Jared Polis | |
|---|---|
Polis em 2026 | |
| Dianne Primavera | |
| Antecessor(a) | John Hickenlooper |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 12 de maio de 1975 (51 anos) Boulder, Colorado, EUA |
| Alma mater | Universidade de Princeton |
| Cônjuge | Marlon Reis (c. 2021) |
| Filhos(as) | 2 |
| Partido | Democrata |
| Assinatura | |
| Website | Site da campanha |
Jared Schutz Polis ([ˈpoʊlᵻs] POH-liss; nascido Schutz; 12 de maio de 1975) é um político, empresário, homem de negócios e filantropo norte-americano que exerce, desde 2019, o cargo de 43.º governador do Colorado. De 2009 a 2019, foi membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, representando o 2.º distrito congressional do Colorado. De 2001 a 2007, foi membro do Conselho Estadual de Educação do Colorado. É membro do Partido Democrata.
Eleito pela primeira vez para o Congresso em 2008, Polis foi o primeiro homem abertamente gay eleito para o Congresso dos Estados Unidos sem ser titular do cargo anteriormente. Ele foi o terceiro membro mais rico do Congresso dos Estados Unidos, com um patrimônio líquido estimado em US$ 122,6 milhões, e o único membro democrata do Liberty Caucus. Em 2011, tornou-se o primeiro pai abertamente gay no Congresso.
Em 2018, Polis foi eleito governador do Colorado. Ele é o primeiro homem abertamente gay eleito governador de um estado dos Estados Unidos, o primeiro governador judeu do Colorado e o primeiro governador norte-americano a estar em um casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele foi reeleito em 2022.
Polis é filho de Stephen Schutz e Susan Polis Schutz, fundadores da editora de cartões comemorativos e livros Blue Mountain Arts. Nasceu no Boulder Community Hospital, em Boulder, Colorado, em 1975. Viveu em San Diego, Califórnia, durante o ensino médio e concluiu seus estudos na La Jolla Country Day School em três anos, recebendo várias honrarias. Graduou-se na Universidade de Princeton com um bacharelado em política em 1996, apresentando uma tese de conclusão de curso de 157 páginas intitulada Paradigm Shift: Politics in the Information Age, sob orientação de Carol M. Swain. Enquanto estudava em Princeton, Polis atuou como diretor de comunicação do governo estudantil de graduação e participou de outras organizações do campus, como o Model Congress, a Phi Gamma Delta e o Princeton Juggling Club.
Quando estava no segundo ano da faculdade, Polis comprou selos de uma série intitulada Legends of the West em uma agência dos correios de Princeton. O USPS havia recentemente recolhido a série devido a um erro de impressão na imagem de Bill Pickett, o que tornou seus selos muito mais valiosos. Polis vendeu os selos a um colecionador por uma quantia "superior a US$ 1.000". Em 2000, mudou legalmente seu sobrenome para o sobrenome de sua mãe para chamar atenção para uma campanha de arrecadação de fundos e porque simplesmente "gostava mais dele".
Polis foi cofundador da American Information Systems (AIS), Inc., enquanto ainda estava na faculdade. A AIS era um provedor de acesso à Internet e foi vendida em 1998. Em 1996, ele foi cofundador de um site gratuito de cartão comemorativo eletrônico, bluemountain.com, que foi vendido à Excite@Home em 1999 por US$ 430 milhões em ações e US$ 350 milhões em dinheiro. Em fevereiro de 1998, Polis fundou a ProFlowers, uma floricultura on-line, em La Jolla, Califórnia. Em dezembro daquele ano, o economista Arthur Laffer começou a prestar consultoria a Polis e ingressou na ProFlowers como diretor.
A ProFlowers, posteriormente rebatizada de Provide Commerce, Inc., abriu seu capital na NASDAQ sob o código PRVD em 17 de dezembro de 2003. Em 2005, o conglomerado de mídia Liberty Media Corporation adquiriu a Provide Commerce por US$ 477 milhões. Polis e outros investidores fundaram a Techstars em Boulder, Colorado, em 2006. A empresa tornou-se uma firma global de capital de risco. Durante seu período no Congresso, Polis estava entre seus membros mais ricos, com um patrimônio líquido estimado em mais de US$ 300 milhões.
Polis foi chamado de um dos "Gang of Four" — quatro coloradenses ricos que fizeram um esforço coordenado para apoiar os democratas em eleições legislativas estaduais. Os outros membros são Pat Stryker, Rutt Bridges e Tim Gill. A influência da Gang of Four é apontada como um dos fatores da mudança do Colorado em direção ao Partido Democrata nas décadas de 2000 e 2010.
A carreira política inicial de Polis esteve intimamente ligada à educação e à filantropia. Em 2000, foi eleito para o Conselho Estadual de Educação do Colorado pelo distrito geral, derrotando o então titular republicano Ben Alexander por apenas 90 votos, em uma das eleições mais acirradas da história do estado. Durante seus seis anos no conselho, exerceu as funções de vice-presidente e presidente.
Polis também se envolveu profundamente com a educação por meio de sua atividade filantrópica. Em 2000, fundou a Jared Polis Foundation, destinada a ampliar o acesso à educação e à tecnologia. A fundação posteriormente criou o programa Community Computer Connection, que reformava e doava computadores a escolas e organizações sem fins lucrativos que atendiam estudantes desfavorecidos.
Em 2004, Polis fundou a New America School, uma rede de escolas públicas charter voltada principalmente para novos imigrantes e estudantes com proficiência limitada em inglês. As primeiras escolas foram abertas no Colorado naquele ano, oferecendo aulas em horários alternativos para acomodar estudantes imigrantes que trabalhavam. Polis, então presidente do Conselho Estadual de Educação do Colorado, financiou a iniciativa por meio de sua fundação e pretendia expandir o modelo para outras comunidades do estado.
A atuação política de Polis também se estendeu ao apoio financeiro ao Partido Democrata no Colorado. Em meados de seu mandato no Conselho Estadual de Educação, juntou-se a Pat Stryker, Rutt Bridges e Tim Gill, um grupo posteriormente conhecido como "Gang of Four". Os quatro apoiaram financeiramente organizações que atuaram nas eleições estaduais de 2004, contribuindo para que os democratas recuperassem o controle da Assembleia Geral do Colorado naquele ano.
Em 2004, quando Mark Udall anunciou que concorreria ao Senado dos Estados Unidos, Polis chegou a lançar-se brevemente como candidato à vaga de Udall na Câmara dos Representantes. A candidatura, porém, não avançou, e Polis permaneceu no Conselho Estadual de Educação.
Em 2008, após a decisão de Udall de deixar a Câmara para disputar o Senado, Polis concorreu à indicação democrata para o 2.º distrito congressional do Colorado. Ele venceu uma acirrada eleição primária contra a ex-presidente do Senado estadual Joan Fitz-Gerald e o ambientalista Will Shafroth. Na eleição geral, derrotou o republicano Scott Starin e foi eleito para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, assumindo o cargo em janeiro de 2009.

Em 2000, Polis foi eleito pelo sistema de pluralidade para uma vaga pelo distrito geral no Conselho Estadual de Educação do Colorado e exerceu um único mandato de seis anos, até janeiro de 2007, quando o distrito foi extinto. Sua eleição foi uma das mais acirradas da história do Colorado, pois derrotou o titular Ben Alexander por apenas 90 votos, de um total de 1,6 milhão de votos. Durante seu mandato, Polis exerceu tanto a presidência quanto a vice-presidência do conselho.
Em 2006, Polis atuou como copresidente do Coloradans for Clean Government, um comitê que apoiava a Emenda 41, uma medida eleitoral de iniciativa popular destinada a proibir presentes oferecidos por lobistas registrados a funcionários públicos, estabelecer um limite anual de US$ 50 para presentes oferecidos por pessoas que não fossem lobistas, estabelecer um período de quarentena de dois anos antes que ex-legisladores estaduais e funcionários eleitos em âmbito estadual pudessem começar a exercer atividades de lobby e criar uma comissão independente de ética. Em novembro de 2006, 62,3% dos eleitores do Colorado aprovaram a emenda constitucional denominada "Ethics in Government" ("Ética no Governo").
Em 2014, Polis planejou apoiar duas medidas eleitorais para limitar o fraturamento hidráulico no Colorado, proibindo perfurações nas proximidades de escolas e residências e autorizando as comunidades a estabelecer suas próprias regras. As medidas foram retiradas depois que ele chegou a um acordo com o governador John Hickenlooper para criar uma força-tarefa. A retirada das iniciativas foi vista como um alívio para democratas vulneráveis, que teriam sido obrigados a assumir posições controversas sobre a questão.
Em 2008, Polis venceu uma acirrada eleição primária democrata pelo 2.º distrito congressional do Colorado e posteriormente venceu a eleição geral em 4 de novembro, com 63% dos votos. Ele sucedeu Mark Udall, que foi eleito para o Senado dos Estados Unidos naquele ano. Polis foi reeleito para a Câmara em 2010, com 57% dos votos, em 2012, com 56% dos votos, em 2014, com 57% dos votos, e em 2016, também com 57% dos votos.

Polis foi copresidente do programa Red to Blue do DCCC durante as eleições de 2012, ajudando a recrutar candidatos e arrecadar fundos para candidatos democratas em distritos congressionais competitivos. Após as eleições, considerou concorrer ao cargo de vice-presidente do Caucus Democrata da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, depois que o então presidente, Xavier Becerra, ficou impedido de permanecer no cargo por limite de mandatos. O cargo acabou sendo ocupado pelo deputado Joe Crowley.

A seguinte é uma lista incompleta de projetos de lei apresentados por Polis:
No 114.º Congresso, Polis integrou as seguintes comissões:


Em 2018, Polis anunciou sua candidatura a governador do Colorado. Ele foi eleito governador com 53,4% dos votos, derrotando o candidato do Partido Republicano, Walker Stapleton, e tornando-se a primeira pessoa abertamente homossexual eleita governadora de qualquer estado. A primeira pessoa abertamente homossexual a exercer o cargo de governador de um estado foi Jim McGreevey, o 52.º governador de Nova Jersey, que revelou sua orientação sexual durante seu mandato como governador.
Polis foi reeleito para um segundo mandato, derrotando a candidata republicana Heidi Ganahl, membro do Conselho de Regentes da Universidade do Colorado.
Polis foi eleito governador em 6 de novembro de 2018. A Boldly Forward, uma organização sem fins lucrativos classificada como 501(c)(4), foi criada para atuar como equipe de transição, com o Keystone Center como facilitador. Polis tomou posse em 8 de janeiro de 2019.
Uma iniciativa para destituí-lo, juntamente com outros funcionários eleitos democratas, não conseguiu apresentar assinaturas suficientes para levar o processo adiante. Polis declarou sobre a iniciativa: "Recalls should not be used for partisan gamesmanship" ("Processos de destituição não devem ser usados para disputas partidárias"). Os organizadores do movimento anunciaram ter coletado mais de 300 mil assinaturas, cerca de metade das 631.266 necessárias para levar a questão à votação, e não apresentaram as petições ao secretário de Estado do Colorado.
Em 2025, Polis tinha uma taxa de aprovação de 41% e uma taxa de desaprovação de 52% entre os eleitores do Colorado.
Polis tem sido descrito tanto como progressista quanto como alguém de orientação libertária. Ele já se manifestou favoravelmente aos direitos ao aborto, à escolha da escola, à substituição do imposto sobre a propriedade do Colorado por um imposto sobre o valor da terra e à eliminação do imposto de renda do Colorado. Durante a pandemia de COVID-19 no Colorado, mostrou-se cético quanto à manutenção das exigências de uso de máscaras do estado por longos períodos, afirmando que ele próprio usava máscaras, mas não queria "obrigar as pessoas a usá-las". Em 2022, a revista libertária Reason o descreveu como "o governador mais libertário dos Estados Unidos". Polis também já se autodenominou "libertário", mas essa caracterização é contestada por alguns libertários, que apontam seu histórico em controle de armas, regulamentação de bebidas alcoólicas e impostos como incompatível com os princípios libertários.
Em setembro de 2015, Polis manifestou apoio à alteração dos procedimentos disciplinares universitários relacionados a casos de estupro em campi para permitir que os casos fossem julgados com base em um padrão de probabilidade razoável, afirmando: "Se há 10 pessoas que foram acusadas e, sob um padrão de probabilidade razoável, talvez uma ou duas tenham cometido o crime, parece melhor livrar-se das 10 pessoas [...] não estamos falando de privá-las da vida ou da liberdade, estamos falando de transferi-las para outra universidade, pelo amor de Deus". Após ser criticado por essas declarações, Polis pediu desculpas, afirmando: "Fui longe demais ao insinuar que apoio a expulsão de estudantes inocentes dos campi universitários, algo que nem eu nem outros defensores da justiça para sobreviventes de agressão sexual apoiamos". Em seu pedido de desculpas, Polis esclareceu que suas palavras não refletiam suas crenças nem as políticas que apoiava e classificou sua declaração como um "grande erro".

Polis apoia a legalização da cannabis, afirmando em 2011: "Assim como a política de proibição fracassou nacionalmente com o álcool — agora cabe aos estados e condados —, acho que deveríamos fazer o mesmo com a maconha".
Entre as propostas legislativas que apresentou estão o Ending Federal Marijuana Prohibition Act, de 2013, o Regulate Marijuana Like Alcohol Act, de 2015, e a emenda McClintock–Polis, de 2015, destinada a impedir a interferência federal nos estados que haviam legalizado o uso medicinal ou recreativo da cannabis; a emenda foi rejeitada por 206 votos a 222.
Ele também foi copatrocinador original da Emenda McClintock–Polis, apresentada em 2015, e da Marijuana Justice Act, apresentada pela primeira vez na Câmara em 2018.
Em fevereiro de 2017, Polis criou o Congressional Cannabis Caucus juntamente com os deputados Don Young, Earl Blumenauer e Dana Rohrabacher.
Em 2021, concedeu perdão a 1.351 pessoas do Colorado condenadas por posse de maconha.
Polis apoia uma internet aberta e livre e tem sido crítico ao SOPA, ao PIPA e ao CISPA. Em entrevista à revista Forbes, afirmou: "Sou contra a pirataria e quero ver a propriedade intelectual protegida, porque é isso que promove e recompensa a inovação. Mas o SOPA não proporcionará uma redução significativa da pirataria e causará enormes danos colaterais ao ecossistema da internet". Durante o debate sobre o SOPA no plenário da Câmara dos Representantes, Polis afirmou que o SOPA e o PIPA "ameaçam diretamente a própria internet que trouxe grande prosperidade e maior paz à humanidade" e que "permitir que os militares e a NSA espionem americanos em solo americano vai contra todos os princípios sobre os quais este país foi fundado". Polis e outros 167 membros da Câmara votaram contra o CISPA.
Polis e os deputados Zoe Lofgren e Darrell Issa foram patrocinadores da proposta denominada Aaron's Law, apresentada após o suicídio do programador e ativista da internet Aaron Swartz, cofundador do Reddit, que enfrentava acusações de fraude informática e fraude eletrônica, além de uma possível pena de mais de 30 anos de prisão e multas superiores a US$ 1 milhão por violar os termos de serviço ao baixar ilegalmente artigos de periódicos acadêmicos da biblioteca digital JSTOR. O projeto de lei proposto excluiria violações dos termos de serviço da Lei de Fraude e Abuso Informático de 1986 e da legislação sobre fraude eletrônica. Polis afirmou que as acusações apresentadas pela procuradora-geral dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts, Carmen Ortiz, eram "ridículas e forjadas" e que "é absurdo que ele tenha sido transformado em bode expiatório. Espero que isso não aconteça com mais ninguém".
Polis tem sido um crítico declarado da Lei PATRIOT.
Em maio de 2014, Polis tornou-se o primeiro representante dos Estados Unidos e membro do Congresso a aceitar doações de campanha por meio do Bitcoin. Em fevereiro de 2022, Polis anunciou que o Colorado se tornaria o primeiro estado a permitir que seus residentes pagassem impostos estaduais com Bitcoin.

Em 2014, Polis patrocinou duas medidas eleitorais relacionadas ao fraturamento hidráulico, as Iniciativas 88 e 89. Ele pretendia aumentar a distância mínima entre as operações de fraturamento hidráulico e as residências, de 500 pés (152,4 m) para 2.000 pés (609,6 m), com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos proprietários de imóveis nas áreas afetadas. Em 4 de agosto de 2014, Polis anunciou que retiraria seu apoio às duas medidas eleitorais.
Polis demonstrou interesse na regulamentação da kombucha. Ele foi copatrocinador de um projeto de lei que teria legalizado o transporte interestadual de leite cru.
Em 2010, Polis apoiou uma resolução que não foi aprovada e que previa a retirada de todas as tropas dos Estados Unidos do Afeganistão no prazo de 30 dias, afirmando: "Não acredito que essa ocupação contínua seja de nosso interesse nacional" e "Apoiei a ação inicial para expulsar o Talibã do Afeganistão, e ela foi bem-sucedida. O desafio que enfrentamos agora é uma ameaça sem Estado". Ele também participou de uma viagem de uma delegação do Congresso ao Afeganistão, durante a qual se reuniu com o ex-ministro do Interior afegão Mohammad Hanif Atmar, autoridades militares dos Estados Unidos e diplomatas.
Polis se opôs à Guerra do Iraque, afirmando: "A invasão do Iraque foi um erro colossal e me opus à guerra desde o início. Os erros de Bush, e os democratas que lhe deram cobertura ao longo do caminho, nos deixaram sem soluções fáceis para melhorar a situação".
Em maio de 2025, Polis vetou um projeto de lei aprovado por unanimidade pelo legislativo estadual que proibiria a cobrança de valores inesperados por empresas de ambulância. Como o veto ocorreu após 7 de maio, o legislativo não poderia derrubá-lo até 2026.
Polis já se descreveu como "a favor da liberdade de escolha" em relação às vacinas. Em 2019, ele se opôs a uma importante disposição do Projeto de Lei 1312 da Câmara dos Representantes, que dificultava aos pais solicitar isenções não médicas de vacinação para seus filhos. Polis esteve entre os poucos democratas que elogiaram o cético em relação às vacinas Robert F. Kennedy Jr., elogiando seu trabalho por "ter nos ajudado a derrotar os mandatos de vacinação no Colorado", antes de posteriormente publicar uma declaração em apoio à vacinação. Ele apoiou a indicação de Kennedy por Trump para o cargo de secretário de Saúde e Serviços Humanos e escreveu que apoiava a disposição de Kennedy de "enfrentar as grandes empresas farmacêuticas e o agronegócio", sem repreendê-lo por suas ideias antivacina.
Em entrevista à Politico Magazine, Polis afirmou que os democratas "precisam dialogar com uma coalizão maior" de eleitores. Ele expressou discordância em relação ao governo Trump e observou que "não é fã" de suas ações. Também afirmou divergir de Kennedy em determinadas questões, como a eficácia das vacinas, mas incentivou as pessoas a "investigarem por si mesmas as posições de RFK, em vez de atacar Kennedy automaticamente". Ele argumentou que muitos democratas do Colorado compartilham as opiniões de Kennedy em questões como saúde e nutrição e afirmou que o Partido Democrata "não pode vencer sem aceitar uma gama mais ampla de perspectivas", incluindo "acolher eleitores que gostam de RFK" e "eleitores que valorizam a liberdade, a autonomia e a eficiência governamental", dizendo que "essas deveriam ser pessoas que acolhemos no Partido Democrata e que incorporamos à nossa agenda".

Em maio de 2025, Polis vetou um projeto de lei que proibiria o uso de algoritmos de fixação de preços de aluguel, os quais, segundo críticos, estavam sendo utilizados por proprietários para coordenar a cobrança dos valores mais altos possíveis de aluguel. A empresa de software RealPage, conhecida fornecedora de um desses algoritmos, elogiou o veto, classificando-o como um exemplo de "liderança corajosa".
Em 2019, Polis sancionou uma lei de ordem de restrição por risco extremo que permitia às autoridades policiais e familiares solicitar aos tribunais a retirada temporária do direito de posse de armas de pessoas consideradas perigosas para si mesmas ou para terceiros. Em 2023, Polis sancionou várias leis que alteraram o regime de direitos relacionados às armas de fogo no Colorado. Entre elas estavam o aumento da idade mínima para compra de 18 para 21 anos, a instituição de um período de espera de três dias após a compra e a proibição de armas de fogo de fabricação caseira. Em abril de 2025, Polis sancionou uma legislação que criou um registro de armas de fogo estadual e restringiu significativamente a possibilidade de adquirir armas semiautomáticas.
Durante a crise na fronteira dos Estados Unidos, Polis transferiu migrantes em ônibus financiados pelo poder público para Nova Iorque e Chicago. Em 7 de janeiro de 2023, afirmou que não enviaria mais migrantes para Chicago.
Em janeiro de 2025, Polis afirmou em seu discurso sobre o Estado do Estado que esperava trabalhar com Trump para reforçar a segurança da fronteira, mas alertou contra "esforços para deportar cidadãos americanos, visar pessoas com situação jurídica pendente e separar famílias". Desde então, também pressionou o governo federal em relação à detenção de um ativista imigrante e trabalhista sem documentação no Colorado.
Na época de sua saída do Congresso, Polis era um dos sete membros assumidamente gays do 113.º Congresso e integrava o LGBT Equality Caucus. Ele defendeu a revogação da Defense of Marriage Act (DOMA) e elogiou a decisão do governo Obama de instruir o Departamento de Justiça dos Estados Unidos a deixar de defender a DOMA, afirmando: "A Seção 3 da lei é inconstitucional".
Polis também foi o principal patrocinador da Student Non-Discrimination Act (SNDA), juntamente com o senador Al Franken, que apresentou a proposta no Senado. A SNDA estabeleceria uma proibição federal abrangente, aplicável a todas as escolas públicas de ensino fundamental e médio, contra a discriminação baseada em orientação sexual e identidade de gênero, ampliando o alcance do Título IX das Emendas Educacionais para estudantes LGBT. Em uma declaração, Polis afirmou que "a educação é um direito de todo estudante", independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero, real ou percebida. "O aumento alarmante dos suicídios entre adolescentes mostrou o quanto ainda estamos longe de tornar as escolas de nossas crianças espaços seguros". Em uma carta a Obama, Polis e outros 67 membros da Câmara dos Representantes pediram a revogação da política Don't Ask, Don't Tell. A carta citava a decisão de um juiz distrital da Califórnia de que a DADT era inconstitucional e que os 14 mil militares que haviam sido dispensados das Forças Armadas desde sua adoção haviam sido dispensados injustamente.
Em setembro de 2014, Polis apresentou uma petição de dispensa para levar a LGBT Employment Non-Discrimination Act ao plenário da Câmara para votação. A versão revisada da proposta incluía isenções religiosas restritas. Polis instou Obama a reconsiderar a inclusão da Malásia e de Brunei na Parceria Transpacífica, devido ao histórico negativo desses países em relação aos direitos LGBT. Em junho de 2019, Polis sancionou uma lei que proibia a terapia de conversão para menores de idade. Em fevereiro de 2022, denunciou a legislação antitrans aprovada em estados controlados pelos republicanos, classificando-a como "antiamericana".
Em 14 de abril de 2023, sancionou três projetos de lei relacionados à saúde que consolidaram o acesso ao aborto e a procedimentos e medicamentos de afirmação de gênero no Colorado. As leis garantem que pessoas de estados vizinhos e de outras regiões possam realizar abortos, iniciar tratamentos com bloqueadores da puberdade ou receber cirurgias de afirmação de gênero no Colorado sem receio de processos judiciais. Em 29 de abril de 2024, Polis sancionou uma lei que exige que as escolas públicas utilizem os nomes escolhidos pelos estudantes trans.
Polis vetou o Projeto de Lei do Senado 86, que obrigaria grandes empresas de redes sociais a remover contas envolvidas em atividades ilegais envolvendo crianças menores de 13 anos. Em 25 de abril de 2025, o Senado do Colorado derrubou o veto por 29 votos a 6.
Polis é um defensor convicto do livre-comércio e tem sido um crítico declarado das tarifas de Trump. Ele criticou parte de um discurso proferido em abril de 2025 pela governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, no qual ela afirmou que havia espaço para algum acordo com o presidente Trump sobre tarifas, mas alertou contra o uso do "martelo tarifário" por Trump, defendendo, em vez disso, o uso das tarifas como um bisturi. Polis escreveu no Twitter: "O 'martelo tarifário' acaba atingindo sua própria mão em vez do prego. As tarifas são ruins por si só porque levam a preços mais altos e destroem a indústria manufatureira americana. O comércio é inerentemente positivo porque ambas as partes saem em melhor situação de uma transação consensual. Embora sanções (Rússia, Irã) possam desempenhar um papel geopolítico de segurança nacional, deve-se sempre considerar, de olhos bem abertos, que as sanções prejudicam tanto a nós mesmos quanto aos outros".
No Twitter, Polis escreveu que recomendaria "seguir os intelectuais públicos Richard Hanania e Nicholas Decker, que estão realmente pensando, algo raro atualmente". Hanania já havia expressado opiniões supremacistas brancas, enquanto Decker havia discutido temas controversos como zoofilia e pornografia infantil gerada por inteligência artificial. Após críticas à publicação de Polis, seu porta-voz disse ao Denver 7: "O governador deixou claro em sua publicação que não concorda com a maioria do que essas pessoas publicam, incluindo aquilo que você menciona em sua pergunta. Ele considera muitas de suas opiniões abomináveis. O foco do governador Polis continua sendo liderar o Colorado, e isso inclui ouvir perspectivas divergentes e encontrar maneiras de discordar melhor, independentemente de onde elas se encontrem nas profundezas das redes sociais".
Em 15 de maio de 2026, durante seu segundo mandato como governador, Polis anunciou que comutaria a pena de Tina Peters, ex-secretária do condado de Mesa, Colorado. Em 2024, Peters foi condenada por vários crimes graves em um tribunal estadual por seu envolvimento em tentativas de anular a eleição presidencial dos Estados Unidos de 2020. A decisão ocorreu depois que o presidente Donald Trump havia defendido publicamente a libertação de Peters.
O Conselho Consultivo de Clemência, cujos membros são nomeados pelo governador, teria votado duas vezes por unanimidade para rejeitar o pedido de clemência de Peters antes do anúncio da comutação.
O anúncio da clemência foi condenado pelo Partido Democrata do Colorado, pelas lideranças democratas da Câmara e do Senado do Colorado, pela Colorado County Clerks Association, pelos senadores Michael Bennet e John Hickenlooper, pelo deputado federal Jason Crow, pelo procurador-geral do Colorado Phil Weiser, pela secretária de Estado do Colorado Jena Griswold, pelo promotor público do condado de Mesa, Dan Rubinstein, que havia processado Peters, e pelas representações do Colorado da AFL-CIO, SEIU, Common Cause e League of Women Voters. Em 20 de maio, o Partido Democrata do Colorado censurou Polis durante uma reunião do comitê estadual. Em resposta à repercussão negativa, Polis apareceu em uma chamada de vídeo com fita adesiva cobrindo a boca.
Após o anúncio, Bennet afirmou que, devido à comutação, não consideraria Polis para a vaga no Senado que surgiria caso fosse eleito na eleição para governador do Colorado em 2026.
A medida foi elogiada por Trump, pela deputada federal Lauren Boebert, pelo deputado estadual e candidato a governador Scott Bottoms, pelo conselho editorial do The Denver Post e pela própria Peters.

Polis foi o primeiro homem abertamente gay não incumbente eleito para o Congresso, e o primeiro pai abertamente gay no Congresso. Ele também é o segundo pai abertamente gay nos Estados Unidos a ocupar um cargo no governo estadual. Polis e seu marido, Marlon Reis, têm um filho e uma filha, nascidos respectivamente em 2011 e 2014. Polis é judeu.
Em junho de 2019, para marcar o 50.º aniversário dos distúrbios de Stonewall, evento amplamente considerado um momento decisivo no moderno movimento pelos direitos LGBTQ, a Queerty nomeou Polis um dos Pride50, uma lista de "indivíduos pioneiros que trabalham ativamente para garantir que a sociedade continue avançando em direção à igualdade, à aceitação e à dignidade para todas as pessoas queer". Polis gosta de jogos eletrônicos, como League of Legends. Seus campeões favoritos incluem Maokai e Anivia. Ele também é um ávido torcedor do Colorado Avalanche, do Colorado Rockies, do Denver Nuggets e do Denver Broncos. Ele é fã de South Park e entrevistou os criadores da série, Trey Parker e Matt Stone.
Polis declarou seu amor pela música de Taylor Swift e faz regularmente referências a isso em suas comunicações públicas. Antes de a Eras Tour de Swift chegar a Denver, em julho de 2023, Polis publicou em sua conta do Instagram uma carta contendo dezenas de letras de suas músicas. Em um evento realizado em março de 2024 nas escadarias do Capitólio de Denver sobre o financiamento da educação, ele discursou diante de uma faixa temática de pulseiras da amizade com as palavras "fully funded era" ("era totalmente financiada"), que muitos especularam ser uma referência à Eras Tour. Em seu discurso na Convenção Nacional Democrata em 21 de agosto de 2024, ele usou trechos da canção de Swift "We Are Never Ever Getting Back Together". Em julho de 2020, Polis doou US$ 1.000 ao principal adversário de Ilhan Omar nas eleições primárias de 2020. Em setembro de 2021, Polis se casou com seu companheiro de longa data, Marlon Reis, em uma pequena cerimônia de Judaísmo Renovado, com familiares e alguns amigos. O casamento ocorreu na Universidade do Colorado em Boulder, onde Reis se formou.
| Candidato | Partido | Votos | % | Variação |
|---|---|---|---|---|
| Jared Polis | Democrata | 1.348.888 | 53,42% | +4,12% |
| Walker Stapleton | Republicano | 1.080.801 | 42,80% | −3,15% |
| Scott Helker | Libertário | 69.519 | 2,75% | +0,81% |
| Bill Hammons | Unity Party of America | 25.854 | 1,02% | N/A |
| Total | 2.525.062 | 100,0% | N/A |
Partido vencedor: Partido Democrata.
| Candidato | Partido | Votos | % | Variação |
|---|---|---|---|---|
| Jared Polis (incumbente) | Democrata | 1.468.476 | 58,53% | +5,11% |
| Heidi Ganahl | Republicano | 983.034 | 39,19% | −3,61% |
| Kevin Ruskusky | Libertário | 28.938 | 1,15% | −1,60% |
| Danielle Neuschwanger | American Constitution Party (Colorado) | 21.623 | 0,86% | N/A |
| Paul Noël Fiorino | Unity Party of America | 6.686 | 0,27% | −0,75% |
| Total | 2.508.757 | 100,0% | N/A |
Partido vencedor: Partido Democrata.
| Ano | Candidato vencedor | Partido | % | Segundo colocado | Partido | % | Terceiro colocado | Partido | % | Quarto colocado | Partido | % | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | Jared Polis | Democrata | 63% | Scott Starin | Republicano | 34% | J. A. Calhoun | Verde | 2% | Bill Hammons | Unity Party of America | 1% | |
| 2010 | Jared Polis | Democrata | 57% | Stephen Bailey | Republicano | 38% | Jenna Goss | Constitucionista | 3% | Curtis Harris | Libertário | 2% | |
| 2012 | Jared Polis | Democrata | 56% | Kevin Lundberg | Republicano | 39% | Randy Luallin | Libertário | 3% | Susan P. Hall | Verde | 2% | |
| 2014 | Jared Polis | Democrata | 57% | George Leing | Republicano | 43% | |||||||
| 2016 | Jared Polis | Democrata | 57% | Nic Morse | Republicano | 37% | Richard Longstreth | Libertário | 6% | ||||