Emicizumabe | |||||||||||||
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| Nomes | |||||||||||||
| Outros nomes | Emicizumab; emicizumab-kxwh; Hemlibra | ||||||||||||
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| Página de dados suplementares | |||||||||||||
| Estrutura e propriedades | n, εr, etc. | ||||||||||||
| Dados termodinâmicos | Comportamento de fases Sólido, líquido e gás | ||||||||||||
| Dados espectrais | UV, IV, RMN, EM | ||||||||||||
| Exceto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições normais de temperatura e pressão. Referências e avisos gerais sobre esta caixa. Alerta sobre risco à saúde. | |||||||||||||
O emicizumabe (em inglês: emicizumab; nos Estados Unidos, emicizumab-kxwh), vendido sob o nome comercial Hemlibra, é um anticorpo monoclonal biespecífico humanizado usado na prevenção de sangramentos em pessoas com hemofilia A, com ou sem inibidores do fator VIII. Liga-se ao mesmo tempo ao fator IX ativado e ao fator X da coagulação e assim substitui a função do fator VIII que falta nesses pacientes. É aplicado por injeção subcutânea, uma vez por semana, a cada duas semanas ou a cada quatro semanas. Foi aprovado nos Estados Unidos em 2017 e consta da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde, inclusive na lista para crianças.
O emicizumabe é indicado para a profilaxia de rotina, para evitar ou reduzir os episódios de sangramento, em adultos e crianças com hemofilia A congênita, desde o nascimento, tenham ou não inibidores do fator VIII. O tratamento começa com uma dose de ataque de 3 mg/kg por semana durante quatro semanas, seguida de uma dose de manutenção de 1,5 mg/kg por semana, 3 mg/kg a cada duas semanas ou 6 mg/kg a cada quatro semanas. Depois de treinados, o paciente ou o cuidador podem aplicar as injeções.
No ensaio HAVEN 1, com pacientes que tinham inibidores do fator VIII, a profilaxia com emicizumabe reduziu a taxa anual de sangramentos em 87% em comparação com nenhuma profilaxia (2,9 contra 23,3 sangramentos por ano), e 63% dos pacientes tratados não tiveram nenhum sangramento. No ensaio HAVEN 3, com pacientes sem inibidores, a taxa anual caiu 96 a 97% em comparação com nenhuma profilaxia, e foi 68% menor que a da profilaxia anterior com fator VIII nos mesmos pacientes.
Os efeitos adversos mais comuns, com frequência de 10% ou mais, são reações no local da injeção, dor de cabeça e dores nas articulações.
A bula norte-americana traz um alerta em destaque sobre microangiopatia trombótica e trombose. Esses eventos ocorreram em pacientes que, durante o uso do emicizumabe, receberam em média mais de 100 U/kg em 24 horas de concentrado de complexo protrombínico ativado, por 24 horas ou mais, para tratar sangramentos. Como o emicizumabe permanece muito tempo no organismo, essa interação pode ocorrer até seis meses depois da última dose.
O emicizumabe também interfere em exames de coagulação, como o tempo de tromboplastina parcial ativada e as dosagens de fatores baseadas nele, por até seis meses depois da última dose.
O emicizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado do tipo IgG4 modificado e biespecífico: um de seus braços liga-se ao fator IXa e o outro ao fator X. Ao aproximar os dois fatores, restaura a função do fator VIII ativado, necessária para a hemostasia. Não tem semelhança estrutural com o fator VIII, por isso não induz nem aumenta a formação de inibidores contra ele.
Depois da injeção subcutânea, a biodisponibilidade absoluta é de 80 a 93%. A meia-vida de eliminação aparente é de cerca de 27 dias.
É produzido em células de ovário de hamster chinês geneticamente modificadas e tem massa molecular de cerca de 145,6 kDa.
Cerca de 30% dos pacientes com hemofilia A grave desenvolvem anticorpos que inibem o fator VIII usado no tratamento. Além disso, o fator VIII tem meia-vida curta e precisa ser injetado na veia com frequência. Em 2012, pesquisadores da empresa japonesa Chugai Pharmaceutical descreveram um anticorpo biespecífico humanizado contra os fatores IXa e X que imitava a função do fator VIII, funcionava mesmo na presença de inibidores e protegia contra sangramentos num modelo de hemofilia em primatas. Os ensaios clínicos do emicizumabe foram financiados pela Hoffmann-La Roche e pela Chugai. O medicamento foi aprovado nos Estados Unidos em 2017.
Emicizumabe é a Denominação Comum Brasileira (DCB n.º 11561). Emicizumab é o nome em inglês; nos Estados Unidos, o nome oficial do produto é emicizumab-kxwh, e o nome comercial é Hemlibra.
O emicizumabe consta da lista principal da 24.ª Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2025, no grupo dos medicamentos que afetam a coagulação, como solução injetável em várias concentrações. Também consta da lista principal da 10.ª Lista Modelo de Medicamentos Essenciais para Crianças.