| Teclistamabe | |
|---|---|
| Classe farmacológica | Antineoplásico |
| Vias de administração | Injeção subcutânea |
| Origem do anticorpo | Humanizado |
| Alvo | BCMA, CD3 |
| Classificação gestacional na Austrália | C |
| Situação regulatória | Austrália: S4 Canadá: Sob prescrição Estados Unidos: Sob prescrição União Europeia: Sob prescrição |
| Código ATC | L01FX24 |
| Fórmula química | C6383H9847N1695O2003S40 |
| Número CAS | 2119595-80-9 |
| DrugBank | DB16655 |
| UNII | 54534MX6Z9 |
| KEGG | D12177 |
| Sinônimos | JNJ-64007957, teclistamab-cqyv |
| Tipo de anticorpo | bite |
| Tipo de medicamento | Anticorpo monoclonal |
O teclistamabe, comercializado como Tecvayli, é um anticorpo monoclonal humano biespecífico usado no mieloma múltiplo recidivante e refratário. Liga-se ao CD3 das células T e ao antígeno de maturação das células B, BCMA, presente nas células malignas do mieloma.
Os efeitos adversos mais comuns incluem hipogamaglobulinemia, síndrome de liberação de citocinas, neutropenia, anemia, dor musculoesquelética, fadiga, trombocitopenia, reações no local da injeção, infecção do trato respiratório superior e linfopenia. Também foram relatados diarreia, pneumonia, náusea, febre, dor de cabeça, tosse, constipação e dor. A redução das imunoglobulinas e de células de defesa aumenta o risco de infecções.
O teclistamabe foi o primeiro anticorpo biespecífico dirigido a CD3 e BCMA aprovado para uso médico. A autorização ocorreu na União Europeia em agosto de 2022 e nos Estados Unidos em outubro de 2022, onde foi classificado pela FDA como o primeiro medicamento de sua classe.
Teclistamabe é indicado para o tratamento de adultos com mieloma múltiplo recidivante e refratário.
A bula norte-americana traz um alerta destacado para síndrome de liberação de citocinas potencialmente fatal e toxicidade neurológica, incluindo a síndrome de neurotoxicidade associada a células efetoras imunes, ICANS. Entre os pacientes que receberam a dose recomendada nos estudos, a síndrome de liberação de citocinas ocorreu em 72%, a toxicidade neurológica em 57% e a ICANS em 6%. A síndrome de liberação de citocinas de grau 3 ocorreu em 0,6%, e a toxicidade neurológica de grau 3 ou 4 em 2,4%.
As reações adversas mais comuns (≥20%) que ocorreram nos 165 pacientes da população de segurança foram pirexia, SRC, dor musculoesquelética, reação no local da injeção, fadiga, infecção do trato respiratório superior, náusea, dor de cabeça, pneumonia e diarreia. As anomalias laboratoriais de Grau 3 a 4 mais comuns (≥20%) foram diminuição de linfócitos, diminuição de neutrófilos, diminuição de glóbulos brancos, diminuição de hemoglobina e diminuição de plaquetas.
Teclistamabe-cqyv foi avaliado no MajesTEC-1 (NCT03145181; NCT04557098), um estudo multicêntrico, de braço único, multicoorte, aberto. A população de eficácia consistiu em 110 participantes que já haviam recebido pelo menos três terapias anteriores, incluindo um inibidor de proteassoma, um agente imunomodulador e um anticorpo monoclonal anti-CD38, e que não haviam recebido terapia anterior direcionada ao BCMA.
O pedido de teclistamabe recebeu designações de medicamento órfão, revisão prioritária e terapia inovadora.
Em julho de 2022, o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) adotou um parecer positivo, recomendando a concessão de uma autorização de introdução no mercado condicional para o medicamento Tecvayli, destinado ao tratamento de pacientes adultos com mieloma múltiplo recidivante e refratário, que tenham recebido pelo menos três terapêuticas anteriores. O Tecvayli foi revisto no âmbito do programa de avaliação acelerada da EMA. O requerente deste medicamento é a Janssen-Cilag International N.V. Teclistamabe foi autorizado para uso médico na União Europeia em agosto de 2022.
Teclistamabe é o nome comum internacional do medicamento. A designação foi proposta pela Genmab A/S.