Debaroni (com a reconstrução nominativa hipotética Debarus, frequentemente documentado sob a fórmula onomástica composta Debaroni Muceaicaeco ou Debaroni Muceaigaego) é uma divindade indígena pertencente ao panteão galaico-lusitano e hispano-celta pré-romano. Adorado na região setentrional da antiga província da Gallaecia, o teónimo é classificado pelos filólogos como um deus protetor das comunidades locais ou uma divindade hidronímica associada às linhas de água que abasteciam os povoados.
A existência histórica do culto a Debaroni é comprovada por um único e debatido registo arqueológico peninsular. Trata-se de uma ara de pedra descoberta na aldeia de Avelelas, pertencente à freguesia de Águas Frias, no concelho de Chaves (distrito de Vila Real), em Portugal.
O texto latino, gravado originalmente entre os séculos II e III d.C. e gravado no dative plural/singular, documenta a consagração oficial efetuada por um devoto ou grupo local:
O monumento de Chaves gerou uma intensa discussão na comunidade arqueológica europeia. O epigrafista Felipe Rodríguez Colmenero publicou a leitura adotada acima, mas os editores do L'Année Épigraphique (*AE* 1987, 562g) contestaram a nitidez dos caracteres. Foi verificado que as letras originais foram remarcadas ou avivadas a tinta negra em época moderna, o que dificulta a análise original do penedo por fotografia e divide especialistas sobre a grafia exata do teónimo (variando entre Muceaicaeco e Muceaigaego).
A análise morfológica aplicada pelas correntes de linguística histórica comparada estuda o termo composto sob duas perspetivas fundamentais: