Greg Gianforte | |
|---|---|
| Gianforte em 2025 | |
| 25.º governador de Montana | |
| Período | 4 de janeiro de 2021 |
| Vice-governadora | Kristen Juras |
| Antecessor | Steve Bullock |
| Presidente da Associação dos Governadores Republicanos | |
| Período | 18 de novembro de 2025 |
| Antecessor | Brian Kemp |
| Deputado federal pelo distrito congressional único de Montana | |
| Período | 25 de maio de 2017 – 3 de janeiro de 2021 |
| Antecessor | Ryan Zinke |
| Sucessor | Matt Rosendale |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Gregory Richard Gianforte |
| Nascimento | 17 de abril de 1961 San Diego, Califórnia, Estados Unidos |
| Alma mater | Instituto de Tecnologia Stevens (BS, MS) |
| Cônjuge | Susan Gianforte (c. 1988) |
| Filhos | 4 |
| Partido | Republicano |
| Assinatura | |
| Website | Site de campanha |
| |
Gregory Richard Gianforte, /ˌdʒiːənˈfɔːrteɪ/, (San Diego, 17 de abril de 1961) é um político, empresário e engenheiro de software norte-americano, 25.º governador de Montana desde 2021. Filiado ao Partido Republicano, foi deputado federal pelo distrito congressional único de Montana de 2017 a 2021.
Em 1997, Gianforte e sua esposa, Susan, fundaram a RightNow Technologies, empresa de software de gestão de relacionamento com o cliente. A companhia abriu o capital em 2004, quando já empregava mais de mil pessoas. Em 2011, foi adquirida pela Oracle Corporation por US$ 1,5 bilhão.
Gianforte foi o candidato republicano ao governo de Montana em 2016, mas perdeu para Steve Bullock, que disputava a reeleição. Em maio de 2017, venceu a eleição especial para a cadeira única do estado na Câmara federal, aberta após Ryan Zinke se tornar secretário do Interior. Em junho, foi condenado por agressão de menor gravidade contra o repórter Ben Jacobs, do The Guardian, na véspera da eleição. Recebeu multa e penas de serviço comunitário e terapia de controle da raiva. Foi reeleito deputado em 2018.
Gianforte foi eleito governador de Montana em 2020, derrotando o candidato democrata e atual vice-governador Mike Cooney. Ele é o primeiro Republicano a servir como governador de Montana desde que Judy Martz deixou o cargo em 2005. Ele foi reeleito em 2024, tornando-se o primeiro republicano a ser eleito governador de Montana duas vezes desde Marc Racicot em 1996.
Gregory Richard Gianforte nasceu em San Diego, na Califórnia, em 17 de abril de 1961. É o filho mais velho de Frank Richard Gianforte, engenheiro aeroespacial que depois passou a alugar imóveis. Sua mãe, Dale Douglass, trabalhou na General Dynamics, em San Diego, e depois lecionou matemática em escolas. Tem dois irmãos mais novos, Douglass e Michael. A partir dos três anos, cresceu nos arredores de Valley Forge e King of Prussia, a noroeste de Filadélfia, na Pensilvânia. Morou também em Wayne, comunidade de alta renda sem administração municipal própria que se estende pelos condados de Montgomery, Chester e Delaware.
Durante o ensino médio, na década de 1970, Gianforte abriu uma empresa de software. Estudou na Upper Merion Area High School, em King of Prussia, e foi eleito representante de turma nos dois últimos anos. Foi capitão da equipe escolar de futebol americano e jogou como guarda ofensivo esquerdo. Concluiu o ensino médio em 1979.
Gianforte se formou em 1983 no Instituto de Tecnologia Stevens, onde seu pai também havia estudado. Obteve o bacharelado em engenharia elétrica e o mestrado em ciência da computação. Dirigiu um laboratório de informática com doze programadores. Integrou a fraternidade Delta Tau Delta e praticava squash.

Gianforte começou sua carreira em 1983 nos Laboratórios Bell, trabalhando na aquisição de produtos. Frustrado com a hierarquia corporativa burocrática no Bell Labs, Gianforte partiu para co-fundar Brightwork Development Inc., um desenvolvedor de software de gerenciamento LAN baseado em servidores para a indústria bancária, que tinha sede em Tinton Falls, Nova Jersey. Ele e seus parceiros venderam a empresa para a McAfee por 10 milhões de dólares em 1994. Gianforte então começou a trabalhar para a McAfee como chefe de vendas na América do Norte. Em 1995, mudou-se para Bozeman.
Gianforte e Susan, engenheira mecânica, fundaram a RightNow Technologies em 1997. Usavam a internet para superar as distâncias e atender clientes de outros países. Quando a empresa abriu o capital, em 2004, tinha mais de mil funcionários e executivos em Bozeman e em escritórios no Reino Unido, na Ásia e na Austrália. Entre os executivos estava Steve Daines, que depois seria senador. A Oracle Corporation adquiriu a empresa por US$ 1,5 bilhão em 2011. A participação de 20% de Gianforte valia cerca de US$ 290 milhões. A RightNow mantinha contratos com órgãos federais, inclusive para administrar as buscas nos sites da Administração da Seguridade Social e do Medicare. Em 2012, Gianforte processou o Partido Democrata de Montana por difamação. Afirmou que anúncios contra a candidatura de Daines à Câmara eram difamatórios por alegarem que a empresa havia crescido com contratos públicos e depois transferido empregos para o exterior.
Em 2005, Gianforte e Marcus Gibson publicaram Bootstrapping Your Business: Start and Grow a Successful Company with Almost No Money. Gianforte também ministrou palestras sobre empreendedorismo e criação de empresas com atuação internacional.
Em 2004, Gianforte e sua esposa criaram a Gianforte Family Foundation, que promoveu suas crenças criacionistas e destinou dezenas de milhões de dólares a doações. A fundação declara apoiar organizações religiosas de assistência e fortalecimento familiar, entidades de Montana voltadas à educação, ao empreendedorismo e à criação de empregos, além de organizações da comunidade de Bozeman. Gianforte, Susan e o filho Richard são seus três administradores. Em 2013, a fundação tinha patrimônio de US$ 113 milhões.
A fundação doou quase US$ 900 mil à Montana Family Foundation, valor que chegou a corresponder à metade da receita anual da entidade. A organização promove posições conservadoras e cristãs na legislatura estadual. Questionado sobre as doações, Gianforte afirmou que as ideias da entidade coincidiam com as suas.
Por meio da organização sem fins lucrativos Gianforte Family Charitable Trust, Gianforte financiou entidades conservadoras. Algumas conduziram ações judiciais contra as regras federais de financiamento de campanhas. Doou ao Family Research Council e à Focus on the Family, que defendem uma emenda constitucional para proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e à Montana Family Foundation, apontada como a principal organização estadual contrária a políticas LGBT. Integrou o conselho da Friedman Foundation for Educational Choice, fundada por Milton Friedman e defensora de vales escolares.
Gianforte acredita no criacionismo da Terra Jovem. Ele doou pelo menos US$ 290.000 ao Museu de Dinossauros e Fósseis de Glendive, um Museu criacionista de Montana que ensina aos visitantes que a Teoria da evolução é falsa, que a Terra tem cerca de 6.000 a 6.400 anos e que humanos e dinossauros coexistiam durante o mesmo período. O museu afirma que os dinossauros estavam a bordo da Arca de Noé e que provavelmente se extinguiram há 4.300 anos durante o grande dilúvio descrito no Livro de Gênesis. A Fundação da Família Gianforte também doou uma réplica do esqueleto do Tiranossauro ao museu.
Em novembro de 2013, Gianforte passou a integrar o conselho da FICO, que avalia o risco de crédito de consumidores para instituições financeiras. Naquele mês, comprou oito mil ações da empresa, avaliadas em mais de US$ 464 mil. É sócio da MGRR No. 1, sociedade de responsabilidade limitada que recebe subsídios à produção de grãos desde 1995. Foi o primeiro presidente do conselho da Montana High Tech Business Alliance e renunciou em junho de 2017, quando tomou posse no Congresso.
Em declarações financeiras de 2017, Gianforte informou ter US$ 150 mil no VanEck Vectors Russia ETF e US$ 92,4 mil no iShares MSCF Russia ETF. Os dois fundos negociados em bolsa, voltados a investimentos na Rússia, somavam pouco menos de US$ 250 mil. A aplicação chamou atenção por abranger ações da Gazprom e da Rosneft, sujeitas a sanções dos Estados Unidos após a invasão russa da Crimeia. Os fundos, porém, eram isentos, devido à pequena participação individual nessas empresas. Questionado na campanha de 2017, Gianforte afirmou que as aplicações russas eram uma pequena parte de seus investimentos e prometeu transferir todo o patrimônio a um fundo de gestão independente se fosse eleito.
Por meio de uma holding, Gianforte possui um jato particular de doze lugares usado em suas campanhas. Disponibilizou a aeronave a colegas da bancada para voltar a Washington em votações relevantes.

Em 1 de março de 2017, o representante Republicano Ryan Zinke do distrito congressal de Montana renunciou ao seu lugar depois que o Senado dos Estados Unidos o confirmou como Secretário do Interior dos Estados Unidos. Uma eleição especial foi programada para preencher o restante do mandato de Zinke. Gianforte já havia anunciado sua intenção de buscar o lugar em 25 de janeiro, antes da renúncia de Zinke. Em uma convenção de 6 de março, o Partido Republicano nomeou Gianforte. Ele enfrentou o músico Democracia e ex-membro do Conselho de Artes de Montana Rob Quist e o candidato Libertário Mark Wicks nas eleições gerais.
Gianforte havia prometido recusar qualquer recurso de comitês de ação política na campanha a governador. Na disputa para a Câmara, passou a rejeitar apenas os comitês empresariais e aceitou contribuições de comitês de partidos e de lideranças políticas.
Gianforte se distanciou de Donald Trump nas primárias presidenciais republicanas de 2016 e não compareceu a seu único comício em Montana, alegando conflito de agenda. Apoiou Trump na eleição geral e manteve o apoio durante a eleição especial para o Congresso em 2017. O vice-presidente Mike Pence e Donald Trump Jr. fizeram campanha por ele no estado. Gianforte adotou temas da campanha de Trump: apresentou-se como alguém de fora da política, destacou a experiência no setor de tecnologia e criticou as cidades-santuário e a "elite liberal".
Gianforte apoiou a revogação da Lei de Cuidados Acessíveis, conhecida como Obamacare. Não declarou inicialmente se apoiava a American Health Care Act, proposta republicana para substituir a lei. Em uma conferência telefônica privada com lobistas próximos ao partido, em 4 de maio de 2017, manifestou apoio maior ao projeto. Disse estar agradecido pela aprovação de uma medida de saúde que parecia iniciar a revogação e substituição. Mais tarde naquele mês, afirmou que só apoiaria uma substituição se protegesse pessoas com doenças preexistentes, reduzisse as mensalidades e preservasse o atendimento rural. A agressão a um repórter ocorreu após perguntas sobre o encarecimento dos planos para pessoas com doenças preexistentes.

Gianforte se opôs à legalização da maconha recreativa, comparando-a a drogas mais viciantes. Apoiou o uso medicinal por pessoas com dor crônica sob acompanhamento médico.
Gianforte se opõe ao aborto, exceto nos casos em que a vida de uma mulher está em perigo. Ele é favorável à retirada de fundos federais da Planned Parenthood. Ele disse que apoia a aplicação do governo da não discriminação dos trabalhadores, mas não dos clientes. Ele se opôs ao aumento do salário mínimo. Gianforte apoiou a Ordem Executiva 13769, para proibir a imigração de sete países de maioria muçulmana. Ele se opunha ao reassentamento de refugiados em Montana. Ele se opunha às políticas de cidades santuários. Gianforte culpou o governo Obama pela "situação com a Rússia" e favoreceu uma estratégia multilateral para se opor à agressão russa. Ele apoiou a decisão de Trump de demitir o diretor do FBI, James Comey.
Gianforte se opôs à transferência de terras federais aos estados. Defendeu mudanças na Lei de Espécies Ameaçadas e na Equal Access to Justice Act, para reduzir ações ambientais que, em sua avaliação, eram abusadas por "extremistas ambientais". Reconheceu as mudanças climáticas causadas pela atividade humana, mas não apresentou medidas específicas para enfrentá-las. Afirmou que o clima sempre muda e que fechar usinas a carvão não resolveria o problema. Apoiou a revogação do Clean Power Plan por Trump e defendeu investimentos em tecnologia de carvão limpo. Criticou a demora do Departamento do Interior em avaliar pedidos de perfuração e fraturamento hidráulico para extrair gás de xisto.
Gianforte usou o exemplo bíblico de Noé para expressar sua posição sobre aposentadoria. Afirmou que a Bíblia não trata desse conceito, embora ele seja aceito na sociedade, e que não diz que o servo bom e fiel foi para a praia. Citou os seiscentos anos de Noé na construção da arca para argumentar que ele continuava trabalhando, sem receber cheques da Seguridade Social. Disse acreditar em uma obrigação de trabalhar, ainda que as funções mudem com a idade, e considerou a aposentadoria um conceito sem fundamento bíblico.
Em 24 de maio de 2017, na véspera da eleição especial para a Câmara, Ben Jacobs, repórter político do The Guardian, informou ao gabinete do xerife do Condado de Gallatin que Gianforte o havia agredido no escritório de campanha em Bozeman, após uma pergunta sobre saúde. Jacobs afirmou ter sido lançado ao chão, com os óculos quebrados. Foi hospitalizado após a agressão.
Logo após o episódio, Gianforte deu informações enganosas ao sargento do gabinete do xerife que foi ao escritório investigar a queixa. Afirmou que a imprensa liberal tentava fabricar uma notícia. Sua campanha divulgou uma nota que culpava falsamente Jacobs, alegando que ele havia agarrado o pulso de Gianforte e provocado a queda de ambos. Uma gravação do episódio sustentava a versão do repórter, corroborada por outros jornalistas presentes. Alicia Acuna, da Fox News, relatou que Gianforte agarrou o pescoço de Jacobs com as duas mãos, o jogou no chão e começou a socá-lo, gritando estar farto da situação. Disse que nenhuma testemunha vira Jacobs agredir fisicamente o candidato, que saiu após falar com os agentes do xerife. A jornalista Alexis Levinson escreveu que ouviu um forte estrondo e viu os pés de Jacobs no ar quando ele atingiu o chão.
O gabinete do xerife autuou Gianforte por agressão de menor gravidade. Em 25 de agosto de 2017, ele passou brevemente pela prisão para identificação, coleta de impressões digitais e fotografia, após seus advogados perderem uma tentativa de evitar o procedimento. A fotografia foi divulgada por ordem judicial em 10 de outubro.
O conselho editorial do Helena Independent Record retirou o apoio a Gianforte. Lembrou que, antes da agressão, ele havia incentivado o boicote a jornais, destacado que um repórter estava em minoria em uma sala e feito uma brincadeira sobre estrangular um jornalista. O Billings Gazette e o Missoulian, maior jornal estadual, também retiraram o apoio. O presidente da Câmara, Paul Ryan, e outros congressistas pediram que Gianforte se desculpasse.
No discurso de vitória de 25 de maio, Gianforte pediu desculpas a Jacobs e à equipe da Fox News. Em 7 de junho, enviou um pedido de desculpas por escrito e doou US$ 50 mil ao Comitê para a Proteção dos Jornalistas. A entidade aceitou a verba por integrar o acordo e anunciou seu uso no U.S. Press Freedom Tracker. Em troca, Jacobs concordou em não mover uma ação civil.
Gianforte se declarou culpado de agressão de menor gravidade no Tribunal de Distrito do Condado de Gallatin e reconheceu, também em carta, que Jacobs não havia iniciado o contato físico. A sentença inicial foi de quatro dias de prisão, cumpridos parcialmente em um programa de trabalho, para o qual ele não era elegível devido à condenação por agressão. O juiz a substituiu por quarenta horas de serviço comunitário, vinte horas de terapia de controle da raiva, pena suspensa de 180 dias, multa de US$ 300 e custas de US$ 85.
Na audiência, Jacobs disse que ainda esperava entrevistá-lo, como tentava fazer antes da agressão. Gianforte pediu desculpas e afirmou que estaria disposto a conversar em Washington quando o repórter quisesse. Até outubro de 2017, a entrevista não havia ocorrido, e o assunto não teve novos desdobramentos.

Por meio de seu advogado, Jacobs acusou Gianforte de tentar minimizar sua culpa. Enviou duas notificações para exigir que ele deixasse de divulgar versões incorretas sobre a agressão. Em outubro de 2018, Gianforte disse ao conselho editorial do Missoulian que a declaração falsa dada aos agentes do xerife havia sido sua melhor lembrança do ocorrido. Essa versão contrariava a admissão de culpa que depois fez sob juramento no tribunal.
Em um comício em Missoula, em 18 de outubro de 2018, Donald Trump parabenizou Gianforte pela agressão a Jacobs. Elogiou a maneira como ele havia lançado o repórter ao chão e imitou o golpe com os braços. O The Guardian afirmou que era a primeira vez que um presidente em exercício elogiava aberta e diretamente um ato de violência contra um jornalista em território norte-americano.
A agressão passou a ser citada em outros eventos políticos. Em outubro de 2018, durante uma atividade de campanha com Brian Kemp, então secretário de estado da Geórgia, o deputado Jody Hice conclamou os presentes a enfrentar o avanço democrata nas eleições de meio de mandato. Disse que era hora de derrubar a chamada "onda azul", usando a expressão do golpe aplicado por Gianforte.

Em 2018, Gianforte concorreu contra a candidata democrata Kathleen Williams, legisladora estadual e especialista em recursos naturais de Bozeman, e a candidata do Partido Libertário Elinor Swanson, advogada de Billings.
Gianforte se opôs à proposta de Williams para permitir a adesão paga ao Medicare a partir dos 55 anos. Disse que "Medicare para todos é Medicare para ninguém" e que uma maioria democrata na Câmara colocaria o programa sob risco de cortes. Williams o criticou por propor a retirada de proteções federais de áreas de estudo para preservação ambiental em Montana sem realizar reuniões públicas.
Nas semanas anteriores à eleição, as pesquisas mostravam empate dentro da margem de erro. Gianforte foi reeleito por 51% a 46%. As pesquisas de boca de urna indicaram maior apoio entre homens com mais de 44 anos e eleitores com renda anual acima de US$ 50 mil.

Gianforte tomou posse na Câmara federal em 21 de junho de 2017. Na cerimônia, defendeu limites de mandatos, a proibição de ex-congressistas atuarem como lobistas e a suspensão de salários dos parlamentares se o orçamento não fosse aprovado. Anúncios de propostas desse tipo são incomuns em posses de deputados. Naquele dia, democratas de Montana lhe enviaram um macacão laranja de presidiário.
Em 21 de junho de 2017, Gianforte apresentou seu primeiro projeto, o H.R. 2977, Balanced Budget Accountability Act. A proposta suspenderia o pagamento dos congressistas enquanto não aprovassem um orçamento equilibrado. Não chegou a ser discutida em audiência de comissão.
Gianforte apresentou os créditos tributários reembolsáveis para pais de baixa renda como uma realização da bancada republicana no 115.º Congresso.
Em 2018, Gianforte expressou oposição às tarifas de alumínio e aço impostas pelo presidente Trump, expressando temores sobre o impacto das tarifas de retaliação (a Guerra comercial) nas exportações agrícolas do Montana.
Gianforte presidiu a Subcomissão do Interior da Comissão de Supervisão até o fim do 115.º Congresso, em 2018. Propôs retirar a classificação de área de estudo para preservação ambiental de mais de 324 mil hectares de terras em Montana, administradas pelo órgão federal de gestão de terras e pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos.

Nas eleições de meio período de 2018, os republicanos perderam o controle da Câmara aos democratas, e Gianforte começou seu segundo mandato em janeiro de 2019 no caucus minoritário. Durante sua carreira, Gianforte votou em linha com a posição de Trump em cerca de 93,3% dos votos-chave. Um jornal local relatou que Gianforte havia votado com a posição de Trump sobre o que descreveu como "votos-chave" mais frequentemente do que o senador dos Estados Unidos de Montana, Steve Daines, um colega republicano.
Em janeiro de 2019, durante a paralisação do governo federal dos Estados Unidos de 2018 e 2019, Gianforte afirmou não ter ido a Washington para fechar o governo, mas apoiou Trump e responsabilizou a presidente da Câmara, Nancy Pelosi. Chamou de farsa a investigação de impeachment sobre o escândalo Trump-Ucrânia e votou contra as duas acusações, abuso de poder e obstrução do Congresso. Votou contra uma medida que impediria Trump de atacar o Irã sem autorização do Congresso. Em 2019, seu porta-voz disse que não discutiria as condições em que autorizaria o uso da força, por considerar que isso fortaleceria o governo iraniano. Votou contra a proposta democrata de reforma policial de 2020, a restauração de parte da Lei dos Direitos de Voto, a verificação universal de antecedentes para compra de armas e a criação de um estado a partir de Washington, D.C. Acompanhou Trump ao votar contra o bloqueio da venda de armas à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos, mas se opôs à retirada de tropas norte-americanas do norte da Síria em 2019, onde atuavam para conter ataques turcos a forças curdas. Votou contra elevar o salário mínimo federal a US$ 15 por hora e contra anular a emergência declarada por Trump para transferir recursos à construção do muro fronteiriço. Rejeitou medidas federais contra as mudanças climáticas e apoiou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, votando contra uma tentativa de impedi-la. Votou contra renovar a autorização do Export-Import Bank e contra permitir ao governo negociar preços menores de medicamentos. Apoiou o Acordo Estados Unidos-México-Canadá.
Gianforte é um dos poucos executivos de Tecnologia a ser eleito para cargos políticos nos EUA. Depois que o Representante Darrell Issa deixou o cargo em 2019, Gianforte se tornou O membro mais rico do Congresso, uma distinção que ele manteve até a nomeação de Kelly Loeffler em janeiro de 2020 para representar a Geórgia no Senado.
Em dezembro de 2020, Gianforte foi um dos 126 deputados republicanos que assinaram uma manifestação de amicus curiae em apoio a Texas v. Pennsylvania, ação que contestava na Suprema Corte dos Estados Unidos os resultados da eleição presidencial vencida por Joe Biden contra Trump. O tribunal rejeitou a ação porque o Texas não tinha legitimidade, nos termos do Artigo III da Constituição, para contestar a eleição de outro estado.

A Presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, emitiu um comunicado que chamou a assinatura do documento de amicus curiae de um ato de "subversão eleitoral". Ela também repreendeu Gianforte e os outros membros da Câmara que apoiaram o processo: "Os 126 membros republicanos que assinaram este processo trouxeram desonra à Câmara. Em vez de manterem seu juramento de apoiar e defender a Constituição, eles escolheram subverter a Constitção e minar a confiança pública em nossas sagradas instituições democráticas".

Em 20 de janeiro de 2016, Gianforte anunciou sua candidatura ao Partido Republicano para governador de Montana nas eleições de 2016. Um cidadão de Butte apresentou uma queixa de práticas políticas contra ele, alegando que ele começou a fazer campanha antes de se registrar; a queixa foi rejeitada.
Em um discurso de campanha de 2016, Gianforte afirmou ter negociado com o Facebook a instalação de um centro de atendimento em Montana. Disse que a empresa recusara por causa do imposto estadual sobre equipamentos empresariais. Um porta-voz negou as conversas e afirmou que o tributo não motivara a decisão. Gianforte manteve sua versão e disse ter falado com um executivo no outono anterior.
Na campanha a governador, Gianforte prometeu não aceitar recursos de comitês de ação política de grupos de interesse e criticou em anúncios o adversário por recebê-los. Uma gravação em que ele defendia substituir o imposto de renda e o imposto sobre empresas por um imposto estadual sobre vendas provocou questionamentos.
O acesso a terras públicas foi tema da campanha de 2016. Em 2009, uma empresa de Gianforte havia processado o Departamento de Peixes, Vida Selvagem e Parques de Montana por causa dos limites de uma servidão de passagem pública para o rio East Gallatin, vizinho à sua propriedade. Críticos apresentaram a ação como tentativa de um homem rico vindo de outro estado de impedir o acesso a um curso de água popular. Gianforte negou a acusação e chamou o caso de mal-entendido. Disse que a parte contrária nunca havia sido formalmente citada, embora o caso tivesse sido resolvido por acordo extrajudicial.
Gianforte se opõe ao Casamentos entre pessoas do mesmo sexo e o Aborto.
O governador em exercício Steve Bullock derrotou Gianforte nas eleições gerais de novembro, 50% a 46%.

Gianforte foi investido como governador em 4 de janeiro de 2021.
Em 12 de fevereiro de 2021, durante a pandemia de COVID-19, Gianforte levantou o mandato de máscara em todo o estado de Montana. No dia anterior, ele assinou um projeto de lei que dá às empresas e aos prestadores de cuidados de saúde proteções de responsabilidade. Em maio de 2021, Gianforte assinou um projeto de lei que limitava a capacidade de hospitais e outras empresas exigir que seus funcionários fossem vacinados contra COVID-19 e proibiu que as empresas exigissem que os clientes fossem vacinados para acessar instalações. Montana tornou-se o único estado com tal proibição de empregadores.
Em 18 de fevereiro de 2021, Gianforte sancionou uma lei que permitia o porte de armas sem licença.
Em 16 de março de 2021, sancionou uma mudança na seleção dos juízes de Montana, dando maior controle ao governador, com aprovação do Senado estadual.
Em 2 de abril de 2021, Gianforte assinou um projeto de lei proibindo cidades santuários em Montana; na época, não havia cidades santuários no Montana. Montana tornou-se o 13o estado a proibir cidades santuários.
Ainda em abril de 2021, Gianforte sancionou o fim do registro eleitoral no dia da votação e uma lei que impedia o uso da carteira de estudante como identificação para votar. Também sancionou uma norma que facilitava contestar regulamentos governamentais por violação de crenças religiosas e três leis que restringiam o aborto.
Em 30 de abril de 2021, Gianforte sancionou uma lei que exigia cirurgia de redesignação sexual para alterar a certidão de nascimento. Em 7 de maio, sancionou a proibição da participação de atletas transgênero nas competições femininas de escolas públicas. Em 28 de abril de 2023, sancionou uma proibição de cuidados de afirmação de gênero para menores transgênero.
Em 6 de junho de 2019, Gianforte entrou na disputa pela indicação republicana ao governo de Montana em 2020, contra o procurador-geral Tim Fox e o senador estadual Al Olszewski. Comparou sua experiência na criação de uma grande empresa de tecnologia em Bozeman à carreira empresarial de Trump e relatou visitas à Casa Branca para enfatizar a proximidade entre os dois.
Gianforte ganhou a nomeação republicana, recebendo a maioria dos votos emitidos nas eleições de três vias. Nas eleições gerais de novembro, ele derrotou o vice-governador em exercício, Mike Cooney.
Em 16 de janeiro de 2024, Gianforte anunciou a candidatura à reeleição. Derrotou Tanner Smith na primária republicana com mais de 75% dos votos e voltou a escolher a vice-governadora Kristen Juras para sua chapa. Venceu o democrata Ryan Busse na eleição geral.
Gianforte conheceu Susan, filha de imigrantes alemães e nascida nos Estados Unidos, quando trabalhava no Bell Labs, em Nova Jersey, na década de 1980. Casaram-se em 1988. Moram em Bozeman desde 1995 e têm quatro filhos. Ele foi criado como presbiteriano. O casal frequenta a Grace Bible Church, igreja não denominacional da cidade.
Gianforte pratica caça. Em entrevista de 2016, contou ter recebido banqueiros de investimentos da Escócia e de Nova York em sua casa, durante a abertura de capital da empresa. Serviu carne de puma ao molho teriyaki, costeletas de antilocapra envoltas em bacon e filé de uapiti. Em 28 de outubro de 2000, recebeu multa de US$ 70 por matar um uapiti em desacordo com as regras estaduais de caça. Em fevereiro de 2021, capturou e matou a tiros um lobo-negro adulto identificado como "1155". O animal nascera no Parque Nacional de Yellowstone, recebera um colar de monitoramento em 2018 e estava cerca de dezesseis quilômetros ao norte do limite do parque. Gianforte recebeu uma advertência escrita porque não havia concluído o curso obrigatório de captura de lobos. Em dezembro, matou um puma na mesma região, também monitorado pelo Serviço Nacional de Parques. Identificado como "M220", o animal recebera um colar em 2019 e tinha cerca de cinco anos. Foi encurralado em uma árvore pelos cães do grupo de caça e abatido de acordo com as leis de Montana.
Gianforte recebeu um doutorado honorário do Instituto de Tecnologia Stevens e discursou na formatura de 2012. Em 2007, havia recebido outro doutorado honorário, da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual de Montana. Naquele ano, entrou para o CRM Hall of Fame. Recebeu o Stevens Honor Award em 2003 e foi eleito Empreendedor do Ano do Noroeste do Pacífico pela Ernst & Young, também em 2003.
A partir de 2018, o patrimônio líquido de Gianforte era de mais de 189 milhões de dólares, o que o tornou um dos membros mais ricos do Congresso.
| Partido | Candidato | Votos | % | |
|---|---|---|---|---|
| Republicano | Greg Gianforte | 111.348 | 76,29% | |
| Republicano | Terry Nelson | 34.600 | 23,71% | |
| Total | 145.948 | 100,00% | ||
| Partido | Candidato | Votos | % | Variação | |
|---|---|---|---|---|---|
| Democrata |
| 255.933 | 50,25% | +1.35% | |
| Republicano | Greg Gianforte | 236.115 | 46,36% | −0,98% | |
| Libertário | Ted Dunlap | 17.312 | 3,39% | −0,37% | |
| Total | 509.360 | 100,00% | |||
| Partido | Candidato | Votos | % | Variação | |
|---|---|---|---|---|---|
| Republicano | Greg Gianforte | 190.520 | 49,70% | −6,49% | |
| Democrata | Rob Quist | 169.214 | 44,14% | +3.59% | |
| Libertário | Mark L. Wicks | 21.682 | 5,66% | +2.40% | |
| Independente | Doug Campbell (nome escrito na cédula) | 81 | 0,02% | +0.02% | |
| Total | 383.382 | 100,00% | |||
| Partido | Candidato | Votos | % | |
|---|---|---|---|---|
| Republicano | Greg Gianforte (titular) | 135.225 | 100 | |
| Total | 135.225 | 100 | ||
| Partido | Candidato | Votos | % | Variação | |
|---|---|---|---|---|---|
| Republicano | Greg Gianforte (titular) | 256.661 | 50,88% | +0.93% | |
| Democrata | Kathleen Williams | 233.284 | 46,25% | +1.88% | |
| Libertário | Elinor Swanson | 14.476 | 2,87% | −2,81% | |
| Total | 504.421 | 100,00% | |||
| Partido | Candidato | Votos | % | |
|---|---|---|---|---|
| Republicano | Greg Gianforte | 119.247 | 53,44% | |
| Republicano | Tim Fox | 60.823 | 27,26% | |
| Republicano | Albert Olszewski | 43.080 | 19,30% | |
| Total | 223.150 | 100,00% | ||
| Partido | Candidato | Votos | % | Variação | |
|---|---|---|---|---|---|
| Republicano |
| 328.548 | 54,43% | +8.08% | |
| Democrata | Mike Cooney | 250.860 | 41,56% | −8,69% | |
| Libertário | Lyman Bishop | 24.179 | 4,01% | +0.61% | |
| Total | 603.587 | 100,00% | |||
| Partido | Candidato | Votos | % | |
|---|---|---|---|---|
| Republicano | Greg Gianforte | 144.752 | 75,2% | |
| Republicano | Tanner Smith | 47.889 | 24,8% | |
| Total | 192.499 | 100,00% | ||
| Partido | Candidato | Votos | % | Variação | |
|---|---|---|---|---|---|
| Republicano |
| 354.569 | 58,86% | +4.43% | |
| Democrata | 232.644 | 38,62% | -2,94% | ||
| Libertário |
| 15.191 | 2,52% | -1,49% | |
| Total | 602.404 | 100,00% | N/A | ||
| Cargos de partidos políticos | ||
|---|---|---|
| Precedido por: Rick Hill |
Candidato do Partido Republicano a governador de Montana 2016, 2020, 2024 |
Mais recente |
| Precedido por: Bill Lee |
Presidente da Associação dos Governadores Republicanos 2024–presente |
Titular do cargo |
| Câmara dos Representantes dos E.U.A. | ||
| Cargos políticos | ||
| Precedido por: Steve Bullock |
Governador de Montana 2021–presente |
Titular do cargo |
| Precedido por: JD Vance como vice-presidente |
Ordem de precedência dos Estados Unidos Dentro de Montana |
Sucedido por: Prefeito da cidade em que ocorre o evento |
| Sucedido por: Nos demais casos, Mike Johnson (político) como presidente da Câmara dos Representantes | ||
| Precedido por: Larry Rhoden como Governador da Dakota do Sul |
Ordem de precedência dos Estados Unidos Fora de Montana |
Sucedido por: Bob Ferguson como governador de Washington |