Ansuvimabe | |||||||||
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| Nomes | |||||||||
| Outros nomes | Ansuvimab; ansuvimab-zykl; mAb114; Ebanga | ||||||||
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| Página de dados suplementares | |||||||||
| Estrutura e propriedades | n, εr, etc. | ||||||||
| Dados termodinâmicos | Comportamento de fases Sólido, líquido e gás | ||||||||
| Dados espectrais | UV, IV, RMN, EM | ||||||||
| Exceto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições normais de temperatura e pressão. Referências e avisos gerais sobre esta caixa. Alerta sobre risco à saúde. | |||||||||
O ansuvimabe (em inglês: ansuvimab; nos Estados Unidos, ansuvimab-zykl), também conhecido pelo código mAb114 e vendido sob o nome comercial Ebanga, é um anticorpo monoclonal humano usado no tratamento da doença por vírus Ébola causada pela espécie Orthoebolavirus zairense (antes chamada Zaire ebolavirus). É dado numa única infusão na veia, a adultos e crianças, inclusive recém-nascidos de mães infectadas. Foi isolado de um sobrevivente do surto de ebola de 1995 em Kikwit, na República Democrática do Congo. Foi aprovado nos Estados Unidos em dezembro de 2020 e consta da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde, inclusive na lista para crianças.
O ansuvimabe é indicado para o tratamento da infecção por Orthoebolavirus zairense em adultos e crianças, incluindo recém-nascidos de mães com teste RT-PCR positivo para o vírus. A dose é de 50 mg/kg, numa única infusão intravenosa de 60 minutos.
A eficácia foi demonstrada no ensaio PALM, realizado durante a epidemia de ebola de 2018–2020 nas províncias de Kivu do Norte e Ituri, na República Democrática do Congo. O estudo comparou quatro tratamentos experimentais, todos com os cuidados de suporte habituais. Aos 28 dias, morreram 35,1% dos pacientes tratados com ansuvimabe, contra 49,7% dos que receberam o ZMapp, usado como controle. Um coquetel de três anticorpos, o REGN-EB3, também foi superior ao ZMapp. Por isso, a partir de agosto de 2019 os pacientes passaram a receber apenas um desses dois tratamentos. Os pacientes com carga viral mais baixa e menos tempo de doença antes da internação sobreviveram mais.
Os eventos adversos mais frequentes durante a infusão foram febre, taquicardia, diarreia, vômitos, hipotensão, respiração acelerada e calafrios. Esses sinais também são comuns na própria doença, o que dificulta saber quais se devem ao medicamento. Podem ocorrer reações de hipersensibilidade, inclusive relacionadas à infusão; nesse caso, o tratamento deve ser interrompido.
O ansuvimabe pode reduzir a eficácia da vacina de vírus vivo contra o ebola, porque pode inibir a replicação do vírus vacinal. Por isso, não se deve aplicar essa vacina durante o tratamento.
O ansuvimabe é um anticorpo monoclonal humano da classe IgG1κ. Liga-se à subunidade GP1 da glicoproteína da superfície do vírus, no domínio de ligação ao receptor (aminoácidos 111 a 119). Assim, impede que o vírus se ligue ao receptor da célula e entre nela. Em laboratório, os anticorpos isolados do sobrevivente também mediaram a citotoxicidade celular dependente de anticorpos.
Num estudo de fase 1 com 18 voluntários sadios, o ansuvimabe teve farmacocinética linear e meia-vida de cerca de 24 dias, sem formação de anticorpos contra o medicamento. Não há dados de farmacocinética em pacientes com ebola.
É produzido em células de ovário de hamster chinês por tecnologia do DNA recombinante e tem massa molecular de cerca de 147 kDa.
Pesquisadores dos Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos, da Suíça e da República Democrática do Congo verificaram que um sobrevivente do surto de Kikwit de 1995 mantinha anticorpos contra a glicoproteína do vírus mais de dez anos depois da infecção. Desse sobrevivente isolaram anticorpos que neutralizavam variantes antigas e recentes do vírus. Em 2016, mostraram que o mAb114 sozinho protegia macacos-rhesus mesmo quando dado cinco dias depois da infecção.
O primeiro estudo em seres humanos, de fase 1, foi feito em 2018 no Centro Clínico dos Institutos Nacionais da Saúde, com doses de 5, 25 e 50 mg/kg. As infusões foram bem toleradas e não houve reações à infusão. Depois do ensaio PALM, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou o medicamento em 21 de dezembro de 2020, com as designações de medicamento órfão e de terapia inovadora. A aprovação foi dada à empresa Ridgeback Biotherapeutics.
Ansuvimab é a denominação em inglês. Nos Estados Unidos, o nome oficial do produto é ansuvimab-zykl, e o nome comercial é Ebanga. O nome não consta da lista de Denominações Comuns Brasileiras de outubro de 2026.
O ansuvimabe consta da lista principal da 24.ª Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2025, no grupo dos medicamentos para a doença pelo vírus Ébola, como pó para injeção de 400 mg. Também consta da lista principal da 10.ª Lista Modelo de Medicamentos Essenciais para Crianças.