Arus

Arus
Deus do combate e força militar
Outro(s) nome(s)Arys, Aro
RegiãoLusitânia
ReligiõesPagã (Politeísmo)

Arus (por vezes grafado como Arys ou Ares) é uma divindade guerreira pertencente ao panteão galaico-lusitano e hispano-celta da Proto-história da Península Ibérica.

Devido às suas características associadas à força militar, foi historicamente sincretizado com o deus grego Ares e com o romano Marte, acumulando também funções de proteção da comunidade, da agricultura e dos rebanhos na Lusitânia interior.

Testemunhos Epigráficos

O culto a Arus está documentado através de achados arqueológicos na Beira Interior e na região de Viseu:

Culto e Sacrifícios

De acordo com os relatos do historiador clássico Estrabão, os povos lusitanos realizavam cultos rigorosos às suas divindades guerreiras (que os autores gregos equiparavam a Ares), oferecendo em sacrifício bodes, cavalos e prisioneiros de guerra.

A presença de representações animais nas aras a Arus reforça a prática local de imolações votivas, que encontram paralelo noutros santuários rupestres da região, como em Lamas de Moledo ou no Cabeço das Fráguas.

Influência Toponímica

Investigadores e historiadores locais (como Inês Vaz e Célio Rolinho Pires) sustentam que a importância e a fixação territorial do culto a Arus justificam a evolução toponímica de várias localidades centrais da Lusitânia. É o caso de Castro Daire, cujas grafias medievais documentadas nas Inquirições (Castro d'Aire, Crasto Dairo ou Castro de Ario) derivariam diretamente do nome deste deus.

Ver também

Referências

  1. ↑ Alarcão, Jorge de (2001). Religião e cultos na Hispânia antiga. Coimbra: [s.n.]
  2. 1 2 3 4 5 Carvalho, Abílio Pereira de (10 de janeiro de 2014). «Castro Daire - Topónimo». Trilhos Serranos