Flávio Bolsonaro | |
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Retrato oficial como senador, 2019 | |
| Senador pelo Rio de Janeiro | |
| Período | 1.º de fevereiro de 2019 até a atualidade |
| Deputado Estadual pelo Rio de Janeiro | |
| Período | 1.º de fevereiro de 2003 até 1.º de fevereiro de 2019 |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Flávio Nantes Bolsonaro |
| Nascimento | 30 de abril de 1981 (45 anos) Resende, Rio de Janeiro, Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Rogéria Bolsonaro Pai: Jair Bolsonaro |
| Alma mater | Universidade Candido Mendes |
| Prêmio(s) |
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| Cônjuge | Fernanda Antunes Figueira (c. 2010) |
| Parentesco | Lista
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| Partido | Lista |
| Religião | protestante (Igreja Batista) |
| Profissão | político empresário advogado |
| Website | flaviobolsonaro |
Flávio Nantes Bolsonaro (Resende, 30 de abril de 1981) é um empresário, advogado e político brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL) e atual senador da República pelo Rio de Janeiro. É o filho mais velho do 38º presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e possui graduação em Direito pela Universidade Candido Mendes (UCAM) e especializações em políticas públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e em empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Iniciou sua trajetória política como deputado estadual do Rio de Janeiro, cargo que exerceu de 2003 a 2019. Durante esse período, presidiu a Comissão Especial de Planejamento Familiar da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). Em 2018, foi eleito senador pelo mesmo estado, com 4,38 milhões de votos. Ao longo de sete anos de mandato, apresentou 433 proposições, entre elas 95 propostas de emenda à Constituição (PECs) e 60 projetos de lei, individualmente ou em coautoria. Também defendeu a chamada PEC da Blindagem e se posicionou contra a aprovação da PEC do Fim da Escala 6x1.
Sua trajetória política está estreitamente ligada à de seu pai e é marcada por posições controversas sobre temas como a ditadura militar brasileira, o sistema judiciário e a pena de morte. Também esteve associado às investigações do Caso Queiroz, relacionadas a suspeitas de um esquema de desvio de parte dos salários de assessores parlamentares, conhecido como "rachadinha".
Em 2026, tornou-se candidato do PL à Presidência da República com o apoio de seu pai. No primeiro turno das eleições presidenciais, obteve 56,1 milhões de votos, correspondentes a 47,03% dos votos válidos. Sua campanha enfatizou a segurança pública, enquanto sua atuação também foi objeto de atenção em razão de supostas ligações com o escândalo do Banco Master e de informações sobre uma operação de 134 milhões de reais relacionada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao financiamento do filme Dark Horse, que retrataria a vida de Jair Bolsonaro, o que levou a uma investigação pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.
Concluiu curso técnico em eletrônica pela Escola Técnica Rezende Rammel, no Rio de Janeiro. Graduou-se em direito pela Universidade Candido Mendes e em empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas.
Seu perfil oficial informava ainda que ele possuía "especializações em Políticas Públicas pelo IUPERJ", assim como o perfil na listagem de deputados da Alerj, que lista "Pós-graduação em Ciências Políticas pela UFRJ" e seu perfil no LinkedIn, o que foi constatado pela universidade ser falso e atribuído por sua assessoria a "erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia".
Flávio Bolsonaro iniciou aos 19 anos sua vida pública e profissional sendo assistente técnico da liderança do Partido Progressista Brasileiro (PPB), atual Progressistas, em Brasília, cargo que atuou enquanto fazia faculdade presencial diária e estágio duas vezes por semana no Rio de Janeiro de dezembro de 2000 a junho de 2002, o que indica que potencialmente se tratava de um funcionário fantasma. Segundo a sua declaração de imposto de renda de 2001, o salário era de R$ 4 712, ou cerca de R$ 13 500 em valores corrigidos até 2019, segundo apuração da BBC News Brasil, cargo que teria sido conseguido através da indicação de seu pai.

Foi eleito para seu primeiro mandato em 2002. Reelegeu-se deputado estadual em 2006, 2010 e, na sua última candidatura, em 2014, para o mandato 2015–2019. Em abril de 2015, votou a favor da nomeação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, nomeação que foi muito criticada na época.
No segundo mandato, foi presidente da Comissão Especial de Planejamento Familiar.
Votou contra a privatização da CEDAE em 2017.
Durante sua atuação como deputado, Flávio Bolsonaro reiteradamente mostrou-se próximo de Adriano da Nóbrega, policial que viria a ser revelado como membro da milícia conhecida como Escritório do Crime. Em 2003, o então deputado estadual fez uma moção de louvor ao na época tenente por sua atuação como policial. No ano seguinte, Adriano foi preso por assassinar um guardador de carros e no ano seguinte, 2005, com Adriano ainda preso, Flávio concedeu a ele a Medalha Tiradentes.
Em 2007, reeleito deputado no ano anterior, Flávio fez um discurso na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro defendendo milícias. No mesmo ano, em entrevista à imprensa, o deputado defendeu novamente a posição e considerou um projeto para legalização de milícias.
No mesmo ano, Flávio nomeia para seu gabinete a então esposa de Adriano, Danielle Mendonça da Nobrega, cargo que ocuparia por 11 anos. Indícios coletados posteriormente na Operação Gárgula apontam que e seria uma funcionária fantasma, recebendo sem trabalhar.

Em 2008, durante a instalação da CPI das Milícias na Alerj, em discurso Flávio volta a defender milicianos. Em 2011, com o assassinato da juíza Patrícia Acioli, que investigava milícias, o deputado relativizou o assassinato. Uma defesa similar ocorreu em 2015, quando defendeu milicianos detidos após agredirem uma juíza.
A relação com a família de Adriano da Nóbrega continuaria em 2016, quando Flávio Bolsonaro nomeou Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano, para seu gabinete. Tanto ela como a ex-mulher Danielle continuariam nos cargos até 2018, quando o deputado foi eleito senador, e no momento em que surgiam suspeitas das chamadas "rachadinhas".
Em 2019, como senador, foi contra a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito sobre milícias.
Em dezembro de 2018, veio à tona um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou uma movimentação atípica no valor de R$ 1 236 838 em uma conta no nome de Fabrício José Carlos de Queiroz, policial militar e ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro, entre os dias 1.º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017. Fabrício Queiroz, que era motorista e segurança de Flávio, havia sido exonerado do gabinete do então deputado estadual no dia 15 de outubro de 2018. De acordo com o banco responsável pela conta, as movimentações financeiras de Queiroz seriam incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira do ex-assessor parlamentar.

O relatório, que foi anexado pelo Ministério Público Federal (MPF) à investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, também cita transações bancárias no total de R$ 324 774 em papel-moeda e de R$ 41 930 em cheques compensados na conta de Queiroz. Uma das transações citadas no relatório do Coaf é referente a um cheque de R$ 24 mil destinado a Michelle Bolsonaro, atual esposa do presidente Jair Bolsonaro. Fabrício Queiroz recebia, de acordo com a folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) de setembro de 2018, um salário de R$ 8 517 devido ao exercício de cargo em comissão de Assessor Parlamentar III no gabinete de Flávio Bolsonaro, valor este somado aos rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).
O documento também apontou que Fabrício Queiroz recebeu depósitos em espécie e por meio de transferências de oito funcionários que já foram ou estão lotados no gabinete de Flávio Bolsonaro no período entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Entre estes funcionários, destacam-se: Nathalia Melo de Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, que transferiu um total de R$ 86 429,35 (R$ 84 110,04 por meio de depósito e R$ 2 319,31 via transferência) para a conta do pai; e Marcia Oliveira de Aguiar, esposa de Queiroz, que fez repasses em dinheiro no valor de R$ 18 864 ao marido. Tais movimentações levantaram a suspeita da existência de uma prática conhecida como "rachid" ou "rachadinha", tanto no gabinete de Flávio quanto no de outros políticos, onde parlamentares ficam com parte dos salários de seus funcionários. Para sustentar a acusação, o MP também investigou a geolocalização de celulares dos funcionários do gabinete de Flávio através do rastreamento de ligações telefônicas, constatando que oito dos assessores raramente apareceram dentro de um raio de 750 metros de distância da Alerj entre 2007 e 2018.

O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que possui 422 páginas, reúne informações a respeito de operações bancárias de 75 funcionários e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), incluindo Fabrício Queiroz, citadas em comunicados sobre transações financeiras suspeitas. As operações suspeitas, que envolvem pessoas que trabalham ou trabalharam em 20 gabinetes de deputados estaduais do Rio de Janeiro de diferentes matizes ideológicas, totalizam mais de R$ 207 milhões.
Em entrevista dada ao SBT Brasil no dia 26 de dezembro de 2018, Fabrício Queiroz declarou que conseguia dinheiro por meio da compra e da revenda de carros, que iria dar explicações ao Ministério Público Federal a respeito dos depósitos de funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro em sua conta bancária e que Flávio nada tem a ver com as movimentações bancárias apontadas pelo relatório. Já a chefia de gabinete de Flávio Bolsonaro afirmou que Queiroz trabalhou por mais de dez anos como segurança e motorista do deputado estadual, que o parlamentar não possui conhecimento de qualquer fato que desabone a conduta do ex-assessor parlamentar e que Fabrício Queiroz foi exonerado do gabinete em outubro de 2018 para que pudesse resolver questões relacionadas à passagem para a reserva remunerada como subtenente da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Em nota, o Ministério Público Federal confirmou que incluiu o relatório do Coaf nas investigações feitas pela instituição mas esclareceu que nem todos os nomes citados no documento foram incluídos nas apurações pois nem todas as movimentações atípicas seriam, necessariamente, ilícitas.

Em 17 de janeiro de 2019, Flávio Bolsonaro, utilizado de sua futura prerrogativa do Foro privilegiado, pediu ao STF que as investigações contra seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, fossem paralisadas, pedido que foi aceito pelo ministro Luís Fux, utilizado como argumentos que, supostamente, a atual investigação existiria "nulidades" e que ele, por ser um senador eleito, possuiria, logo, o direito do Foro privilegiado. No dia de 18 de janeiro, o Jornal Nacional da Rede Globo divulgou que eles receberam, com exclusividade do Coaf, partes de um relatório das investigações envolvendo o caso Queiroz, parte a qual constatou que entre os meses de junho e julho de 2017 houve uma grande movimentação de depósitos suspeitos na conta bancária de Flávio Bolsonaro. No total houve 48 depósitos nestes meses e a quantia das somas destes depósitos é de aproximadamente 96 mil reais. Chamou atenção do Coaf que todos estes depósitos são de R$ 2 000 reais cada, tendo alguns uma certa cronometragem para entrada destes depósitos e entre outras constatações as quais o Coaf considera atípicas. Em 27 de setembro de 2019 as investigações ficaram suspensas por conta da decisão do Ministro do STF Gilmar Mendes. A decisão foi revogada após o julgamento do STF, em novembro de 2019, que autorizou o compartilhamento de dados por parte da Receita Federal. O Senador, por sua vez, nega as acusações e também acredita que com o andamento das investigações a verdade será esclarecida.
Em 18 de junho de 2020, Fabrício Queiroz foi preso na casa do advogado Frederick Wassef, que presta serviços à família do presidente Jair Bolsonaro, em Atibaia. A ação foi executada pela Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP) e pelo Ministério Público de São Paulo devido após os mandado de prisão e de busca e apreensão serem expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro. No dia 19 de outubro de 2020, o Ministério Público do Rio de Janeiro ajuizou a denúncia contra Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e outros 15. Em novembro de 2021, o Superior Tribunal de Justiça anulou as decisões do juiz de primeira instância que quebrou os sigilos bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e outros 102 alvos. No mesmo mês, o Supremo Tribunal Federal anulou quatro dos cinco Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que embasaram a investigação da "rachadinha". Em maio de 2022 a denúncia foi rejeitada e posteriormente arquivada pelo TJRJ tendo em vista a decisão do STF de anular as provas colhidas pelo MPRJ junto ao COAF.
Em julho de 2024 veio à público, no contexto da Operação Última Milha, uma gravação de 2020 de uma reunião de Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Augusto Heleno e advogadas de Flávio. O teor da conversa indica uma tentativa de emparedar as investigações, indicando possíveis motivos para rejeições anteriores de denúncias. Nesse mesmo dia, o próprio Jair Bolsonaro teria afirmado que Flávio seria o "maior culpado" na Operação Furna da Onça. A Polícia Federal disse ainda que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro espionou ilegalmente os auditores da Receita Federal que investigaram Flávio Bolsonaro, acusado do esquema de "rachadinha" no gabinete. Flávio Bolsonaro negou qualquer atuação irregular no caso das rachadinhas e disse que, na época, teve os dados sigilosos acessados de forma criminosa de dentro da Receita Federal.

Nas eleições de 2016, Flávio Bolsonaro disputou a Prefeitura do Rio e ficou em 4.º lugar com 424 307 votos, que representaram 14% dos votos válidos, ficando fora do segundo turno disputado por Crivella (PRB) e Freixo (PSOL), porém à frente de candidatos como os deputados federais Indio da Costa (PSD), Jandira Feghali (PCdoB) e Alessandro Molon (REDE), além de outros quatro. Apesar da derrota, conseguiu eleger seu irmão, Carlos Bolsonaro, como o vereador mais votado do Rio de Janeiro.
No dia 25 de agosto, durante o segundo bloco do primeiro debate entre os candidatos à prefeitura, realizado na Band, Flávio Bolsonaro passou mal e teve que deixar o debate. Na ocasião, mesmo após um princípio de desmaio e tendo sido acometido por diarreia, recusou ajuda médica da então deputada Jandira Feghali.

Nas eleições de 2018, Flávio Bolsonaro foi candidato a senador pelo estado do Rio de Janeiro pelo Partido Social Liberal (PSL). A candidatura do então deputado estadual foi anunciada na convenção nacional do PSL, realizada no dia 22 de julho de 2018 em um centro de convenções situado na cidade do Rio de Janeiro. No mesmo evento, foi oficializada a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. No pleito, Flávio obteve 4 380 418 votos (31,36% do total de votos válidos), sendo eleito para a 56.ª legislatura (2019–2023) do Senado Federal do Brasil. No dia 06 de fevereiro de 2019, foi eleito 3.º Secretário da Mesa Diretora do Senado Federal.
Em 11 de junho de 2019, o presidente Jair Bolsonaro o condecorou com a medalha da Ordem do Mérito Naval, durante cerimônia alusiva à Batalha Naval do Riachuelo, no Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, localizado às margens do Lago Paranoá.

Em março de 2021, Flávio Bolsonaro adquiriu uma mansão avaliada em 6 milhões de reais, o que causou polêmica em virtude do valor ter sido considerado incompatível com os rendimentos do senador, ainda que parte tenha sido financiada, somado ao escândalo da rachadinha, gerando a suspeita de mais um caso de corrupção. Ele alega que vendeu outros imóveis, mas tais transações ainda não aparecem em cartórios.
Em maio de 2023, Nikolas Ferreira, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro foram multados, pela divulgação de vídeo descontextualizado sobre Lula durante as eleições de 2022. Segundo a decisão do TSE, os acusados compartilharam informações falsas em suas redes sociais com o intuito de prejudicar a candidatura do ex-presidente Lula. O vídeo, produzido por Ferreira e partilhado pelos parlamentares, associou o slogan "Faz o L" com o incentivo ao uso de drogas por crianças e adolescentes, a associação desses comportamentos à criminalidade e a propostas de censura de redes sociais.
No dia 19 de maio de 2023, Flávio, Mara Gabrilli e Carla Zambelli foram condenados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a pagar R$ 10 mil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por espalhar a notícia falsa que o petista pagou para não ser relacionado ao assassinato de Celso Daniel.
Em julho de 2025, o senador Flávio Bolsonaro comparou as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, durante a segunda presidência de Donald Trump, à uma guerra. Em entrevista à CNN Brasil, afirmou que o país enfrentava um cenário bélico e que, diante disso, seria necessário ceder para evitar consequências mais graves: "Cabe a nós a responsabilidade de evitar que duas bombas atômicas caiam aqui no Brasil para, só depois, anunciarmos uma anistia."
A fala gerou ampla repercussão e foi criticada por parlamentares da oposição. O senador Otto Alencar, por exemplo, classificou a declaração como "absurda e uma rendição inadmissível", acusando Flávio de utilizar linguagem alarmista e de se submeter aos interesses de uma potência estrangeira.
Irmão, preferi te mandar o áudio aqui pra você ouvir com calma. [...] Apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim... É porque tá num momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e fico preocupado aqui com o efeito ao contrário do que a gente sonhou pro filme, né? [...] Então, se você puder me dar um toque, uma posição aí, Daniel, porque a gente precisa saber o que faz, cara, da vida, porque tem muita... já tem muita conta pra pagar esse mês e o mês seguinte também. E agora que é reta final que a gente não... não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui porque senão a gente perde tudo, cara: todo o contrato, perde ator, perde o diretor, perde a equipe, perde tudo. Se puder me dar um toque aí, irmão. Desculpa o áudio longo aí, tá?
Flávio Bolsonaro, em áudio enviado a Daniel Vorcaro, cobrando dinheiro para a conclusão do filme Dark Horse
Em 13 de maio de 2026, o Intercept Brasil divulgou que o filme Dark Horse foi financiado com dinheiro pago pelo banqueiro Daniel Vorcaro – ex-proprietário do Banco Master, liquidado por lavagem de dinheiro – a partir de pedidos de Flávio Bolsonaro. Segundo a matéria, Vorcaro transferiu pelo menos 61 milhões de reais para o financiamento da produção do longa-metragem. Segundo a reportagem, Flávio Bolsonaro, entre dezembro de 2024 e novembro de 2025 – até o dia anterior à prisão do banqueiro pela Polícia Federal – negociou diversas vezes com Daniel Vorcaro para arregimentar recursos para a produção do filme, chegando a marcar um jantar com Flávio, o diretor Cyrus Nowrasteh e o ator Jim Caviezel. Em mensagem datada de 7 de novembro de 2025, Flávio enviou uma mensagem a Vorcaro declarando que "Tudo isso só está sendo possível por causa de vc! [sic]".
Segundo dados enviados à CPI do Crime Organizado, a declaração de imposto de renda do Banco Master em 2025 indicou que foram repassados 2,3 milhões de reais para a empresa Entre Investimentos e Participações que financiou, segundo mensagens de Vorcaro, a produção do filme através de repasses a um fundo de investimentos chamado Havengate Development Fund. com sede nos Estados Unidos. O fundo é controlado Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro, fazendo com que, em última análise, o Fundo Garantidor de Créditos financiasse sua permanência nos Estados Unidos. A Polícia Federal investiga se Eduardo Bolsonaro recebeu o dinheiro. Eduardo, no entanto, negou ter recebido dinheiro do fundo e declarou que seu status migratório não permitiria tal transação.
No mesmo dia da divulgação da reportagem, o publicitário Thiago Miranda, que intermediou o primeiro contato entre Flávio Bolsonaro, Mario Frias e Daniel Vorcaro, confirmou à coluna da jornalista Malu Gaspar n'O Globo que o banqueiro transferiu o equivalente a 62 milhões de reais para a produção do filme e que foi o único financiador do projeto até a sua prisão. Flávio Bolsonaro, que horas antes havia negado que Vorcaro tivesse qualquer envolvimento com o filme, confirmou que tinha pedido dinheiro ao banqueiro, mas negou ter recebido qualquer vantagem indevida do proprietário do Banco Master. Mais tarde, a produtora Go Up e o deputado federal e roteirista Mario Frias publicaram notas contradizendo a versão de Flávio Bolsonaro, alegando que não haviam recebido "um único centavo" oriundo de Daniel Vorcaro na produção.
Em entrevista à GloboNews no dia seguinte, Flávio Bolsonaro admitiu que o dinheiro foi repassado a fundo administrado pelo advogado de seu irmão, mas negou que o dinheiro tenha sido usado para financiar a sua estadia nos Estados Unidos. Admitiu ainda ter mentido ao negar relações com o ex-dono do Master, alegando que estava vinculado a uma cláusula de confidencialidade relacionada ao financiamento de Dark Horse. Assim, Mario Frias divulgou outra nota, em que tenta justificar "uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento (...) com a Entre, uma pessoa jurídica distinta".
Em 15 de maio, o Intercept Brasil publicou ainda uma outra reportagem demonstrando que o irmão de Flávio Bolsonaro, Eduardo, também havia mentido dias antes quando disse que não tinha nada a ver com a produção do filme. Essa nova matéria revelou que Eduardo assinou um contrato em novembro de 2023 que o colocou no cargo, junto da produtora Go Up e de Mario Frias, de produtor executivo do filme Dark Horse, tendo responsabilidade sobre a captação e gestão dos recursos para a produção do longa-metragem. Em um aditivo de contrato, Eduardo é citado como "financiador" do filme. Além disso, também foi revelado que o publicitário Thiago Miranda intermediou, entre Eduardo e Daniel Vorcaro, uma transferência de dinheiro do Brasil para os Estados Unidos que deveria ser feita "aos poucos". A Polícia Federal brasileira abriu investigação para averiguar se a permanência de Eduardo nos Estados Unidos estaria sendo bancada pelo dinheiro de Vorcaro.
Em 19 de maio, o Intercept Brasil revelou que também Mario Frias tinha mantido contato com Daniel Vorcaro, apesar de ter dito anteriormente que a produção do filme não recebeu "um único centavo" do banqueiro. Em mensagem de áudio no aplicativo WhatsApp enviada a Daniel Vorcaro em 11 de dezembro de 2024, o deputado agradeceu o apoio do banqueiro ao filme, aproximadamente uma hora após o horário marcado para uma reunião entre Vorcaro e Flávio. No áudio, Mario Frias disse o seguinte: "Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente. Vai ser muito importante pro nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?".
No mesmo dia, a dona da produtora Go Up Entertainment, Karina Ferreira da Gama, afirmou em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, que Daniel Vorcaro foi responsável por mais de 90% da verba que viabilizou o filme Dark Horse e que o orçamento já realizado do filme está em cerca de 65,7 milhões de reais (treze milhões de dólares); desse valor, 61 milhões de reais foram pagos por Daniel Vorcaro, de um valor total acordado com Flávio Bolsonaro em 134 milhões de reais, tornando-se o maior montante destinado a uma única produção na história do cinema brasileiro. Segundo Karina, o dinheiro não foi transferido diretamente por Vorcaro ou por suas empresas, mas passou primeiro pelo fundo Havengate.
Em 9 de junho de 2026, o Intercept Brasil divulgou nova matéria em que apresenta reproduções de comprovantes de transferências bancárias internacionais (SWIFT) efetuados por ordem de Daniel Vorcaro, bem como uma planilha da contabilidade da Go Up com os aportes acordados e efetivamente recebidos.
Em 23 de julho de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para investigar o caso, após pedido da Polícia Federal (PF) e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em 1.º setembro, a revista Piauí publicou uma matéria em que revela uma outra transferência realizada por Daniel Vorcaro em 16 de setembro de 2025, no valor de 1 milhão, 666 mil e 667 dólares. A revelação desmente uma afirmação feita por Flávio Bolsonaro de que o último pagamento feito por Vorcaro teria sido em maio daquele ano. Ainda segundo a revista, há evidências de que houve ainda mais um pagamento, depois de uma nova pressão de Flávio. Em 22 de outubro de 2025, já no terceiro dia de gravações, o senador voltou a procurar Vorcaro; escreveu: "Bom dia, mermão! Já estamos no terceiro dia de gravação. Estamos no limite." Nove minutos depois, Flávio insistiu: "Mais uma vez, com toda a liberdade que temos, se não der me fala que procuro urgente outro caminho." Posteriormente, Vorcaro respondeu: "Deixa comigo irmão, vou ver agora. [...] Liberei mais uma", disse Vorcaro em mensagem de WhatsApp para Thiago Miranda, sem detalhar o valor da parcela que teria sido enviado. O montante enviado por Vorcaro, até então, era de 10,6 milhões de dólares, com as descobertas da investigação, passa para 12,3 milhões de dólares.
Ainda em setembro, Antonio Carlos Freixo Júnior, operador do mercado financeiro e conhecido como "Mineiro", afirmou em acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) que fizera sete transferências a pedido de Vorcaro, que somam 12,3 milhões de dólares, cerca de 69 milhões de reais, para o fundo Havengate, administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. A PF e PGR investigam se parte do dinheiro também pode ter financiado a permanência de Eduardo nos Estados Unidos. Mineiro também declarou ter realizado entregas de dinheiro vivo, inclusive em malas, a pessoas indicadas por Vorcaro.
No dia 10 de setembro de 2026, Mario Frias e Karina Gama foram alvos da Operação Make Up, da Polícia Federal (PF), sobre suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares e organização criminosa que direcionava os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. O nome da operação faz referência à Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse. Ainda na operação, a PF apreendeu sete armas de Frias.
Durante a investigação realizada pelo ministro Flávio Dino sobre desvios de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora de Dark Horse, a defesa de Flávio Bolsonaro, entre os dias 3 e 29 de julho de 2026, tentou quatro vezes transferir investigações de Dino para o ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro em 2021.
Após a revelação do áudio, em maio de 2026, em que Flávio Bolsonaro pedia 134 milhões de reais para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, diversas outras notícias e documentos foram publicados a respeito da ligação entre eles. Mesmo após divulgações do envolvimento, Flávio, de acordo com Aos Fatos, até setembro de 2026, mentiu pelo menos 43 vezes.
| "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs" | ||
— Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, em 16 de novembro de 2025. | ||
Nos dias que antecederam a primeira prisão de Daniel Vorcaro, ocorrida em 17 de novembro de 2025 no contexto das investigações sobre o Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro realizou sucessivas tentativas de contato com o banqueiro. Registros extraídos pela Polícia Federal (PF) do aparelho celular de Vorcaro, e publicado pelo Estadão em setembro de 2026, indicam a existência de mensagens de texto, chamadas não atendidas e trocas de áudios entre os dois ao longo dos quatro dias anteriores à operação policial.
Em 13 de novembro de 2025, Flávio Bolsonaro enviou uma mensagem solicitando contato telefônico e perguntando se Vorcaro poderia atender a uma ligação. O banqueiro respondeu que retornaria a ligação posteriormente, mas não há registro de conversa telefônica naquele momento. No dia seguinte, 14, o senador efetuou uma chamada de voz não atendida. No dia subsequente, após Vorcaro justificar sua indisponibilidade, Flávio voltou a solicitar contato telefônico.
Em 16 de novembro, véspera da prisão do banqueiro, ocorreu nova tentativa de ligação. Vorcaro informou que se encontrava na igreja e que telefonaria posteriormente. Na sequência, Flávio declarou apoio pessoal ao banqueiro e afirmou necessitar de orientação sobre decisões que precisavam ser tomadas. Em mensagem de áudio enviada anteriormente, em 8 de setembro de 2025, o senador havia relatado dificuldades financeiras relacionadas à manutenção de contratos e compromissos profissionais, mencionando a necessidade de recursos para preservar atividades que envolviam atores, diretores e equipes de produção de Dark Horse. Após ouvir o áudio, Vorcaro respondeu que buscaria viabilizar os pagamentos solicitados e afirmou que resolveria a questão no dia seguinte. Em seguida, ambos realizaram uma ligação por WhatsApp, cujo conteúdo não pôde ser recuperado pelos investigadores.

As interações ocorreram em um período de crescente pressão institucional sobre o Banco Master. Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central havia reprovado a operação de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), encerrando um processo de análise que se estendera por mais de cinco meses. Nas semanas subsequentes, Flávio e Vorcaro continuaram a trocar mensagens, discutir projetos audiovisuais e organizar encontros presenciais.
Quando as tentativas de contato se intensificaram, já era de conhecimento público que a Polícia Federal investigava possíveis crimes relacionados à gestão do Banco Master e que havia pressões para a liquidação da instituição financeira. Documentos e anotações encontrados no celular de Vorcaro indicaram que o banqueiro acreditava ser alvo iminente de medidas cautelares e buscava alternativas para deixar o país. Foi então que Flávio indicou que seu irmão Eduardo Bolsonaro poderia viajar, oferecendo ajuda para um encontro nos Emirados Árabes Unidos, para onde Vorcaro iria tentar vender o Banco Master.
| "Cara. Não fala dessa reunião bolso pra ninguém […] Esse negócio acaba comigo. Fábio já veio falar." | ||
— Daniel Vorcaro em mensagens. | ||
Em dezembro de 2024, mensagens posteriormente incorporadas às investigações do Caso Master registraram tratativas relativas a um possível encontro entre Vorcaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. As conversas ocorreram entre Vorcaro e o empresário mineiro Flávio Carneiro e passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pelas autoridades responsáveis pela apuração de supostas irregularidades envolvendo o banco e seu entorno empresarial.
Os diálogos indicam que a proposta de reunião teria sido intermediada por um interlocutor chamado Thiago, posteriormente identificado como Thiago Miranda, publicitário e lobista que, à época, mantinha vínculos empresariais com o Grupo Léo Dias de Comunicação. Em uma das mensagens, Carneiro questiona Vorcaro sobre sua participação em um jantar com seu "xará" e "o pai dele". Investigadores associaram essas referências, respectivamente, a Flávio e Jair Bolsonaro. Após demonstrar inicialmente desconhecimento sobre o assunto, Vorcaro passou a tratar o tema de forma reservada, sugerindo conversas prévias antes de qualquer definição.
No dia seguinte à primeira troca de mensagens, Vorcaro retomou o assunto e pediu discrição ao interlocutor. Segundo os registros analisados, o banqueiro manifestou preocupação com a eventual divulgação do encontro e indicou que o episódio poderia trazer consequências negativas para sua situação pessoal e profissional. No entanto, não é exposto, pelas mensagens, se o jantar mencionado realmente ocorreu.
No dia 23 de setembro de 2026, a revista Piauí revelou que, em 19 de janeiro de 2025, Flávio Bolsonaro viajou de Fort Lauderdale, na Flórida, para Brasília a bordo de uma aeronave executiva do modelo Legacy 650, prefixo PP-NLR. A viagem ocorreu na companhia de sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, de suas duas filhas e do advogado e empresário Willer Tomaz de Souza. Posteriormente, registros de tráfego aéreo, documentos aeroportuários e dados do Registro Aeronáutico Brasileiro permitiram identificar a aeronave utilizada no trajeto.
À época da viagem, a propriedade do avião era compartilhada por meio da empresa Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A., estruturada em três cotas iguais. Uma das participações pertencia a Willer Tomaz, outra ao empresário Laércio Cosentino, fundador da TOTVS, e a terceira havia sido adquirida no final de 2024 pela Prime You, empresa da qual Daniel Vorcaro era sócio. Além de deter participação societária na aeronave, a Prime You também era responsável por sua operação por intermédio da empresa Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços.
A viagem ocorreu durante o período de negociação do financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O cronograma do investimento previa a realização de um aporte financeiro em 20 de janeiro de 2025, um dia após o retorno de Flávio Bolsonaro ao Brasil. Na mesma data, o senador entrou em contato com Thiago Miranda, apontado como intermediário das negociações, solicitando celeridade na análise jurídica relacionada ao investimento. As mensagens posteriormente reveladas indicam que Vorcaro pressionou interlocutores responsáveis pela operacionalização dos repasses, os quais sofreram atrasos em relação ao cronograma inicialmente previsto. A primeira parcela foi transferida apenas em fevereiro de 2025.
A mesma aeronave utilizada por Flávio em janeiro de 2025 tornou-se objeto de atenção pública posteriormente, quando foi identificada como o avião empregado em deslocamentos do ministro Alexandre de Moraes ao longo daquele ano, a quem Flávio Bolsonaro frequentemente criticava por ter usado o jatinho antes de sua própria viagem ter sido divulgada.
Em 5 de dezembro de 2025, Flávio Bolsonaro anunciou publicamente sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026, afirmando ter recebido a indicação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante uma visita à prisão onde este se encontra detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Em comunicado divulgado em suas redes sociais, o senador declarou: "É com grande responsabilidade que confirmou a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação". A decisão foi comunicada previamente ao Partido Liberal (PL) e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que até então era o principal cotado a ser o candidato apoiado por Jair Bolsonaro nas eleições, sinalizando que Flávio disputará o Planalto enquanto Tarcísio deve se concentrar na reeleição. O anúncio gerou reações positivas entre aliados bolsonaristas, incluindo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que manifestou apoio ao irmão, e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que endossou a escolha.
Após o anúncio da candidatura, o mercado financeiro reagiu negativamente, e o dólar disparou mais de 2%, enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo despencou em 4,11%, em contraste com o recorde máximo alcançado dias antes. Flávio, apesar de ter sido indicado diretamente pelo ex-presidente e seu pai Jair Bolsonaro, ainda carece de apoio coeso dentro do bloco da direita brasileira e entre moderados. Sua rejeição alta, falta de apoio de caciques partidários e uma aparente demonstração "radical" do bolsonarismo, assim como poucas ideias até então apresentadas, tem mostrado um grande empecilho para sua pré-candidatura eleitoral e possível campanha presidencial.
Ao longo do primeiro semestre de 2026, a pré-campanha intensificou as articulações para a escolha de um candidato a vice-presidente, com foco em nomes que possam reduzir a rejeição do senador em setores específicos. Entre os nomes cotados, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) é apontada como a preferencial para consolidar o apoio do agronegócio e do mercado financeiro. No entanto, em abril de 2026, outras opções ganharam força, como a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE), vista como uma alternativa para atrair o eleitorado evangélico e nordestino, e a deputada Simone Marquetto (PP-SP), cujo nome passou a ser testado por alas do partido para dialogar com o eleitorado feminino e católico. Embora o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato a Presidência Romeu Zema (NOVO), tenha sido citado por aliados como o "vice ideal", o próprio governador declarou em abril de 2026 sua intenção de manter candidatura própria ao Planalto, distanciando-se da composição com o PL. Outro possível candidato a vice seria Ciro Nogueira, contudo Flávio considerou graves as acusações na Operação Compliance Zero, distanciando-se para evitar vínculos, com figuras ligadas ao escândalo do Banco Master.
Em abril de 2026, a Polícia Federal iniciou inquérito para investigar se Flávio cometeu crime de calúnia contra Lula. Em maio de 2026, a Associação Movimento Brasil Laico (MBLaico) protocolou denúncia contra o pastor Silas Malafaia, a igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) e cinco pré-candidatos, incluindo Flávio Bolsonaro, por propaganda eleitoral antecipada durante um culto. Essas denúncias podem visar a inelegibilidade do pré-candidato.
No fim da tarde do dia 24 de junho de 2026, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou um depoimento em suas redes sociais em que diz ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como candidato à Presidência nas eleições de outubro do mesmo ano. No mesmo dia, Flávio Bolsonaro publicou em suas redes sociais um pedido de desculpas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O comentário de Paulo Figueiredo, "mulher vota muito mal", repercutiu em cima das crises, gerando reviravoltas na ala feminina do PL, da qual parte defendeu o voto feminino.
Em 23 de julho de 2026, após quase um mês de afastamento público, Flávio Bolsonaro publicou um pedido de desculpas e um apelo pelo apoio de Michelle à sua candidatura. No mesmo dia, a ex-primeira-dama divulgou um vídeo em resposta, no qual aceitou o pedido de desculpas e indicou disposição de conversar e apoiar a candidatura do enteado. A reaproximação ocorreu dois dias antes da convenção nacional do Partido Liberal que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Em 25 de julho de 2026, o Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República durante convenção nacional realizada no Mercado Pago Hall, na Arena Pacaembu, em São Paulo. O evento contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, e de outras lideranças políticas. Flávio Bolsonaro não anunciou, na ocasião, o nome do candidato a vice-presidente da chapa.
Durante a convenção, foi exibido um vídeo produzido com inteligência artificial que simulava a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na gravação, o avatar do ex-presidente inicia o discurso afirmando tratar-se de uma simulação e, em seguida, manifesta apoio à candidatura do filho, afirmando tê-lo escolhido como sucessor. A exibição do material gerou repercussão política e jurídica. O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando possível descumprimento das restrições impostas a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar e está proibido de realizar manifestações de conteúdo político-eleitoral. A defesa de Jair Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes que o ex-presidente não autorizou o uso de sua imagem. A campanha de Flávio Bolsonaro defendeu a legalidade do vídeo, argumentando que o uso da tecnologia "foi explicitado" e que "não havia intenção de enganar o eleitorado". Após a oficialização da candidatura em 25 de julho, a definição do candidato a vice-presidente permaneceu em aberto. Diversos nomes foram cotados para a vaga, entre eles a senadora Tereza Cristina (PP), a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos), as deputadas Bia Kicis (PL), Renata Abreu (PODE), Júlia Zanatta (PL) e Simone Marquetto (PP), a vereadora Priscila Costa (PL), além dos senadores Rogério Marinho (PL) e Marcos Pontes (PL). Em diferentes momentos, a campanha sinalizou preferência por uma mulher, com o objetivo de ampliar o apoio entre o eleitorado feminino.
As tentativas de aliança com partidos do Centrão não prosperaram. Progressistas, Republicanos, União Brasil e Podemos optaram pela neutralidade na disputa presidencial, o que impediu a indicação de nomes externos ao Partido Liberal. Como resultado, a chapa ficou restrita a integrantes do próprio partido.
Em 5 de agosto de 2026, último dia do prazo para as convenções partidárias, Flávio anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente. A escolha resultou em uma chapa "puro-sangue", formada exclusivamente por políticos do PL, refletindo o isolamento do partido na formação de coligações nacionais.
Em 13 de agosto, Flávio inicialmente ficou impossibilitado de registrar sua candidatura à presidência após constar no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como filiado ao Partido Missão. O TSE informou que não houve hackeamento do sistema, mas que a filiação foi feita indevidamente por alguém que possuía as credenciais do Missão. No mesmo dia, a filiação de Flávio ao PL foi restabelecida e seu vínculo com o Missão foi excluído do histórico partidário por decisão do presidente do TSE, ministro Nunes Marques. Horas após a decisão, Flávio registrou sua candidatura no TSE, declarando um patrimônio de 8,186 milhões de reais.
Flávio Bolsonaro é conhecido, assim como o pai, por posições polêmicas. Em entrevista de abril de 2011, na qual defendia as posições controversas do pai, Flávio disse que a resposta do pai no programa CQC valorizava conceitos de "família", valores éticos e morais.
O deputado estadual também defendeu a ditadura militar brasileira em entrevista publicada pelo Estadão em abril de 2011. Segundo ele, "Naquele tempo havia segurança, havia saúde, educação de qualidade, havia respeito. Hoje em dia a pessoa só tem o direito de quê? De votar. E ainda vota mal." Bolsonaro afirmou que não teria havido ditadura no Brasil, pois a época teria sido "um período de transição para a democracia".

Flávio Bolsonaro é definido como ligado à direita e à extrema-direita. Embora tente se apresentar como representante de um "bolsonarismo moderado" ou de "conservadores", ideologicamente se alinha com próceres da extrema-direita, inclusive internacional. Em 2026, na pré-campanha presidencial, teve encontros na França com a eurodeputada Marion Maréchal, sobrinha de Marine Le Pen, com Benjamin Netanyahu em Israel (onde, acompanhado do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, afirmou que Jair Bolsonaro está preso "por causa de lawfare") e com a família real do Bahrein. Na América do Sul, acompanhado por Eduardo Bolsonaro, compareceu à posse de José Antonio Kast, novo presidente do Chile, e também manteve contatos com Javier Milei.
Todavia, a grande referência de Flávio são os Estados Unidos sob Donald Trump; após se lançar pré-candidato à presidência do Brasil, fez duas viagens ao país para encontros com lideranças conservadoras e de extrema-direita, com uma terceira agendada para o final de março de 2026, quando iria discursar na Conservative Political Action Conference (CPAC) em Grapevine, Texas. Donald Trump era uma das presenças aguardadas para o evento, onde especulava-se que poderia vir a fazer algum gesto de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. Contudo, o presidente dos Estados Unidos não compareceu ao evento, pela primeira vez em quase uma década.
Principal nome do bolsonarismo depois da prisão de Jair Bolsonaro, Flávio viu-se transformado em herdeiro político deste, embora não possua uma trajetória legislativa digna de nota. Conforme definido num artigo do Congresso em Foco, "sua candidatura parece frágil e pouco consistente, marcada mais pela herança política do pai, Jair Bolsonaro, do que por realizações próprias". Mais adiante, é destacado:
| “ | Não há registro de políticas transformadoras ou projetos de impacto nacional que possam credenciá-lo como líder capaz de enfrentar os desafios do país. Sua atuação parlamentar se limita a iniciativas alinhadas ao grupo político que representa, sem demonstrar visão estratégica ou compromisso com a sociedade. | ” |
Como deputado estadual, Flávio Bolsonaro teve quatro mandatos sucessivos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), ocupando "cargos estratégicos em comissões de Segurança Pública, Defesa Civil, Legislação Constitucional e Direitos Humanos", onde pugnou pelo punitivismo (redução da maioridade penal, adoção da pena de morte), em defesa da ditadura militar brasileira, contra "políticas assistencialistas" que "criariam dependência e dificultariam a autonomia das populações mais vulneráveis" e contra "cotas raciais em universidades" por supostamente produzir "injustiças". Seu maior destaque neste período teria sido a criação da Comissão Especial de Planejamento Familiar, que contribuiria para a "redução do ciclo da pobreza e ao fortalecimento da liberdade individual".
A trajetória de Flávio Bolsonaro pela ALERJ ficou efetivamente marcada pela concessão de medalhas e moções a pessoas posteriormente denunciadas "pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como integrantes de organizações criminosas". Dentre os homenageados, estão Adriano Nóbrega, o major Ronald Pereira, e o ex-chefe da Polícia Civil fluminense, Allan Turnowski. Quando questionados sobre as premiações, Flávio Bolsonaro e seu pai alegaram que "ao longo de anos na política, sempre fizemos homenagem a policiais que se destacaram pelos serviços prestados à população. À época das homenagens, era impossível prever que alguns desses policiais pudessem desonrar a farda".
Eleito para o Senado em 2018, na esteira da vitória de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro teve destaque em três projetos: como autor do PL N.º 5 335/2023 que legalizava imóveis urbanos em terras da União, estados e municípios ocupadas irregularmente; também como autor do PL N.º 4 082/2024, que vedava a concessão de liberdade provisória a presos em flagrante pela prática de crimes hediondos; e como relator na PEC N.º 3/2022, mais conhecida como a "PEC das Praias", que transferia para ocupantes particulares a posse de "terrenos de marinha". Em agosto de 2026, foi revelado que Flávio Bolsonaro possuía interesse pessoal nesse projeto, pois através de um processo que tramitou com extrema rapidez junto a União, em julho de 2022 o advogado Willer Tomaz de Souza (ligado a Flávio), conseguiu a posse de um "terreno de marinha" onde estava situada a mansão do jogador Richarlison, na Ilha Comprida, Angra dos Reis.
Declaradamente evangélico (batizado em 2024 na Igreja Comunidade das Nações do pastor JB Carvalho em Brasília, juntamente com sua esposa, Fernanda), Flávio Bolsonaro se fez batizar no rio Jordão por duas vezes: em 2016, pelo Pastor Everaldo, juntamente com o pai, Jair Bolsonaro, e em 2026, durante visita de campanha à Israel, ocasião em que foi fotografado orando no Muro das Lamentações em Jerusalém. Flávio Bolsonaro recebeu manifestações de apoio de líderes de denominações evangélicas em sua campanha pela presidência da república em 2026, supostamente pelo seu "discurso moderado". Como parte deste discurso, ele emprega termos como "guerra espiritual", "resgate de almas" e em comemorar a "vitória do bem sobre o mal" (referindo-se à possibilidade de vencer as eleições presidenciais de 2026). Flávio Bolsonaro também procurou reforçar seus vínculos com os assim denominados "cristãos sionistas" e com a comunidade judaica, emulando o que foi feito por Trump nos Estados Unidos.
Não contraditoriamente, ainda que defensores do populismo penal, Flávio Bolsonaro e seu pai nunca esconderam sua simpatia por paramilitares e milicianos. Em seu segundo mandato na ALERJ, o então deputado Flávio Bolsonaro planejava "apresentar um projeto regulamentando a atividades das 'polícias mineiras'". Segundo suas próprias palavras:
| “ | As classes mais altas pagam segurança particular, e o pobre, como faz para ter segurança? O Estado não tem capacidade para estar nas quase mil favelas do Rio. Dizem que as mílicias cobram tarifas, mas eu conheço comunidades em que os trabalhadores fazem questão de pagar R$ 15 para não ter traficantes. | ” |
Flávio e o restante da família Bolsonaro também adotam uma posição armamentista, defendendo a flexibilização das normas para posse e porte de armas de fogo por civis.
Também é a favor da diminuição da maioridade penal, mas afirma não mais defender a pena de morte.

Segundo Eduardo Bolsonaro, a política externa num eventual governo Flávio Bolsonaro seria guiada "por princípios simples, mas que têm sido sistematicamente ignorados: primazia dos interesses nacionais clara e objetivamente identificados, priorização de parcerias estratégicas que beneficiem o Brasil no curto, médio e longo prazo, respeito aos valores democráticos e ao estado de direito, e fortalecimento das relações com os países que compartilham esses valores, sem ceder nem um milímetro da soberania e da autonomia estratégica nacionais". O próprio Flávio disse defender uma interlocução internacional "sem barreiras ideológicas", após comparecer à posse de José Antonio Kast como presidente do Chile, ocasião em que agradeceu a Javier Milei da Argentina por ter concedido asilo político a um dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro em Brasília.
Ainda segundo Eduardo Bolsonaro, o governo Lula faria uso da política externa brasileira como um "um apêndice da militância político-partidária", e que o governo Bolsonaro teria detido a "erosão sistemática" do capital diplomático do Brasil, o qual agora estaria "praticamente esgotado", com os "custos da irresponsabilidade" sendo sentidos em "acordos que não se fecham, em investimentos que não chegam e em parcerias estratégicas que se tornam cada vez mais distantes". Os países visitados pelo ex-deputado e seu irmão em fevereiro de 2026, fornecem um vislumbre do que os Bolsonaro considerariam bons parceiros internacionais para "relações confiáveis e de longo prazo":
Mesmo com declarações sobre defesa da "soberania" e "autonomia estratégica", ter uma boa relação com os Estados Unidos de Donald Trump, que foi a tônica do governo Jair Bolsonaro, balizariam um eventual governo de Flávio Bolsonaro. O vínculo dos Bolsonaro com os EUA é fundamentalmente ideológico: trata-se de uma aliança entre bolsonarismo e trumpismo; estes laços, que se viram enfraquecidos durante o enfrentamento ao tarifaço imposto por Trump ao Brasil (e incentivado pelos Bolsonaro), tentam agora ser reforçados por Flávio Bolsonaro, ao endossar a tese estadunidense de que o crime organizado no Brasil é composto por organizações terroristas, e que o governo Lula seria omisso quanto a isso. Essa é uma perspectiva que permitiria aos estadunidenses intervir inclusive militarmente no Brasil, já que se julgam no direito de combater o que consideram terrorismo em qualquer lugar do mundo.
Ainda em relação ao alinhamento ideológico aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro rotulou como "inaceitável" a nota do governo brasileiro, que condenou o ataque ao Irã feito pela coalisão Israel-Estados Unidos. Flávio Bolsonaro e seus aliados estariam assim, "evocando a defesa da civilização ocidental e o combate ao terrorismo". Em visita a Israel, principal aliado dos EUA no Oriente Médio, Flávio Bolsonaro declarou que buscaria reaproximar o Brasil do país sionista, "após a relação entre os dois países ficar estremecida desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)". Na ocasião, o pré-candidato também acusou o governo Lula de antissemitismo.
O deputado é acusado de homofobia por suas declarações, como, por exemplo, "o normal é ser heterossexual" e "duvido que algum pai tenha orgulho de ter um filho gay". A fala, que reitera a posição de Jair Bolsonaro na televisão, foi repudiada por vários segmentos da sociedade brasileira. Marcelo Tas, apresentador do CQC, afirmou que sente orgulho de sua filha homossexual e criticou as posições dos Bolsonaros. De acordo com entrevista publicada no Jornal do Brasil, o deputado, que nega as acusações de racismo feitas ao pai, endossa a posição do pai em relação aos homossexuais.
Em 2018, foi alvo de uma representação devido a vídeos em que afirmava que um "kit gay" contendo o livro Aparelho Sexual e Cia. havia sido distribuído pelo MEC a escolas, o que foi considerado pelo TSE como "difusão de fato sabidamente inverídico … com prejuízo ao debate político".
Em 24 de março de 2026, com voto favorável de Flávio Bolsonaro, o Senado Federal aprovou um projeto que equipara misoginia ao crime de racismo. A atitude causou estranheza entre políticos e apoiadores da direita, inclusive com manifestação pública de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador:
| “ | Não posso aceitar calado que sequestrem o movimento conservador bolsonarista para uma agenda ideológica que considero antinatural e agressivamente antimasculina. A atual tentativa de aprovar a chamada ‘Lei da Misoginia’, por agentes públicos eleitos sob a batuta do bolsonarismo, deve ser completamente repudiada. | ” |
Em 28 de março de 2026, após sua participação no CPAC, Estados Unidos, Flávio Bolsonaro declarou que, na verdade, não concordava com o projeto ("instrumentos para o governo censurar a liberdade de expressão, a liberdade de opinião nas redes sociais"), rotulado por ele como "uma grande armadilha do PT para mim", e que seu voto foi dado em função do placar da votação:
| “ | Então vocês viram o placar. Então eu sabia que o projeto ia voltar para a Câmara dos Deputados, e lá nossos deputados vão fazer um grande trabalho, se Deus quiser, para arquivar essa lei. | ” |
| Ano | Título | Papel | Nota |
|---|---|---|---|
| 2026 | A Colisão dos Destinos | Ele mesmo | Documentário |
É casado com Fernanda Bolsonaro, com quem tem duas filhas. É irmão de Carlos e Eduardo Bolsonaro, filhos do primeiro casamento de Jair Bolsonaro com Rogéria Nantes Braga. Possui ainda como meio-irmãos Jair Renan Bolsonaro, filho do segundo casamento de Jair Bolsonaro com Ana Cristina Valle, e Laura Bolsonaro, filha do casamento com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Flávio é por vezes chamado de 01, por ser o filho mais velho de Jair Bolsonaro. A numeração foi adotada pelo ex-presidente para organizar os filhos homens na ordem de nascimento (01: Flávio, 02: Carlos, 03: Eduardo, 04: Renan), uma prática comum no ambiente militar para designar hierarquia ou ordem.
Cristão evangélico, Flávio Bolsonaro, em matéria publicada pelo PlatôBR, segundo seu ex-sócio Alexandre Santini, traía sua esposa em festas privadas com garotas de programa. Isso, de acordo com a matéria, teria provocado uma crise no casamento; no entanto, Fernanda optou por continuar no matrimônio.
No dia 12 de abril de 2016, Flávio Bolsonaro e seu segurança, que também é policial militar, trocaram tiros com dois assaltantes que praticavam roubo em um carro à sua frente na zona oeste do Rio de Janeiro, um dos bandidos ficou ferido e fugiu de moto.
Flávio atua como advogado através de seu escritório, Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, empresa que tem como sócia Letícia Caetano dos Reis. A sede da empresa se localiza em uma mansão no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, em Brasília, comprada por 5,97 milhões de reais em 2021. À Folha de S.Paulo, Flávio justificou rendimentos como advogado como fonte do dinheiro para pagar o imóvel. Apesar disso, até junho de 2022 não havia registros de processos nos quais Flávio tenha atuado como advogado no Distrito Federal e no Rio, as duas unidades federativas as quais o senador tem inscrição válida na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Posteriormente, atuou na defesa de sócios do Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como Faraó dos Bitcoins, denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por crimes contra o sistema financeiro, gestão fraudulenta e organização criminosa em uma fraude que chega ao valor de 38 bilhões de reais. Além disso, também atuou na defesa de quatro policiais acusados de uma tocaia na favela do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em conjunto com o advogado Paulo Klein, que já foi responsável pela defesa de Fabrício Queiroz.

Flávio Bolsonaro também atuou na defesa de Bruno Delaroli, policial militar acusado de assassinar uma criança de cinco anos, Ana Clara Machado, com um tiro de fuzil, em um patrulhamento de rotina no Rio de Janeiro. A Justiça determinou que o caso fosse levado a júri popular, e Flávio Bolsonaro integrou o time de advogados do policial assinando um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para evitar o júri popular. O tribunal negou o pedido. O caso foi abordado no terceiro episódio da série Revelando, "O Julgamento que Nunca Aconteceu", apresentado pela atriz Camila Pitanga, com depoimentos da mãe da menina e contextualizando com notícias da época.
Um levantamento de julho de 2026 do jornal O Globo mostra o Flávio Bolsonaro atuando em um total de 18 casos, excluindo aqueles que correm em segredo de justiça. Além disso, a empresa emitiu uma nota fiscal no valor de 500 mil reais referentes à prestação de "consultoria jurídica" a uma empresa envolvida com o caso do Escândalo do Banco Master, que recebeu 58 milhões de reais do banco entre 2024 e 2025. O contador de seu escritório de advocacia, Alexandre Caetano dos Reis, irmão de sua sócia Letícia, foi preso no caso dos desvios do INSS.
Além disso, Flávio Bolsonaro se integrou formalmente à equipe de defesa jurídica de seu pai, uma manobra que lhe permite ter mais acesso a Jair na prisão, bem como acesso irrestrito aos processos que o envolvem.
Paralelamente às duas ocupações, Flávio também tem atividade empresarial, através da empresa Bravo Grafeno, com capital social de cem mil reais. A empresa vende capacetes e viseiras feitos de grafeno e tem como garoto propaganda seu pai, Jair Bolsonaro. A sede da empresa é numa sala comercial em Brasília, coincidentemente a mesma utilizada por Antônio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como Careca do INSS, implicado no Esquema de fraudes no INSS.

Entre 2015 e 2020, Flávio foi sócio da empresa Bolsotini Chocolates e Café Ltda., operando uma loja de chocolates, franquia da Kopenhagen, no shopping Via Parque, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, em sociedade com Alexandre Ferreira Dias Santini. A sociedade foi desfeita em 2020 e a loja foi vendida. A venda da loja coincide com a denúncia do Ministério Público. O dado que chamou a atenção dos investigadores é que a contabilidade da loja de chocolates não refletia o aumento de vendas esperado da época de Páscoa, concluindo que o negócio tinha a "finalidade de acobertar a inserção de recursos decorrente do esquema de rachadinhas da Alerj no patrimônio de Flávio Bolsonaro sem levantar suspeitas", no que ficaria conhecido como Caso Queiroz. No mesmo ano, o empresário que vendeu a loja aos sócios, Cristiano Correia Souza e Silva, declarou ao Jornal Nacional que a loja fraudava notas fiscais, ao vender os chocolates a um preço abaixo do tabelado pela Kopenhagen, mas lançando a nota fiscal com o valor cheio. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou as provas colhidas em primeira instância, de forma que Flávio nunca respondeu pelo caso.
Em 2023, Alexandre Santini cobrou na Justiça indenização de 1,47 milhão de reais por "divisão desigual de lucros e pagamentos que Santini diz ter feito sem receber reembolso." Em 2026 o caso voltou a tona, com Santini vazando prints de mensagens de WhatsApp supostamente enviadas por Flávio solicitando a contratação de serviços de profissionais do sexo.
| Ano | Eleição | Partido | Cargo | Votos | % | Resultado | Ref | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2002 | Estaduais no Rio de Janeiro | PPB | Deputado Estadual | 31 293 | 0,39% | Eleito | ||
| 2006 | Estaduais no Rio de Janeiro | PP | 43 099 | 0,53% | Eleito | |||
| 2010 | Estaduais no Rio de Janeiro | 58 322 | 0,78% | Eleito | ||||
| 2014 | Estaduais no Rio de Janeiro | 160 359 | 2,07% | Eleito | ||||
| 2016 | Municipal do Rio de Janeiro | PSC | Prefeito | 424 307 | 14,00% | Não eleito | ||
| 2018 | Estaduais no Rio de Janeiro | PSL | Senador | 4 380 418 | 31,36% | Eleito | ||
| 2026 | Presidencial no Brasil | PL | Presidente | 56 104 503 (1.º turno) |
47,03% (1.º turno) |
Segundo turno | ||
| — | — | — | ||||||
EXCLUSIVO: Planilha e comprovante bancário mostram como Vorcaro enviou dinheiro aos EUA para financiar 'Dark Horse'
| Cargos de partidos políticos | ||
|---|---|---|
| Precedido por: Jair Bolsonaro |
Candidato do PL para Presidente do Brasil 2026 |
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