Sima Tan

Sima Tan
司馬談
Nascimentocerca de 165 a.C.
Morte110 a.C.
Região de Luoyang, China Han
FilhosSima Qian
Ocupaçãoastrônomo, astrólogo e historiador
Principais trabalhosRegistros do Historiador

Sima Tan (cerca de 165 a.C. – região de Luoyang, 110 a.C.) foi um astrônomo, astrólogo e historiador chinês da dinastia Han Ocidental. Começou o trabalho que seu filho, Sima Qian, concluiu nos Registros do Grande Historiador, ou Shiji. Seu ensaio sobre seis grupos de pensamento tornou-se uma das bases das classificações posteriores da filosofia chinesa.

Formação e carreira

Sima Tan era de Xia Yang, na região da atual Hancheng, em Xianxim. Estudou astronomia com Tang Du, o I Ching com Yang He e o taoismo com o mestre Huang. Exerceu o cargo de astrônomo da corte, tàishǐ lìng, 太史令, durante as eras Jianyuan e Yuanfeng, no reinado do imperador Wu.

Seu trabalho nos Registros do Grande Historiador ficou inacabado e passou a Sima Qian. Em 110 a.C., ano da morte de Sima Tan, o imperador Wu realizou o grande sacrifício fengshan enquanto Sima Tan permaneceu na região de Luoyang, sem poder acompanhá-lo. Seu filho o encontrou pouco antes da morte, abalado por não ter acompanhado as cerimônias, e ouviu seu pedido para que concluísse a obra histórica que havia começado.

As seis escolas

O ensaio de Sima Tan, preservado no último capítulo do Shiji, examina os pontos favoráveis e as limitações de seis modos de governar e de pensar. O termo jia, 家, pode designar uma família ou um grupo de especialistas, e sua tradução por "escola" não implica que os autores classificados já formassem instituições ou movimentos organizados. Os grupos são habitualmente chamados de:

Sima Tan comparou essas formas de governo e defendeu o daojia, que reuniria os melhores elementos das demais. Sima Tan apresenta um governante que evita intervir em cada tarefa e deixa a execução dos assuntos aos ministros, uma aplicação política do Wu wei. O uso de ideias de yin e yang não se restringia ao grupo que recebeu esse nome e também fazia parte de outros campos do pensamento Han, entre eles o militar.

Sima Tan e Sima Qian não distribuíram sistematicamente os pensadores anteriores entre as seis categorias. Cerca de um século depois, Liu Xiang e Liu Xin as empregaram para classificar textos da biblioteca imperial, e essa organização chegou ao catálogo do Livro de Han, de Ban Gu. Liu Xin relacionou os grupos a repartições que teriam existido na dinastia Zhou.

A classificação posterior não corresponde necessariamente a comunidades que já existissem na época dos pensadores. Os autores reunidos sob o nome de taoistas não precisam ter se conhecido, e as partes do Zhuangzi diferem quanto à familiaridade com o Tao Te Ching. Na Escola dos Nomes, havia interesses comuns no debate e na linguagem, mas não uma doutrina única, e seus participantes também discutiam com os moístas.

A categoria fajia

O fajia, posteriormente traduzido como legalismo, foi relacionado ao trabalho dos funcionários judiciais e passou a reunir Shang Yang e outros pensadores que não tinham concepções idênticas. Nos escritos de Sima Qian, Shen Buhai e Han Fei são examinados junto de Lao Zi e Chuang-Tzu, enquanto Shen Dao aparece entre os estudiosos da Academia Jixia. Shang Yang recebe um capítulo próprio.

Essa disposição dificulta atribuir a Sima Qian a mesma classificação adotada por autores posteriores. A aproximação de alguns desses pensadores com o Huang-Lao, ligado ao Imperador Amarelo e a Laozi, e o emprego de padrões de governo, fa, não eliminam suas diferenças quanto à punição e à administração.

O catálogo do Livro de Han organiza os textos nesses agrupamentos e propõe explicações para suas origens. Feng Youlan defendeu a existência de uma base histórica para as classificações de Sima Tan e Liu Xin, por entender que os pensadores anteriores já compartilhavam problemas e posições que permitiam reuni-los em correntes. Herrlee G. Creel questionou a tradução do fajia por legalismo, pois fa podia designar métodos administrativos, e não apenas leis. O trabalho de Shen Buhai sobre a escolha e a fiscalização dos funcionários não se confundia com um programa centrado em castigos. Liu Xiang também apresentou Shen Buhai como defensor do emprego de técnicas de supervisão para dispensar as punições.

Ver também

Referências

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Bibliografia

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Ligações externas