 40% entre 2002 e 2006, levando-o da 4ª para a 14ª posição no ranking das capitais mais violentas do Brasil naquele ano.
Em 2002, a capital fluminense registrava 62,8 casos de homicídio para cada 100 mil pessoas. Em 2006, após quedas anuais sucessivas, esta taxa chegou a 37,7 — abaixo da aferida para cidades menores como Recife (90,9), Vitória (88,6), Curitiba (49,3), Belo Horizonte (49,2), Salvador (41,8) e Florianópolis (40,7). Em 2022, o índice passou a ser de 21,2 homicídios para cada 100 mil habitantes, revelando uma queda brusca e ocupando o lugar de 8ª capital menos letal no Brasil, apesar da intensa cobertura midiática em torno da cidade e dos crimes cometidos dentro de suas fronteiras.
No entanto, apesar da salutar redução dos índices de criminalidade, o Rio ainda ocupa o segundo lugar com relação ao número absoluto de homicídios ocorridos em 2006, atrás apenas de São Paulo. Um relatório anterior, divulgado em outubro de 2007, também com a chancela dos Ministérios da Saúde e da Justiça, apontava uma redução inferior (17,5%) nos índices de homicídio entre 2003 e 2006, período no qual a capital respectivamente teria oscilado da 3ª a 5ª colocação entre as mais violentas do Brasil.
No Rio de Janeiro, o poder executivo é representado pelo prefeito e gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano Diretor, porém, preceituam que a administração pública deve conferir à população ferramentas efetivas ao exercício da democracia participativa. Deste modo, a cidade é dividida em subprefeituras, cada uma delas dirigida por um submandatário nomeado diretamente pelo prefeito.
O poder legislativo é constituído à câmara municipal, composta por 51 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição, que disciplina um número mínimo de 42 e máximo de 55 para municípios com mais de cinco milhões de habitantes). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo.
Existem também os conselhos municipais, que atuam em complementação ao processo legislativo e ao trabalho engendrado nas secretarias. Obrigatoriamente formados por representantes de vários setores da sociedade civil organizada, acenam em frentes distintas — embora sua representatividade efetiva seja por vezes questionada. Encontram-se atualmente em atividade: Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural (CMPC), de Defesa do Meio Ambiente (CONDEMAM), de Saúde (CMS), dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), de Educação (CME), de Assistência Social (CMAS) e Antidrogas.
Por ser a capital do estado homônimo, a cidade é sede do governo fluminense. O Palácio Guanabara (anteriormente conhecido como Paço Isabel) fica no bairro Laranjeiras, na zona sul, e é a sede oficial do poder executivo fluminense. Não deve ser confundido com o Palácio Laranjeiras, situado no mesmo bairro, que é a residência oficial do governador do Rio de Janeiro.
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) é o órgão de poder legislativo estadual e está sediada no Palácio Tiradentes, onde anteriormente funcionou a Câmara dos Deputados do Brasil.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) é o órgão máximo do poder judiciário do estado. Seu fórum central está localizado no Centro do Rio de Janeiro, mas, de 2013 a julho de 2018, algumas das varas judiciais deste foro foram deslocadas para a Cidade Nova.

A cidade do Rio de Janeiro foi, sucessivamente, capital da colônia portuguesa do Estado do Brasil (1621–1815), depois do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815–1822), do Império do Brasil (1822–1889) e da República dos Estados Unidos do Brasil (1889–1968) até 1960, quando a sede do governo foi transferida definitivamente para a então recém-construída Brasília.
Apesar da mudança da capital federal, 59% dos servidores civis do Poder Executivo de órgãos federais e empresas públicas permaneceram na cidade. O Rio de Janeiro é também o único estado brasileiro onde o número de servidores federais supera o número dos servidores estaduais. Cerca de um terço de todos os órgãos e empresas públicas federais continua na ex-capital, sendo 50 repartições públicas, entre agências, autarquias, fundações e empresas públicas, como a Biblioteca Nacional, a Comissão Nacional de Energia Nuclear, a Fiocruz, o BNDES, a Petrobras, a Eletrobras, o IBGE, a Casa da Moeda, o Arquivo Nacional, entre outros.
O professor Christian Lynch, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), tem proposto que a cidade do Rio e a sua região metropolitana sejam federalizadas, formando uma segunda cidade federal no Brasil. De acordo com Lynch, a mudança da capital teria criado um ciclo de crises no Rio, que não poderia ser solucionado de outra forma, dada a marcada presença da União na cidade. A ideia se inspira em São Petersburgo que, depois de ser capital da Rússia por 200 anos, entrou em decadência com a mudança da capital para Moscou, até ser novamente federalizada em 1997. A proposta inclui também a possibilidade de transferência da sede de algumas funções do governo federal de volta ao Rio, como o Congresso Nacional ou Supremo Tribunal Federal.
A política das cidades-irmãs tem como objetivo a criação de relações e protocolos, notadamente na esfera econômica e cultural, de modo que cidades estabeleçam entre si laços de cooperação. São cidades-irmãs do Rio de Janeiro, reconhecidas por lei municipal:
São também consideradas cidades parceiras:
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O município do Rio de Janeiro é dividido oficialmente em 166 bairros, 33 regiões administrativas ou subdistritos, nove subprefeituras e cinco zonas: Central, Norte, Oeste, Sudoeste e Sul.
No censo de 2022, os bairros mais populosos do município, acima de duzentos mil habitantes, eram Campo Grande (352 356 habitantes), Santa Cruz (249 130), Jacarepaguá (217 462) e Bangu (209 302). Na outra ponta da lista, os bairros menos populosos, com menos de dois mil residentes, eram Saúde (1 876 moradores), Zumbi (1 817), Cidade Universitária (1 303), Joá (983) e Grumari (184). O Centro possuía 23 774 habitantes. Dentre as regiões administrativas, a mais populosa era Jacarepaguá, com 653 492 moradores, enquanto a de menor população era Ilha de Paquetá, com apenas 3 486.

Rio de Janeiro é a cidade com o segundo maior PIB no Brasil, superada apenas por São Paulo, o qual, segundo dados do IBGE, foi de cerca de 418 bilhões de reais em 2023 — equivalente a 3,82% do total nacional. O setor de serviços abarca a maior parcela do PIB (65,52%), seguido pela arrecadação de impostos (23,38%), pela atividade industrial (11,06%) e pelo agronegócio (0,04%).
Segundo pesquisa da consultoria Mercer sobre o custo de vida para funcionários estrangeiros, o Rio de Janeiro está entre as cidades mais caras do mundo, colocada na posição 13 em 2012, 18 postos acima de sua classificação de 2010, e superada por São Paulo (posição 12), mas na frente de cidades como Londres, Paris, Milão e Nova Iorque.

Beneficiando-se da posição de capital federal por quase dois séculos (1763–1960), a cidade se transformou em um dinâmico centro administrativo, financeiro, comercial e cultural. A Região Metropolitana do Rio de Janeiro, tal como considerada pelo IBGE, tem um PIB de 187 374 116 000 de reais, constituindo o segundo maior polo de riqueza nacional. Concentra 68% da força econômica do estado e 7,91% de todos os bens e serviços produzidos no país.
Levando-se em consideração a rede de influência urbana exercida pela metrópole (e que abrange 11,3% da população brasileira), esta participação no PIB sobe para 14,4%, segundo o estudo divulgado em outubro de 2008 pelo IBGE. Há muitos anos congrega o segundo maior polo industrial do Brasil, contando com refinarias de petróleo, indústrias navais, siderúrgicas, metalúrgicas, petroquímicas, gás-químicas, têxteis, gráficas, editoriais, farmacêuticas, de bebidas, cimenteiras e moveleiras. No entanto, as últimas décadas atestaram uma nítida transformação em seu perfil econômico, que vem adquirindo, cada vez mais, matizes de um grande polo nacional de serviços e negócios.
A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), que funcionou até 2002, foi a primeira bolsa de valores fundada no Brasil, em 1845, e se localiza na região central.

Na cidade do Rio de Janeiro estão sediados uma boa parte dos maiores conglomerados empresariais do Brasil. Entre eles estão as três maiores multinacionais dos setores de energia e de mineração do Brasil, a Petrobras, a Vale S.A. e o Grupo EBX; o maior grupo de mídia e de comunicações da América Latina, o Grupo Globo; além de grandes empresas do setor de telecomunicações, tais como: a CorpCo (proprietária da Oi e da Portugal Telecom), a TIM, a Embratel, a Intelig e a Star One (maior empresa latino-americana de gerenciamento de satélites).
Na petroquímica, verifica-se um arranjo consentâneo de mais de 700 empresas, dentre as quais as maiores do Brasil (Shell, Esso, Ipiranga, Chevron, PRIO, Repsol). A maioria mantém centros de pesquisa espalhados por todo o estado e, juntas, produzem mais de 4/5 do petróleo e dos combustíveis distribuídos nos postos de serviço do território nacional. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Ternium Brasil (maior siderúrgica da América Latina) e a filial brasileira da BHP Billiton exercem papel de destaque no setor de mineração. A cidade também reúne os principais grupos nacionais e internacionais da indústria naval e os maiores estaleiros do estado e de todo o Brasil — o qual detém cerca de 90% da produção de navios e de equipamentos offshore no Brasil.
Americanas, Coca-Cola Brasil, Eletrobras, Michelin, Neoenergia, Xerox do Brasil, GE Oil & Gás, Light, Chemtech, Transpetro, BAT Brasil, Grupo SulAmérica e Vibra Energia. compõem a lista das grandes companhias sediadas na cidade. É expressiva a quantidade de indústrias do ramo farmacêutico instaladas na cidade, com ênfase para Schering-Plough, GlaxoSmithKline, Roche e Merck.

O Rio de Janeiro herdou de seu passado uma forte vocação cultural. Atualmente, aglutina os principais centros de produção da TV brasileira: o Estúdios Globo da TV Globo, o Casablanca Estúdios da Record e o Polo de Cinema de Jacarepaguá — responsáveis pela geração de cerca de 10 mil empregos diretos e 30 mil indiretos. Em 2006, 65% da produção do cinema nacional foi realizada exclusivamente por estúdios cariocas, captando 91 milhões de reais em recursos federais através de leis de incentivo fiscal. Uma parcela significativa do parque gráfico-editorial brasileiro também faz-se presente. Quanto à indústria fonográfica, figuram empresas como EMI, Universal Music, Sony Music, Warner Music e Som Livre.
Muitas empresas estatais, fundações públicas e autarquias federais possuem suas sedes estabelecidas na cidade, com destaque o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Casa da Moeda do Brasil, as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

O turismo confere mais do que um mero adendo à economia local, uma vez que muitos turistas são atraídos por uma miríade de ícones culturais e paisagísticos — o que leva à criação de diversos postos de trabalho, robustecendo os setores comercial e de hotelaria. De acordo com um levantamento recente da Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE) para 2008, existem 30 estabelecimentos da categoria (segundo lugar no ranking), ou 8,2% do total nacional). É a primeira cidade do Brasil a ter um domínio web próprio, o .rio
A cidade é o maior destino turístico internacional no Brasil, da América Latina e de todo o Hemisfério Sul, sendo a cidade brasileira mais conhecida no exterior, que serve como um "espelho", ou "retrato" nacional, seja positiva ou negativamente. Tem o epíteto de Cidade Maravilhosa e parte da cidade foi designada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, com o nome "Rio de Janeiro: paisagens cariocas entre a montanha e o mar", em 1 de julho de 2012, tornando-se uma paisagem cultural.
O Rio de Janeiro também tem as diárias de hotel mais caras do Brasil. Com o mesmo valor pago por uma diária em hotéis de duas estrelas na cidade, é possível se hospedar em hotéis quatro estrelas em cidades como Pequim, Buenos Aires, Amsterdã e Barcelona, ou em um hotel da categoria de três estrelas na cidade de São Paulo.

O fator "educação" do IDH no município atingiu em 2010 a marca de 0,719, ao passo que a taxa de alfabetização indicada pelo último censo demográfico do IBGE foi de 97,2%, ocupando a quinta posição dentre as capitais brasileiras, depois das três capitais da região Sul e de Belo Horizonte (Minas Gerais). De acordo com dados do Portal QEdu, o município obteve uma nota média de 5,1 no IDEB 2021 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) para os anos finais do ensino fundamental. A nota é menor do que a média estipulada, que era de 5,6. Já nos anos iniciais, a cidade apresentou a nota média de 5,4, também abaixo da meta, que é de 6,4. A nota média da cidade para anos finais ficou dentro da meta nacional, (5,1), enquanto a média para os anos iniciais ficou abaixo da meta nacional (5,8).
Com mais 2 500 estabelecimentos de ensino fundamental, cerca de 2 300 unidades pré-escolares, 763 escolas de nível médio e várias instituições de nível superior, a rede de ensino carioca é a segunda mais extensa do país. No ensino médio se destacam as escolas técnicas federais Colégio Pedro II, Cefet/RJ e Instituto Federal do Rio de Janeiro e também as escolas técnicas estaduais mantidas pela Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro, entre elas a Escola Técnica Estadual República, Escola Técnica Estadual Ferreira Viana e o Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro.
Entre as muitas instituições de ensino superior podem-se destacar a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Instituto Militar de Engenharia (IME), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Na capital fluminense também se encontra a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), fundada em 1937.
Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Rio de Janeiro dispunha de um total de 2087 estabelecimentos de saúde em 2009, sendo 189 públicos e 1898 privados, os quais dispunham no seu conjunto de 20 756 leitos para internação, sendo que mais da metade são privados. A cidade também conta com atendimento médico ambulatorial em especialidades básicas, atendimento odontológico com dentista e presta serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em abril de 2010 existiam 1 912 582 mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos). A capital fluminense contava em dezembro de 2009 com 1 834 anestesistas, 17 485 auxiliares de enfermagem, 1 662 cirurgiões gerais, 2 983 cirurgiões dentistas, 5 635 clínicos gerais, 8 228 enfermeiros, 1 204 farmacêuticos, 1 646 fisioterapeutas, 558 fonoaudiólogos, 2 714 gineco-obstetras, 199 médicos de família, 1 274 nutricionistas, 3 667 pediatras, 1 168 psicólogos, 760 psiquiatras, 1 926 radiologistas e 9 032 técnicos de enfermagem. Em 2008 foram registrados 82 306 nascidos vivos, sendo que 9% nasceram prematuros, 53,6% foram de partos cesáreos e 16,9% foram de mães entre 10 e 19 anos (0,9% entre 10 e 14 anos). A taxa bruta de natalidade era de 13,4 por 100 mil habitantes. No mesmo ano, a taxa de mortalidade infantil era de 13,6 por mil nascidos vivos e a taxa de óbitos era de 8,4 por mil habitantes.
A frota municipal em 2018 era constituída por 2 827 516 unidades, dos quais 2 035 943 (72%) eram automóveis. O transporte público por ônibus é o mais utilizado no Rio de Janeiro. Nos últimos dez anos, houve perda de usuários para demais meios, especialmente o transporte alternativo. Ainda assim, são cerca de 2,5 milhões de usuários/dia apenas nas linhas municipais, cujo número fica em torno de 440, distribuídas entre 4 consórcios de empresas.
Na cidade e nas viagens intermunicipais, as empresas de ônibus encontram-se interligadas ao metrô, visando transportar os passageiros que desembarcam nas linhas finais deste, mas ainda necessitam de um ônibus para chegar ao seu destino. Tais passageiros podem utilizar o chamado "bilhete único", através do qual pagam pelo metrô e ainda têm direito a utilizar ônibus, barcas, trens, metrô e vans (regularizadas).
A cidade do Rio de Janeiro é um dos mais importantes entrepostos rodoviários do Brasil. Dentre as autoestradas e vias expressas que dão acesso à cidade, destacam-se sobretudo a BR-116 (também chamada localmente de Rodovia Presidente Dutra e de Rodovia Rio-Teresópolis), a BR-040, a BR-101, a RJ-071 (mais conhecida como Linha Vermelha) e a Avenida Brasil. Estas cinco vias formam o grande complexo rodoviário que dá acesso à cidade do Rio de Janeiro, sendo utilizadas diariamente por milhares de pessoas que entram e saem da cidade. Além destas, também existem outras vias de menor importância que ligam a cidade aos municípios vizinhos da Baixada Fluminense, tais como a BR-465 (antiga Estrada Rio-São Paulo).
O Rio de Janeiro detém mais de 425 km de ciclovias, a terceira maior metragem do país. Segundo estimativas do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), cerca de 320 mil pessoas utilizam bicicletas na cidade. A malha está espalhada por toda a orla, do Leme à Praia do Pontal, na Lagoa, no Centro e em outras áreas das zonas Sul e Oeste.

O Porto do Rio de Janeiro localiza-se na costa oeste da baía de Guanabara, próximo à região central, e atende aos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e sudoeste de Goiás, entre outros. É um dos mais movimentados do país quanto ao valor das mercadorias e à tonelagem. Peças e partes de veículos, trigo, café, produtos siderúrgicos e produtos têxteis são os principais produtos escoados. O porto movimenta grande volume de cargas conteinerizadas.
Administrado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), conta com 6 740 m de cais contínuo e um pier de 883 m de perímetro, que compõem os seguintes trechos: Cais Mauá (35 000 m² de pátios descobertos), Cais da Gamboa (60 000 m² de área coberta em 18 armazéns e pátios com áreas descobertas de aproximadamente 16 000 m²), Cais de São Cristóvão (12 100 m² em dois armazéns cobertos e uma área de pátios com 23 000 m²), Cais do Caju e Terminal de Manguinhos. Existem ainda dez armazéns externos, totalizando 65 367 m², e oito pátios cobertos (11 027 m²), com capacidade de estocagem para 13 100 toneladas, além de outros terminais de uso privativo na ilha do Governador (exclusivo de Shell e Esso), na baía de Guanabara (Refinaria de Manguinhos) e nas ilhas d’Água e Redonda (Petrobras).
A CCR Barcas também opera linhas de transporte aquaviário através da Baía de Guanabara. Desde 2 de julho de 2012, ela opera as linhas de barcas dos municípios de Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis e Mangaratiba, no estado do Rio de Janeiro. A frota da CCR Barcas é composta por 19 embarcações, sendo 13 catamarãs e 6 barcas. Somadas, possuem capacidade para 19 819 passageiros.
O Rio de Janeiro é servido por uma rede metroviária que integra bairros e municípios distantes, conectando desde o bairro da Pavuna, na zona norte, até Ipanema e a Barra da Tijuca. Estes são então integrados por ônibus especiais, que também passam por Leblon, Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico, Gávea, São Conrado e vão até a Barra da Tijuca. Também há integrações específicas da Pavuna para cidades da Baixada Fluminense como Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis e Nova Iguaçu. Ao longo da rede metroviária há outras pequenas integrações. Em 2006, foi aberta a terceira estação de Copacabana, Cantagalo. Em 2009, entrou em funcionamento a estação General Osório, no bairro de Ipanema. A partir de 2016, durante os eventos dos Jogos Olímpicos de Verão sediados naquele ano na cidade, foi inaugurada a quarta linha do metrô, ligando a zona sul à zona sudoeste do município, entre as estações General Osório em Ipanema e Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca. Possui 40,9 km de extensão distribuídos em duas linhas e 35 estações. Em 2012 nos dias úteis o Metrô do Rio de Janeiro transportou em média 645 mil passageiros/dia.
Além do metrô, o Rio de Janeiro conta com um sistema de trens urbanos. Sob direção da concessionária SuperVia, constitui, juntamente com os ônibus, um amplo conjunto de transporte popular. As composições partem da Estação Ferroviária Central do Brasil em direção aos subúrbios por cinco ramais, percorrendo 270 km de via férrea. Além do metrô e da SuperVia, o Rio de Janeiro também é servido por linhas menores tais como o Bonde de Santa Teresa e o Trem do Corcovado, além das linhas cargueiras da MRS Logística e da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) que se destinam à zona portuária da cidade e ao Porto de Itaguaí.

Boa parte dos ramais ferroviários existentes nos subúrbios da cidade estão entre as mais antigas linhas ferroviárias existentes no Brasil, já tendo pertencido a importantes companhias férreas brasileiras, tais como: a Estrada de Ferro Central do Brasil, a Estrada de Ferro Leopoldina, a Estrada de Ferro Rio d'Ouro, a Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil, a Rede Ferroviária Federal (RFFSA), a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a Companhia Fluminense de Trens Urbanos (Flumitrens). Por essas antigas linhas ferroviárias, a cidade mantinha ligações pelo transporte de passageiros de longa distância com os estados vizinhos do Espírito Santo (até 1980), Minas Gerais (até 1990) e São Paulo (até 1998), além do próprio interior fluminense (até 1991) e com o litoral do estado situado no norte fluminense (até 1984) e na região da Costa Verde (até 1982). Após a privatização de grande parte das linhas e o fim da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), o sistema ferroviário da cidade ficou dividido somente entre os ramais de subúrbios e o transporte de cargas, vindo de outros estados rumo ao Porto do Rio de Janeiro.
A cidade conta com três aeroportos comerciais. O Aeroporto Santos Dumont, localizado em pleno centro da cidade, serve principalmente à ponte aérea Rio-São Paulo e a voos estaduais e regionais. Foi o primeiro aeroporto civil do país, construído na década de 1930. Projetado pelos irmãos Roberto, o terminal de passageiros é considerado um ícone da arquitetura modernista brasileira, e entrou na lista de construções tombadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural (Inpac) em agosto de 1998. Recentemente passou por uma grande reforma que incluiu a ampliação e remodelagem do terminal de embarque.
O Aeroporto Internacional do Galeão, ou Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim — em homenagem ao renomado Antônio Carlos Jobim, maestro, compositor e cantor brasileiro falecido em 1994. Situado na ilha do Governador, zona norte, é um importante portão de entrada para o Brasil. Com capacidade para atender até 17,3 milhões de usuários ao ano, o complexo aeroportuário é servido por dois terminais de passageiros e oferece conexões para dezenove países. Conta também com um dos maiores, mais modernos e bem aparelhados Terminais de Logística de Carga do Continente, além da maior pista de aterrissagem do Brasil, com 4 000 m de extensão. É o segundo aeroporto mais movimentado do país em voos internacionais em número de passageiros e o terceiro em voos domésticos e conta com o quarto maior terminal de cargas.
O Aeroporto de Jacarepaguá também nomeado como Aeroporto Roberto Marinho, instalado na zona sudoeste, destina-se sobretudo a voos particulares e regionais com aeronaves de pequeno porte. O aeroporto atende a voos não regulares das empresas de táxi aéreo, e conta com infraestrutura de atendimento. Há também os aeroportos militares: a Base Aérea do Galeão, em espaço contíguo ao aeroporto internacional; a Base Aérea dos Afonsos (conhecida como Campo dos Afonsos) e a Base Aérea de Santa Cruz, importante centro de defesa da Aeronáutica e maior complexo de combate da Força Aérea Brasileira.
| Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar | |
|---|---|
| Patrimônio Mundial da UNESCO | |
| Critérios | cultural: (v)(vi) |
| Referência | 1100 en fr es |
| Região | América Latina e o Caribe |
| País | Brasil |
| Histórico de inscrição | |
| Inscrição | 2012 |
| Nome usado na lista do Patrimônio Mundial Região pela classificação da UNESCO | |


A cultura da cidade do Rio de Janeiro possui uma forte herança do passado desde o final do século XIX, quando foram ali realizadas as primeiras sessões de cinema no Brasil e, desde então, descortinaram-se vários ciclos de produção, os quais acabaram por inserir a produção cinematográfica carioca na vanguarda experimental e na liderança do cinema nacional. Atualmente, o Rio aglutina os principais centros de produção da TV brasileira: o Projac da Rede Globo, o RecNov da Rede Record e o Polo de Cinema de Jacarepaguá. Em 2006, 65% da produção do cinema nacional foi realizada exclusivamente por produtoras sediadas na cidade.
Na arquitetura nacional, despontaram, na ribalta das tendências vanguardistas, nomes como Oscar Niemeyer e Lucio Costa, além dos irmãos Roberto e Afonso Eduardo Reidy. Contemplada por diversos museus, teatros e casas de espetáculos, a capital fluminense é o destino mais procurado pelos turistas estrangeiros que visitam o Brasil a lazer, e o segundo colocado no ranking de negócios e eventos, segundo a Embratur.
Em 1 de julho de 2012, a paisagem urbana da cidade do Rio de Janeiro foi elevada à categoria de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. O conceito de paisagem cultural foi criado pela agência da ONU em 1992. A cidade teve sua candidatura aprovada na 36ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em São Petersburgo, na Rússia, tendo a candidatura sido representada pela ministra da Cultura do Brasil, Ana de Hollanda. Em 18 de janeiro de 2019, a cidade foi eleita pela UNESCO como a primeira Capital Mundial da Arquitetura.

Quanto aos museus de referência do turismo cultural, podem-se elencar, entre tantos, o Museu do Amanhã, o Museu Histórico Nacional, o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Museu Casa do Pontal, o Museu Nacional de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, o Museu de Arte Moderna (MAM), o Real Gabinete Português de Leitura, o Museu de Arte do Rio, o Palácio do Catete, o Museu Nacional dos Povos Indígenas, Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil, e o Cais do Valongo, considerado patrimônio mundial da UNESCO.
Quanto aos centros culturais de referência, podem ser mencionados, o Centro Cultural Banco do Brasil, a Casa França-Brasil, o Centro Cultural dos Correios, o Paço Imperial, a Casa Museu Eva Klabin, o Centro Cultural José Bonifácio, o Centro Cultural João Nogueira, o Parque das Ruínas, o Centro Cultural Justiça Federal, o Riocentro, o Canecão e o Sítio Roberto Burle Marx, patrimônio mundial da UNESCO.
Dentre os principais teatros e salas de concerto estão o Theatro Municipal, o Teatro Carlos Gomes, o Teatro Miguel Falabella, o Teatro João Caetano, o Teatro Claro Rio e a Sala Cecília Meireles.
Entre os principais eventos, destacam-se o Carnaval, o Festival do Rio, a Mostra do Filme Livre, a Bienal Internacional do Livro, o Fashion Rio, o Rock in Rio, o Anima Mundi e a festa do réveillon em Copacabana.

O Rio de Janeiro herdou de seu passado uma forte vocação cultural. Na Literatura do Brasil, efetivamente, aos primeiros decênios do século XVIII, quando da instalação das "academias" e "associações" com finalidades eruditas, a cidade — como centro colonial mais expressivo — testemunhou, desde então, a gênese e consolidação de diversas escolas e movimentos.
Escritores como Machado de Assis, Olavo Bilac, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Cecília Meireles, Graciliano Ramos, Nélida Piñon — entre outros — conduziram parte significativa de suas carreiras no Rio de Janeiro. A Academia Brasileira de Letras (ABL), fundada em 1896, segundo o modelo da Academia Francesa, teve em sua concepção a atuação de Medeiros e Albuquerque, Lúcio de Mendonça e Machado de Assis.

No final do século XIX, foram ali realizadas as primeiras sessões de cinema tupiniquins e, desde então, descortinaram-se vários ciclos de produção, os quais acabaram por inserir a produção cinematográfica carioca na vanguarda experimental e na liderança do cinema nacional. Atualmente, o Rio aglutina os principais centros de produção da TV brasileira: o Estúdios Globo da TV Globo, o Casablanca Estúdios da Record e o "Polo de Cinema de Jacarepaguá". Em 2006, 65% da produção do cinema nacional foi realizada exclusivamente por produtoras sediadas na cidade, captando 91 milhões de reais em recursos federais através da Lei Rouanet.
Atualmente, o Festival do Rio, importante mostra internacional de cinema do país, consolidou-se como a principal plataforma de lançamento de filmes brasileiros e o maior evento cinematográfico da América Latina. Na sua edição de 2010, um público de 250 000 pessoas assistiu aos quase 300 filmes.

O samba e a Marchinha de Carnaval que incorporaram com graça e verve, elementos do cotidiano carioca, floresceram e perpetuaram-se através de compositores como Noel Rosa e Ary Barroso. O samba de morro alçou voos maiores nas composições de Cartola e Ataulfo Alves. Há de se notar a influência de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira na popularização do baião e do xaxado, e Dorival Caymmi, em cuja obra elementos do folclore baiano coadunavam-se à cultura brasileira em geral.
Todavia, foi no final dos anos 1950, quando irrompeu o movimento da bossa nova com junção de cariocas e baianos, que a música brasileira projetou-se, definitivamente, no exterior, tornando-se conhecida em diversas partes do mundo. À época, na condição de centro político e cultural do Brasil, circulavam pela cidade músicos como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Nara Leão, Carlos Lyra, Marcos Valle, Roberto Menescal, Sergio Mendes, João Gilberto, Astrud Gilberto entre outros.
Dentre as modalidades esportivas mais praticadas estão o futebol de areia, o vôlei de praia, o surfe, o kitesurf, o voo livre, o jiu-jítsu e o remo. A capoeira, mistura de dança, esporte e arte marcial, também aparece com alguma frequência. Outro esporte altamente popular nas areias do Rio é o "frescobol", espécie de tênis de praia.
O voo livre começou a ser exercitado em meados de 1974, e adequou-se rapidamente ao gosto de inúmeros praticantes e às características da cidade, em razão de suas peculiaridades geográficas: no encontro das montanhas com o oceano Atlântico, surgem excelentes posições para decolagem, podendo-se contar com vastas porções desocupadas de areia para aterrissar. De início majoritariamente encenada por amadores, a atividade verteu-se em uma lucrativa indústria.
O futebol é o mais popular dos esportes praticados na cidade. O Rio abriga cinco clubes brasileiros bastante tradicionais: America, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. O Rio abriga cinco clubes brasileiros bastante tradicionais: America, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco.
A cidade conta com três grandes estádios: Estádio Jornalista Mário Filho, conhecido como Maracanã e com o epíteto de "templo do futebol brasileiro", é o maior estádio do Brasil; o Estádio Olímpico Nilton Santos, conhecido como "Engenhão", foi planejado para sediar as provas de atletismo e futebol dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e o Estádio Vasco da Gama, conhecido como "São Januário", de propriedade do Club de Regatas Vasco da Gama, é o maior estádio privado carioca.
Os eventos esportivos mais conhecidos do Rio de Janeiro são a etapa brasileira de MotoGP e as finais mundiais de vôlei de praia. Jacarepaguá era o local onde se realizava a etapa brasileira do Grande Prêmio de Fórmula 1, entre os anos de 1978 e 1990, e Champ Car (1996–1999). Os circuitos WCT e WQS de surf foram disputados em praias cariocas entre 1985 e 2001. A cidade foi uma das doze sedes da Copa do Mundo de 2014, tendo recebido sete jogos, incluindo a final, e também palco dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão de 2016.
No Rio de Janeiro, há três feriados municipais, que são: o dia de São Jorge, que ocorre sempre em 23 de abril; o dia de Zumbi dos Palmares, que sempre é realizado no dia 20 de novembro, quando também é comemorado o dia da Consciência Negra; o dia do padroeiro do Rio de Janeiro, São Sebastião, comemorado em 20 de janeiro.