| Broadcom Inc. | |
|---|---|
Antiga sede no norte de San José | |
| Nome(s) anterior(es) | HP Associates, de 1961 a 1999 Agilent Semiconductor Products Group, de 1999 a 2005 Avago Technologies, de 2005 a 2016 Broadcom Limited, de 2016 a 2018 |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NASDAQ: AVGO Integrante do NASDAQ-100 Integrante do S&P 100 Integrante do S&P 500 |
| Atividade | Semicondutores Software empresarial Hardware |
| Fundação | 1961 |
| Sede | Stanford Research Park, Palo Alto, Califórnia, Estados Unidos |
| Pessoas-chave | Henry Samueli, presidente do conselho de administração Hock Tan, presidente e diretor-executivo |
| Empregados | 33.000 em 2025 |
| Produtos | ASICs personalizados e aceleradores de inteligência artificial Comutadores e placas de rede Ethernet Sistemas em um chip para banda larga e Wi-Fi Módulos de entrada de radiofrequência Fibre Channel e controladores de armazenamento Software de infraestrutura de computação em nuvem da VMware Produtos de cibersegurança da Symantec Software para mainframes e empresas |
| Serviços | Suporte a software empresarial Serviços de computação em nuvem Serviços profissionais de tecnologia da informação e cibersegurança |
| Subsidiárias | VMware CA Technologies Symantec Enterprise Brocade Communications Systems LSI Corporation |
| Ativos | |
| Receita | |
| Lucro | |
| LAJIR | |
| Website | broadcom.com |
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Broadcom Inc. é uma multinacional estadunidense que projeta, desenvolve, fabrica e fornece produtos semicondutores e software de infraestrutura para o mercado mundial. Seus produtos atendem aos setores de centros de dados, redes, software, banda larga, comunicação sem fio, armazenamento e indústria. Em 2026, a Broadcom estava entre as maiores empresas do mundo em valor de mercado.
Em dezembro de 2024, a Broadcom tornou-se a 12.ª empresa a ultrapassar US$ 1 trilhão em capitalização de mercado. Em abril de 2026, ultrapassou US$ 2 trilhões, tornando-se a sexta empresa a atingir esse valor. Em 2025, cerca de 58% da receita da Broadcom vinha de produtos semicondutores e 42% de produtos e serviços de software de infraestrutura.:40
Tan Hock Eng é o presidente e diretor-executivo da empresa. Sua sede fica em Palo Alto, na Califórnia. A Avago Technologies Limited adotou o nome Broadcom ao adquirir a Broadcom Corporation em janeiro de 2016. O código de negociação AVGO, antes usado pela Avago, passou a designar a empresa resultante da fusão. O código BRCM, da Broadcom Corporation, deixou de ser usado. Inicialmente, a empresa resultante da fusão chamava-se Broadcom Limited, antes de adotar o nome atual em novembro de 2017.
Em outubro de 2019, a União Europeia emitiu uma ordem antitruste provisória contra a Broadcom por práticas comerciais anticompetitivas que supostamente violavam a legislação de concorrência da União Europeia.
Em maio de 2022, a Broadcom anunciou um acordo para adquirir a VMware em uma transação em dinheiro e ações avaliada em US$ 69 bilhões. A aquisição foi concluída em 22 de novembro de 2023.
A empresa que se tornaria a Broadcom Inc. foi fundada em 1961 como HP Associates, uma divisão de produtos semicondutores da Hewlett-Packard.
A divisão se separou da Hewlett-Packard em 1999, com a criação da Agilent Technologies como empresa independente.

A KKR e a Silver Lake Partners compraram o grupo de produtos semicondutores da Agilent Technologies em 2005 por US$ 2,6 bilhões e criaram a Avago Technologies. Em outubro de 2005, a Avago concordou em vender sua unidade de produtos de entrada e saída à PMC-Sierra por US$ 42,5 milhões.
Em agosto de 2008, a empresa solicitou o registro de uma oferta pública inicial de US$ 400 milhões. Em outubro daquele ano, comprou por 21,5 milhões de euros a unidade de tecnologia de ondas acústicas de volume da Infineon Technologies, sediada em Munique.
Em 6 de agosto de 2009, a Avago Technologies abriu seu capital na NASDAQ, sob o código AVGO.

Em abril de 2013, a Avago Technologies anunciou um acordo para adquirir a CyOptics, fornecedora de chips e componentes ópticos, por US$ 400 milhões. A compra tinha como objetivo ampliar seu catálogo de produtos de fibra óptica. Em outubro de 2013, a Avago investiu US$ 5 milhões na Amantys, fornecedora de tecnologia de eletrônica de potência, como parte de um acordo de investimento estratégico entre as duas empresas.
Em dezembro de 2013, a Avago Technologies anunciou um acordo para adquirir a LSI Corporation por US$ 6,6 bilhões. A aquisição ampliou a atuação da Avago, antes concentrada em produtos especializados, para mercados de maior escala, sobretudo o de chips de armazenamento para centros de dados.
A empresa vendeu sua unidade de controladores de SSD à Seagate Technology em maio de 2014. Em agosto de 2014, era a nona maior empresa de semicondutores. A Avago concordou em vender a unidade Axxia Networking da LSI à Intel por US$ 650 milhões. Também fechou um acordo para adquirir a PLX Technology, projetista de circuitos integrados, por US$ 309 milhões. Em fevereiro de 2015, foi anunciado que a Avago Technologies Limited havia chegado a um acordo para comprar a Emulex Corporation por US$ 8 por ação, em dinheiro.

Em 28 de maio de 2015, a Avago anunciou a compra da Broadcom Corporation por US$ 37 bilhões, dos quais US$ 17 bilhões seriam pagos em dinheiro e US$ 20 bilhões em ações. A Avago seria a empresa remanescente da fusão, mas adotaria o nome Broadcom Ltd. A empresa combinada teria receita anual de US$ 15 bilhões e valor de mercado de US$ 77 bilhões. Em uma análise da consultoria de tecnologia LexInnova, a aquisição ampliava bastante o conjunto de patentes da Avago em setores como dispositivos móveis, centros de dados e internet das coisas, tornando-a a nona maior detentora de patentes entre os principais fornecedores de semicondutores.
Em maio de 2016, a Cypress Semiconductor anunciou a aquisição de todo o catálogo de produtos de internet das coisas da Broadcom Corporation por US$ 550 milhões. O acordo abrangia os produtos e a propriedade intelectual da Broadcom para conexões Wi-Fi, Bluetooth e Zigbee, além da plataforma WICED e de seu kit de desenvolvimento de software. A operação reuniu as ferramentas de desenvolvimento e as tecnologias de conexão da Broadcom para dispositivos de internet das coisas aos sistemas em um chip programáveis da Cypress, que fornecem memória, processamento computacional e gráfico para dispositivos de baixo consumo de energia.
Em 2016, a Broadcom propôs uma fusão com a Brocade Communications Systems, com uma oferta de US$ 5,5 bilhões em dinheiro. A operação foi adiada para análise do Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos, o CFIUS. Em 2 de novembro de 2017, a Broadcom anunciou que transferiria seu domicílio legal de Singapura para Delaware, o que evitaria essa análise. A transferência envolvia a mudança do nome da controladora de Broadcom Limited para Broadcom Inc. A Broadcom Corporation, que existia antes da fusão de 2016, permaneceu como subsidiária integral da Broadcom Inc.
Em meados de novembro de 2017, a Broadcom propôs comprar a Qualcomm por US$ 130 bilhões, mas o conselho de administração da Qualcomm rejeitou a oferta. A proposta de aquisição hostil, depois revista para US$ 117 bilhões, foi bloqueada pelo governo Trump por meio de uma ordem executiva que alegava riscos à segurança nacional. O CFIUS manifestou preocupação com a proximidade que atribuía à Broadcom, então sediada em Singapura, com a China e a fabricante de chips Huawei. "Uma mudança para o domínio chinês no 5G teria graves consequências negativas para a segurança nacional dos Estados Unidos", afirmou o comitê. "Embora os Estados Unidos ainda dominem a definição de padrões, a China provavelmente disputaria com força qualquer espaço deixado pela Qualcomm em decorrência dessa aquisição hostil." A decisão também recebeu críticas de que teria sido motivada mais pela competitividade econômica do que pela segurança. A Broadcom retirou sua oferta dois dias após a ordem executiva. A decisão de Trump também foi interpretada como compatível com seus objetivos para a balança comercial, além das preocupações com a segurança.
Até então dedicada apenas aos semicondutores, a Broadcom passou a buscar aquisições no setor de software de infraestrutura após o fracasso da oferta pela Qualcomm. Seu diretor-executivo via nesse setor outro caminho para ampliar a empresa. Em 11 de julho de 2018, a Broadcom e a CA Technologies chegaram a um acordo para uma aquisição de US$ 18,9 bilhões. A CA Technologies, antes chamada Computer Associates, era uma das maiores fornecedoras de software para mainframes havia décadas e havia ampliado seu catálogo com programas para computação em nuvem. Em 5 de novembro de 2018, a Broadcom anunciou a conclusão da aquisição.
Em 9 de agosto de 2019, a Broadcom adquiriu a unidade de segurança empresarial da Symantec Corporation por US$ 10,7 bilhões em dinheiro. A divisão de software para consumidores da Symantec passou a se chamar Gen Digital. A compra deu continuidade à expansão da Broadcom no setor de software para infraestrutura empresarial. Em 4 de novembro de 2019, a Broadcom anunciou a conclusão da aquisição dessa unidade, juntamente com o nome e a marca Symantec.
Em 2019, a Broadcom era a empresa com a quinta ação de melhor desempenho na década de 2010, com retorno total de 1.956%.
Em janeiro de 2018, veio a público que a Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos, a FTC, investigava havia meses o uso de práticas anticompetitivas pela Broadcom nas negociações com clientes. Em 2021, a empresa aceitou um acordo para encerrar a denúncia antitruste. A FTC alegava que a Broadcom havia abusado de seu poder de monopólio por meio de cláusulas contratuais restritivas e ameaças de retaliação contra clientes que julgava "desleais".
Em outubro de 2019, a Comissão Europeia ordenou que a Broadcom interrompesse práticas supostamente anticompetitivas. Em 2021, a empresa aceitou um acordo para encerrar a denúncia de abuso de poder de monopólio por meio de cláusulas restritivas e ameaças de retaliação contra clientes que não as aceitassem. A acusação era de que essas cláusulas sufocavam a inovação e prejudicavam a concorrência no mercado mundial de fornecimento. A comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, afirmou que os contratos da Broadcom com seis de seus principais clientes causariam "danos graves e irreversíveis à concorrência" se nenhuma medida fosse tomada. A empresa se comprometeu a suspender contratos com cláusulas de exclusividade ou quase exclusividade e a não celebrar novos contratos desse tipo por sete anos.
Após a compra da VMware por US$ 69 bilhões em 2023, as autoridades reguladoras europeias voltaram a examinar a Broadcom, dessa vez por seu licenciamento dos produtos da VMware. Em março de 2026, a associação empresarial Cloud Infrastructure Service Providers in Europe, a CISPE, apresentou uma denúncia formal à Comissão Europeia. Alegava que o licenciamento de produtos VMware para provedores de serviços em nuvem violava as regras antitruste da União Europeia e solicitava medidas provisórias para impedir o encerramento do programa da VMware para esses provedores. A CISPE afirmou que, desde a aquisição, os preços haviam se multiplicado por dez, com cobrança antecipada e venda conjunta de produtos independentemente das necessidades dos clientes. A Comissão Europeia confirmou que avaliava a denúncia. A Broadcom negou as acusações e afirmou que a CISPE era "uma organização financiada por provedores de nuvem de hiperescala, que distorcem a realidade do mercado".
Em 2017, a Broadcom abriu processos por violação de patentes contra fabricantes de televisores inteligentes. A Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos decidiu em favor dos fabricantes.
Em 2020, a Broadcom processou a Netflix por violações de patentes. Kieren McCarthy, do The Register, argumentou que a empresa processava a Netflix por seu sucesso, diante da queda no número de assinantes da televisão por assinatura tradicional com o crescimento dos serviços de streaming. O Leichtman Research Group calculou que as maiores operadoras de televisão por assinatura dos Estados Unidos, que detinham cerca de 95% do mercado, perderam um saldo líquido de aproximadamente 4.915.000 assinantes em 2019. Cada cliente comum pagava US$ 231 por ano pelo decodificador, o que totalizava quase US$ 20 bilhões anuais de lucro para o setor de televisão a cabo.

Em 7 de janeiro de 2020, a Accenture PLC concordou em adquirir da Broadcom a divisão de serviços de cibersegurança da Symantec, que tinha 300 funcionários. Em fevereiro de 2020, a Broadcom anunciou o BCM4389, o primeiro dispositivo cliente Wi-Fi 6E do mundo. O Raspberry Pi 4, lançado em 24 de junho de 2019, usava o chip Broadcom BCM2711.
Em maio de 2022, a Broadcom anunciou um acordo para adquirir a VMware, fornecedora de software de virtualização e computação em nuvem, por US$ 61 bilhões em dinheiro e ações. A Broadcom também assumiria US$ 8 bilhões em dívidas da VMware. Em novembro de 2022, a Autoridade da Concorrência e dos Mercados do Reino Unido anunciou que investigaria se a aquisição "resultaria em uma redução substancial da concorrência em algum mercado de bens ou serviços no Reino Unido". A Comissão Europeia também anunciou uma investigação, o que levou as duas empresas a adiar a data prevista para a conclusão da operação para 26 de maio de 2023. Em 19 de maio, como as autoridades britânicas e europeias ainda não haviam concluído as análises, o prazo foi formalmente prorrogado para 26 de agosto de 2023. Depois, foi estendido novamente, até 26 de novembro daquele ano.
Em 21 de novembro de 2023, a Broadcom Inc. anunciou que pretendia concluir a aquisição da VMware Inc., por US$ 69 bilhões, na quarta-feira seguinte. Uma das maiores compras do setor de tecnologia, a operação passou pela análise de autoridades reguladoras de diferentes países, entre eles a China, que a aprovou sob condições específicas. O software de servidores da VMware deveria ser compatível com o hardware local, e os clientes não poderiam ser obrigados a usar apenas produtos de hardware da Broadcom. Apesar das preocupações com o aumento das tensões entre China e Estados Unidos, a aprovação chinesa, a última pendência regulatória, permitiu a conclusão do negócio. A transação foi concluída em 22 de novembro de 2023. Após a conclusão, o diretor-executivo Hock Tan anunciou a transferência da sede da empresa de San José para o campus da VMware em Palo Alto, na Califórnia. Em fevereiro de 2024, a Broadcom vendeu à KKR, por US$ 4 bilhões, a divisão de computação para usuários finais que havia recebido com a aquisição da VMware.
Em julho de 2026, a Broadcom anunciou a prorrogação de sua parceria com a Apple até 2031 para desenvolver e fornecer produtos semicondutores personalizados. A Broadcom também fornecia à Apple componentes de radiofrequência, Wi-Fi, Bluetooth e outras tecnologias de rede usados em seus dispositivos.
No exercício fiscal de 2023, a Broadcom registrou lucro de US$ 14,08 bilhões e receita anual de US$ 35,8 bilhões, um aumento de 7,8% em relação ao exercício anterior.
| Ano | Receita (US$ milhões) |
Lucro líquido (US$ milhões) |
Ativos totais (US$ milhões) |
Funcionários |
|---|---|---|---|---|
| 2009 | 1.484 | −44 | 1.970 | 3.200 |
| 2010 | 2.093 | 415 | 2.157 | 3.500 |
| 2011 | 2.336 | 552 | 2.446 | 3.500 |
| 2012 | 2.364 | 563 | 2.862 | 3.600 |
| 2013 | 2.520 | 552 | 3.415 | 4.800 |
| 2014 | 4.269 | 263 | 10.491 | 8.400 |
| 2015 | 6.824 | 1.364 | 10.515 | 8.200 |
| 2016 | 13.240 | −1.739 | 49.966 | 15.700 |
| 2017 | 17.636 | 1.692 | 54.418 | 14.000 |
| 2018 | 20.848 | 1.692 | 50.124 | 15.000 |
| 2019 | 22.597 | 2.695 | 67.493 | 19.000 |
| 2020 | 23.888 | 2.663 | 75.933 | 21.000 |
| 2021 | 27.450 | 6.437 | 75.570 | 20.000 |
| 2022 | 33.203 | 11.223 | 73.249 | 20.000 |
| 2023 | 35.819 | 14.082 | 72.861 | 20.000 |
| 2024 | 51.574 | 5.895 | 165.645 | 37.000 |
| 2025 | 63.887 | 23.126 | 171.092 | 33.000 |
A Broadcom comercializa semicondutores e aplicações de software de infraestrutura para os setores de centros de dados, com mainframes, redes, software, banda larga, comunicação sem fio, armazenamento e indústria. Seus produtos são usados em redes de centros de dados, conexões domésticas, acesso à banda larga, equipamentos de telecomunicações, smartphones, estações-base, servidores e armazenamento de centros de dados, automação industrial, geração de energia, sistemas de energia alternativa e telas. Também são usados na operação e administração de mainframes e no desenvolvimento de aplicativos.
Entre suas principais tecnologias e linhas de produtos estão equipamentos de rede, tecnologias ópticas, controladores de interface de rede e armazenamento de dados.

Fabricantes de equipamentos incorporam controladores de interface de rede da Broadcom em seus produtos. Alguns servidores blade PowerEdge da Dell, por exemplo, têm adaptadores de portas Ethernet com tecnologia da Broadcom em placas de expansão. A Apple, a Hewlett Packard Enterprise e a Raspberry Pi também usam controladores de rede da Broadcom.

Em abril de 2017, o Projeto Zero do Google examinou a pilha Wi-Fi dos sistemas em um chip da Broadcom e constatou a ausência de "todas as proteções básicas contra exploração de vulnerabilidades, incluindo cookies de pilha, desvinculação segura e proteção por permissões de acesso". Isso permitia "assumir o controle completo do dispositivo apenas pela proximidade de uma rede Wi-Fi, sem qualquer interação do usuário". Muitos smartphones foram afetados, entre eles aparelhos da Apple, Samsung e Google.
O Jericho2 é um chip programável de comutação Ethernet com capacidade de até 10 Tbit/s por dispositivo.
A família Tomahawk 3 permite comutação e roteamento de alta densidade nos padrões 400GbE, 200GbE e 100GbE para redes de computação em nuvem de hiperescala. A Broadcom anunciou duas versões do Tomahawk 3. A primeira oferece largura de banda total de até 12,8 Tbit/s por chip e tem 256 interfaces SerDes integradas, com suporte a 32 portas de 400 Gbit/s, 64 portas de 200 Gbit/s ou 128 portas de 100 Gbit/s. A segunda disponibiliza 160 das 256 interfaces SerDes e oferece largura de banda agregada de 8 Tbit/s. Para essa versão, a Broadcom propôs uma configuração de 80 portas de 100 Gbit/s. Outra possibilidade são 48 portas de 100 Gbit/s, acrescidas de oito portas de 400 Gbit/s ou 16 portas de 200 Gbit/s. Também é possível usar 96 portas de 50 Gbit/s, acrescidas de oito portas de 400 Gbit/s ou 16 portas de 200 Gbit/s. O Tomahawk 4 alcançou 25,6 Tbit/s, enquanto o Tomahawk 5 tem velocidade máxima de 51,2 Tbit/s.
A Broadcom ampliou sua atuação para além do hardware e passou a oferecer software empresarial.
A Broadcom opera sua unidade de segurança empresarial sob a marca Symantec. A empresa comprou o conjunto de produtos de segurança empresarial da Symantec Corporation em 2019. Após a venda, a Symantec Corporation mudou seu nome para NortonLifeLock.
A Broadcom também oferece produtos para BizOps, uma abordagem de tomada de decisões que aproxima as equipes de tecnologia e de negócios e relaciona os resultados de TI aos objetivos empresariais. Entre os produtos oferecidos estão os seguintes.
A Broadcom usa o termo XPU para chips ASIC personalizados, desenvolvidos em colaboração com grandes clientes de computação em hiperescala, como Google, Meta Platforms e ByteDance, e adaptados a cargas de trabalho específicas de inteligência artificial.
A Broadcom participa do desenvolvimento dos chips Tensor Processing Unit, ou TPU, do Google desde a primeira geração do programa. Nesse trabalho, transforma a arquitetura e as especificações do Google em chips que possam ser fabricados, fornece tecnologias proprietárias, como interfaces SerDes de alta velocidade, supervisiona o projeto dos ASICs e administra a fabricação e o encapsulamento dos chips por fabricantes terceirizados, como a TSMC. A Broadcom também participou do desenvolvimento dos chips Meta Training and Inference Accelerator, ou MTIA, apresentados pela Meta em 2023. Em 2024, começou a colaborar com a OpenAI no desenvolvimento de um chip personalizado de inferência, como parte de um esforço para reduzir a dependência das GPUs da Nvidia diante do aumento da demanda.